Guia de moda sustentável para Leirienses


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Da moda para a sustentabilidade – este é o percurso de Patrícia Silva, uma blogger que largou os conteúdos de outfits para se dedicar ao efeito que os mesmos têm no ambiente. Falámos com a criadora de Let’s Save the Planet para desmistificar o conceito de moda sustentável.

Tal como muitas indústrias, a moda tem um impacto para o ambiente. Seja pelos materiais que são utilizados para a sua produção, pelo processo de produção em si, pelos transportes… E tantas coisas mais que, de uma forma ou de outra, afetam negativamente a casa onde vivemos.

Foi ao aperceber-se de tudo isto que Patrícia Silva, da Marinha Grande, decidiu mudar o seu estilo de vida. Largou o seu blog de moda que manteve ativo durante muitos anos e dedicou-se à criação de uma página que nos mostra como é tão fácil adquirir hábitos sustentáveis – o Let’s Save the Planet.

A moda (sustentável) é um dos temas mais abordados por Patrícia nesta página. Apesar de saber que, num mundo perfeito, este conceito se definiria por uma indústria focada em lixo zero, algo que, segundo a própria, “neste momento não é possível aplicar a 100%”, existem outros fatores que dão à moda um caráter mais sustentável. Em primeiro lugar “é importante valorizar marcas locais e, se possível, que produzam na Europa, onde há mais legislação”, diz Patrícia Silva. Os materiais utilizados e as condições de trabalho são, na verdade, dois dos maiores fatores que fazem de uma marca sustentável (ou não).

“Mas a moda sustentável tem muitos ‘se’…”, afirma a criadora de Let’s Save the Planet. Tomemos o caso do algodão – um material natural que, por isso mesmo, é muitas vezes considerado mais sustentável. “É verdade que o algodão é um material natural e que, por isso, a sua decomposição será mais fácil; no entanto, a produção deste material nos dias de hoje envolve um grande consumo de água e químicos que não são nada favoráveis para o ambiente.” Ou seja, será sempre um pau de dois bicos.

Então, qual a solução para uma moda verdadeiramente amiga do ambiente? Para esta blogger da Marinha Grande, “devemos tentar usar o que já temos, podemos procurar roupa nos armários dos nossos pais ou avós, e, sempre que possível, arranjar as peças em vez de colocar no lixo.” Aliás, para facilitar este processo de escolha, Patrícia criou um esquema que nos ajuda a perceber o que fazer com as peças do nosso armário.

Foto: Let’s Save the Planet

Caso seja necessário passar para o processo de compra, a segunda mão será sempre a melhor opção, pois evita todos os gastos inerentes a um processo produtivo. Para entrar no mundo secondhand, Patrícia Silva recomenda o recurso a sites como o OLX, as lojas online Micolet e MyCloma, redes sociais como o Instagram e o Facebook, sendo alguns dos seus grupos favoritos nesta plataforma a “Comunidade Estrela Thrifts” e o “Mercado 2ª Mão Lixo Zero”.

E o que fazer com as peças que já não queremos no nosso armário, mas que continuam em bom estado? Qualquer uma das sugestões acima referida permite igualmente a venda de roupa em segunda mão, mas a blogger adiciona também uma nova categoria: as doações. “Às vezes, receber um ‘obrigado’ de alguém que precisa vale muito mais do que qualquer preço que possamos colocar a uma peça.”, afirma Patrícia. Aqui, os grupos de Facebook também desempenham um papel fulcral, nomeadamente “Leiria Solidária” e “Dou Se Vieres Buscar na Marinha Grande”. No entanto, também são aconselhadas lojas físicas, como a Loja Social da Marinha Grande ou a Cruz Vermelha de Leiria, onde podem ser realizados vários tipos de doações.

No fundo, cada ação conta. No caminho para a moda sustentável, vale mais um grande número de passos imperfeitos do que apenas um passo perfeito, pois, como diz Patrícia em Let’s Save the Planet, somos “um por todos e todos pelo ambiente”.

 

Texto: Mariana Silva

Crítica: Greyhound – Mais um capitão heróico de Tom Hanks


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Já estamos habituados a ver Tom Hanks com o “chapéu de capitão”. Foi capitão Miller em Resgate Do Soldado Ryan, capitão Sully em Milagre no Rio Hudson, capitão Phillips que foi indicado a Óscar para melhor filme de 2014, e agora é capitão Ernest Krause em Greyhound.

O filme Greyhound estava previsto para as salas de cinema, no entanto a pandemia trocou as voltas e teve estreia mundial na plataforma de streaming Apple TV+. Esta história é inspirada em factos reais sobre a Batalha do Atlântico, durante a Segunda Guerra Mundial. Tom Hanks na pele de George Krause, é um capitão oficial que tem a sua primeira viagem como líder de um navio norte-americano USS Keeling, apelidado de Greyhound, e de um comboio de navios aliados, sendo encarregue das vidas de milhares de soldados durante a perigosa travessia dos EUA até à Europa. Sem cobertura aérea durante cinco dias, o capitão e o seu comboio são obrigados a enfrentar sozinhos os submarinos nazis que os rodeiam e atacam sem dó nem piedade. Krause nunca esteve em combate e por isso, precisa de muita inteligência e controlo mental para vencer e salvar a tripulação.

 

Conta com a realização de Aaron Schneider e com Tom Hanks como argumentista, que adaptou a história do livro The Good Shepherd de C.S. Forrester e acabou por não fazer um bom trabalho. Ora vejamos:

Apesar de já esperado, Hanks é um maravilhoso e versátil ator e não desilude na pele de George Krause, porém, o argumento não explora a sua personagem como nós gostaríamos e ficamos a maior parte das vezes confusos com as emoções que nos são entregues porque é difícil interpretá-las. São poucos os momentos que nos envolvem na personalidade do capitão, talvez conseguimos ter uma breve sensação mais intimista nas cenas iniciais em que vemos o capitão Krause ser rejeitado por Evelyn (Elisabeth Shue) ou nas cenas de grande companheirismo com o chefe de cozinha George Cleveland (Rob Morgan). Mas acaba por ser superficial e ficamos longe de nos sentirmos afetos a este capitão. Basicamente temos um argumento que tenta sem sucesso colocar a guerra como protagonista, mas foca tanto no capitão que acaba por se tornar numa história de guerra vista pelos olhos de quem não quer estar nela.

Para ajudar (ou não) o desastre do argumento, o filme realizado por Aaron Schneider é muito impessoal e revela de forma muito clara a inexperiência do realizador. Ou seja, temos um filme muito técnico, em torno de um drama de guerra com poucos diálogos e sem espaço para os atores brilharem. Percebemos que o objetivo é focar no capitão Krause e nas cenas de ação que são imensas. Aliás, a sequência de ações é constante e torna-se excessiva, impedindo-nos de criar tensão ou suspense. Nem dá para respirar, temos de estar muito atentos ou perdemos o fio à miada.

Tinha dado jeito mais minutos de filme. Este é dos pouco exemplos em que o tempo é curto e seria bom ter mais tempo de tela, talvez com cenas menos frequentes de ação técnica e mais emoção das personagens.

Os efeitos especiais são eficientes com cenários reais que criam conforto visual mas sem nunca ser perfeito, o que salva Greyhound. Interpretamos muito facilmente as sensações de movimento através dos efeitos especiais envolvidos com a fotografia azulada de Shelly Johnson. Outro ponto positivo são os movimentos de câmara que acompanha sempre o protagonista dando oportunidade ao espectador de sentir que está na história ao lado do capitão para o apoiar. O realizador também faz um bom uso de filmagens panorâmicas brilhantes que captam a verdadeira escala da batalha e a gravidade da situação. A produção sonora e banda sonora são poderosíssimas o que destaca ainda mais o filme, que tecnicamente falando tem tudo o que precisa para ser um bom filme de guerra.

Num dos pilares, Greyhound não falha, porém falha noutro igualmente importante: história e personagens. Todos os instantes são dedicados às batalhas, enquanto Krause e a sua tripulação tentam sobreviver aos constantes ataques dos submarinos nazis. A falta de qualquer desenvolvimento de personagem até pode ser compensada, desde que no final tenhamos uma experiência única de ação realista. Mas a história não é cativante e os momentos de ação estão presos num ciclo sempre igual, durante todo o filme. Começamos com cenas carregadas de tensão, mas a partir deste momento, o nível de entretenimento cai drasticamente.

Gosto de filmes de ação que são capazes de me envolver de uma forma imersiva e que me faça sentir dentro da história. Tudo requer qualidade de produção excecional, com efeitos visuais perfeitos e produção sonora poderosa. Mas a história e desenvolvimento de personagens tem de existir e tem de ser igualmente forte para que o público consiga realmente sentir a atmosfera e experiência do filme, certo?

Greyhound tem um dos melhores atores de todos os tempos como protagonista e uma produção técnica bastante razoável. Mas será que tem a verdadeira essência de um filme de guerra de sucesso? Creio que não… Preferia ter tido um capitão muito mais emocional do que um capitão técnico que luta pela vida de milhares.

Classificação TIL: 6/10

 

Texto: Sofia Correia

Ispari – a marca mais trendy do Instagram é de Leiria


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O que é nacional é bom, isso nós já sabíamos. Mas o que a Ispari nos veio mostrar é que o que é local pode ser ainda melhor! Foi em 2017 que Rita Ferreira iniciou o seu percurso enquanto fundadora da Ispari, uma marca de produção consciente, onde todos os artigos são feitos à mão e os materiais adquiridos em Portugal.

A moda é uma paixão desde pequena e o Design a sua formação, logo foi a junção destes dois fatores que levou Rita a criar uma marca focada em peças confortáveis, ajustáveis (abrangem inclusive grávidas até aos quatro meses) e versáteis. Os casacos de pêlo foram a primeira peça-chave das suas coleções, mas hoje são os vestidos e as jardineiras quem ganhou o destaque no Instagram da marca.

É, sem dúvida, uma marca pautada pela qualidade de trabalho dos Leirienses. Na região descobre os melhores materiais – pois a qualidade dos mesmos é essencial para a Ispari e o ponto mais elogiado pelos seus consumidores – e reúne uma pequena equipa dedicada à produção das peças. “Sempre que posso, procuro ajudar os produtores locais.”, afirma a criadora da marca, que acredita que a proximidade e a criação de uma boa relação com os produtores são uma das maiores vantagens de ter um negócio local.

São os produtores locais que garantem a melhor qualidade, mas a redução da oferta destes serviços na cidade tem sido um dos seus maiores desafios. “Não sei até quando vou continuar a conseguir encontrar o que preciso em Leiria” – diz Rita Ferreira – “neste momento tenho de procurar primeiro os materiais e depois perceber o que posso criar com eles.”

Como muitas marcas da sua geração, a presença da Ispari é somente digital. Mas isso não é nenhuma limitação, até pelo contrário, pois é o Instagram que lhe permite chegar até todos os pontos do país. Segundo a experiência da marca, a proximidade e possibilidade de realizar um atendimento personalizado através das redes sociais, são algumas das vantagens que mais cativam os consumidores. E nos tempos excecionais que vivemos, estas vantagens apenas se tornam mais evidentes, quando as lojas físicas fecham e o distanciamento social se torna numa realidade.

Por isso, agora só falta saber o que podemos esperar para futuras coleções… E a Rita contou-nos algumas novidades! As jardineiras (peças best-sellers de coleções anteriores) irão aparecer em novos designs, tal como os vestidos. Para o inverno, podemos esperar looks totais – conjuntos de camisa e calças – que facilitam a manhã de qualquer pessoa que não quer perder muito tempo a pensar no que vestir. Para além disso, dentro dos próximos tempos poderemos acompanhar a abertura exclusiva do site da marca!

No final, o foco da Ispari é simples: trazer ao cliente peças únicas, com materiais de ótima qualidade, produzidas de forma consciente e que dinamiza o comércio local. O que é local, é muito bom!

Consulte o Instagram da marca para conhecer mais.

 

Texto: Mariana Silva

Fotos de colaborador da TIL presentes no novo álbum dos First Breath After Coma

foto Diogo Silva Costa

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    As fotos escolhidas pela banda e a Omnichord Records são de Diogo Silva Costa, fotógrafo da TIL Magazine.

    Como já noticiamos, saiu, desde de dia 17 de julho, o novo álbum dos First Breath After Coma. A banda leiriense editou um novo trabalho, desta vez ao vivo, dos concertos que fez juntamente com a Banda de Música de Mateus, em dois concertos distintos: Leiria e Vila Real.

    E uma das boas surpresas está no próprio trabalho físico: duas das fotos do concerto que estivemos a fazer cobertura foram escolhidas para ilustrar o álbum. As imagens são de Diogo Silva Costa, jovem de 24 anos e fotógrafo da TIL.

    “Fiquei bastante surpreso com a notícia! Quando o Hugo da Omnichord me abordou e perguntou qual era a minha opinião em relação a usarem as minhas fotos no interior do álbum live dos FBAC, fiquei muito orgulhoso de todo o percurso que tenho feito de fotografia de bandas e música ao vivo, senti que isto foi um prémio de todo o esforço e dedicação que sempre tive por mostrar este lado da música, retratar e dar uma imagem ao que se ouviu ali naquele dia”, explicou.  Os FBAC são sem dúvida a banda que mais vezes fotografei. Se me perguntassem em que banda queria uma foto minha num álbum iria sem dúvida dizer FBAC! Sem dúvida que isto foi um realizar de um sonho, o reconhecimento de todas as horas por trás das minhas lentes”, rematou Diogo em declarações à TIL.
     

    Para o fundador do projeto, Rui de Sousa, este é um passo importante para a própria revista: “Fiquei muito contente quando soube da novidade. O Diogo é um excelente fotógrafo de concertos e merece, sem dúvida, este reconhecimento. “A revista também ganha mais uns pontos na cultura da região e como um elemento fiável de prestadora de serviços na área do conteúdo fotográfico”. 

    Além das plataformas digitais, o álbum pode também ser adaquirido em formato físico. Está já à venda em cd, desde 17 de julho e a partir de agosto também estará disponível em vinil. 

    Crítica: Adú alerta-nos de que as boas intenções não chegam!


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    Adú – o novo sucesso da Netflix – é um filme do realizador espanhol Salvador Calvo que nos conta não uma, mas três histórias que estão de alguma forma ligadas.

    O realizador afirmou que este filme é inspirado em histórias reais e provavelmente esse é um dos motivos porque consideramos Adú um filme importante – não é ficção, o que vemos no ecrã aconteceu e acontece com outras pessoas. São três histórias que parecem completamente separadas, no entanto, juntam-se num enredo que discute questões muito atuais, como a imigração e os refugiados na Europa.

    O filme começa com a história de três polícias espanhóis em Melilha, um território espanhol no norte de África, onde existe uma cerca de segurança que separa Melilha de Marrocos. Logo no início do filme somos confrontados com umas das cenas mais violentas de Adúna qual vemos um grupo de refugiados que tenta pular a cerca e muitos deles presos nos arames farpados deste local. Uma imagem muito gráfica e que mexe com o nosso estômago. A função dos três polícias é, obviamente, impedir que os refugiados consigam passar a cerca, mas no meio desta missão algo corre muito mal e faz a história desenrolar-se ao longo do filme.

     

    Conhecemos a seguir a história de Gonzalo, um homem espanhol que possui uma ONG em Camarões, África, para proteger os elefantes contra a caça ilegal. Gonzalo preocupa-se mais com os elefantes do que com as pessoas ao seu redor, um bom exemplo deste facto é a sua filha Sandra, com quem mantém um relacionamento distante e talvez um pouco problemático. É claro que o realizador Salvador quis alertar-nos, através desta história, para o gravíssimo crime que ainda é bastante desconsiderado, a caça dos elefantes para retirar o marfim. No entanto, acabou por ser um terceiro plano muito disfarçado e de pouco destaque.

    É precisamente no momento em que Gonzalo e a sua equipa tentam impedir um grupo que está prestes a realizar uma caçada ilegal de elefantes, que conhecemos o pequeno Adú e a sua irmã Alika. Ambos estão na floresta a andar de bicicleta, quando acabam por testemunhar a morte de um elefante por alguns homens da sua aldeia. Depois de descobrirem que os irmãos foram testemunhas do crime, Adú e Alika começam a ser perseguidos e por isso fogem para procurar o pai que está em Espanha. Começa desta forma uma aventura perturbadora e assustadora para os pequenos irmãos, que vão ter muita coragem para conseguir encontrar o pai deles.

    Por meio destas três histórias, o realizador aborda temáticas de extrema importância, das quais deveriam ter mais atenção por todo o mundo. É um filme simples, mas que tenta maximizar a sua influência através do cruzamento de histórias reais e emocionantes. Apesar de não ser fácil criar uma relação entre o espetador e as personagens, há uma exceção que se chama Abú. O filme tem o nome deste menino, que nos deixa com muita vontade de o abraçar e socorrer durante todo o seu percurso, nesta aventura que foi obrigado a viver.

    Poderia ser um filme perfeito, mas não é. Tem uma linda fotografia que traz imagens brutais da extrema pobreza de África, principalmente nas cenas que se passam nas aldeias. Mas é pouco mais do que isso. O filme tem muito boas intenções e grande carga moral, aliás, ainda acredito que é um filme que deve ser visto e discutido, nem que sirva só como um alerta dos graves problemas humanitários que se passam ao nosso redor e poucos conhecem. Deve ser uma história que nos força a ler mais e a conhecer milhares de crianças e jovens, que também poderiam ter sido inspiração para o filme Adú.

    O principal erro é ter três histórias principais que nos fazem perder o foco e enfraquece o objetivo principal. Na conclusão do filme, as três histórias acabam por ser conectadas mas de uma forma muito forçada e que parece ser um final pensado “na última hora”, só para justificar as três histórias num único filme. É de lamentar, porque teria potencial para ser um filme muito bem contando, com boas personagens e com fortes interligações que cativam qualquer um de nós. Mas nem as personagens tiveram espaço para “brilhar”. Há muitos momentos de ação, momentos de choque e emoção, mas são momentos misturados de cada personagem e história, sem que nos permita criar afeto ou verdadeiro sentimento por uma das três histórias.

    Adú tornou-se num filme que veio para nos relembrar de que nada serve termos boas intenções se não agirmos para tal. É uma montanha de altos e baixos, que nos atiram para inúmeros lados sem nos dar um ponto forte ou uma cena com verdadeiro valor memorável. Deveria focar, principalmente, na imigração ilegal, mas como nada é bem definido e contado, acaba por não ficar colado na nossa memória e é grave não termos este efeito, dado que, são histórias de carácter importante e emergente.

    Tem momentos fortes e necessários, de início parece bonito e até começamos a preparar os lenços de papel sem chegarmos a precisar deles. Adú tinha um material muito rico mas somos direcionados apenas para os conflitos, sem aprofundar as causas ou as futuras consequências. Ficamos com o pequeno Adú no coração e com a profunda tristeza de que há muitos como ele, sem apoio e sem afeto. Pelo menos que nos faça despertar para o que realmente importa e que nos cative para apoiar, na melhor maneira possível, todos os refugiados que procuram uma nova casa onde se sintam seguros e salvos.

    Classificação TIL: 5,5/10

     

    Texto: Sofia Correia

    Companhia Portugueza do Chocolate com propostas para celebrar o mês do chocolate


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    Se está à procura de atividades para este mês quente de julho, temos a sugestão perfeita!

    No mês em que se assinala o Dia Mundial do Chocolate, a 07 de julho, a Companhia Portugueza do Chocolate, marca de chocolate artesanal com fábrica, cafetaria e loja física, lança um calendário de atividades chocolateiras para todos.

    Assim, nos dias 12 e 19 de julho, desfrute de massagens, experiências de degustação de vinho e chocolate e, nos dias 18 e 25 de julho, assista a música ao vivo na esplanada à beira-rio.

    A partir do dia 17 de julho, a pensar no Dia dos Avós, netas e netos vão poder dar asas à imaginação e escrever um pequeno texto dedicado aos seus avós, participando no passatempo “Massagens para avós e netos” da Companhia Portugueza do Chocolate. Os vencedores poderão usar a oferta no dia 26 de julho.

    Para que não haja dúvidas nenhumas, deixamos aqui a agenda:

    Dia 12 de julho: Início das massagens e experiências em chocolate;

    Dia 17 de julho: Início do passatempo “Massagens para avós e netos” nas páginas de Instagram e Facebook;

    Dia 18 de julho: Música ao vivo a partir das 19h00;

    Dia 19 de julho: Massagens em chocolate;

    Dia 25 de julho: Música ao vivo a partir das 19h00;

    Dia 26 de julho: Dia dos avós, recebemos os vencedores do concurso dos avós e netos;

    Visite a Companhia Portugueza do Chocolate e aproveite as novidades em chocolate com música e surpresas para brindar ao verão neste mês de julho!

     

    Texto: Joana Rute Carmo

    4 Leirienses para Seguir no Instagram


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    É no Instagram que encontramos as melhores recomendações do que vestir, do que visitar, do que comer… Mas conhece os instagrammers leirienses que estão a dar cartas nesta plataforma? Estas são quatro contas a que ninguém fica indiferente.

    Produtora de moda, digital media manager e mãe. É assim que a Cátia se apresenta na sua introdução, mas, ao olhar para o seu perfil, podemos encontrar um pouco de tudo isso e muito mais!

    A moda é, sem dúvida, a sua especialidade e é através das suas fotos que nos inspiramos com os melhores looks e recebemos dicas valiosas. Mas é também através dos seus cenários que descobrimos alguns dos lugares mais bonitos do nosso distrito… Talvez se tornem cenários para as nossas próprias fotos!

     

    Não quer ter constantemente no seu feed fotos de comida que abrem o apetite? Então, não siga a Tascolandia, porque cada foto é de olhar e sonhar por mais. Abrir esta conta é como fazer uma visita gastronómica pela nossa cidade e descobrir as melhores iguarias que só os Leirienses nos podem dar.

    Se quer conhecer cada restaurante, café, tasca ou prato da região (e até do mundo), este é o perfil certo para seguir!

     

    Receitas saudáveis, exercício físico e, acima de tudo, muita motivação. A conta da Dora é o local ideal para quem procura adotar um estilo de vida mais saudável ou tiver vontade de conhecer novos treinos e receitas.

    Para além de ser a instagrammer mais fitda cidade, a Dora leva-nos com ela até vários cantos do mundo através das suas fotos e vídeos. A sua mais recente aventura teve como destino a América Latina, mas todas as suas viagens deixam qualquer pessoa com vontade de agarrar numa mochila e ir explorar o mundo!

     

    A Paula e o Rúben são um casal que adora viajar e partilhar todas as suas experiências. É no The Wow Dynasty – em formato de blog e Instagram – que nos contam os lugares que visitam, o que comem, as experiências que vivem e tantas coisas mais!

    Para os apaixonados, os amantes de fotografia, de comida, de viagens, e tanto mais… A conta destes dois Leirienses é um must, não só pela beleza das fotos que apresentam, mas também pela autenticidade que transmitem.

     

    E já que estamos a falar de Instagram, porque não passa pelo nosso perfil? Conheça os mais recentes artigos e outras novidades ao seguir-nos nas nossas redes sociais.

     

    Texto e montagens: Mariana Silva

    5 vinhos brancos para provar este Verão – e todos a menos de 8€


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    Verão é sinónimo de dias longos, petiscos e vinhos brancos frescos e deliciosos. Bebemo-los em casa ou em pequenos grupos de amigos, num picnic ou à volta de uma mesa cheia de coisas boas.

    O Alentejo e o Douro são grandes clássicos nas nossas casas, mas a nossa região também tem ofertas deliciosas e a preços muito atractivos e, de Alcobaça a Óbidos, as opções são variadas. Neste artigo, reunimos propostas acessíveis para este Verão. Faça scroll e descubra as cinco sugestões de vinhos brancos da região por menos de 8 euros.

    Leve porque tem baixo teor de álcool (9,5%), o que o torna perfeito para um aperitivo ou refresco de final de tarde. É um vinho extremamente aromático, fresco, mineral e com deliciosas notas de frutos tropicais. Já se está a imaginar com um copo ao pôr do sol ao sabor de umas tapas de marisco? É que nós já! Só não se esqueça de o servir bem fresco. 

    Preço: 3,50€ 

     

    Este é já um conhecido da região e um habitual em muitas mesas leirienses. O Porta 6 tem um aroma fresco, mineral e agradável com notas de frutos tropicais e enfâse no maracujá. É um vinho fácil de beber e que funciona muito bem para refeições no dia-a-dia. 

    Preço: 3,80€ 

     

    O Gaeiras vem da produção de uma das vinhas mais antigas e históricas da região de Óbidos. É um vinho com aromas florais, toques de limão e ananásum copo com sabor a Verão que delicia. Uma opção super gastronómica e perfeita para servir à mesa com todos aqueles pratos e petiscos da época que adoramos.  

    Preço: 4,69€

     

    A Quinta dos Capuchos está já aqui ao lado, em AlcobaçaEste Monte Capucho começa com uvas apanhadas à mão que se transformam num vinho fresco, elegante e mineral, com notas cítricas e também algum vegetal – é um par muito gastronómico para pratos de queijo, peixe ou carnes brancas. Além do portfólio de vinhos, merece uma estadia no enoturismo. 

    Preço: 4,99€ 

     

    Em Óbidos há uma Quinta pequenina a fazer grandes vinhos. Óbidos é uma região que usufrui muito da influência atlântica e isso reflecte-se nas notas de frescura, mineralidade e excelente acidez provenientes da melhor selecão de uvas Arinto e Fernão Pires. É um vinho de cor cítrica e aroma delicado a frutos tropicais frescos. Na boca é intenso, fresco e com final persistente. Se não conhece, experimente!

    Preço: 7,96€ 

     

    Texto: Joana Rute Carmo 

    Primo Basílio assina críticas gastronómicas na TIL


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    Restaurantes, preparem-se. A TIL tem um novo cronista (bastante boémio por sinal) que irá avaliar os melhores espaços gastronómicos de Leiria e arredores.

    Basílio de Brito* – eternizado Primo Basílio em romance homónimo – cansou-se do pulha que era. Sentiu-se mal com o último comentário, na última página, e desde então tem tentado sobreviver, como fizera toda a vida.

    Passaram-se décadas, mais do que um século. Como Excelência que era, adaptara-se à vida que queria mas também há que tinha de ter. Tal sucedeu com Bahia, Paris, Roma, Jerusalém ou Constantinopla. E, dado desgosto camuflado – agora revelado-, também Lisboa teria de ficar para trás.

    Instalou-se em Leiria e desde então, não se sabe ao certo quando, vagueia pelas ruas, outrora de D. Dinis, Francisco Rodrigues Lobo, Afonso Lopes Vieira e até, curiosamente, do seu criador.

    O homem diz-se mudado, com a mesquinhez a dar lugar ao bom senso. Sabe-se que é possível mudarmos para melhor, mas homens destes têm sempre medo de ficar do avesso.

    Em Lisboa tinha dificuldades em comer, desde regressado de Paris. Dizia que só lá se comia bem.

    A TIL desafiou o Primo Basílio a tentar deliciar-se pela região Leiria e do Oeste. E todos sabemos que não há motivo mais forte para mudar de vida do que a crítica gastronómica, boémia e despreocupada.

    Como bon vivant que é, recusar seria impensável.

     

    *O Primo basílio é uma personagem fictícia do seu criador e inspirada no livro com o mesmo nome, de Eça de Queiroz.

     

    Foto: PJ

    Crítica: “Festival Eurovisão da Canção: A história dos Fire Saga”, um presente de fãs para fãs


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    Estreou finalmente o novo filme protagonizado por Will Ferrel: Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga. Quer rir um pouco e em família? Bom, aproveite para ver este novo filme que não é só um musical como também uma comédia, ainda que um pouco fraca. Apropriada para ver com amigos no final da tarde ou depois de um dia de trabalho aborrecido. Claro que, para quem é fã do Festival, vai encontrar vários bons momentos no decorrer do filme.

    Rachel McAdams junta-se a Will Ferrel para protagonizarem a história dos Fire Saga, uma dupla musical fictícia que tem o sonho de representar o seu país, a Islândia, na Eurovisão. O filme demonstra o percurso destes dois cantores até se tornarem estrelas pop. Lars (Will Ferrel) e Sigrit (Rachel McAdams) formam a banda Fire Saga que, por mero acaso (e depois de algumas mortes), é selecionada para representar o país na maior competição musical da Europa.

    É uma história bem simples, mas com uma mensagem muito bonita, talvez inspirada no discurso de Salvador Sobral, vencedor da Eurovisão em 2017. Este festival é um palco de sonhos, onde vários países podem expressar-se livremente através da música e tal como disse Salvador “Music is Felling” – a música é sentimento. No final deste filme, vemos Sigrit numa atuação com muita emoção, tal e qual como é esperado de uma verdadeira atuação do festival europeu. A cena mais sublime do filme é quando o próprio Salvador aparece, por breves segundos, num piano e a cantar “Amar pelos Dois”. Não é o único ex-concorrente a participar no filme, os fãs do festival Eurovisão vão ter vários presentes no decorrer das duas horas de filme.

    Sabemos que Will Ferrel também é fã do festival Eurovisão e nota-se, ao longo do filme, que a história respeita o espírito do festival e é basicamente uma celebração do mesmo. No entanto, quem não conhece este festival pouco fica a conhecer. O palco principal é o da Eurovisão, mas no final, acaba por ser bastante secundário. Os espectadores não vão entender como funciona o festival, provavelmente até vão duvidar da sua existência porque o humor do argumento é fraco e tipicamente americano – básico e sem criatividade. Mas não é algo que surpreenda, toda a carreira de Will Ferrel é em torno deste género de histórias e personagens.

    Quem salva? Rachel McAdams, que consegue conquistar-nos com a personagem Sigrit, não só pelo seu talento e ambição, mas porque a respeitamos pela força que teve ao enfrentar toda a pressão do festival da canção.

    O Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga é muito longo e não há nenhum motivo plausível que justifique demorar duas horas. É uma comédia que não desafia e pode ser perfeita para as pessoas que apenas procuram um entretenimento simples para descontrair.

    Mesmo que possa ser maçador e de riso forçado, o filme transmite que os sonhos são válidos para todos e em todo o mundo. Só é preciso sentimento, força e ter as pessoas certas ao nosso lado. O resto, é mais fácil do que parece…

    Classificação TIL: 6/10

     

    Texto: Sofia Correia