Clap Your Hands Say F3st: Kaelling e Joana Espadinha hipnotizaram o Miguel Franco


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O quinto episódio do Clap Your Hands Say F3st trouxe ao Teatro Miguel Franco os Kaelling e a Joana Espadinha que deixaram o público em transe.

 

A primeira banda da noite foram dos Kaelling, uma banda recente da Marinha Grande, que apresentou-se neste festival confessando ser esta a sua terceira atuação e apesar de se notar algum nervosismo, o espetáculo que apresentaram foi o suficiente para aguçar a curiosidade. Pautados por uma mistura de guitarras ora agressivas, a lembrar o metal, ora mais melódicas e sempre em diálogo uma com a outra, o andamento ao estilo rock progressivo era complementado pela harmonia dos vocais.

Os Kaelling são oriundos da Marinha Grande e misturam o rock progressivo e o metal.

Este concerto serviu também para apresentar o álbum Lacuna que, segundo os próprios está divido em três partes, cada uma com a sua abordagem diferente. HeritageLacklusterReunion foram algumas das músicas que hipnotizaram a plateia. Os Kaelling, apesar de recentes, já notam solidez em palco e esta mistura de estilos pode ser o segredo para o seu sucesso, pelo menos o Teatro Miguel Franco ficou rendido à sua irreverência.

Os Kaelling misturam vocais melodiosos com guitarras mais pesadas.

Depois do intervalo para cigarrinho e uma imperial fresquinha (como a noite), chegou a altura do grande nome da noite tomar o palco. Joana Espadinha trouxe o seu álbum O Material Tem Sempre Razão e inundou o teatro Miguel Franco com o seu pop com traços de melodramatismo e o público rendeu-se por completo. Acompanhada de órgão, bateria, uma guitarra e um baixo as músicas foram escoando e a plateia foi-se soltando.

Joana Espadinha hipnotizou o público com a sua simplicidade e as suas músicas.

Ao som de singles como Leva-me a dançar, Pensa Bem e até Zero a Zero, a música com que Joana participou no Festival da Canção, o espaço foi ficando cada vez mais rendido ao pop e à simplicidade de Joana e dos seus músicos.  Apesar de algumas dificuldades técnicas, porque O Material Tem Sempre Razão, o público não se deixou intimidar e acabou a dançar o encore à frente do palco cheio de prazer pelo que ouviram e pelo que sentiram.

Houve tempo para encore e o público não queria que acabasse.

Clap Your Hands Say F3st! Muito obrigado e esperamos pelo próximo episódio dia 22 de fevereiro que trará Cassete Pirata e Geek Dadies.

 

Fotos: Karina Milheiro

Paus e mais 5 concertos que não vai querer perder


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Esta semana contamos com psicadelismo mexicano, guitarra de slide, bossa nova, rap nonsense, uma banda com duas baterias e ainda uma performance muito diferenciadora! Tudo isto no seu distrito.

  • Lorelle Meets the Obsolete 21h30 – Texas Bar // 28 de janeiro

A dupla Lorelle Meets the Obsolete lançou a 11 de janeiro o seu quinto álbum De Fato e já é considerado por muitos como o mais coerente da banda.  Lorena Quintanilla e Alberto González constituem a dupla mexicana que explora as sonoridades do shoegaze e psicadelismo, e neste disco o foco está nos teclados e em trilhas rítmicas cativantes. Apresentam-se ao vivo com elementos dos New Candys ou Mamuthones e são considerados uma das bandas elementares da nova vaga de música psicadélica da América Latina. A entrada custa 6€.

 

  • Clap Your Hands Say F3st: Conjunto Corona + Carol 21h30 – Teatro Miguel Franco // 1 de fevereiro

“Conjunto Corona é amigo do ambiente e apoia o desenvolvimento sustentável de todas as economias mundiais, a paz, os jogos olímpicos, os prémios nóbeis e as francesinhas vegetarianas. Mas no fundo, nada disto importa, porque Conjunto Corona é o que tu quiseres.” Esta descrição na sua página de facebook já nos dá uma visão de quem é este grupo. Muito virado para o non-sense mas não desligados da realidade. O produtor dB, que já conta com um trajeto bastante invejável, e Logos, o rapper de serviço que também já tem vários anos disto, arranjam sempre forma de surpreender, seja pelos beats que nos agarram, ou pelas rimas sobre os mais variados temas. 

Nascida em Fortaleza, no Brasil, Carol é uma intérprete recente. Dotada de uma voz que só apetece guardar num frasquinho e ouvir para sempre, conjugada com acordes de guitarra ao estilo do samba da Bahia, Carol é um misto de alegria e positivismo com uma calmaria melancólica que nos agarra desde o primeiro acorde. Um concerto para não falhar se quiser levantar a moral!

Os bilhetes do Clap Your Hands Say F3st estão sempre à venda no dia do evento à porta do teatro por 5€.

 

  • Jack Broadbent 21h30 – Cine-teatro João d’Oliva Monteiro // 2 de fevereiro

Guitarra de slide! Esta expressão chega para convencer qualquer apreciador de música, seja qual for o género. Jack Broadbent é um exímio guitarrista neste estilo e traz o seu talento a Alcobaça. Nascido em Inglaterra e com influências de John Lee Hooker, Peter Green, Robert Johnson e Neil Young, entre muitos outros, este último ano de Jack tem sido passado a impressionar as plateias internacionais com as suas aptidões na guitarra e com os vocais inspirados no R&B e no folk. Apenas com um álbum editado em 2015, Along the Trail of Tears, Jack foi considerado “O Novo Mestre da Guitarra de Slide” pelo Festival de Jazz de Montreux, o que é um testamento à sua qualidade que não vai querer perder. Os bilhetes ficam a 14€ e já não há assim tantos!

 

 

  • Paus 23h – Stereogun // 2 de fevereiro

O grupo precisa de poucas apresentações mas ainda assim, cá vai. Hélio Morais, Joaquim Albergaria, Makoto Yagyu e Fábio Jevelim constituem esta que se pode considerar uma super banda. Hélio é também baterista dos míticos Linda Martini, Makoto e Fábio integram os Riding Pânico e Quim Albergaria podemos ouvi-lo na Antena 3 com o programa O Disco Disse. Com o alinhamento peculiar de duas baterias (Hélio e Quim), os Paus ganharam o seu espaço na música nacional com a sua abordagem diferenciadora. Hoje são uma das maiores bandas nacionais e não há paragens em vista. A entrada fica a 8€ mais consumo de uma bebida!

 

  • Faroeste Encontro de Música de Câmara Contemporânea e Improvisada: Phill Niblock 18h – Silos Contentor Criativo // 3 de fevereiro

Nascido em 1933, Phil Niblock é um compositor, cinegrafista e diretor americano da Experimental Intermedia, uma fundação de música de vanguarda baseada em Nova York . Responsável por uma obra única que mistura a música e a imagem, Phil é um artista performativo que foi pioneiro neste movimento de intermedia, a conjugação do que ouvimos com o que vemos e que moldou o trajeto do género nos anos 60 e 70. Ainda antes da atuação de Phil, o vídeo Avistamento de Francisco Janes vai ser transmitido para abrir o apetite.

 

Foto: DR

SuperBock SuperNova está de regresso com Twist Connection, Black Bombaim e Moon Preachers!


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A quinta edição da Supernova traz Black Bombaim, The Twist Connection e Moon Preachers à nossa Stereogun para mais uma noite de boa cerveja e muito rock n’ roll.

Leiria já foi palco de duas supernovas. A 2 de março, a iniciativa da Super Bock regressa às terras do Lis e à Stereogun, para mais uma noite galáctica de boa música com Black Bomabaim, The Twist Connection e Moon Preachers. Da última vez contámos com os Baleia Baleia Baleia, os Fugly e os Cave Story e a noite deixou saudade, tanta saudade que em março poderemos matá-las, ou melhor afogá-las em boa cerveja e rock do bom.

 

  • The Twist Connection

Os Twist Connection dispensam apresentações. Formados por Carlos Mendes, Sérgio Cardoso, Samuel Silva e, mais recentemente, Raquel Ralha, a banda de Coimbra quase que se pode chamar uma superbanda com os seus membros a terem integrado outros projetos de sucesso, como os Tédio Boys, Wray Gunn, The Jack Shits, É´Mas Foice e ainda Belle Chase Hotel. Com seis discos já editados, esta formação que orgulhosamente coloca o baterista e vocalista no meio à frente e em pé, não mostra sinais de abrandar e ainda bem. Esta disposição reflete bem a essência dos Twist Connections, inconformados e sempre com os amplificadores apontados ao rock mais puro, todos os concertos são um misto de emoções fortes e de rock do melhor e mais puro. 

 

  • Black Bombaim

Os Black Bombaim são um grupo de três elementos oriundos de Barcelos que se descreve como uma banda de piri-piri psych. Ou seja, podemos assumir que são uma banda com tendência para o psicadélico, mas não apenas isso, a juntar ao mix estão guitarras cheias de fuzz e uns ritmos ondulantes mas assertivos. Já contam com cinco álbuns de longa duração e dois ao vivo. O que não há nos Black Bombaim é vocais, mas sinceramente não fazem falta nenhuma, pois a mistura dos efeitos das guitarras, do baixo e da bateria levam os instrumentos em conversas que enchem o palco e as cabeças de quem ouve. 

 

  • Moon Preachers

Os Monn Preachers, na verdade, são Rafael Santos e João Paulo Ferreira, ambos de tenra idade mas já com uma interpretação musical bastante madura. Fixados no punk e no garage rock, os Moon Preachers trazem uma guitarra acelerada e bateria a acompanhar o sangue na guelra da juventude punk e a confusão também característica desta idade. A partir loiça do início ao fim, estes jovens não abrandam por nada e assim é e deve ser o punk.

 

Aqui ficam as imagens da última edição, onde Baleia Baleia Baleia, Cave Story e Fugly fizeram o chão da Stereogun tremer!

 

 

4 concertos imperdíveis para assistir esta semana


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Nesta vamos à música clássica, à nova música portuguesa e também ao fado. Este nosso distrito é uma caixinha de surpresas e de alcances musicais por isso não fique em casa e vá ver e ouvir a música que anda por aí.

  • Orquestra Gulbenkian: Sonho de uma Noite de Verão 21h30 – Centro Cultural e de Congressos da Caldas da Rainha // 24 de janeiro

Fundada em 1962, a orquestra Gulbenkian conta com um trajeto invejável nacional e internacionalmente. Com mais de sessenta instrumentistas, esta orquestra tem encontro marcado no centro cultural das Caldas para apresentar duas peças, Sonho de uma noite de verão, abertura op. 21,
concerto para Violino e Orquestra, em Mi menor, op. 64 de Felix Mendelssohn-Barthóldy e também Pavane pour une infante défunte,  concerto para Piano e Orquestra em Sol maior. A ajudar à festa estará a violinista alemã Carolin Widmann, eleita músico do ano em 2013 e ainda a maestrina Tianyi Lu que se tem destacando principalmente como maestrina assistente da Sinfónica de Melbourne. Uma oportunidade única para os amantes da música clássica de verem uma grande orquestra, e mais de sessenta grandes músicos! Os únicos bilhetes disponíveis são para os camarotes e custam 10€, por isso, apresse-se!

 

  • Lavoisier + Lince: Clap Your Hands Say F3st! 21h30 – Teatro Miguel Franco // 25 de janeiro

Lavoisier são uma dupla composta por Patrícia Relvas e Roberto Afonso. Como a lei de Lavoisier afirma, na natureza nada se perde, tudo se transforma, e é isso que estes músicos fazem, recriam a música tradicional portuguesa, mas sem a conspurcar. Acompanhados de uma voz envolvente e uma guitarra elétrica que às vezes também parte a loiça os Lavoisier são uma banda a não perder.

Sofia Ribeiro foi teclista dos We Trust mas é como Lince que se apresenta neste episódio do Clap Your Hands Say F3st. Dotada de uma voz que trasmite tranquilidade e nos leva em viagens libertadoras, Lince é um misto de depressão e alegria, de leveza e de peso. Um projeto que deve ser ouvido mas acima de tudo, sentido.

Os bilhetes têm o custo de 5€ e são vendidos no local e no dia do concerto. 

 

  • Elsa Gomes 16h – Teatro José Lúcio da Silva // 27 de janeiro

Elsa Gomes é uma cantora de Leiria que há vários anos que anda na lide dos palcos tendo já participado em inúmeras bandas e programas televisivos. Este domingo vem finalmente apresentar o seu primeiro álbum de fado Amor Primeiro, que consagra letras de Linhares Barbosa, Mário Rainho, Frederico de Brito, Vinícios de Moraes, Júlio Vieitas, António Sousa Freitas entre muitos outros. Também o fadista regional Emanuel Moura tem espaço neste disco com a música Quem diz Amor diz Tudo. Os bilhetes têm o custo de 7€ e não deve deixar passar a oportunidade de ouvir esta grande voz!

 

Foto:DR

 

N’O Irmão Vegan pode saborear pratos tipicamente portugueses ao estilo vegetariano (e até levar o seu animal de estimação consigo!)


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O Irmão Vegan é um espaço na Marinha Grande que junta o melhor da cozinha portuguesa com a cultura vegan. João e Cláudia Manso são casados e gerem o espaço. Fomos conhecê-los e ao seu projeto.

O Irmão Vegan é João Manso, filho e neto de cozinheiras. É o único vegano de três irmãos e foi daí que surgiu a ideia de nome. O espaço abriu para refeições há dois meses, mas já antes funcionava como o Refúgio do Esquilo, um espaço para alojamento local.

Aqui podemos saborear pratos icónicos da cozinha portuguesa mas adaptados ao veganismo. A ideia pode parecer estranha mas asseguramos, com conhecimento de causa, que estes pratos fazem inveja aos originais! Como nos foi resumido, a ideia “não é ser extremamente inovador mas sim recriar os pratos e a cozinha com que crescemos.” 

O Bacalhau com Natas e a Francesinha.

Antes de abrir como espaço de petiscos e refeições o Refúgio do Esquilo já funcionava e foi aí que João e Cláudia começaram a experimentar o conceito que se viria a tornar n’O Irmão Vegan. Começaram por servir alguns petiscos e a fazer alguns eventos de forma perceber o que conseguiriam fazer. A ementa contém petiscos entre 5 e 9 euros e pratos entre 10 a 12,50. A vontade de servir refeições vegan vem também de uma frustração de ambos, “Para nós era muito complicado ir jantar fora, pelo menos aqui na zona. Não há praticamente opções nenhumas e quando há é massa com vegetais salteados. Pela nossa experiência não há aquele cuidado e não é dada a devida atenção aos pratos vegetarianos.”

Aliando isto ao blog de João, focado em receitas vegan e fotografia, criaram um espaço à sua imagem que transmite uma harmonia e paz que é difícil encontrar. Inclusivamente o casamento dos dois foi celebrado no espaço onde ambos trataram do catering, vegan claro. Isto serviu para cimentar a ideia de que o projeto podia resultar e assim foi, começando logo pela adesão em massa no dia da abertura.

Cláudia e João Manso, os donos d’O Irmão Vegan.

Os pratos mais fortes da casa são a Francesinha e o Bacalhau com natas, mas também os cogumelos portobello com queijo têm muita saída. Da carta de petiscos fazem parte as tradicionais moelas, bifanas e rissóis de leitão, típicos da cozinha portuguesa. Sim, percebemos a confusão com o nome dos pratos, mas o charme é mesmo tentar descobrir como é possível recriar a portugalidade nestes pratos associando-a ao veganismo.

O espaço exterior convida a um serão ao sol e as crianças a brincar.

Tudo foi pensado para que a experiência não se cinja à refeição. O espaço é bastante agradável para fazer um serão de petiscos ou um jantar mais tranquilo e até os animais de estimação são bem-vindos! O espaço d’O Irmão Vegan é também a casa de João e Cláudia e isso transparece.

O cuidado e a atenção ao pormenor em todos os cantos fazem-nos sentir em casa também é essa a beleza do projeto. Neste espaço de família não há nada que possamos dizer que ficaria melhor de outra maneira, pois o amor e a dedicação transbordam e inundam quem visita a casa de João e Cláudia, que se torna também um pouco de cada cliente. O projeto não é focado exclusivamente na comida. Claro que é uma das valências, mas é o global que é o ponto mais forte. Poder aproveitar o espaço, poder conversar com outros clientes do espaço e aproveitar momentos de tranquilidade. 

Todos são bem vindos ao Irmão Vegan!

Deixamos o convite a todos os vegans e não vegans, a irem experimentar os pratos d’O Irmão Vegan que, voltamos a frisar, são de fazer inveja aos originais. Se quiser também pode planear uma escapadinha romântica no belíssimo e acolhedor Refúgio do Esquilo.

 

Fotografias: Teresa Neto

Capitão Fausto confirmados na Stereogun – e os bilhetes estão a desaparecer!


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Os Capitão Fausto anunciaram nova digressão e vão estar em Leiria, na Stereogun. Até que enfim! é o nome da digressão que visa levantar o véu do novo álbum, A Invenção do Dia Claro, a sair em março.

A digressão passa pela Stereogun 22 de fevereiro, mas começa dia 14 em Braga e termina a 23 em Torres Vedras. Pelo meio estão marcados outros concertos por Coimbra, Aveiro, Loulé e Viseu. Todos os concertos têm um preço de 12 euros e já podem ser adquiridos previamente online.Avisamos já de antemão: os bilhetes estão a voar a grande velocidade, por isso se o quer comprar é melhor fazê-lo o mais depressa possível.

O álbum A Invenção do Dia Claro, gravado no Brasil o ano passado, é o quarto da formação lisboeta e sucede ao aclamado Capitão Fausto Têm os Dias Contados. A previsão para o lançamento deste novo disco está marcada para março, onde por antecipação já foram lançados os singles Faço as vontades e Sempre bem, que de certeza poderemos ouvir dia 22 de fevereiro.

A última vez que os Capitão Fausto estiveram na cidade aconteceu no início de 2016, num concerto com casa cheia no Texas Bar.

Frankie Chavez e mais 6 concertos a não faltar esta semana


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Esta semana vamos desde lembranças do terramoto de Lisboa em 1755, às homenagens aos Joy Divison, passando pelos Quinta do Bill em formato aumentado com uma passagem pela música mais agressiva e pela música aleatória.

  • Miguel Gizzas: O Dia em que o Mar voltou 21h30 – Teatro José Lúcio da Silva // 15 de janeiro

Uma peça como nunca antes vista! Miguel Gizzas junta literatura, cinema e música em “O Dia em que o Mar Voltou.” Um livro que reconta o terramoto de Lisboa em 1755, é a história de homens comuns tornados heróis pela força das circunstâncias. Complementando a história com a música, são explorados o fado, blues, pop progressivo e até fusões inesperadas entre o rock e a marcha popular. Uma experiência como nunca tinha visto nem ouvido. Formado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa em 1993, e depois docente da Universidade Católica Portuguesa, Miguel Gizzas apenas se tornou músico profissional em 2001 e fez mais de 500 atuações antes de editar o primeiro álbum “Tempo Ganho”, em 2014 publicou esta peça de arte que junta várias formas de expressão. A entrada é livre limitada à lotação da sala!

 

  • Shivers + Ash is a Robot 23h – Texas Bar // 18 de janeiro

Ash is a Robot, uma clara referência ao personagem Ash do filme Alien, o oitavo passageiro de 1979. Esta banda de Setúbal conta com Cláudio Anibal, Renato Sousa, João Descalço, Francisco Caetano e Vasco Rydin e cai no espectro do post-hardcore, rock alternativo e punk progressivo. Formados em 2012 e com influências que vão desde Mars Volta, a Nine Inch Nails, a Sonic Youth e a Dillinger Escape Plan, a mistura bombástica só podia dar bom resultado. Aclamados pelas suas prestações ao vivo, os Ash is a Robot vêm ao Texas partilhar o último álbum, Return of The Pariah The Chronicles of Edward que pôde ser gravado recorrendo ao crowndfunding

Os Shivers são uma  dupla de punk-rock formada em 2001 por João Arroja na bateria e vocais e Igor Agouzado na guitarra, vocais e acordeão e que não tem igual. Talvez o mais semelhante seriam os saudosos Comme Restus. Musicalmente são irrepreensíveis, mas as letras é que vão dar uma volta a todo tipo de temas, como kebabs e bifanas ao jantar da avó sem nunca se levarem a sério. Um concerto cheio de punk e aleatoriedade que tanto os amantes de boa música como os outros não vão querer perder!

As entradas custam 5€ e são adquiridas no dia!

 

  • Lucky Duckies 21h30 – Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha // 19 de janeiro

Os Lucky Duckies são uma das mais reconhecidas bandas de Vintage Swing e Rock’n’Roll e marcam presença no Centro Cultural das Caldas para mais um concerto que se espera bastante enérgico. Já contam com cinco álbuns e dois DVD lançados e, além das composições originais inspiradas em estilos retro, trazem-nos também muitos clássicos da música internacional e também portuguesa dos anos 20 aos anos 60 do século passado. Um concerto que junta o antigo e o mais recente, homenageando os tempos áureos do estilo e perfeito para os saudosistas e amantes do estilo, desde as roupas aos acordes. Os bilhetes custam entre os 10€ e os 17,50€ e ainda há bastantes disponíveis online.

 

  • Frankie Chavez 21h30 – Centro Cultural Gonçalves Sapinho na Benedita // 19 de janeiro

Frankie Chavez, ou Joaquim Chaves, é um músico, cantor e compositor português que firmou o seu lugar na música portuguesa ao trazer noções novas à utilização de guitarras, principalmente a portuguesa. Tendo editado já três discos, onde demonstrou o seu potencial como letrista, criador de melodias e riffs, Frankie tem como base sempre a guitarra, seja acústica ou elétrica e sabe sempre bem ouvi-lo. Para este concerto volta às origens ao encarar a plateia sozinho, sem truques nem ajudas, apenas e só, Frankie Chavez. As entradas têm o custo de 10€.

 

  • Quinta do Bill + Associação de Filarmónicas do Concelho de Leiria 21h30 – Teatro José Lúcio da Silva // 19 de janeiro

Os Quinta do Bill não precisam de qualquer introdução e voltam a Leiria com um formato já conhecido. A banda de Tomar volta a apresentar um formato que resultou muito bem da primeira vez e que continua a resultar. A junção com, neste caso várias, bandas filarmónicas realça os ritmos e melodias que normalmente não têm tanto destaque. Onde velhas canções levam uma roupagem diferente e mais envolvente, os Quinta do Bill não se poupam, nem aos fãs, nestes concertos, e para os amantes da banda este é um concerto a não perder. Os bilhetes custam 18,76€ e 16,42€, com desconto, e aconselhamos a que se apresse que os lugares disponíveis já escasseiam!

 

  • Closer – Banda de Tributo a Joy Division 23h – Stereogun // 19 de janeiro

Os Closer são uma banda de Lisboa formada em 2013 para homenagear o grupo britânico que mudou a história da música entre os anos 70 e 80. Considerados os pais do post-punk, os Joy Division formaram-se em 1976 em Manchester e alteraram para sempre a história da música liderados pelo enigmático Ian Curtis. Ele que era a alma da banda levou ao seu abrupto fim suicidando-se em 1980. Os restantes membros continuaram e formaram os New Order. Para quem gosta de Joy Division este concerto é imperdível. A entrada custa 5€ + consumo obrigatório de uma bebida. 

5 Concertos a não perder esta semana


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Nesta segunda semana do ano, já de energias renovadas é tempo de voltarmos à música ao vivo. Desde clássica há mais moderna ao misto entre as duas, oportunidades não faltam.

 

  • Concerto de ano novo: Banda Sinfónica da Associação de Filarmónicas do Concelho de Leiria 21h30 – Teatro José Lúcio da Silva // 5 de janeiro

A comemorar um ciclo de seis anos de concertos de ano novo, este projeto que junta todas as Bandas Filarmónicas do Concelho de Leiria propõe-se a dar o mote para o novo ano. Sob a alçada criativa das Bandas Filarmónicas do Arrabal e Soutocico, este concerto conta com a orientação do maestro escocês Mark Heron que irá homenagear os compositores portugueses. Os bilhetes custam 4,69€ e já não restam muitos lugares disponíveis.

 

  • Concerto de ano novo: Banda Comércio e Indústria 16h30 – Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha // 6 de janeiro

Desde 2013 que a Banda Comércio e Indústria, em parceria com o Centro Cultural das Caldas da Rainha, organiza os concertos de ano novo da cidade. Este concerto marca também o lançamento do disco Uns Clássicos, com as peças adaptadas a Orquestra de Sopros. Todos estes anos foi preparado um repertório dedicado à música clássica e este ano não será diferente com peças de Mozart, Rossini, Suppé, Strauss, Bizet, Ravel, Tchaikovsky, Dvorak, António Carvalho e Shostakovich. A cereja no topo do bolo será a apresentação a cargo do locutor da Antena 1 António Macedo. A entrada tem o custo de de 5€. A lotação encontra-se esgotada mas há sempre esperança!

 

  • S. Pedro + Mr. Gallini: Clap Your Hands Say F3st! 21h30 – Teatro Miguel Franco // 11 de janeiro

S. Pedro é o alter-ego de Pedro Pode, ex-integrante dos Doismileoito que faz agora a sua estreia a solo como o disco O Fim. As músicas do álbum andavam como ideias soltas pelo computador e no telemóvel e já se tornavam um peso que impedia Pedro de avançar. Desta feita construiu um estúdio analógico e procedeu a materializar todas as ideias e melodias que trazia a  vulso. Depois de juntar alguns amigos e aperfeiçoar os arranjos surge o disco.

MrGallini é Bruno Monteiro, baterista dos Stone Dead que também já conta com o seu projeto a solo. Com músicas escritas também pelos integrantes da banda de Alcobaça, Bruno dá voz e corpo e mãos a este singelo projeto de voz e guitarra. 

Os bilhetes têm o custo de 5€ e apenas são vendidos no local e no dia do concerto, por isso deixe a preguiça de lado e apareça antes do concerto começar.

 

  • Israel Costa Pereira 21h30 – Cine Teatro João D’Oliva Monteiro // 12 de janeiro

O guitarrista Israel Costa Pereira lançou o disco Curtas neste passado ano de 2018. Agora é tempo de apresentá-lo ao vivo e nada melhor que em casa. As peças compostas pelo próprio para quarteto de piano, guitarra, violino e violoncelo carregam uma essência que mistura o som mais pop e a música clássica. O álbum é uma aproximação entre a música e o cinema e cada uma das oito músicas sugerem uma curta metragem ao ouvinte. Uma experiência bastante envolvente e cativante, principalmente para os amantes do virtuosismo na guitarra clássica. Os bilhetes têm o custo de 10€ e já não restam muitos lugares.

Fotos: DR

Crítica: Mike El Nite, o rapper que joga para os fãs na liga do entretenimento pop


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Último concerto do ano na Stereogun e mais uma vez o artista convidado era de alto gabarito. Miguel Caixeiro trazia a Leiria o seu hip-hop com polvilho de saudosismo (e que concerto foi!). Com direito a acapella, rebuçados e invasão de pista.

Passavam duas horas da hora marcada e ainda nada. Já se notava alguma inquietação no ar, o povo ansiava pelo artista e finalmente ele apareceu. O Justiceiro surgiu por entre alguma fumaça e o instrumental de Carmen. Para quem não conhece Carmen, é a primeira música do álbum Inter-Missão, o mais recente, e utiliza um sample da música Carmencita de Amália Rodrigues. Nesta música temos representado quase tudo o que faz de Mike El Nite ele próprio. Com um sample de fado, Miguel entra na música suavemente fazendo uso de auto-tune que traz consigo um tom melancólico e rimas bastante afiadas e carregadas de referências pop. Sem respirar entra um dos êxitos, Santa Maria, em mais um throwback, desta vez aos anos noventa, com o Amor da Falésia dos próprios Santamaria e com o público já entrosado com Mike a cantar o refrão e alguns versos.

Mike el Nite hipnotizou os presentes com a sua atitude

Acompanhado de dj, Miguel sozinho preencheu o palco por inteiro nunca deixando passar qualquer sensação de solidão, que seria natural. O público também ajudou nisso. Apesar de começar tímido, o à vontade de Mike criou também relaxamento no público que rivalizou com o rapper em alguns refrões. Mesmo do novo disco, as letras estavam bem estudadas e sempre que assim se pedia, o público reagia e acompanhava, ora nas letras ora nos movimentos pautados pela batida a chamar um pouco do trap.

Em Dr. Bayard houve rebuçados para todos

Entre músicas as intervenções de Mike El Nite eram sempre curtas e com mensagens claras de agradecimento a quem o estava a ver e a sentir a música com ele congregando um sentimento de humildade e de quem apenas se sente feliz e concretizado por ver o seu trabalho reconhecido. As músicas parece que corriam e não queriam durar, sempre com um jogo de luzes muito entrosado com o que se ouvia e com imagens da banda desenhada que acompanha o disco, como pano de fundo. flow de Mike El Nite é contagiante e já tinha conquistado a plateia quando começam a soar os primeiros coughs do single Dr. Bayard e rebuçados para a tosse começam a voar distribuídos pelo próprio. Um saco gigante acompanhou o rapper a música toda e, no fim, toda a gente tinha rebuçados suficientes para prevenir a próxima tosse aguda.

Miguel quis misturar-se com a sua gente

Estavamos a poucos passos do fim do concerto mas antes o momento alto da noite criou-se. Se já estavamos conquistados pelo flow, pelas referências e pela presença de Mike El Nite, mais rendidos ficamos quando, a pedido de um fã, Miguel cantou a música Mambo nº1. Ressalva para o que o rapper disse antes, “Esta é para ti. Eu não trouxe o beat, mas pediste e esta vai para ti.” De seguida Mike El Nite transportou todos os presentes para a rua num acapella integral da música que fez as delícias do público e mais uma vez provou a humildade e sentido de respeito que este senhor tem por quem gosta do que ele faz. 

Miguel Caixeiro provou neste concerto porque é um dos rappers mais aclamados ultimamente. Consegue conjugar influências novas e velhas, juntar o português e o inglês numa canção sem lhe dar gosto azedo, traz referências geek e da cultura pop para um estilo que nada teria a ver com elas e equilibra ainda a melancolia e a raiva num jogo de emoções que nos faz pensar com e como ele.

 

Testemunho:

“Grande surpresa! Sem duvida que se insere naquela gama de artistas que agrada a quem não é grande fã ou não gostas do género, hip-hop, trap. Tem um som próprio, não se assemelha aos demais, vem acrescentar algo.”

Anónimo

Rei Arthur Bistrô: o restaurante para petiscar com toda a família


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Aberto há pouco mais de dois meses em Leiria, o Rei Arthur Bistrô é um lugar para a família, com uma orientação difícil de encontrar, onde se sente o carinho que se trabalha o que se gosta.

A sala do Rei Arthur Bistrô

O Rei Arthur Bistrô é um bistrô na rua Gago Coutinho que não é propriamente novo. Já existia em Fátima mas Marcelo e Vivianne, os donos, quiseram mudar-se para Leiria à procura de um público mais jovem e mais recetivo.

Aquando da conversa que tivemos com o Marcelo, foi possível perceber que aqui a dedicação é proporcional à paixão, e a paixão pelo que se faz nesta casa é difícil de igualar. Marcelo, formado em gestão de empresas, e Vivianne, formada em administração de empresas e recursos humanos, tiveram este sonho de ter um espaço seu que fosse uma referência misturando culinária brasileira e portuguesa, conjugando as últimas tendências da cafetaria proporcionando uma experiência compartilhada. Uma das ideias, diz Marcelo, era “criar um ambiente propício à partilha de experiências, à troca de ideias e até para trabalhar.”

Tosta de abacate

Desde tapiocas a tostas de abacate, as refeições podem ser duradouras ou mais curtas, mas o certo é que a experiência nunca será igual. Marcelo confessa que a sua visão de bistrô tenta ser o mais fiel à origem. Os bistrôs surgiram em França durante a segunda Grande Guerra. Numa altura de crise, as mulheres francesas começaram a servir refeições leves para conseguir algum rendimento. O conceito assenta na familiaridade com que os clientes eram tratados servindo refeições curtas e criando laços com eles. Marcelo exemplifica dizendo que ainda hoje tem amigos de Fátima que os visitam em Leiria.

Uma das muitas tapiocas do Rei Arhtur

Tudo é pensado ao pormenor para criar laços com quem visita o Rei Arthur Bistrô e o investimento é a vários níveis. Desde a constante experimentação de sabores nos pratos, a cargo de Vivianne, nas bebidas, a cargo de Marcelo, que confessa ter preferência pela caipirinha de tangerina, na máquina de café que tinha de ser laranja e não descansaram enquanto não a conseguiram, até à escolha da carne ideal para as refeições, tudo teve que ser escolhido a dedo.

O melhor estava guardado para o fim, Marcelo quis-nos explicar o porquê do seu bistrô se chamar Rei Arthur e aí foi a cereja no topo do bolo. Se já estávamos derretidos com todo o carinho expressado, pior ficámos quando nos explicou que o Arthur é o filho que tem com Vivianne, que para eles é um rei e é a razão do seu viver. Quis levar a homenagem mais longe e escolheu a tangerina como logótipo por ter sido a primeira fruta que o filho provou e pela qual ficou apaixonado.

Durante toda a conversa, embalada por uma playlist de bossa nova, outra constante no Rei Arthur, foi possível sentir o amor dedicado ao conceito e mais embeiçados ficámos quando provámos a tapioca, a tosta de abacate e o sumo de morango com manga. De facto um sítio único com refeições únicas e onde emana uma tranquilidade que faz qualquer um sair de sorriso no rosto e leveza no espírito.

 

Fotos: Teresa Neto