5 melhores filmes de 2019, segundo a redação da TIL


A nível cinematográfico o ano de 2019 foi de ouro. Grandes e bons filmes de Hollywood, renovados e extontiantes da plataforma Netflix. A redação da TIL escolheu aqueles que para eles foram os 5 melhores filmes de 2019.  De fora ficaram outros (também votados) como por exemplo Knives Out, Variações, The Lighthouse ou J’ai perdu mon Corps. Siga a lista:

5. O Irlandês 

Quem assassinou Jimmy Hoffa e onde está o seu corpo? O mistério da morte do líder do sindicato dos camionistas americanos com ligações à máfia é um dos enigmas do século nos EUA, e o novo filme de Martin Scorsese dá uma resposta a esta questão.

Em 2019, ver um filme de mafiosos de três horas e meia, com Robert de Niro, Joe Pesci e Al Pacino nos papéis principais seria algo a encarar como pouco prazeroso, algo que se faria em 1995, mas não agora. Mas quando vemos “O Irlandês” lembramo-nos porque é que isto resulta, as razões de Pacino e De Niro serem dois dos melhores atores de cinema de sempre, e de Scorsese ser um realizador e cinéfilo notável.

É um filme sobre um gangster reticente, sobre como “o trabalho” se sobrepõe à família, e além disso, a última meia hora é uma reflexão sobre a mortalidade. E isto quase nos faz esquecer o facto de não ter estreado em sala em Portugal, como tem acontecido com os últimos filmes da Netflix.

 

4. Parasitas

“Parasitas” não é apenas uma comédia, nem um drama, nem um thriller – é tudo isto ao mesmo tempo, ou não fosse realizado por Bong Joon Ho, um realizador que gosta de saltitar entre géneros de cinema. Este filme coreano contam a história da família Kim, que vive numa cave e dobra caixas de pizza para sobreviver. Até que o filho mais novo é aliciado para um esquema: forjar um certificado de habilitações e começar a dar explicações à filha de um casal rico, os Park. E rapidamente, o jovem Kim consegue pôr toda a família a trabalhar em casa do casal rico, através de uma série de esquemas e mentiras. A meio há uma reviravolta… e não contamos o resto para não sermos spoilers.

O vencedor da Palma de Ouro na última edição do Festival de Cannes é um filme de um humor negro muito mordaz. E a crítica social é uma constante, num filme que vai a tantos temas que é um milagre como resulta tão bem.

 

3. Era uma Vez em… Hollywood

É um quase um sacrilégio sugerir aos leitores da Til que vejam o último filme de Quentin Tarantino, alguém que continua a filmar em película, num ecrã de televisão. Mas a principal razão nem é essa – “Era uma Vez em… Hollywood” é uma homenagem ao cinema e à Hollywood dos anos 60.

No último filme do realizador de “Pulp Fiction” seguimos Rick Dalton (Leonardo diCaprio) e Cliff Booth (Brad Pitt). O primeiro é um ator de séries de televisão a chegar à meia-idade que quer dar o salto para o cinema, cheio de inseguranças, enquanto o segundo é o seu duplo e assistente pessoal, que o segue para todo o lado, no melhor bromance ficcionado em 2019. A forma como a sua história se entronca na de Sharon Tate (Margot Robbie); no fim do sonho hippie; e nos crimes de Charles Manson (um dos mais notórios serial-killers americanos), é mais uma maneira de confirmar que Quentin Tarantino deveria ser considerado património nacional americano.

2. Marriage Story

Ao contrário do anunciado no título, “Marriage Story” é a história do divórcio entre Charlie (Adam Driver) e Nicole (Scarlett Johansson), o casal protagonista deste lançamento da Netflix. O filme é realizado por Noah Baumbach (A Lula e a Baleia; Frances Ha), que também é autor do argumento, e isso sente-se –  os diálogos são longos, mas soberbos e plenos de vivacidade, não fosse o realizador americano um dos melhores herdeiros de Woody Allen.

Ambos os atores principais estão no ponto mais alto da sua carreira e a câmara de Baumbach nunca chega a ser intrusiva enquanto acompanha Charlie e Nicole neste longo e difícil processo de separação, desapego e divórcio. O respeito pelas personagens e a honestidade com que esta narrativa, onde cada detalhe é inserido com propósito ilustrativo, nos é apresentada, faz com que o filme seja um dos mais fortes candidatos aos Oscares.

 

1. Joker

“Alguém com insensibilidade aos sentimentos alheios” ou “falta de empatia por outrem” são duas características utilizadas num bom dicionário como definição da palavra “psicopata”. Em “Joker”, Arthur Fleck (Joaquin Pheonix), é arrastado pela lama durante a maioria do filme, vítima de todo o tipo de maus tratos por sofrer de uma doença mental, autêntica via-sacra que termina na sua transformação num psicopata homicida.

Não é mais um filme da série-Batman, muito menos de super-heróis. Muito pelo contrário – trata-se de um thriller dramático onde a manipulação digital de imagem é mínima, nenhuma das personagens tem poderes especiais e as poucas cenas de violência são realistas e filmadas com crueza e secura.

Na cena mais “interativa” do filme, um anão acabou de ser testemunha de um homicídio e não consegue chegar à maçaneta da porta do quarto onde está preso com o assassino. Rimo-nos com a situação, perpetuando o ciclo de bullying,  ou sentimos empatia por quem está em perigo e tenta fugir? Há poucos filmes que nos façam sentir um murro no estômago quando os vemos, e este é um deles.

 

Foto: DR

A noite em que os First Breath After Coma se multiplicaram para fechar 2019 em grande.


Escrito por: Fotografia por:
Diogo Costa
Diogo Costa
                       

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    Já é um hábito encontrar os FBAC em concertos natalícios / fim de ano. Mas poucos estavam preparados para tamanha novidade: uma orquestra inteira a oferecer uma musicalidade ainda mais diversa!

    Os First Breath After Coma (FBAC) tocam “Please Don’t Leave” quando, a meio do tema, os tons azuis e laranja do sistema de luz do Teatro José Lúcio da Silva refulgem nas pautas, nas fardas brancas ou na barba grisalha do maestro Carlos Pinto Pereira, da Banda de Música de Mateus (BMM). O conjunto filarmónico transmontano acompanha a banda leiriense no espetáculo deste sábado, e é neste momento que temos a perceção da quantidade de músicos em palco – são dezenas, com os cinco elementos da banda leiriense em primeiro plano, à frente de quatro ou cinco filas de músicos que se estendem a todo o comprimento de palco – a maioria a tocar instrumentos de sopro, existindo também uma pequena secção de percussionistas.

    Em 2012, quando ouvimos falar dos FBAC pela primeira vez, havia um rótulo – Pós-Rock – utilizado para catalogar o estilo de som da banda leiriense. Os nomes marcantes desse movimento – Tortoise, Sigur Rós, God is an Astronaut ou Explosions in the Sky, utilizam instrumentos associados ao rock tradicional para criar paisagens sonoras onde a textura ou o timbre têm primazia sobre riffs, acordes ou refrães, fugindo assim à estrutura tradicional de canção rock de forma a criar ambientes sónicos melancólicos e contemplativos.

    Nessa altura, o coletivo de Leiria parecia dizer ao que vinha, escolhendo o nome de uma música dos Explosions in the Sky para nome da banda. Mas no ano seguinte, quando lançam “The Misadventures of Anthony Knivet”, o seu primeiro álbum, é patente a vontade em fugir ao conforto e monotonia de se associarem apenas a um estilo de música. E os fagotes, oboés, saxofones, tubas ou clarinetes da filarmónica transmontana são instrumentos que normalmente não se associam ao rock, em qualquer das suas vertentes ou movimentos paralelos que o pretendam desconstruir.

    Iniciam o concerto com os três primeiros temas de “NU”, álbum deste ano que também foi apresentado em formato visual e esteve na maioria das listas de melhores discos nacionais de 2019, incluindo o melhor disco no distrito para a TIL. A “The Upsetters” e “Please Don’t Leave” segue-se “Change”, o tema onde pela primeira vez é notória a força e sustento trazido pelos metais dos músicos de Mateus às músicas dos FBAC, já de si paisagens de veludo, agora multiplicadas por acrescentos de textura e ressonância.

    Há entrosamento entre as bandas e no início de “Salty Eyes”, música de “Drifter” (segundo álbum dos leirienses), vemos uma jovem clarinetista a contar os tempos pela bateria de Pedro Marques, para ter melhor perceção da sua vez de tocar. A juventude é a principal característica dos elementos da Banda de Música de Mateus – somos informados que o seu membro mais novo tem apenas 11 anos de idade no intervalo antes de começar “Apnea”, tema de “The Misadventures of Anthony Knivet”, onde um jovem no início da adolescência toca um bombo maior que a sua altura.

    Mesmo havendo sintonia entre bandas não deixamos de sentir que os instrumentos da BMM poderiam ter maior destaque, que poderiam servir como mais que acompanhamento do som dos leirienses, ou que houvesse um trabalho mais forte em criar novos arranjos para as músicas, permitindo que existissem momentos a “solo” da orquestra de Vila Real.

    Isso sentiu-se especialmente em “Heavy”, onde os efeitos de voz e a textura dos teclados abafam a filarmónica, ou nos dois ou três momentos de “Feathers and Wax” em que se exigia que as tubas e bombardinos tivessem uma presença mais forte no acompanhamento aos graves dos FBAC.

    Antes do fim do concerto, depois de sermos informados que um encore não seria possível “porque a sua logística ia demorar uma hora”, voltam a “Drifter”, com “Blup”, que lhes vale uma ovação em pé de perto de cinco minutos por parte da audiência, que esgotava o Teatro José Lúcio da Silva.

    Ver FBAC tocarem neste registo é mais uma demonstração da sua vontade de inovar e fugir a catalogações. Depois de concertos colaborativos com Noiserv e Whales, de tocarem durante 24 horas seguidas no Festival “A Porta”, e da edição de um álbum multimédia, que mistura música e imagem, ficamos a aguardar o que nos vão trazer em 2020. Um novo álbum não é uma façanha a ser posta de parte, promessa feita no final do concerto. Além disso, a etapa transmontana desta colaboração com a Banda de Música de Mateus está agendada para 4 de Janeiro, no Teatro Municipal de Vila Real, e um concerto desta escala é um prenúncio de coisas boas para o futuro de qualquer banda.

    Marriage Story – o desapego é uma batalha sem vencedores (contém spoilers)


    Só no início do próximo mês é que vamos saber quantos Globos de Ouro ganhará “Marriage Story”, nomeado para seis categorias nos prémios que servem de antecâmara para os Óscares.

    Se houvesse uma distinção para filme com o título mais irónico de 2019, este seria este o vencedor antecipado – “Marriage Story” é na verdade a crónica do divórcio entre Charlie (Adam Driver) e Nicole (Scarlett Johansson), o casal protagonista deste novo lançamento da Netflix, realizado por Noah Baumbach (A Lula e a Baleia; Frances Ha), que também é autor do argumento.

    Charlie e Nicole são millennials atípicos: casaram cedo e, pouco depois, tiveram Henry (Azhy Robertsson), que tem oito anos de idade. Charlie é encenador e diretor de uma companhia teatral de Nova Iorque e Nicole é uma atriz que, cansada de fazer papéis menores para TV, decide deixar Los Angeles no início da relação de ambos, tornando-se a “musa” das peças do marido. Charlie encara a companhia teatral como uma segunda família e vai construindo uma carreira consistente, com alguns projetos a terem estreia na Broadway.

    O “meio” é, portanto, o de uma burguesia artística “remediada”, ela vinda de uma família de atores de Hollywood, ele subindo a pulso numa carreira financiada através de bolsas e subsídios, depois de ter sido criado numa família desestruturada, com que mantém pouco ou nenhum contacto. Vivem em Nova Iorque, mas passam os períodos de férias em Los Angeles, com a família de Nicole.

     

    Logo no início do filme encontramo-los em processo de separação, acompanhados por um mediador que lhes pede que escrevam sobre aquilo que mais gostam um no outro. É assim, em dois trechos narrados alternadamente por cada um deles, que ficamos a conhecer a intimidade desta família – quem corta o cabelo a todos lá em casa, qual deles devora sanduíches de forma sôfrega, quem é o melhor mediador de crises familiares, além de ficarmos a saber que ambos são bastante competitivos, mesmo a jogar Monopólio –  este é um filme de pormenores, onde nenhum detalhe do argumento foi escrito sem um propósito ilustrativo ou uma relação de causalidade.

    Rapidamente a separação, que ambas as partes desejavam amigável, se transforma numa ação de divórcio litigioso: é Nicole que a submete pouco depois de pegar em Henry e voltar para Los Angeles – sente ter vivido à sombra da carreira do marido, chegando a altura de atender às suas próprias expetativas, resolvendo aceitar o papel principal no episódio-piloto de uma série para televisão. Para a representar é convencida a contratar Nora, uma intempestiva advogada interpretada por Laura Dern, que a aconselha a retratar Charlie como um marido autocentrado, alguém indiferente às suas perspetivas de carreira e à sua vontade de viver em Los Angeles, defeitos a que se junta um episódio de adultério com uma colega de trabalho.  

    E se durante o primeiro terço do filme é a personagem de Nicole que tem maior destaque na ação, agora é Charlie que tem de correr “atrás do prejuízo” – também ele é obrigado a contratar advogados para não perder a custódia total da guarda do filho. E são deles algumas das melhores deixas do filme, como quando Ted (Kyle Bornheimer), um dos defensores de Charlie, refere que os advogados criminais vêm as pessoas más no seu “melhor”, enquanto os especialistas em divórcios vêm as pessoas boas no seu pior momento.

     

    “Marriage Story” vive também das diferenças entre as duas maiores cidades americanas e Charlie, que até esta altura vive “em negação” sobre a realidade por que está a passar, é aconselhado a comprar casa em Los Angeles, de forma a mostrar-se como aquilo que sempre foi – um pai presente.

    É conhecido o “complexo de superioridade” que os nova-iorquinos sentem pela cidade do celuloide, que consideram uma terra artificial, e são constantes as referências às diferenças entre as duas cidades no enredo, com a piada mais recorrente, ser a referência ao “espaço” de que LA beneficia, algo que espoleta um dos trechos mais comoventes de “Marriage Story”, quando pai e filho passam a noite de Halloween a conduzir pela cidade, batendo às portas das mansões de Sunset Boulevard a pedir doces. “Isto em Nova Iorque dava para fazer a pé”, diz Charlie quando se apercebe que está a perder o filho para tudo o que Los Angeles representa, numa sequência que nos remete para “Ladrões de Bicicletas” (1948), filme-definidor do movimento neo-realista italiano.

    Diz-se que muito de Marriage Story é autobiográfico, inspirado no divórcio do realizador e da atriz Jennifer Jason Leigh. Contudo, mesmo com uma componente pessoal tão vincada, uma das maiores virtudes do filme é nunca tomar partes – ambas as personagens principais têm mais que uma dimensão, nenhuma delas é diabolizada e ambas enfrentam um processo doloroso de luto pela intimidade que partilhavam. Isso é visível na cena da visita de Nicole a Charlie, numa última tentativa de chegar a acordo e não levar o processo a tribunal. São dez minutos em que a câmara alterna entre cada uma das personagens, numa sequência de planos em closeup dos seus rostos, que são alternados por planos gerais, onde um deles manifesta a vontade de que o outro morresse e uma parede acaba esmurrada.

    “Marriage Story” não é uma obra perfeita. Há momentos onde os atores perdem alguma naturalidade interpretativa, como acontece a Adam Driver nesta cena de discussão por exemplo. Além disso, é pouco plausível que qualquer dos elementos do casal pudessem sustentar este divórcio “à americana”, com “advogados-tubarões” caríssimos (Jay, que é interpretado por Ray Liotta, defende Charlie e cobra um valor por hora equivalente ao salário médio mensal português).

    Contudo, o filme é muito recompensador pela empatia que nos gera o sofrimento das personagens no seu lento e gradual trajeto de desapego, seja pela desorientação de Charlie, que passa metade do filme sem se aperceber que vai mesmo perder a esposa; ora quando Nicole lhe corta o cabelo em pleno processo de divórcio ou lhe ata os sapatos enquanto ele leva Henry ao colo, já perto do final. O título pode ser irónico, mas o espectador não perde carinho e identificação pelas personagens, que jamais chegam perto de se tornarem uma caricatura.

     

    Classificação TIL: 8/10

    Borraponto: em Alqueidão da Serra há um projeto que vai transformar cápsulas de café em adubo e combustível fóssil


    Promover a recolha e separação de cápsulas de café, efetuar a separação e reciclagem dos invólucros e transformar as borras em adubo e pellets para aquecimento de habitações – é este o objetivo do projeto Borraponto.

    Promovido pela Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, a iniciativa foi também financiada em 25.000 euros pelo Ministério do Ambiente e já tem 10 recipientes, em forma de barril, espalhados para recolha de cápsulas, como se pode ver na página de Facebook da freguesia do concelho de Porto de Mós.

    O objetivo é criar e gerir uma rota de recolha destes resíduos, utilizando para o efeito um veículo elétrico, e assegurar e promover a reutilização das borras para fins agrícolas (como fertilizante nos terrenos baldios e espaços verdes da freguesia). Desta forma, assegura-se a  reciclagem das cápsulas de plástico ou alumínio, envolvendo a comunidade e instituições locais.

    Após seis meses de implementação do projeto prevê-se o estabelecimento de parcerias com empresas de transformação de forma a converter as borras em pellets para aquecimento. Além disso, o objetivo é alargar a iniciativa às restantes freguesias do concelho.

    Vídeo de apresentação do Borraponto.

    Site oficial do projeto

     

    Movida.polis: a aplicação desenvolvida em Leiria que põe os utilizadores em forma


    O Movida.polis é uma aplicação para telemóveis que funciona como instrutor de exercício ao ar livre, desenvolvida em parceria entre o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e o município local.

    O programa está disponível para download gratuito (sistemas Android e iOS) e visa aproveitar os equipamentos de exercício disponibilizados em jardins e espaços públicos renovados ao abrigo do programa Polis, lê-se no site do IPL.

    Logo que descarreguem a aplicação e preencham um questionário que avalia a sua condição física, os novos utilizadores podem começar a utilizar o programa em cinco espaços da cidade do Lis:

    • Parque Radical (S. Romão)
    • Jardim da Vala Real
    • Jardim do Carpalho
    • Jardim da Almoinha Grande
    • Parque da Foz do Lena

    Para isso basta procurarem a placa identificadora de cada uma das cinco estações de treino do percurso, onde consta um código QR que podem ler com os seus telemóveis.

    A aplicação funciona como um mediador de atividade física, servindo-se do histórico dos dados da utilização do percurso para sugerir novas recomendações, em função do desempenho e dos objetivos individuais dos utilizadores. Alguns exemplos da interação com a App podem ser vistas aqui.

    Fragas de S. Simão: a praia fluvial mais popular do distrito vai ganhar passadiços


    A zona envolvente à praia fluvial das Fragas de S. Simão está a ser requalificada, procedendo-se à implementação de um percurso em passadiço, anuncia o site da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos.

    A estrutura de madeira permitirá ligar a aldeia de Casal de S. Simão à zona balnear, passando pelo miradouro que fica nas imediações, também requalificado de forma a enquadrar-se como elemento integrante desse percurso.

    Esta intervenção “permitirá a valorização turística da zona, potenciando a atratividade, não só por via do reforço da oferta, mas também pelo incremento da notoriedade da região como destino turístico no âmbito da rede das Aldeias do Xisto”, pode ler-se na página da autarquia do Pinhal Interior. O projeto implica um investimento de cerca de 400.000€ e é financiado pelo Turismo de Portugal, em 90% desse valor.

    Desta forma, os visitantes poderão percorrer com menor impacto ambiental um caminho que os levará da aldeia até à praia que é “escoltada” pelas fragas que a batizam. O percurso permite desfrutar da paisagem típica da Serra da Lousã e é feito em cerca de 20 minutos.

    iStore do LeiriaShopping será inaugurada com descontos e sorteio de produtos Apple


    Leiria passa a contar com uma iStore a partir deste fim-de-semana, com a inauguração marcada para as 19h de sábado, dia 7 de dezembro.

    A cadeia iStore é uma revendedora premium da Apple que também disponibiliza assistência técnica e aconselhamento especializado a clientes e empresas, passando a contar assim com oito lojas em Portugal.

    A abertura da loja, situada no piso 0 do LeiriaShopping, será festejada com música e descontos de 20% em produtos assinalados, além de serem sorteados “um AirPods Pro, um iPad 10.2, um iPhone 11, 3 powerbanks, um auscultador Beats EP, um auscultador Beats Solo e uma Apple TV”, refere a empresa na sua página oficial de Facebook. Sabe mais no Regulamento do sorteio.

    Para concorrer os visitantes têm de se inscrever junto à loja, no dia 7 de dezembro, a partir das 12h00. Além disso, os visitantes que se fotografarem na moldura de iPhone presente na loja recebem uma powerbank.

    Informações adicionais.

     

    Mais de 70 músicos em palco: First Breath After Coma fecham 2019 em formato orquestra


    Os First Breath After Coma despedem-se de 2019 e entram no próximo ano confirmando que são uma banda irrequieta, que gosta de desafios e fazer colaborações.

    Depois dos concertos com Noiserv (Bons Sons) e Whales (Há Música na Cidade), vão agora apresentar dois espetáculos com a Banda de Música de Mateus, conjunto de Vila Real, que comemora o seu 209º aniversário.

    Será uma verdadeira orquestra com mais de 70 músicos em palco, com as secções de sopros, cordas e metais dos transmontanos a juntarem-se aos instrumentos dos músicos de Leiria, para dois concertos exclusivos de fim-de-ano. 

    Está a ser um 2019 em cheio para os First Breath After Coma: editaram “Nu”, álbum que associa música e imagem, com posterior digressão tanto em Portugal como no estrangeiro; tocaram ininterruptamente durante 24 horas no Festival A Porta; foram convidados para Paredes de Coura; e abriram para uma das suas bandas de referência, os Efterklang, em outubro. O ano fechará com chave de ouro, no Teatro José Lúcio da Silva (28 de dezembro) e já em 2020, tocam no Teatro Municipal de Vila Real (4 de janeiro).

    Podes comprar bilhetes para o concerto de Leiria aqui.

    Um filme que parece o jogo do Cluedo e mais 4 estreias esta semana


    Um novo “Anjos de Charlie”, o regresso da “camaleónica” Cate Blanchett, a adaptação do livro de Yanis Varoufakis sobre o resgate grego, e um drama sobre ambiente islandês com laivos de  thriller são as nossas escolhas para esta semana nos cinemas da região. Uma mistura entre cinema comercial e filmes de autor que é sempre bem-vinda.

     

    • Knives Out: Todos São Suspeitos

    O detetive Benoit Blanc investiga o assassinato de Harlan Thrombey (Christopher Plummer), um famoso escritor de romances policiais e patriarca de uma excêntrica e bastante combativa família, encontrado morto na sua propriedade logo após cumprir o 85º aniversário.

     

    • Os Anjos de Charlie

    Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska interpretam a versão de 2019 da popular série de televisão criada nos anos 70 e posteriormente adaptada ao cinema. As bonitas, sexy e inteligentes detectives da agência de Charlie Crawford desta vez tentam descobrir os responsáveis por uma ameaça energética que põe em perigo o futuro da humanidade.

    Disponível em:
    Cineplace Leiria Shopping

    Cineplace Caldas da Rainha

    Cinema City Leiria

     

    • Onde Estás Bernardette?

    Há dois tipos de actores: os que deixam traços de si mesmos quando representam (Owen Wilson, Humphrey Bogart), e os que se fundem com as personagens que interpretam. Cate Blanchett é uma atriz deste último género, e neste filme interpreta uma antiga “promessa” da arquitetura que deixou de trabalhar para se dedicar a uma carreira como mãe de família durante os últimos vinte anos. Até que desaparece misteriosamente, levando o marido e a filha a empreenderem uma busca que se transforma numa aventura.

    O filme é realizado por Richard Linklater (Boyhood: Momentos de Uma Vida, Antes do Amanhecer, Antes do Anoitecer e Antes da Meia Noite) e adapta o best-seller escrito em 2012 pela romancista Marie Sempler.

    Disponível em:
    Cineplace Leiria Shopping

     

    • Comportem-se Como AdultosLembram-se de Yannis Varoufakis? O ex-ministro das finanças grego escreveu “Adults in the Room: My Battle with Europe’s Deep Establishment”, e esta é a adaptação cinematográfica do livro. O espectador é transportado para 2015, com a Grécia sob constante escrutínio dos parceiros europeus, acompanhando-se o ministro grego nas reuniões do Eurogrupo, que com as suas rivalidades, invejas e desigualdades entre membros funciona como uma adaptação à economia do dito futebolístico “O futebol são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha”. O filme é realizado pelo franco-grego Costa-Gavras, que acaba de receber o prémio-carreira na edição deste ano do Festival de Veneza.

    Disponível em:
    Cineplace Leiria Shopping

     

    • Uma Mulher em GuerraHalla é uma moradora dos planaltos islandeses disposta a enfrentar sozinha uma guerra contra a indústria do alumínio que ameaça a ilha. Aos 50 anos, ela está disposta a perder tudo no combate ao aquecimento global e às ameaças ambientais. Mas os seus planos são abalados quando sabe que o seu pedido de adopção de uma órfã ucraniana foi aceite.

    Disponível em:
    Cineplace Leiria Shopping

    Leiria prepara-se para o Natal com espetáculo videomapping e pista de gelo alargada


    Uma bola de Natal com 12 metros de altura, que serve de suporte a um espetáculo de luz, cor e som, é a principal novidade desta edição do “Leiria Cidade Natal”. O objeto será instalado junto à Fonte Luminosa, e a apresentação multimédia terá duas exibições diárias, às 17:30 e 21:30.

    Mas a animação não se fica por aqui – entre 29 de novembro e 5 de janeiro haverá exposição de presépios, um carrossel, pista da carros elétricos, comboio de Natal, teatro, peddy-papers, concertos, recreio dos duendes, alameda da solidariedade, karaoke, insufláveis, renas, além da pista de gelo, que este ano será ampliada para o exterior do Mercado de Sant’Ana, divulga o site da Câmara Municipal de Leiria.

    A inauguração do “Leiria Cidade Natal” está marcada para as 21:00, do dia 29 de novembro, junto à Fonte Luminosa, com a ligação da iluminação decorativa nos edifícios mais emblemáticos da cidade, incluindo toda a muralha do Castelo, e em mais de 20 ruas, avenidas e praças.

    A programação completa e todas as informações sobre os vários eventos estarão brevemente disponíveis em www.visiteleiria.pt.

    Fotografia: DR