Crítica: Hubie Halloween – É realmente um filme assustador… por ser tão mau!

crítica Hubie Halloween

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O novo filme da Netflix parece ter agradado a grande parte dos subscritores mas não convenceu a nossa cronista cinematográfica Sofia Correia.

Peço desde já as minhas desculpas aos fãs de Adam Sandler (a mim também, porque eu sou outra fã), mas este texto vai ter poucos elogios ao novo filme que estreou na Netflix. 

Para quem conhece bem as comédias de Adam Sandler sabe que é preciso gostar de rir do estúpido e do ridículo. A verdade é esta, há vários estilos de comédia e o riso é difícil. Mais difícil é o riso que leva às lágrimas. 

Mas não se preocupem, se é de lágrimas que precisam, bem, aqui está um bom filme que te pode fazer chorar… por ser tão mau.

Já agora, sabiam que Adam Sandler prometeu fazer o pior filme possível, caso não ganhasse o Óscar de melhor ator pelo filme Diamante Bruto (lançado na Netflix em 2019 e que pode ler a crítica da TIL ao filme)? Nem chegou a ser indicado ao Óscar e por isso suponho que tenha cumprido a promessa. Mesmo que não seja o pior filme dele, prefiro acreditar inocentemente nisto: que Hubie Halloween só existe por resposta à “maldade” da Academia.

Mas, agora para quem ainda não viu, que raio aconteceu no filme?

Entramos dentro de uma noite de Dia das Bruxas absurda, numa cidade dos EUA que parece ser a capital “não oficial” do Halloween. Hubie Dubois (Sandler) é um sujeito totalmente dedicado à sua cidade e sempre com a missão de garantir a segurança de todos os habitantes. 

O que acontece é que Hubie é a personagem típica de Sandler, que já vimos algumas vezes no ecrã: inocente, salvador da pátria e com um coração verdadeiramente bonito. Ok, obrigada Adam, por desperdiçares a tua criatividade.

Durante a noite, alguns acontecimentos assombram a cidade e alguns habitantes desaparecem. Quem é que entra logo em ação, como herói inesperado? Hubie Dubois.

Quando conhecemos Hubie, não o vemos como herói, mas sim como um homem caricato que sofre bullying de metade da cidade. Só a mãe (June Squibb) e Violet (Julie Bowen), por quem está apaixonado desde criança, é que o tratam bem. Bullying tive eu vontade de fazer a Adam Sandler, depois de perceber que adotou novamente uma forma ridícula de falar para a personagem (Brinco, bullying é inaceitável miúdos!!)!

Há um mistério que conduz o filme inteiro e até podia ter sido uma boa cola, mas nem isso resultou. Porque, eu pelo menos, senti-me cansada a partir da primeira metade do filme e honestamente, foi um esforço para chegar ao fim!

Eu sei, estou a ser hater? Desculpem, estou desapontada. Muito porque, com tanto talento, dinheiro e tempo investido, podíamos todos ter uma experiência de comédia de terror muito melhor… Vejam bem este elenco de luxo:

Temos aqueles nomes que são presença garantida num filme de Sandler, como Kevin James, Rob Schneider e Maya Rudolph, e contamos ainda com Ray Liotta, Kenan Thompson, Steve Buscemi, Tim Meadows, Noah Schnapp e até uma pequena participação de Ben Stiller.

 

E para continuar aqui na boa onda das qualidades do filme, há pelo menos duas cenas que me arrancaram um riso (muuuito) pequenino (SPOILER ALERT):

1- Quando o gato da vizinha de Hubie aparece com os olhos bem abertos porque se sente ameaçado por Violet. Talvez ri mais do que devia, mas cá está, se é para rir do estúpido e do ridículo mais vale rir em momentos que têm animais, assim fico perdoada.  

2- A cena no carro com Maya Rudolph e Tim Meadows. Opá, aqui também era inevitável. Maya Rudolph é mestre das minhas gargalhadas e não sei porquê, mas mesmo sendo absurda, começo a rir sempre que a vejo no ecrã. É automático! Às vezes dou por mim a rir como uma maluquinha só por ouvir o nome dela. 

Pronto, foi isto. O filme está pintadinho de piadas que são repetidas até começar a fazer doer os ouvidos. Uma delas é que Hubie assusta-se facilmente, então, cada vez que vê um monstro de Halloween grita. Imaginem ver um filme de 1h30, numa cidade em festejos do Dia das Bruxas, com monstros por todo o lado e com um homem que grita sempre que os vê. Pois… já conseguem imaginar como é irritante, certo? A primeira vez ainda aceitamos, mas as outras 500 vezes já só queremos dar-lhe um murro.

Depois, temos outra que acontece sempre que Hubie está a andar de bicicleta. Assim que começa a pedalar aparecem, de todos os lados, objetos que são atirados à cabeça dele, pelas crianças da cidade… estes que estão constantemente a gozar com ele. Volto ao mesmo: Na primeira vez ainda mostramos os dentes, nas outras 1000 vezes já queremos ser nós a pegar numa bola e mandar-lhe à cabeça.

Só não tiro todo o mérito a este filme porque Hubie é uma personagem espelho da criança que todos temos, escondida na vida adulta. É uma emoção bonita, para mim. Afinal, neste mundo virado do avesso, às vezes é bom recordarmos a criança que fomos.

E, como já tinha referido, Hubie tem um coração gigantesco que protege todas as pessoas, independentemente da forma como é tratado. Bonita lição para nós adultos, que muitas vezes só temos tempo para olhar para o nosso próprio umbigo.

Acredito até que Adam tem o mesmo coração que Hubie, porque todas as suas comédias servem quase com as mesmas lições de moral. No final do filme descobrimos que, Hubie Halloween é dedicado a Cameron Boyce, o ator que morreu o ano passado e contracenou com alguns nomes do elenco.

Assim sendo e sem mais nada de jeito para vos contar, esta foi a minha experiência. Deixo um conselho grátis:

Se vais com o espírito bem preparado para o (ultra) ridículo, talvez tenhas uma boa comédia. Se não estás para aí virado, foge como o Hubie, sempre que é perseguido pelas crianças da cidade! 

 

Classificação TIL: 4 / 10

 

Texto: Sofia Correia
Foto: DR

Enola Holmes – Quem disse que não podíamos fazer parte da família Holmes?


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Quando eu acho que a Netflix já não consegue surpreender-me, coloca a Millie Bobby Brown na frente do ecrã e a falar diretamente para mim (vá, para todos nós)!

E deixem-me começar por aqui e por aquilo que considero ser de longe o melhor de Enola Holmes: Millie Bobby Brown já não é Eleven de Stranger Things.

Eu sou daquele grupo que, desde a primeira vez que viu Millie em Stranger Things, acreditou que ela iria tornar-se numa estrela. E sem querer meter as minhas mãos no fogo, acho que está no ótimo caminho. É que, até aqui, não conseguia tirar Eleven da cabeça sempre que via a Millie no ecrã. E apesar de achar que faz um belíssimo trabalho em Stranger Things, para mim não chega para a considerar uma boa atriz, porque pode ser só uma personagem que encaixa bem nela.

Mas agora, já não tenho muito medo de me queimar. Se antes havia dúvidas, em Enola Holmes deixam de existir. A atriz de 16 anos provou-me ter uma incrível versatilidade e uma capacidade de alcance emocional extremamente competente! Para além disso, nota-se perfeitamente o seu crescimento numa atuação mais madura, confiante e divertida. Está no ponto! Não há melhor maneira possível para descrever Millie como Enola.

 

A segunda coisa que mais gostei do filme e que ajudou bastante no trabalho de Millie, foi o facto de não existir uma parede que nos separa da personagem principal, ou seja, uma quarta parede. Passo a explicar:

Nós, espectadores, estamos do lado de fora do ecrã apenas para ver as histórias das personagens, certo? Certo. Somos um elemento exterior que existe apenas para reagir ao que está a acontecer, como se fossemos o vizinho cusco que se põe à janela para ouvir as discussões do casal ao lado.

Mas em Enola Holmes, a personagem principal fala para nós. Sim, as aventuras começam e no meio de algumas delas, Enola reage e comenta connosco tudo o que está a acontecer.

A inexistência desta parede, se for muito bem aproveitada, dá-nos instantaneamente a sensação de que estamos a fazer parte do filme. E não sei quanto aos espectadores que viram o filme, mas eu sinto que fui tanto personagem principal como foi Millie! Senti-me outra irmã de Sherlock.

E também não é uma novidade para o realizador Harry Bradbeer. Foi o realizador da série Fleabag, vencedora de Emmy em 2019 (e totalmente recomendada!!), onde também utilizou esta técnica de aproximação da personagem ao público. Não, não foi ele que criou, mas admito que foi com ele que conheci e acho que foi ele quem popularizou.

Há uma cena maravilhosa, logo nos primeiros minutos do filme, em que vemos Enola na bicicleta a caminho de casa e a contar-nos quem é. Não nos conta só sobre ela, também nos fala da mãe, Eudoria Holmes, interpretada por Helena Bonham Carter e os irmãos Sherlock e Mycroft Holmes, trazidos por Henry Cavill e Sam Claflin.

Com todo este entusiamo ainda nem vos contei um pouco sobre o filme. Lamento, mas quando há aspetos muito bons devem ser logo mencionados. E a verdade é que não há muito que possa ser dito sobre o que vais ver no filme. Se viste o trailer estás bem preparado. Se não, cá vão uns pequenos parágrafos para te abrir o apetite:

Enola é a irmã mais nova de Mycroft Holmes e Sherlock Holmes (o investigador privado mais conhecido do mundo? Exatamente!), que mora com a mãe Eudoria. Cresceu só na companhia da mãe e foi ela que a educou em casa. Foi criada cercada de livros, mas com tempo para aulas de lutas marciais e experiências químicas.

Até que, um dia, Enola acorda e não encontra a mãe. Eudoria desapareceu e Enola passa a ser responsabilidade dos irmãos. A decisão deles foi colocar Enola num colégio interno liderado pela diretora Harrison (brilhantemente interpretada por Fiona Shaw), para que aprendesse a ser uma mulher educado e com postura. Bem, a decisão foi só do irmão mais velho, Mycroft, que é bastante arrogante. Restou o irmão do meio, Sherlock, que ficou encarregue de descobrir a mãe deles.

Bom, obviamente, não é nada disto que acontece. Enola foge e segue a sua nova aventura para encontrar a mãe. No meio dessa descoberta, conhece algumas pessoas que vão mudar a sua trajetória e influenciar aquela que seria a única e principal missão.

Com isto, temos também direito a uma boa clássica história de amor entre dois jovens corajosos destinados a mudar o mundo. Sim, Enola apaixona-se. É dos maiores clichés desta história, mas vá, são os dois fofinhos!

Harry Bradbeer e Jack Thorne trazem um argumento refrescante das histórias do famoso Sherlock Holmes, que até aqui estava habituado a ser o foco principal. A cinematografia de Giles Nuttgens em conjunto com a banda sonora de Daniel Pemberton contribuem para inúmeras cenas inesquecíveis e divertidas que ajudam Millie na tarefa de nos cativar, enquanto a acompanhamos num diálogo de análise a tudo o que acontece.

O ponto menos positivo, diria ser o argumento. Ok, é refrescante porque é uma nova perspetiva e uma nova personagem principal, mas é um argumento baseado no livro de Nancy Springer e precisava de construir um mistério maior em torno do grande caso.

Faltou construção de mistério e surpresa. Já não é fácil ser original na história, agora temos mais exemplos de originais a contar uma história. Mas estamos a falar do calibre de Sherlock Holmes, para mim faltou inteligência.

Em suma, Millie Bobby Brown parece que nasceu para ser Enola Holmes e eu estou a torcer por uma segunda parte. Sinto que a história tem muito mais para contar. Não há uma conclusão, aliás, há várias pontas que podem evoluir numa outra aventura de Enola.

Mas vou ser sincera, mesmo que existisse uma conclusão no final deste filme, tenho a certeza que já se considera uma segunda parte. Funcionou tão bem, era uma pena não existir mais!

Classificação TIL: 7/10

 

Texto: Sofia Correia

Crítica: O Dilema das Redes Sociais – Mergulhamos no nosso íntimo em vez de o partilharmos!

the social dilemma

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As redes sociais já não são o sítio de partilha entre amigos e familiares. Hoje, são plataformas online de negócio. Mas até aqui já todos tínhamos chegado, certo? Até porque somos constantemente bombardeados com anúncios para comprar produtos e serviços de todas as maneiras e feitios. 

Há muitas coisas que me irritam nas redes sociais. Mas a pior de todas, aquela que me deixa a ferver, é quando o meu feed é inundado de anúncios semelhantes a algo que tenha pesquisado anteriormente. Já vos aconteceu também, de certeza!

Por exemplo, já sabia que muitos amigos meus compravam ténis no Facebook. São mais baratos e apesar de muitos parecerem que foram feitos numa hora e sem atenção aos detalhes, dão jeito. Ora, o que eu vou fazer? Vamos lá cair nesta tentação e procurar uns ténis jeitosos que façam casal perfeito com a minha carteira.

Socorro, pesquisei uma vez! Chego ao feed das minhas redes sociais e só vejo ténis! De todas as cores, de todas as marcas, uns até tinham rodas (para quê? Patins servem perfeitamente).

Mas isto é apenas um exemplo. Acontece com tudo. E isto serve para dizer o quê? Que tudo o que fazemos online está a ser visto e registado. Sim, é assustador sabermos que há pessoas que têm acesso a todas as nossas informações e que sabem todos os passos que damos online. Mas, a mim, o que me assusta mais não é terem esse acesso, mas sim aquilo que fazem com o que sabem sobre mim. Sobre mim, sobre ti e sobre todos. 

O novo documentário da Netflix, O Dilema das Redes Sociais, questiona o bom e o mau das plataformas digitais e dá-nos a uma perspetiva pedagógica de como funciona a “economia do clique” e o capitalismo de vigilância. Provavelmente, depois de veres o documentário, percebes que já sabias tudo isto, só que não tinhas consciência de que sabias, preferes ignorar. Assim aconteceu comigo. 

É feito de testemunhos de antigos funcionários das grandes empresas tecnológicas, como Google, Facebook e Twitter e deixa bem evidente a forma como a liberdade está a ser posta em causa. 

A questão é, quais é que são as consequências de tudo aquilo que partilhamos nas redes sociais?

Nós estamos a ser, constantemente, programados para vermos sempre a mesma coisa. E como é que isto acontece? Com a recolha de dados sobre tudo o que vemos e quanto tempo vemos. Sim, o tempo que estamos a ver um post também é registado. 

Se compararmos o Facebook nos primeiros anos com o atual, parece que falamos de uma rede social diferente. Hoje, parece impossível entrar no Facebook uma única vez no dia. Com tantos usuários não dá para ver tudo o que é partilhado e por isso começamos a perder interesse na maior parte dos conteúdos. Aqui entra o algoritmo que, supostamente, identifica tudo aquilo que queremos ver, baseado nos nossos dados registados.

Pronto, se te questionas o porquê de veres sempre as mesmas pessoas ou mesmo tipo de conteúdo, é esse o motivo.

Até podia servir para “organizar” melhor o teu feed, de forma a captar a atenção e interação durante mais tempo. Só que nos últimos anos, esta ferramenta é utilizada de forma exaustiva para sermos expostos ao mercado ou a ideias políticos e sociais que, no final, vão te influenciar. 

Estas foram as ideias fundamentais que retirei do documentário. Não o achei maçador, talvez um pouco exagerado, mas até acho que é necessário o tom exagerado para que sirva de alarme. É claro que não acho que as redes sociais vão mudar, pelo contrário. Também percebi que há muitos interesses envolvidos e eu, por exemplo, ainda sinto que não sei nem metade do que realmente se passa. 

O documentário denuncia as empresas tecnológicas altamente capitalizadas que são “obrigadas” a responder a investidores que os ajudaram a crescer. Ou seja, o único objetivo é ganhar dinheiro e rentabilizar os utilizadores. 

Como diz Jaron Lanier no documentário, o fundamental destas empresas é: prender o utilizador o mais tempo possível na plataforma, fazer com que o utilizador chame mais pessoas ou conteúdo e lançar anúncios para gerar dinheiro. 

É dito no documentário que este ambiente digital que temos responde a uma lógica comercial que vai ter consequências prejudiciais para a sociedade, como a desinformação, a radicalização ou a polarização entre posições políticas. Este ponto é extramente importante e para mim foi a parte em que o documentário investiu a maior força alarmante. Quando se diz que somos influenciados pelas redes sociais nem temos a menor ideia de como somos. 

Faz um exercício. Vê o feed das pessoas mais próximas de ti. Familiares, amigos mais próximos ou pessoas que partilham dos mesmos gostos. Compara o teu feed das redes sociais com o feed dessas pessoas. Podes ter logo a conclusão chave do documentário. 

Vou deixar-te só mais esta ideia: As redes sociais são, ou deveriam ser, um espaço público onde vês partilhas de todos os que segues. Mas diferenciam o feed de cada um de nós de acordo com os nossos comportamentos anteriores. Ou seja, tornam-se profundamente íntimas e pessoais, quase como se fosse um autorretrato. Só vês conteúdo que de alguma forma corresponde aos teus ideais, valores e gostos. 

Se falarmos em “estar em sociedade” sabemos que temos de aprender a lidar com perspetivas opostas e debater civilizadamente. Estar online não é assim que funciona, uma vez que o que recebemos é o resultado de um algoritmo que trabalha para te dar só o que te agrada. 

Há muitas respostas às tuas perguntas e ideias que te vão fazer surgir perguntas neste documentário. Recomento a 100% e para além disso, recomendo que depois de veres o documentário faças alguns exercícios para que encontres as tuas próprias conclusões! 

 

Classificação TIL: 7,5 / 10

 

Texto: Sofia Correia

Muros que unem, rostos que marcam – João Galo, o senhor dos muros de pedra seca


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Depois de nas 7 Maravilhas da Cultura Popular, os Muros de Pedra Seca, em Porto de Mós, terem chegado à final, a TIL foi à descoberta de quem são as pessoas que estão dentro desta arte. E foi assim que ficámos a conhecer o Sr. João…

Os muros de pedra seca do concelho de Porto de Mós marcam uma paisagem e várias gerações. Existem alguns com mais de 100 anos e a sua funcionalidade é simples: guardar gado e dividir terrenos, mas quem os vê pela primeira vez acaba por apreciá-los com outros olhos, quer pela beleza harmoniosa que conferem a um espaço, quer pela arte engenhosa que só por si significam.

João Galo Pires tem 75 anos, vive na freguesia de São Bento, e não se lembra de existir sem os muros de pedra seca ao seu redor. O seu pai, tio e avô construíam muros e ele, com 30 anos, fez com que a tradição se mantivesse viva. “O meu pai construía muros e eu lembro-me de ir com ele muitas vezes
quando era garoto. Entretanto fui para a tropa e só na Junta de Freguesia é que aprendi realmente a fazer os muros.”, contou à TIL.

Nem toda a gente nasceu para esta arte. Para fazer um muro de pedra seca com sucesso é preciso ter a habilidade certa e paciência, uma vez que o processo de construção passa muito pelo método de tentativa e erro — “Há muitos que não sabem fazer os muros. Já trabalhei com algumas pessoas que realmente tentaram, mas não passaram dali. São pessoas que não aprendem mais que aquilo, mas isso é como em tudo. Têm jeito para outras coisas.”.
Infelizmente, João Galo – como gosta de ser tratado – é da opinião de que as gerações mais recentes já não se interessam tanto com a arte dos muros de pedra seca. “Antigamente haviam muitos a fazer os muros. Agora uns morrem e outros com a idade deixam de fazer. Aqui na serra há quatro ou cinco que ainda estão no ativo, mas não vejo os mais novos a interessarem-se por isto. Só conheço um rapaz de 40 anos que o faz, de resto mais ninguém.”, afirmou. Para além disso, sendo um trabalho que implica um grande esforço físico, acredita que os jovens preferem outro tipo de profissão. “Quando chegamos ao final do dia sentimos uma grande dor de costas”, afirma, mandando uma gargalhada.

A verdade é que os muros de pedra seca são apreciados por muita gente, especialmente por aqueles que não os veem diariamente. João Galo, como cresceu com os muros de pedra seca e sempre os encarou como um trabalho, não os contempla como alguém que vem de fora – “Quem está fora dá mais valor que a gente de cá. Nós nascemos no meio disto, os muros fazem parte da nossa vida desde sempre, vemo-los de forma diferente”. No entanto, sente-se bastante honrado ao saber que aquilo que durante toda a vida construiu foi realmente valorizado a nível nacional, mais concretamente no concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular – “Sinto-me muito orgulhoso, é ver aquilo que toda a vida fiz a ser reconhecido. Esta é uma cultura muito antiga e diferente das outras que estiveram no concurso, muros de pedra seca só há aqui.”

 

Texto e fotos: Inês Fernandes

(De)coração – Descubra as 3 lojas leirienses cujas peças vai querer ter na sua casa


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Depois de tantos meses passados entre as mesmas paredes, é muito provável que já tenha olhado para algum canto da sua casa e pensado que estava a precisar de uma renovação. Se este é o seu caso, conheça estas 3 lojas leirienses que estão a revolucionar a decoração na região.

 

  • Molda Concept Store

Foto: MOLDA

Nas Caldas da Rainha, um projeto associado à cerâmica resultou na reabertura de uma concept store no passado mês de julho. Com designs diferentes e arrojados, cada peça parece contar a sua própria história e dar um toque único a qualquer canto onde se encontre. De sexta a domingo, das 11h às 19h, poderá passar pela antiga Fábrica Bordalo Pinheiro para ver o que de melhor a arte de cerâmica da região tem para oferecer.

Loja: Rua Rafael Bordalo Pinheiro, nº53 Caldas da Rainha

Redes sociais: Facebook & Instagram

 

  • Papaya

Foto: Papaya

Um lugar de festas, balões… e objetos decorativos que serão o destaque de qualquer casa. “Coisa felizes para pessoas felizes” é o lema desta loja localizada no centro da Batalha e basta um scroll pelo Instagram da marca para perceber que, ali, pode encontrar a peça certa para qualquer ocasião. Para além disso, a Papaya pode ainda decorar os momentos especiais da sua vida, o que os tornará ainda mais inesquecíveis.

Loja: Centro Comercial da Batalha, nº30 (Largo Goa, Damão e Diu)

Redes sociais: Facebook & Instagram

 

  • Paula Costa – Clothes & Lifestyle

Foto: Paula Costa

Uma loja de decoração, que oferece simultaneamente serviços de pronto-a-vestir e florista. Com um estilo clássico e intemporal, esta marca, que recentemente abriu um novo espaço, revela peças transversais a qualquer gosto e carteira. Aproveite ainda para aderir às últimas tendências da decoração e saia desta loja com as flores e plantas mais bonitas, que irão dar o toque de cor que animará a sua casa.

Loja: Estrada Nacional 109, nº173, Várzeas

Redes Sociais: Facebook & Instagram

 

Texto: Mariana Silva

Crítica: Tenet é o filme dos retrocessos onde a complexidade diz sempre presente

crítica tenet

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O último filme de Christopher Nolan já está em exibição. Tenet tem momentos excelentes e outros nem tanto – e isso não é assim tão habitual na plenitude do universo Nolan’iano.

Foi na passada quarta-feira, dia 26 de agosto que estreou finalmente, aquele que diria ser o filme mais esperado do ano: Tenet. O novo filme de Christopher Nolan foi diversas vezes adiado, devido à pandemia mundialNo entanto, a Warner Bros. manteve a sua palavra de lançar o filme ainda este ano e assim o fez. O mundo agradece! 

Estreia esta semana em 70 países, mas só chega aos EUA no dia 3 de setembro. Isto porque, há um significativo aumento de casos da Covid-19 e por isso será dos últimos países a ter a última obra de Nolan nos grandes ecrãs. E por falar em grandes ecrãs, Tenet é daqueles filmes que devia ser obrigatório ver na maior tela possível!  

Nas últimas décadas, o realizador Christopher Nolantrouxe aos cinemas uns dos filmes mais aclamados da história. De tantas provas dadas de um talento transversal, fui para o cinema com as expetativas elevadíssimas. Porém, posso já adiantar que não me levou ao céu.  

Antes de falar um pouco sobre a nova história que Nolan adaptou para o grande ecrã, começo pelas qualidades técnicas. Isto porque é de longe, na minha perspetiva, a melhor qualidade do filme. Já em filmes anteriores tínhamos tido uma experiência visual incomparável, como em A Origem, Interstellar ou Dunkirk. Tenet mantém o nível de excelência. Todas as sequências de maior complexidade são grandiosas e levam-nos para uma viagem de ação excelente que nos deixa completamente arrepiados. Hoyte Van Hoytema é o responsável da cinematografia de Tenet e mostra ter um controlo superior da câmara, capaz dea captar ângulos fantásticos sem perder um único minuto da ação. Dei por mim no cinema, a tentar olhar ao mesmo tempo para todos os cantos do ecrã, com medo de perder algum pormenor.  

Agora, um pouco sobre a história. Em Tenet conhecemos The Protagonist (John David Washington). Este homem tem a missão mais importante e prioritária do mundo: impedir a Terceira Guerra Mundial utilizando apenas uma palavra: Tenet. Entramos de cabeça num espetacular mundo de espionagem que envolve alto conhecimento científico e teorias sobre a relatividade do tempo, bem ao estilo de Nolan. Não seria um filme dele, se não tivesse a componente científica ou temporal.  

Tenho imensas dificuldades em tentar escrever um pouco mais sobre esta história. É que, na minha opinião, é mais fácil de ver do que ler. Também é uma característica do realizador – complexidade da história. Ainda que o filme indique todas as explicações que necessitamos para o compreender, aconselho a estar com a máxima atenção. Mesmo que até não seja difícil de entender a história, é preciso acompanhacada segundoou então há um grande risco de perder o caminho e a cena seguinte já não vai fazer sentido nenhum. Pode arruinar toda a experiência alucinante do filme.   

Tenet é uma evolução aprofundada dos conceitos abordados por Nolan noutros filmes. E com isto, a complexidade pode parecer maior. Para quem não é familiar a conceitos de física quântica ou relatividade do espaço, como eu, até pode começar a assustar. Mas não vale a pena. É prender os olhos ao ecrã e tudo vai começar a encaixar. 

 

Agora é a vez do elenco! Pela primeira vez temos John David Washington e Robert Pattinson numa dupla de companheirismo e com muito carisma. Acho que é seguro afirmar que Robert Pattinson faz um trabalho impecável, no qual vai evoluindo ao longo da história. Supera a prestação de John, que não me fez saltar da cadeira, tão pouco me fascinou. O elenco conta ainda com a presença de Elizabeth Debicki, Kenneth Branagh, Aaron Taylor-Johnson e, o já habitual, Michael Caine.  

De todos os nomes, é Elisabeth Debicki que me surpreende. Cada minuto dela no ecrã é de pura emoção. A personagem dela é a responsável por uma das cenas chave e já na parte final do filme teve um momento brilhante que me fez querer bater palmas! 

Em Tenet, a banda sonora é assinada pelo compositor Ludwig Göransson. Desta vez não é Hans Zimmer que encanta os nossos ouvidos, mas não é por isso que deixámos de ter música de igual qualidade. Não senhor! A banda sonora é uma maravilha e ajuda a desenvolver os vários momentos de alta adrenalina.  

Tenet é ou não é um filme que vai ficar na memória? Tenho dúvidas de que fique na minha. Não é problema dnarrativa complexa sobre o tempo ou de John David Washington que não foi assim tão protagonista. Acho que o problema de Tenet é que não nos envolve. Não é daqueles filmes que me fez sentir “parte da equipa”. Não me vi dentro dele. Como não houve espaço para mais desenvolvimento emocional das personagens (há exceção da personagem de Elizabeth), criamos uma relação frágil. Por isso, é provável que daqui a uns anos recorde Tenet pelo brilhante trabalho da equipa técnica. Foi, se calhar, a melhor experiência visual de sempre. Mas mais do que isso? Creio que não vai acontecer.  

Só digo isto: IMAX. Quem tiver oportunidade de ver Tenet em IMAX, que aproveite! Há alta probabilidade de se tornar na melhor ida ao cinema da vida!

 

Classificação TIL: 7 / 10

 

Texto: Sofia Correia
Foto: DR

Turismo Solidário: Município vai doar alimentos por cada foto publicada no Instagram


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“Espaços Instagramáveis – Turismo Solidário” é a nova iniciativa do Município de Leiria, que promete doar alimentos a IPSS’s locais por cada partilha digital dos locais instagramáveis da região.

Após o sucesso do projeto “Terra Alimenta Leiria”, realizado nos últimos meses em parceria com o Mercado de Leiria, o Município anunciou mais uma iniciativa solidária, desta vez com o intuito de promover o turismo na região.

Não há ninguém melhor para publicitar o distrito do que os próprios Leirienses e o projeto “Espaços Instagramáveis – Turismo Solidário” é a prova disso mesmo. Até ao final de setembro deste ano, publicar no Instagram uma foto dos locais turísticos, previamente selecionados, da região equivale a uma doação a uma IPSS do concelho de Leiria. Para isso, basta acompanhar a publicação da #leiriainstagramável e identificar @visiteleiria.

Cada partilha na rede social equivale a 1 ponto. No entanto, se uma conta partilhar todos os 8 lugares apresentados no desafio, a sua contribuição será multiplicada por 8, correspondendo a 64 pontos. Até ao final do verão, cada ponto será convertido em 1 quilo de alimentos doado a uma Instituição Particular de Solidariedade Social local.

Todos os espaços selecionados estão acompanhados de uma placa referente à iniciativa, para que possam ser identificados mais facilmente.

E as 8 maravilhas são…

Até ao momento, já é possível encontrar mais de 100 fotos partilhadas com a #leiriainstagramável. Descubra mais sobre esta iniciativa no site e no Instagram do Visite Leiria.

 

Texto: Mariana Silva

As sugestões da TIL para o nome do novo “gato preto da cidade”


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Falámos com os elementos da TIL Magazine para nos sugerirem alguns possíveis nomes para o gato preto. Alguns foram mais argumentativos que outros…

A peça de arte urbana foi recentemente adquirida pela Câmara de Leiria por 12 mil euros. Agora o município lançou o desafio de oferecer um batismo de voo às três sugestões mais originais. Este concurso serve para celebrar o Dia Internacional da Juventude (12 de agosto) e por isso as candidaturas são só válidas aos participantes até aos 29 anos.

GATO PRETO – OLHAR E NÃO VER from Riscas Vadias on Vimeo

Juntamos os nossos colaboradores e deixamos aqui algumas que deixamos para apreciação:

PAIO – Rui de Sousa (Editor, 28 anos)

“A escolha é simples. Além de Paio parecer um nome divertido para dar a um gato, porque nos remete imediatamente para o famoso enchido, serve também de homenagem e uma conotação histórica. Paio Guterres foi um cavaleiro de renome do séc. XI, com defesas emblemáticas contra os mouros, no Castelo de Leiria. Escolhi exatamente esta personagem histórica também pelo nome do Largo Paio Guterres, que a maioria conhece por Largo do Gato Preto – e que é a maior exemplificação desta arte urbana. PAIO ao poder!”

EÇA – Luís Duarte (Editor, 26 anos)

“Este gato é ícone da Cidade Criativa e, como tal, este simbolismo é justificado com o nome de um dos maiores escritores portugueses – Eça de Queiroz – que não só viveu no concelho de Leiria como também administrou o mesmo.”

LUÍS, O GATO DA CIDADE DO LIS – Catarina Ferreira (Gestora de Redes Sociais, 25 anos)

“Sem motivo nenhum aparente, só mesmo porque sim. Ok, rima e também tem um cognome, a lembrar os reis que passaram pelo nosso Castelo.”

BASÍLIO – Teresa Neto (Fotógrafa. 28 anos)

“Para mim ficava Basílio (remete ao livro Primo Basílio – que curiosamente é o nosso crítico gastronómico na TIL). Em homenagem ao Eça de Queiroz, que viveu na casa ao lado do Centro Cívico.”

FRANCO – Pedro Dinis Ferreira (Redator, 26 anos)

“Miguel Franco foi um ator, encenador e dramaturgo leiriense. Neste tempo em que a cultura parece estar meio esquecida é importante lembrar que a cultura forma sociedades e mentalidades.”

GATO PRETO – Filipa Gaspar (Redatora, 20 anos)

“Para mim ficava com o nome de Gato Preto. Porque se por gato preto se conhece, gato preto ficará. Filosófica, não fui?”

CHICO – Rita Silva (Redatora, 21 anos)

“Chico como referência ao Francisco Rodrigues Lobo. E até porque no geral dava um excelente nome para gato!”

 

Foto: Gil Álvaro de Lemos

Dearlili – A nova marca de acessórios handmade de Leiria


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Liliana Paiva é gestora, maquilhadora, blogger… e, agora, a cara
por detrás da Dearlili, a nova marca leiriense que tem tudo para passar a ser uma referência no mundo dos acessórios

Foi há 7 anos que Liliana Paiva materializou o seu amor por moda, com a criação da sua primeira página online que, até hoje, mesmo com algumas mudanças de nome, continua ativa. No entanto, num mundo onde a imagem parece cada vez mais ganhar território face à escrita, os blogues foram perdendo espaço no digital e Liliana seguiu caminho, abraçando novos projetos.

“Sempre quis criar uma coisa minha”, revela esta blogger leiriense. E foi no mundo da maquilhagem que deu os primeiros passos nesse sentido, certificando-se enquanto maquilhadora profissional. No entanto, quando a pandemia obrigou ao cancelamento de diversos eventos e Liliana se apercebeu que teria de colocar a maquilhagem em pausa, a sua alma empreendedora levou-a à criação de um novo projeto.

Foi assim que nasceu Dearlili. Na verdade, foi um misto entre a necessidade de Liliana de ter mais um projeto em mãos e a sua insatisfação face à qualidade dos acessórios das lojas em que comprava. Aos poucos, foi adquirindo os materiais necessários, nomeadamente missangas e peças em aço inoxidável, e começou a criar acessórios que associam beleza à qualidade.

Mas colocar um prazo a si mesma foi o que, na opinião de Liliana, separou o sonho da sua concretização. “No fim de semana em que publiquei o Instagram da marca, fiz a grande parte das peças da coleção”, conta esta empreendedora, que está por detrás de cada parte do processo, desde a criação dos diversos acessórios até à venda.

Até ao momento, é possível comprar no Instagram da marca diversos colares e pulseiras que se destacam pelo preço acessível (nenhuma peça ultrapassa os 10€), pela qualidade e pela possibilidade de serem personalizáveis. E Dearlili não vai ficar por aqui, pois quando questionada face a planos futuros, a resposta foi dada com muito entusiasmo. “Gostava de criar acessórios para noivas”, afirma Liliana, que admite ter um especial encanto pelo mundo dos casamentos.

Ora, estando noiva ou não, esta é uma marca que merece ficar debaixo do seu olho. Dearlili pode ser um negócio recente, mas já deu prova de que veio para marcar o seu lugar no digital e, quem sabe, talvez um dia num espaço físico. É só esperarmos para ver onde o espírito empreendedor de Liliana a levará a seguir!

 

 

 

 

 

 

 

Descubra mais no Instagram de Dearlili.

 

Texto: Mariana Silva

5 elementos essenciais de moda para arrasar neste verão

TIL Magazine_Tendências Verão

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Quantas vezes olhamos para o guarda-roupa e não gostamos do que vemos? Para um dia umas coisas, para a noite outras. Neste artigo damos-lhe um guia de elementos essenciais de moda para arrasar neste verão de 2020

Desde o típico biquíni que mais furor irá fazer até ao look ideal para passear à beira-mar, estas são as cinco tendências de verão mais badaladas do momento. 

Um material: Linho

Fotos: Pinterest

O linho é a escolha mais acertada para os dias mais quentes deste verão, pois é um tipo de tecido capaz de regular a temperatura corporal. Ora, para quem procurar uma peça que mantenha o seu corpo mais fresco, este material será a melhor opção! 

Para além do seu sentido prático, é um tecido que assenta muito bem nos looks leves e fluidos que os dias de calor mais pedem. Haverá peça melhor para passear à beira-mar do que um vestido de linho branco?

Uma peça: Jardineiras

Fotos: Ispari

Quem não usava as clássicas jardineiras de ganga na sua infância? Atualmente, esta peça foi reinventada e tornada num look versátil, elegante e que se encontra no foco das tendências deste verão.

É também esta mesma peça que se encontra no foco das coleções de verão da marca leiriense Ispari, cuja fundadora foi entrevistada recentemente para a TIL – um artigo que poderá ler aqui

Um padrão: Tie-Dye

Fotos: Pinterest

Tornou-se numa das maiores tendências da quarentena, dada a possibilidade de ser recriado em casa, com materiais simples e sem necessitar de grandes técnicas. Desde então, não há marca que não lance uma peça de verão com um padrão tie-dye.

Seja em tons pastel ou cores vibrantes, em peças femininas ou em fatos de treino oversized… O tie-dye está por todo o lado e não fica indiferente ao olhar de ninguém!

Um acessório: Cestas 

Fotos: Alice Handmade

Ontem, criado para levar os melhores piqueniques; hoje, um dos acessórios de moda mais falado. As cestas iniciaram timidamente o seu percurso pela indústria da moda há algumas estações e mostraram que vieram para ficar.

Várias marcas portuguesas têm apostado numa produção consciente, local e artesanal deste acessório, dentre as quais se destaca a Alice Handmade – uma marca do distrito de Leiria que traz versões arrojadas e modernas do típico cesto de piquenique. 

Um tipo de swimwear: Biquínis de Cintura Subida

Se há uns verões eram os fatos de banho quem se encontrava no foco das tendências, este ano os biquínis voltaram a ganhar destaque, nomeadamente com as versão de cintura subida. 

Estes são a peça-chave de uma ida à praia, aliando a elegância ao conforto e que podem ser personalizáveis segundo cada estilo. Em maio mostrámos-lhe as melhores marcas de biquíni made in Leiria, que poderá rever aqui

 

Texto: Mariana Silva