Porto de Mós homenageia bombeiros com projeto de steet art – e está incrível!


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Um mural que representa “duas mãos divinas a ajudarem duas mãos carenciadas” foi a forma que a Câmara Municipal de Porto de Mós encontrou para homenagear os bombeiros locais. A obra intitula-se  “Mãos Divinas” e é da autoria de Rui Basílio, artista de streetart residente naquele concelho.

O graffitti foi pintado na torre do quartel dos Bombeiros Voluntários locais e tem “um tipo de traço simples, tal como o próprio gesto de ajudar, com a cor vermelha do sangue e o preto do luto”, refere fonte do município portomosense em comunicado de imprensa.

A apresentação do projeto foi acompanhada “por um videógrafo (João Ligeiro) e um produtor musical (Randy One), que  com o produto final do mural, ajudaram a transmitir a mensagem de agradecimento”.

Para além deste projeto de arte urbana, mais propostas estão em cima da mesa, prontas a redesenhar a paisagem da sede do concelho, adianta a página da autarquia local.

m|i|mo acolhe exposição vencedora dos New York Photo Awards


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O m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento acolhe, a partir do próximo sábado, a exposição “Grays the Mountain Sends”, do fotógrafo norte-americano Bryan Schutmatt, cuja inauguração se realiza a partir das 16h.

Inspirada na poesia de Richard Hugo, “Grays the Mountain Sends” é um conjunto de fotografias analógicas em grande formato que representam as cidades mineiras abandonadas do oeste americano.

As suas fotografias mostram vistas de cidades devastadas, quase desertas, interiores de casas antigas e retratos de inúmeras pessoas que ainda habitam essas áreas das Montanhas Rochosas e do estado do Montana.

Faz um retrato da América que é sombrio, geralmente melancólico e poético nos seus registos, que têm uma composição uniforme, forte e consistente, tanto nos retratos como nas paisagens e fotografias de interiores.   

A exposição vem ao m|i|mo através de uma parceria entre a Câmara Municipal de Leiria e o festival bracarense Encontros da Imagem.

Editada em 2013, “Grays the Mountain Sends” ganhou o prémio de melhor fotolivro na edição de 2013, dos New York Photo Awards, além de outros prémios internacionais, como o Aperture Portfolio Prize ou o Galllerist’s Choice Awards do mesmo ano, que ajudaram a colocar o nome do jovem fotógrafo norte-americano na lista dos nomes fortes da fotografia internacional.

Crítica: Afinal quantas histórias existem em “O Irlandês”?


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Martin Scorsese parte do filme de gangsters para nos falar de mortalidade, arrependimento e do impacto das escolhas erradas no futuro das personagens.

“O Irlandês” é um épico sobre o submundo da máfia, com três horas e meia de duração, uma improbabilidade nesta era em que o espectro de atenção da maioria das pessoas se encurtou, devido ao excesso de hiperligações e redes sociais. E até já se publicaram artigos sobre como dividir o último filme de Martin Scorsese para ser visto como uma mini-série.

Além disso, um filme sobre mafiosos, pode parecer fora de moda, uma obra que não se estranharia ter “saído” nas três últimas décadas do século XX, quando Coppola, Leone ou o próprio Scorsese estavam a realizar os títulos que definiram este género. Mas com a sua temática alargada, que aborda questões como a história dos Estados Unidos entre os anos 40 e 80, as relações do poder político e sindical com o submundo do crime, e temas como a mortalidade, o arrependimento e a culpa, acaba por se revelar uma nova abordagem a este género de cinema.

A personagem que dá título ao filme é Frank Sheeran (Robert DeNiro), um criminoso reformado que vive num lar de idosos e nos conta a sua história na primeira pessoa, através de flashbacks. Com a idade, Frank parece ter descoberto a sua consciência, que lhe começa a pesar com questões morais. Pede às enfermeiras que não lhe fechem a porta do quarto, pois tem medo de morrer sozinho e quando fala do seu funeral, diz que prefere ser cremado “porque é menos definitivo”. Há quem diga que o único animal com consciência da sua própria mortalidade é o ser humano e Sheeran tem um especial conhecimento sobre o assunto, visto que se especializou no departamento de homicídio durante a sua carreira como membro da máfia de Filadélfia.

Frank é um veterano do exército americano que na Segunda Guerra Mundial ganhou um especial gosto por matar.  Quando acaba a sua comissão, regressa a Filadélfia para trabalhar como camionista. É então que  conhece Russell Bufalino (Joe Pesci), o chefe da máfia da cidade, que o convida para fazer pequenos trabalhos, rapidamente passando de mero “empregado” a protegido do patrão.

É a partir desta altura que as personagens do filme passam a ser apresentadas através de legendas do tipo: “Phil Testa – assassinado por uma bomba de pregos colocada debaixo da sua varanda”, documentando a ascensão de Frank no submundo do crime, que culmina no convite de Bufalino para ser guarda-costas de Jimmy Hoffa (Al Pacino), o presidente do sindicato dos camionistas americanos.

Hoffa era uma das pessoas mais importantes dos Estados Unidos durante os anos 50 e 60, altura em que os camionistas, através de sucessivas greves, conseguiram “parar” o país mais de uma vez e o “polvo” da máfia abraçava sindicatos e políticos com a mesma força com que era retribuído. É nesta teia de promiscuidade que vamos assistindo ao desenvolvimento de uma relação de amizade entre Frank e Hoffa, ao mesmo tempo que acompanhamos a eleição de John Kennedy com o apoio da Cosa Nostra, ou à tentativa de invasão de Cuba pelos Estados Unidos a partir de Miami, com armas entregues por Frank.

De Niro está muito bem no seu retrato de um gangster que aceita ordens com estoicismo, alguém com personalidade psicopata que raramente levanta a voz e frequentemente gagueja, servindo de ótimo contraponto à personagem de Al Pacino, um sindicalista intempestivo a quem o poder subiu à cabeça. Mas possivelmente a melhor interpretação do filme é de Joe Pesci, que um insistente Scorsese convenceu a representar dez anos após o seu último trabalho, interpretando um chefe da máfia discreto, que gere uma organização homicida com a tranquilidade e a leveza de alguém que trabalha numa florista. Outra personagem que merece destaque é Peggy Sheeran (Anna Paquin), a filha de Frank que viu demasiado, conhece os segredos do pai e quase não fala durante o filme; a sua presença representa a consciência e moral do progenitor, que questiona com os seus olhos confrontativos e interrogadores.

Muito se tem falado sobre as técnicas de rejuvenescimento através de manipulação digital do elenco de “O Irlandês” e a verdade é que se pode tornar confuso ver DeNiro, que tem 76 anos, interpretar o Frank Sheeran trintão do início do filme, além de ser notória a linguagem corporal e falta de destreza do trio de atores principais nos trechos de juventude das suas personagens. Mas estes pormenores não tiram valor ao elenco e uma solução que passasse por encontrar substitutos mais jovens para metade do filme, criaria o mesmo “ruído”. Além disso, dá gosto voltar a ver Pacino, DeNiro e Joe Pesci de volta a papéis fortes.

“O Irlandês” é um filme de gangsters atípico, incomparável com outros filmes que Scorsese tenha feito sobre este “meio”. Em “Tudo Bons Rapazes”, por exemplo, Joe Pesci interpretava o intempestivo e nervoso Tommy DeVito; e é curioso como o tom de cada filme transparece para ambas as personagens interpretadas por Pesci – “Tudo Bons Rapazes” é um filme a jato, com uma cadência infernal, enquanto “O Irlandês” é uma reflexão por vezes melancólica sobre escolhas, arrependimento, lealdade e sobre o fato de não conseguirmos fugir à morte. Quem melhor do que um trio de atores septuagenários para interpretar esta história?

Classificação Til – 7,5/10

Fotografias/Vídeo: DR

Anote na agenda – dia 23 de Maio James Morrison vem tocar a Leiria


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O intérprete de “You Give Me Something” junta-se a Gabriel, o Pensador nos concertos da Feira de Maio, que continua a apostar forte na internacionalização. Há bilhetes a partir dos nove euros.

O concerto de James Morrison é ponto alto dos concertos na Feira de Leiria de 2020, que se realizam a 22 e 23 de maio no Estádio Municipal e contam com três espetáculos em cada data. Gabriel, o Pensador e Pedro Abrunhosa juntam-se ao músico inglês como destaques de uma programação, que tem mais um dia de música que no ano passado.

Um cartaz dividido em dois dias, com estilos de música diferentes, visa “um alvo muito específico: um (público) mais jovem e outro mais maduro”, explicou Carlos Palheira, vereador do Desporto e da Juventude, em comunicado de imprensa da Câmara Municipal de Leiria.

Assim, dia 22 de maio, atuam os rappers portugueses Julinho e Piruka, além do brasileiro Gabriel, o Pensador. Já no dia 23, o palco será ocupado pelos portugueses Noble e Pedro Abrunhosa, a quem se segue James Morrison.  

Os bilhetes têm um custo de nove euros para o primeiro dia e de 15 euros para o dia 23, sendo ainda possível adquirir bilhete para os dois dias por 20 euros.

Os preços estarão em vigor até 30 de abril, aumentando para 12, 19 e 25 euros, respetivamente, a partir de 1 de maio. A entrada é gratuita para crianças menores de dez anos.

Gabriel o Pensador no Dia da Cidade e mais dois artistas confirmados para a Feira de Leiria

Há novidades nos Percursos Pedestres de Leiria, que voltam a partir de 16 de Fevereiro


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Bidoeira, Parceiros e Praia do Pedrógão são as três novas “etapas” dos Percursos Pedestres de Leiria, cuja edição de 2020 começa a 16 de fevereiro, na visita à Rota dos Moinhos do Rei, em Amor.

Organizado pela Câmara Municipal de Leiria, em parceria com o Clube de Orientação do Centro e o Núcleo de Espeleologia local, o evento pretende dar a conhecer o território do concelho através da prática de exercício físico e é conhecido pelo seu espírito inclusivo, promovendo 15 caminhadas “para participantes dos 8 aos 88 anos”, que podem ser acompanhados por amigos de quatro patas, conforme se lê no site da autarquia.

Embora em 2020 a participação continue a ser gratuita, o registo nos percursos passa a ser obrigatório – desta forma agiliza-se o apoio logístico e meios de emergência, além da distribuição de ofertas e seguro aos participantes. Este ano continua a existir o cartão de participação, que premeia os participantes mais assíduos com uma t-shirt, um bastão, ou uma garrafa de água, premiando-se também o participante mais novo e mais velho de cada percurso.

As inscrições para os dois primeiros percursos do ano já estão abertas e podem ser feitas através das páginas Visite Leiria ou do Facebook dos Percursos Pedestres.

Alcobaça inaugura estufas no Parque Verde


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O Parque Verde foi inaugurado há um ano e as suas duas estufas têm suscitado muita curiosidade entre a comunidade. O público poderá agora usufruir deste espaço, do parque de convívio de Alcobaça,  nas celebrações do seu primeiro aniversário . 

“Vamos inaugurar as estufas do Parque Verde no dia em que se comemora um ano da abertura deste equipamento”, anunciou Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça (CMA), em reunião da autarquia. Os espaços estavam no projeto inicial do parque e serão inaugurados a 21 de Março.

As duas estufas públicas podem “ser utilizadas pelas escolas da região para projetos de caráter educativo e científico”, conforme se lê na página de internet da CMA, sendo geridas “por uma empresa contratada, responsável pelo cultivo, manutenção e segurança do espaço. Em cima da mesa está ainda um possível protocolo com o Jardim Botânico de Lisboa”, noticia o jornal “Região de Cister”, após conversa com o edil alcobacense.

Em declarações ao mesmo jornal, Paulo Inácio revelou que autarquia está “em negociações com a banda portuguesa HMB” para a festa de inauguração dos espaços, que estarão abertas diariamente, em horário diurno.

Fotografia: DR

Crítica: “Dois Papas” – uma gramática que funciona melhor no plural (contém spoilers)


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“Dois Papas” é um lançamento da Netflix, o serviço de streaming que está a apostar em força na produção cinematográfica, mas se tem “esquecido” de chegar a acordo com os distribuidores portugueses. Como aconteceu noutros casos recentes, o novo filme de Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”; “O Fiel Jardineiro”) não será exibido nos cinemas nacionais devido a esse contrangimento. O que é de lamentar, pois nas cenas iniciais prometem uma experiência visual que seria melhor confirmada num ecrã de formato “canónico”.

O realizador brasileiro traz-nos a história da relação entre Jorge Bergoglio, o atual papa Francisco (Jonathan Pryce) e Bento XVI (Anthony Hopkins), o seu antecessor na cadeira de S. Pedro, conhecido por Joseph Ratzinger antes de ser eleito.

Estamos a falar de um filme sobre dois homens idosos, que usam túnicas, no vértice hierárquico de uma instituição com mais de dois mil anos de dogmas e conservadorismo – posto desta forma, parece uma história que não interessa à maioria dos espetadores de cinema. Contudo, o argumento de Anthony McCarten (A Hora Mais Negra, Bohemian Rhapsody) tem o condão de transformar a relação entre ambos os homens, que têm personalidades muito diferentes, na força-motriz da narrativa.

 

No filme, os futuros papas encontram-se pela primeira vez num intervalo do conclave para a eleição do sucessor de João Paulo II. Bergoglio lava as mãos na casa de banho, e o (ainda) cardeal Ratzinger pergunta-lhe qual o hino que o argentino está a assobiar. Ele responde-lhe que é “Dancing Queen”, dos ABBA. É precisamente ao som dessa música, que nas cenas seguintes assistimos a uma procissão de cardeais pelos corredores do Vaticano, vestidos com paramentos vermelhos e púrpura; escoltados pelas fardas garridas dos Guardas Suíços, até chegarem à Capela Sistina, onde se alinham duas filas de mesas, que ocupam todo o espaço. A cinematografia é elegante, cuidada e simétrica e não deixamos de pensar que se isolassem a maioria destes fotogramas e os pintassem, dariam uma tela ao estilo de Rafael ou Botticelli.

Ratzinger acaba eleito, escolhendo o nome Bento XVI para o seu pontificado, e Bergoglio é o segundo cardeal mais votado no conclave. Além de terem personalidades muito diferentes, representam formas opostas de encarar o futuro da instituição que representam – o alemão é reservado e conservador, além de apreciar o protocolo, a ostentação e o poder; enquanto Bergoglio simboliza a lufada de de ar fresco que a Igreja Católica necessita para a sua própria sobrevivência. Conhecem-se, apenas, o suficiente para o novo papa saber que o cardeal argentino é o seu maior crítico, uma situação que muda pouco depois, quando o futuro papa Francisco viaja até Itália para apresentar pessoalmente a sua resignação, desiludido com o rumo da Igreja.

É então que o filme se transforma numa sucessão de encontros entre os dois homens – de início há choque, quando debatem uma miríade de temas sobre os quais não concordam, como o casamento de sacerdotes; a homossexualidade; ou a abordagem aos casos de pedofilia dentro da igreja.

Mas lentamente acabam por se tornar amigos, altura em que o filme se transforma num buddy-movie – quando não estão a comer pizza e a beber Fanta juntos, fazem maratonas de TV, assistindo a “Rex, o Cão Polícia” (série favorita de Bento XVI) ou à final do Campeonato do Mundo de Futebol entre a Argentina e a Alemanha.

Bergoglio vê o seu pedido de resignação pontificiamente ignorado – não sabe ainda que o seu “chefe” está também, por sua vez, a preparar a sua própria “reforma”, aproveitando para conhecer quem o sucederá antes de se tornar o primeiro papa a abdicar em 600 anos, devido à sua liderança ser assolada por uma série de escândalos. O favoritismo do cardeal argentino, num próximo conclave é inegável, e embora ele seja bastante renitente a uma eventual eleição, até Ratzinger concorda que a Igreja necessita das reformas que o futuro papa Francisco representa.

Os diálogos em “Dois Papas” são excelentes, alternando com vivacidade e equilíbrio o tom “ligeiro” e a discussão de temas mais “sérios” – sejam a fé, o peso da responsabilidade hierárquica, a vocação religiosa ou o silêncio por parte de Deus. Além disso, as interpretações honram a verosimilhança e o espírito da “suspensão da descrença” por parte do espetador – seria difícil encontrar alguém melhor que Anthony Hopkins para interpretar um papa que nos corredores do Vaticano era conhecido por “o Rottweiller de Deus”. Já Jonathan Pryce “é” o papa Francisco durante todo o filme – além das óbvias parecenças físicas, a sua interpretação naturalista valeu-lhe a nomeação ao Óscar de Melhor Ator Principal.

O título do argumento escrito por McCarten – “O Papa” – foi alterado, por pressão do agente de Anthony Hopkins, adoptando-se o plural no nome do filme. Tanto realizador como argumentista são admiradores confessos do papa Francisco, o que transparece na reta final do filme, quando a narrativa se desloca para a sua personagem, assumindo contornos quase hagiográficos. Esse é o maior defeito de “Dois Papas”, pois a narrativa funcionava melhor quando aproveitava a química entre os atores principais. Além disso, 120 minutos de duração neste tipo de filme é um risco de deriva por explicações que não necessitam de ser ilustradas.

“Dois Papas” pode não ter o virtuosismo da edição de “Cidade de Deus”, uma história que deixava o espetador sem fôlego, na expetativa pelo próximo plano. Mas aborda temas que são uma constante na condição humana, como o peso da responsabilidade, a capacidade de perdoar, ou de aceitarmos as opiniões do(s) outro(s). Ainda por cima fá-lo de forma divertida, na sua tentativa de nos cativar para um filme sobre dois cidadãos sénior vestidos de túnica. Um objetivo que cumpre, naquele que é o seu maior triunfo.

Classificação TIL: 7/10

Pizza Hut inaugura loja no centro de Leiria


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Já abriu a segunda loja da Pizza Hut em Leiria, situada na Rua de S. Francisco, em frente ao Centro Comercial Maringá. O espaço, que se junta à loja do LeiriaShopping, conta com 76 lugares sentados e serviço de take-away, além de entregas ao domicílio.

Gosta de passear pelo centro da cidade e é nitidamente um “pizza lover”? Então temos excelentes notícias para este início de 2020: a Pizza Hut abriu a segunda loja na cidade, mesmo no centro de Leiria.

A porta de entrada, encimada por um arco, leva a uma sala com 230 metros quadrados e decoração que mistura visual moderno com elementos rústicos de uma trattoria, devido às paredes em tijolo antigo.

Nova Pizza Hut, no centro de Leiria

 O franchising oriundo dos Estados Unidos da América, desde 1958, abriu junto ao Centro Comercial Maringá (Rua São Francisco) e conta com 76 lugares sentados.

Neste espaço pode pedir as pizzas habituais (incluindo o famoso rodízio) onde também está incluída uma grande novidade nesta inauguração– a Ultimate Cheesy Carbonara, uma nova variedade de pizza composta por Molho Carbonara, Pepperoni, Queijo 100% Mozzarella e mistura de três Queijos no rebordo. Simplesmente irresistível!

Esta Pizza Hut também conta com serviço take away para os arredores da cidade. Pode encomendar e estas outras pizzas através do número: 222444222.

 

Fotografia: Facebook Pizza Hut

King’s Apartments – o novo alojamento local de Leiria fica num edifício construído em 1642


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Teresa Neto
Teresa Neto
                       

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    Está lá a pedra gravada, com uma inscrição que não deixa mentir – localizado a meio da Rua Direita, o edifício do King’s Apartments tem quase 400 anos.

    Embora isso não se faça notar no conforto das instalações, que foram totalmente renovadas, há alguns pormenores que subsistem da construção original, como os blocos em calcário que sustentam as portas ou a alvenaria das paredes do quiosque, que serve de receção ao mais recente alojamento local de Leiria. Sim, porque para além de um hostel, este espaço é um “três em um”, albergando também uma lavandaria self-service e uma loja de venda de jornais e souvenirs da região.

    O projeto começou com a decisão de Vítor Rei em abrir uma lavandaria, localizada nas traseiras do edifício : “Nesta zona da cidade a tipologia mais frequente das habitações são os T0 e T1, apartamentos que muitas vezes não garantem aos habitantes condições para tratarem da sua roupa e isso levou-me a aproveitar essa oportunidade de mercado”.

    Atualmente o empresário dedica-se em exclusivo à recuperação e compra de imóveis, mas trabalhou durante muitos anos na construção de fornos industriais, uma experiência que lhe permitiu viajar por todo o mundo. Foi dessas viagens, inspirado pelos sítios onde se alojava, que tirou a ideia de abrir um alojamento local – “decidi aproveitar o edifício onde tinha a lavandaria, que tem boa exposição solar e abrir o King’s Apartments, em outubro de 2019”.

    As seis unidades estão distribuídas entre o rés-do-chão, onde existe um estúdio equipado para receber clientes com mobilidade reduzida, os dois andares intermédios, cada qual com dois apartamentos, localizando-se o último no sótão do edifício, em jeito de suite. Todos permitem a escolha entre duas camas individuais ou uma cama de casal e têm soalho em parquet, uma kitchenette equipada com micro-ondas, frigorífico, placa de fogão, torradeira e chaleira, além de área de refeições com televisão de ecrã plano. As casas de banho são privativas e dispõem de chuveiro e secador de cabelo.

    Desde a abertura do King’s Apartments a vida de Vítor Rei tem sido uma correria – “Recebemos bastantes pessoas que vêm em viagem de negócios; alguns turistas, especialmente brasileiros e espanhóis; além de pessoal docente no IPL, por exemplo”. Não satisfeito, o empresário leiriense deu um remate final ao empreendimento, com a abertura do quiosque no piso térreo do edifício. A King’s Shop vende tabaco, jornais, revistas e souvenirs da região, servindo também de receção aos clientes que ficam nos estúdios, “cada apartamento tem uma fechadura eletrónica que permite um check-in totalmente autónomo, mas desta forma oferece-se um acompanhamento pessoal que as pessoas preferem”, adianta o empresário leiriense que é um dos novos intervenientes no processo de revitalização do centro da cidade.

    As reservas podem ser feitas através das plataformas Booking a Airbnb.

    5 melhores filmes de 2019, segundo a redação da TIL


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    A nível cinematográfico o ano de 2019 foi de ouro. Grandes e bons filmes de Hollywood, renovados e extontiantes da plataforma Netflix. A redação da TIL escolheu aqueles que para eles foram os 5 melhores filmes de 2019.  De fora ficaram outros (também votados) como por exemplo Knives Out, Variações, The Lighthouse ou J’ai perdu mon Corps. Siga a lista:

    5. O Irlandês 

    Quem assassinou Jimmy Hoffa e onde está o seu corpo? O mistério da morte do líder do sindicato dos camionistas americanos com ligações à máfia é um dos enigmas do século nos EUA, e o novo filme de Martin Scorsese dá uma resposta a esta questão.

    Em 2019, ver um filme de mafiosos de três horas e meia, com Robert de Niro, Joe Pesci e Al Pacino nos papéis principais seria algo a encarar como pouco prazeroso, algo que se faria em 1995, mas não agora. Mas quando vemos “O Irlandês” lembramo-nos porque é que isto resulta, as razões de Pacino e De Niro serem dois dos melhores atores de cinema de sempre, e de Scorsese ser um realizador e cinéfilo notável.

    É um filme sobre um gangster reticente, sobre como “o trabalho” se sobrepõe à família, e além disso, a última meia hora é uma reflexão sobre a mortalidade. E isto quase nos faz esquecer o facto de não ter estreado em sala em Portugal, como tem acontecido com os últimos filmes da Netflix.

     

    4. Parasitas

    “Parasitas” não é apenas uma comédia, nem um drama, nem um thriller – é tudo isto ao mesmo tempo, ou não fosse realizado por Bong Joon Ho, um realizador que gosta de saltitar entre géneros de cinema. Este filme coreano contam a história da família Kim, que vive numa cave e dobra caixas de pizza para sobreviver. Até que o filho mais novo é aliciado para um esquema: forjar um certificado de habilitações e começar a dar explicações à filha de um casal rico, os Park. E rapidamente, o jovem Kim consegue pôr toda a família a trabalhar em casa do casal rico, através de uma série de esquemas e mentiras. A meio há uma reviravolta… e não contamos o resto para não sermos spoilers.

    O vencedor da Palma de Ouro na última edição do Festival de Cannes é um filme de um humor negro muito mordaz. E a crítica social é uma constante, num filme que vai a tantos temas que é um milagre como resulta tão bem.

     

    3. Era uma Vez em… Hollywood

    É um quase um sacrilégio sugerir aos leitores da Til que vejam o último filme de Quentin Tarantino, alguém que continua a filmar em película, num ecrã de televisão. Mas a principal razão nem é essa – “Era uma Vez em… Hollywood” é uma homenagem ao cinema e à Hollywood dos anos 60.

    No último filme do realizador de “Pulp Fiction” seguimos Rick Dalton (Leonardo diCaprio) e Cliff Booth (Brad Pitt). O primeiro é um ator de séries de televisão a chegar à meia-idade que quer dar o salto para o cinema, cheio de inseguranças, enquanto o segundo é o seu duplo e assistente pessoal, que o segue para todo o lado, no melhor bromance ficcionado em 2019. A forma como a sua história se entronca na de Sharon Tate (Margot Robbie); no fim do sonho hippie; e nos crimes de Charles Manson (um dos mais notórios serial-killers americanos), é mais uma maneira de confirmar que Quentin Tarantino deveria ser considerado património nacional americano.

    2. Marriage Story

    Ao contrário do anunciado no título, “Marriage Story” é a história do divórcio entre Charlie (Adam Driver) e Nicole (Scarlett Johansson), o casal protagonista deste lançamento da Netflix. O filme é realizado por Noah Baumbach (A Lula e a Baleia; Frances Ha), que também é autor do argumento, e isso sente-se –  os diálogos são longos, mas soberbos e plenos de vivacidade, não fosse o realizador americano um dos melhores herdeiros de Woody Allen.

    Ambos os atores principais estão no ponto mais alto da sua carreira e a câmara de Baumbach nunca chega a ser intrusiva enquanto acompanha Charlie e Nicole neste longo e difícil processo de separação, desapego e divórcio. O respeito pelas personagens e a honestidade com que esta narrativa, onde cada detalhe é inserido com propósito ilustrativo, nos é apresentada, faz com que o filme seja um dos mais fortes candidatos aos Oscares.

     

    1. Joker

    “Alguém com insensibilidade aos sentimentos alheios” ou “falta de empatia por outrem” são duas características utilizadas num bom dicionário como definição da palavra “psicopata”. Em “Joker”, Arthur Fleck (Joaquin Pheonix), é arrastado pela lama durante a maioria do filme, vítima de todo o tipo de maus tratos por sofrer de uma doença mental, autêntica via-sacra que termina na sua transformação num psicopata homicida.

    Não é mais um filme da série-Batman, muito menos de super-heróis. Muito pelo contrário – trata-se de um thriller dramático onde a manipulação digital de imagem é mínima, nenhuma das personagens tem poderes especiais e as poucas cenas de violência são realistas e filmadas com crueza e secura.

    Na cena mais “interativa” do filme, um anão acabou de ser testemunha de um homicídio e não consegue chegar à maçaneta da porta do quarto onde está preso com o assassino. Rimo-nos com a situação, perpetuando o ciclo de bullying,  ou sentimos empatia por quem está em perigo e tenta fugir? Há poucos filmes que nos façam sentir um murro no estômago quando os vemos, e este é um deles.

     

    Foto: DR