Os 9 emblemáticos Teatros de Leiria – um distrito com saudades de assistir cultura!

teatros distrito leiria

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De obras arquitetónicas realizadas por Korrodi a um teatro centenário, o que não falta é espaços para assistir à arte e cultura nacional e internacional.

A pandemia afastou-nos (presencialmente) dos teatros, mas nunca é tarde para relembrar amuitas salas de espetáculo que contam um pouco da história de um país ou de uma cidade 

Como o distrito de Leiria não é exceção, vamos dar a conhecer alguns desses espaços onde a cultura tem um lugar cativo. Fique a conhecer os 9 teatros presentes no distrito de Leiria:

Cine-Teatro de Alcobaça João D’Oliva Monteiro (Alcobaça) 

Teatro Alcobaça
Foto: Câmara Municipal Alcobaça

Considerado como um dos mais emblemáticos do país, o Cine-Teatro de Alcobaça – João d’Oliva Monteiro, inaugurado a 18 de dezembro de 1944, é uma das construções mais relevantes do arquiteto Ernesto Korrodi. Tem atualmente duas salas: o Grande Auditório, com 311 lugares sentados e uma excelente acústica e o Pequeno Auditório, com 64 lugares sentados.  

Com uma programação eclética, abrange todas as áreas das Artes (música, dança e teatro) dando lugar aos maiores nomes nacionais e internacionais, como também às formações amadoras locais. 

 

Teatro Eduardo Brazão (Bombarral) 

Teatro Bombarral
Foto: UCRBombarral

Gerido pela associação cultural União Cultural e Recreativa do Bombarral, o teatro tem uma programação regular e diversificada, levando a palco todos os tipos de artes realizadas em salas de espetáculos e é solicitado, frequentementepara a gravação de entrevistas, álbuns ou videoclipes 

O edifício, que já sofreu duas grandes intervenções de restauro, tem uma capacidade de 300 lugares, distribuídos pela plateia, frisas, balcão e 2 pisos de camarotes.  

Em fevereiro de 2021, o Teatro Eduardo Brazão comemorou o seu 100º Aniversário. 

 

CCC – Centro Cultural e de Congressos (Caldas da Rainha)

Teatro Caldas da Rainha
Foto: Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha

Inaugurado a 15 de maio de 2008, de linhas arrojadas e arquitetura vanguardista, o Centro Cultural e Congressos nasce após a demolição de um outro espaço, o Teatro Pinheiro Chagas 

O CCC é um espaço destinado às atividades culturais e à realização de congressos. Conta com um Grande Auditório de 660 lugares, um Pequeno Auditório de 150 lugares, um Café-Concerto para pequenas atuações e uma Sala de Exposições. 

 

Teatro José lúcio da Silva  (Leiria) 

Teatro Leiria
Foto: Teatro José Lucio da Silva

Idealizada por José Lúcio da Silvaa principal sala de espetáculos do concelho de Leiria foi inauguradna noite de 15 de janeiro de 1966 com duas peças de teatro, o ‘Monólogo do Vaqueiro’, de Gil Vicente e ‘Os Velhos’, de D. João da Câmara.  

Ao longo dos anos, esta sala foi sofrendo várias remodelações, tornando-se numa sala de espetáculos imponente com capacidade para 763 lugares. 

 

Teatro Miguel Franco (Leiria)

Teatro Leiria
Foto: CM Leiria

Com nome do ator, encenador e dramaturgo português nascido em Leiria, o Teatro Miguel Franco surgiu em 2003, junto ao Mercado SantAna. Nesta sala, com 210 lugares, realizam-se espetáculos das mais variadas áreas performativas. 

 

Casa da Cultura Teatro Stephens (Marinha Grande) 

Teatro Marinha Grande
Foto: Teatro Stephens

O Teatro Stephens foi construído pelos irmãos Stephens num complexo industrial da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grandeem meados de 1770Muitas foram as obras de remodelação ou ampliação do edifício. A última, feita pela autarquia em 2011, deixou a Casa da Cultura com capacidade de 258 lugares sentados e 4 lugares destinados a pessoas com mobilidade condicionadadistribuídos num anfiteatro retangular. No átrio principal é feita a ligação com o Museu do Vidro. 

 

Teatro Chaby Pinheiro (Nazaré) 

Teatro Nazaré
Foto: CM Nazaré

Em 1908, com inspiração no La Scala, em Milão, o arquiteto Ernesto Korrodi projetou o Teatro Chaby Pinheiro. A 5 de Fevereiro de 1926, ano em que as obras foram concluídas, Chaby Pinheiro e a sua Companhia, foram convidados pela Casa da Nazaré para estrearem a sala de espetáculos. Foram representadas duas peças: O Conde Barão e O Leão da Estrela.  

O responsável pelos frescos do teatro e pelas pinturas de um pano de boca, que ainda hoje existem, foi Frederico Ayres. 

 

Teatro-Cine (Pombal)

Teatro Pombal
Foto: Teatro-Cine

Localizado no edifício de uma antiga fábrica de blocos, o Teatro-Cine de Pombal nasceu na primeira metade do século XX. Com uma arquitetura simples e modesta, este teatro foi importante para o património sociocultural de Pombal, marcando uma geração inteira. 

Foi reconstruído pela Câmara Municipal de Pombal e inaugurado a 19 de março de 2002. Dotado de condições técnicas necessárias, é composto por duas salas: a Sala de Espetáculos, com 294 lugares e um Mini Auditório, com 126 lugares. 

 

Cine Teatro de Porto de Mós (Porto de Mós) 

Teatro Porto de Mós
Foto: O Portomosense

20 de outubro de 1993, o Cine Teatro de Porto de Mós é inaugurado. Com uma fachada maioritariamente envidraçada, o edifício tem duas salas: uma com capacidade para 261 pessoas onde, frequentemente, recebem espetáculos, conferências, seminários e sessões de cinema no Município outra reservada a exposições. 

 

Texto: Rui Miguel Marques
Foto: CM Bombarral

Companhia de Teatro de Leiria lança Residência Artística


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Uma iniciativa para artistas nacionais e internacionais, individuais ou coletivos que terão a oportunidade de apresentar o seu espetáculo no palco do NOVOS VENTOS – Festival de Teatro Comunitário.

A Leirena Teatro – Companhia de Teatro de Leiria, em parceria com a Fundação Caixa Agrícola de Leiria e com apoio institucional do Município de Leiria, lançou a “Open Call – Residência Artística “.

Este projeto de residência tem como principal objetivo “potencializar a criação de uma peça de teatro e/ou multidisciplinar (cuja área principal seja a área teatral), através da experimentação e da contemporaneidade numa relação com a comunidade”, explica a companhia de teatro no regulamento.

Podem candidatar-se individuais profissionais e/ou estruturas profissionais, com grau académico concedido por estabelecimento de ensino reconhecido ou profissionais que possuam currículo profissional reconhecido.

A candidatura pode ser efetuada até 31 de março de 2021, com o envio do CV, uma carta de intenções, histórico do percurso profissional do artista e/ou da estrutura e um projeto artístico sobre a peça.

Aos artistas selecionados será dada uma bolsa de criação no valor de 1000€ (mil euros), alojamento, apoio à alimentação no valor de 200€ (duzentos euros) e acesso a um espaço de ensaios. 

De 10 de maio a 19 de junho os artistas irão preparar a residência e apresentar o resultado no dia 20 de junho, no NOVOS VENTOS – Festival de Teatro Comunitário.

Para mais informações podem contactar o 911989754 ou através do email.

 

Texto: Rui Miguel Marques
Foto:  Facebook Leirena Teatro – Companhia de Teatro de Leiria

Os Fuzzil lançaram um documentário sobre o último concerto pré-confinamento (com vídeo)


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A banda oriunda de Alcobaça lançou um documentário de uma road trip/concerto antes do Covid-19 entrar nas nossas vidas.

Os Fuzzil divulgaram um documentário que retrata as três fases que dominam a vida de uma banda: o ensaio, as viagens e os concertos. O vídeo, disponível no Youtube do realizador do documentário, Daniel Costa, situa-se um pouco antes de a pandemia assolar as vidas de todos nós e mostra partes de um ensaio, da viagem do grupo até Castelo Branco e do concerto na cidade da Beira Baixa.

Com um ano marcado pela ausência, ou escassez de concertos, entre inúmeras outras impossibilidades, o grupo, composto por Alexandre Ramos, Leonardo Batista, Wilson Rodrigues e Filipe Garcia, brindou os fãs com um vídeo que nos transporta numa viagem saudosista de assistir a concertos ao vivo, deixando-nos a desejar que tudo isto acabe e que volte a normalidade.

E a normalidade é com os Fuzzil em palco, que é onde tão bem se sentem.

Pode assistir ao documentário, clicando no vídeo abaixo:

 

 

Texto: Miguel Martins

À procura de casa? Antigo Hotel D. João III, em Leiria, vai ser transformado em condomínio


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As obras do novo empreendimento podem começar já em fevereiro, combinando 21 apartamentos e três lojas.

Depois de ter funcionado como unidade hoteleira durante décadas, o hotel D. João III fechou em 2008 e foram alguns os projetos apresentados para a alteração do espaço.

O mais recente e já aprovado pela Câmara Municipal de Leiria, é a criação de 21 apartamentos de tipologia T1, T2, T3 e T4 – todos com garagem.  Do total de 24 frações, definidas pelo projeto, há três que se destinam a comércio e serviços. Para dar início à obra falta apenas a emissão de licença de ocupação de espaço público.

Além da vista espetacular para o castelo e para o rio Lis, através de um terraço panorâmico no último andar, um ginásio, uma lavandaria e dois pátios exteriores no segundo andar são outros luxos idealizados para os futuros moradores.

O atual projeto está a cargo da Flamingo Idea, uma empresa sediada nos Parceiros que se dedica à compra e venda de bens imobiliários.

 

Texto: Rui Miguel Marques

Cistermúsica vai estar disponível na RTP Play

cistermusica rtp play

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 O festival que faz sucesso todos os anos em Alcobaça, está agora também disponível nas plataformas digitais da RTP Play e RTP Palco.

É já a partir de março que o Cistermúsica passa a ter mais uma porta de entrada naquela que é considerada a maior sala de espetáculos digital do País, a RTP Palco e do serviço público de streaming, RTP Play.

Gratuita e acessível em qualquer dispositivo, a plataforma digital vai disponibilizar os concertos da 28.ª edição do festival, organizado pela Banda de Alcobaça e Academia de Música de Alcobaça. Mesmo em tempo de pandemia, esta edição contou com uma adesão surpreendente esgotando todos os espetáculos presenciais.

Com o grande objetivo de alcançar novos públicos, esta parceria digital ajuda a divulgar a diversidade artística como a dança, experiências performativas e claro, promover concertos de outros géneros musicais.

Em 2021, o Cistermúsica continuará com o tema central dos 500 anos da Circum-navegação de Fernão Magalhães e pretende reforçar a presença a nível internacional, especialmente na Península Ibérica.

Na 29.º edição do festival serão ainda assinalados os momentos mais relevantes do ano, tais como os 100 anos de Astor Piazzolla, os 100 anos da morte de Camille Saint-Saëns e os 75 anos da morte de Manuel de Falla.

 

Texto: Rui Miguel Marques
Foto: Municípo Alcobaça

Os 6 projetos de arquitetura de Leiria nomeados para “Edifícios de Ano 2021”


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No distrito de Leiria há grandes e bons projetos de arquitetura para fantásticos edifícios. Conheça os 6 nomeados a edifícios do ano 2021.

As votações para o Edifício do Ano 2021 do ArchDaily estiveram abertas e infelizmente nenhum dos seis edifícios de Leiria, seguiram para os finalistas do Building of The Year 2021.

Contudo, é importante recordar a grandiosidade de alguns destes edíficios. Vamos conhecer todos os seis projetos do distrito de Leiria nomeados internacionalmente, onde até ficam marcadas duas moradias construídas no pós-incêndio flagrante de Pedrógão Grande: 

“Casa Povo” – Arrabal (Projeto da Contaminar Arquitectos)

“Casa Povo”localizada numa área predominantemente rochosa e de terrenos irregulares do Arrabalé um refúgio austero esculpido e denticulado” com 3 quartos, divididem dois andares, conectado com os espaços exteriores através de um jardim que se envolve com os pinheiros existentes na vegetação natural. 

Casa Tojal – Porto de Mós (Projeto da Contaminar Arquitectos)

 A “Casa Tojal”é uma moradia em formato de “L” em Porto de MósRodeada por um extenso olival, oprincipais desafios deste projeto foram a orientação solar, o enquadramento da melhor vista a preocupação com a rotina diária do casal de forma a garantir que todas as divisões alcancem um equilíbrio entre sol, vistas, privacidade e lazer. 

Tanto a “Casa Povo” como “Casa Tojal” são dois projetos de 2019, criados pelgabinete de arquitetura Contaminar Arquitetos, que primam pela simplicidade e pela riqueza dos detalhes.  

Casa Gloma – Leiria (Projeto de Bruno Dias Arquitectura)

Em Ansião, a “Casa Gloma, do gabinete Bruno Dias Arquiteturaé uma moradia rés do chão, de 420m2, que tem como principal objetivo o contacto permanente com a natureza de forma a criar uma sensação de liberdade. A solução aplicada neste projeto passou pela criação de pequenos pátios, proporcionando a simplicidade de materiais e formas encontradas na natureza que a rodeia. 

Casa Ti Clara – Ansião (Projeto do ateliê Espaço P2)

A “Casa Ti Clara”é um projeto com história, criado em 2019 pelo ateliê Espaço P2. Para a construção foram consideradas memórias e sonhos que foram incorporados na decoração através de objetos restauradosDesta forma, foi possível “manter a verdade na arquitetura” e dar aos novos espaços uma experiência mais confortável e acolhedora.  

Casa Deolinda Santos – Pedrogão Grande (Projeto do ateliermob)

A “Casa Deolinda Santos”com uma área total de 235m2, é uma moradia familiar, com piso térreo e sótão. Reconstruída na totalidade, existiram algumas alterações à estrutura da casa. Foi criada uma varanda coberta a sul que serve como uma entrada secundária e área de estacionamento e um pátio, a norte, que é uma a área de churrasqueira e de convívio. 

Casa António Nunes – Pedrogão Grande (Projeto do ateliermob)

Relativamente à “Casa António Nunes”, projetada em 2018, para tornar perfeitamente acessível, centralizou-se o projeto num único andar – o superior, deixando o inferior para armazenamento. Este projeto conta ainda com uma grande janela que dá acesso a upátio, fornecendo luz e ventilação natural à casa. 

O principal objetivo desta reconstrução foi melhorar as condições de vida da comunidade, com particular atenção para o facto de grande parte da população ser idosa. 

 

Texto: Rui Miguel Marques

Receitas para a quarentena: Abóbora manteiga assada com salada de bulgur e maionese vegan, pela Casa da Lídia


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Nesta rubrica a TIL junta-se a restaurantes locais para nos ajudarem a inovar na cozinha. O restaurante Casa da Lídia, em Leiria, sugere abóbora manteiga assada com salada de bulgur e maionese vegan.

O restaurante Casa da Lídia situa-se nos Terraços do Marachão, em Leiria. Neste espaço, onde as proprietárias combinam as suas raízes moçambicanas e asiáticas com os sabores portugueses, são vários os pratos fora do comum, como é o caso desta receita de Abóbora manteiga assada com salada de bulgur e maionese vegan, para 2 pessoas.

Ingredientes:

– 1 abóbora manteiga cortada ao meio
– 2 colheres de sopa de azeite
– 2 colheres de sopa de geleia de arroz/ outro adoçante natural
– Pedras de sal q.b
 
Recheio
– 1 chávena de bulgur cozida
– 100g de Seitan/ tofu rijo picada miúdo
– Azeite q.g
– 1 dente de alho
– 1/2 cebola pequena roxa
– 1 chávena de salada ibérica/lidl
– 2 colheres de sopa de caju
– Maionese vegan q.b
 
Estrugir a cebola e alho no azeite até ficarem moles e acrescentar o Seitan/tofu, misturar bem, desligar o lume e acrescentar o bulgur já cozido e envolver. Deixar arrefecer. Depois de frio acrescentar salada.
 
Maionese vegan:
– 1 medida de bebida de soja sem açúcar
– 2 medidas de óleo de grainha de uva
– 1 colher de sobremesa de vinagre de arroz
– 1 colher se sobremesa de vinagre de ameixa 
– sal q.b
– ervas aromáticas a escolha
– gotas de limão q.b
– 1 dente de alho
 
Juntar tudo numa taça e usar a varinha mágica até a mistura duplicar de tamanho. E está pronta a servir!
 

casa da lidia

Modo de preparação:

Limpar a abóbora de impurezas e cortar ao meio.
Pincelar com a mistura de azeite e geleia.
Forrar com papel de alumínio e levar ao forno a temperatura média 200°C por 30 minutos.
Passado esse tempo retirar o papel e deixar no forno até terminar a cozedura.
Temperar com sal grosso q.b
 
No prato de servir coloque a abóbora já assada, coloque o recheio harmoniosamente e enfeite com o caju e a maionese vegan.
 

Restaurante Casa da Lídia em quarentena:

 
Horário de funcionamento do takeaway – 2ªf a 6ªf das 11h30 até as 14h. 
Fim de semana das 11h30 às 13h. Takeaway apenas disponível ao almoço.
As reservas devem ser feitas até às 18h do dia anterior.
 
Produtos disponíveis durante a semana (1 sopa e 2 pratos): 
– Sopa – 2 euros
– 1 dose de vegetariano/vegan; carne ou peixe – 7 euros.
É colocado à disposição sempre um prato vegetariano/vegan alternando com carne ou peixe.
 
Outros produtos disponíveis para venda mediante a reserva antecipada:
– Pastel de nata, chamuças (vegetais, carne de vaca e galinha), pastel de massa tenra, empada de galinha e bolos do dia, à fatia.
Para encomendas de bolos, estas devem ser feitas com um mínimo de 3 dias de antecedência.
Ementa é postada semanalmente, em todas as redes sociais e está disponível em A Casa da Lídia.
 
Ementa ao domingo:
Menu Brunch Takeaway – €30.00 (para 2 a 3 pessoas)
– 2 Bao à escolha; 1 Fatia de Bolo do dia; 1 Caixa de Queijo e Enchidos; 1 Tosta à escolha; 1 Pacote de Chá; 
– 2 Pastel de Nata; 2 Scones com Compota de Frutos Vermelhos; 2 Sopas; Fruta de Época 
Caixas disponíveis apenas ao fim de semana, somente por reserva. 
 
 
Foto: A Casa da Lídia

Receitas para a quarentena: Kebab à IrmãoVegan

receita kebab irmãovegan

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Nesta rubrica a TIL junta-se a restaurantes locais para nos ajudarem a inovar na cozinha. O restaurante vegan da Marinha Grande, IrmãoVegan dá-nos uma opção fast food mais saudável.

O restaurante IrmãoVegan está inserido no espaço de alojamento local “Refúgio do Esquilo”, localizado na Marinha Grande. Apostando numa cozinha totalmente vegan, propõem o prato Kebab à IrmãoVegan, cuja receita é indicada para 4 pessoas.

Ingredientes:

– 250gr de Seitan

– 4 Pães Pita

– 4 Folhas de Alface

– 2 Cenouras

– 1 Tomate

– 1 colher de Sopa de Molho Tamari 

– Maionese

– Coentros

– Fio de Azeite

 

Para a Marinada:

– 1 colher de sopa de Pimentão Doce

– 1 colher de chá de Cominhos

– 1 colher sopa de Alho em Pó

– 1 colher sopa Açafrão

– 1 colher chá Cardamomo

– Pimenta Preta a gosto

– 4 colheres de sopa de Azeite

– 2 colheres sopa Vinho Branco

– Sal a gosto

receita kebab irmãovegan

Modo de preparação do Kebab IrmãoVegan:

1 – Cortar o seitan em lâminas finas;

2 – Preparar a Marinada: Colocar o seitan cortado em lâminas num recipiente que possa ir ao frigorífico e juntar todos os ingredientes da marinada. Envolver tudo e colocar a refrigerar durante pelo menos meia hora;

3 – Pré-aquecer o forno a 230ºC;

4 – Retirar a marinada do frigorífico e colocar num refratário para ir ao forno. Introduzir no forno durante aproximadamente 20min ou até as lâminas de seitan estarem bem estaladiças;

5 – Baixar o forno para os 180ºC;

6 – Colocar uma frigideira ao lume a meio gás com um fio de azeite e introduzir a mistura de seitan após estas terem ido ao forno. Saltear as lâminas de kebab com o molho Tamari e se estas ainda estiverem secas adicionar um pouco mais de azeite;

7 – Colocar os pães pita no forno durante 5min a 180ºC;

8 – Ralar as Cenouras e cortar o tomate em tiras;

9 – Retirar os pães do forno e colocar em cada um deles uma folha de alface, 1/4 da cenoura ralada, 1/4 do tomate, 1/4 do kebab, maionese e coentros a gosto;

10 – Podem aproveitar o calor do forno para acompanhar os kebabs com chips de batata doce.

Funcionamento do IrmãoVegan na quarentena

Horário: de terça a sábado – encomendas até às 10h30 e até às 17h30, para o almoço e jantar, respectivamente. As entregas são feitas em Leiria, Maceira, Pataias, Amor, Monte Real e em todo o concelho da Marinha Grande, sem cobrança de taxa de entrega.

Os pedidos podem ser feitos por Instagram, Facebook ou através do número 93 442 67 01.

 

 

Foto: IrmãoVegan

Receitas para a quarentena: Nasi Goreng, do restaurante Habitat


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Nesta rubrica a TIL junta-se a restaurantes locais para nos ajudarem a inovar na cozinha em tempos de quarentena. Começamos com o restaurante Habitat, com o prato asiático Nasi Goreng

O restaurante Habitat é o primeiro convidado neste “receitas para a quarentena”. Localizado no centro histórico de Leiria, o Habitat aposta numa cozinha do mundo, com especialidades em pratos asiáticos.

O prato que apresentam aqui chama-se Nasi Goreng é perfeito para aproveitar o arroz do dia anterior combinado com várias especiarias. Esta receita deste Nasi Goreng é para duas pessoas.

INGREDIENTES: 

600g +/- de arroz do dia anterior

1 colher de chá de pasta de camarão

200g de frango cortado em pequenos pedaços

1 colher de sopa de sambal

4 dentes de alho picados

1 colher de sopa de gengibre picado

1 colher de sopa de molho de peixe

2 colheres de sopa de sumo de lima

6 colheres de sopa de molho de soja doce

1 cebola picada

1 cenoura

Sal e pimenta

Guarnição: Pickles de pepino e cenoura, Chalotas crocantes (cortar chalotas, adicionar um pouco de farinha e fritar em óleo bem quente), Cebolete, Coentro e Ovo estrelado.

MODO DE PREPARAÇÃO DO NASI GORENG:

(Tudo salteado em Wok) Frite a cebola, o alho, o gengibre, o frango, as cenouras, o sambal e a pasta de camarão por 2 minutos Adicione todos os outros ingredientes e cozinhe por mais 2 – 3 minutos Adicione guarnições e divirta-se De referir que este é o método que usamos no HABITAT, a nossa abordagem a este prato é o mais fiel possível à receita original.

Pode haver diferenças ou variações do mesmo prato por este mundo fora mas nunca ao ponto de serem significativas. Bom apetite!

Funcionamento do Habitat na quarentena

Horário: sexta, sábado, domingo e segunda – 12h/15h e 19h/22H
Take away e delivery (Glovo e Uber)

Menu com escolha de carne ou vegano com entrada e sobremesa por 15€ (mais informações nas redes sociais do Habitat)

 

 

Foto: Habitat

Enola Holmes – Quem disse que não podíamos fazer parte da família Holmes?


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Quando eu acho que a Netflix já não consegue surpreender-me, coloca a Millie Bobby Brown na frente do ecrã e a falar diretamente para mim (vá, para todos nós)!

E deixem-me começar por aqui e por aquilo que considero ser de longe o melhor de Enola Holmes: Millie Bobby Brown já não é Eleven de Stranger Things.

Eu sou daquele grupo que, desde a primeira vez que viu Millie em Stranger Things, acreditou que ela iria tornar-se numa estrela. E sem querer meter as minhas mãos no fogo, acho que está no ótimo caminho. É que, até aqui, não conseguia tirar Eleven da cabeça sempre que via a Millie no ecrã. E apesar de achar que faz um belíssimo trabalho em Stranger Things, para mim não chega para a considerar uma boa atriz, porque pode ser só uma personagem que encaixa bem nela.

Mas agora, já não tenho muito medo de me queimar. Se antes havia dúvidas, em Enola Holmes deixam de existir. A atriz de 16 anos provou-me ter uma incrível versatilidade e uma capacidade de alcance emocional extremamente competente! Para além disso, nota-se perfeitamente o seu crescimento numa atuação mais madura, confiante e divertida. Está no ponto! Não há melhor maneira possível para descrever Millie como Enola.

 

A segunda coisa que mais gostei do filme e que ajudou bastante no trabalho de Millie, foi o facto de não existir uma parede que nos separa da personagem principal, ou seja, uma quarta parede. Passo a explicar:

Nós, espectadores, estamos do lado de fora do ecrã apenas para ver as histórias das personagens, certo? Certo. Somos um elemento exterior que existe apenas para reagir ao que está a acontecer, como se fossemos o vizinho cusco que se põe à janela para ouvir as discussões do casal ao lado.

Mas em Enola Holmes, a personagem principal fala para nós. Sim, as aventuras começam e no meio de algumas delas, Enola reage e comenta connosco tudo o que está a acontecer.

A inexistência desta parede, se for muito bem aproveitada, dá-nos instantaneamente a sensação de que estamos a fazer parte do filme. E não sei quanto aos espectadores que viram o filme, mas eu sinto que fui tanto personagem principal como foi Millie! Senti-me outra irmã de Sherlock.

E também não é uma novidade para o realizador Harry Bradbeer. Foi o realizador da série Fleabag, vencedora de Emmy em 2019 (e totalmente recomendada!!), onde também utilizou esta técnica de aproximação da personagem ao público. Não, não foi ele que criou, mas admito que foi com ele que conheci e acho que foi ele quem popularizou.

Há uma cena maravilhosa, logo nos primeiros minutos do filme, em que vemos Enola na bicicleta a caminho de casa e a contar-nos quem é. Não nos conta só sobre ela, também nos fala da mãe, Eudoria Holmes, interpretada por Helena Bonham Carter e os irmãos Sherlock e Mycroft Holmes, trazidos por Henry Cavill e Sam Claflin.

Com todo este entusiamo ainda nem vos contei um pouco sobre o filme. Lamento, mas quando há aspetos muito bons devem ser logo mencionados. E a verdade é que não há muito que possa ser dito sobre o que vais ver no filme. Se viste o trailer estás bem preparado. Se não, cá vão uns pequenos parágrafos para te abrir o apetite:

Enola é a irmã mais nova de Mycroft Holmes e Sherlock Holmes (o investigador privado mais conhecido do mundo? Exatamente!), que mora com a mãe Eudoria. Cresceu só na companhia da mãe e foi ela que a educou em casa. Foi criada cercada de livros, mas com tempo para aulas de lutas marciais e experiências químicas.

Até que, um dia, Enola acorda e não encontra a mãe. Eudoria desapareceu e Enola passa a ser responsabilidade dos irmãos. A decisão deles foi colocar Enola num colégio interno liderado pela diretora Harrison (brilhantemente interpretada por Fiona Shaw), para que aprendesse a ser uma mulher educado e com postura. Bem, a decisão foi só do irmão mais velho, Mycroft, que é bastante arrogante. Restou o irmão do meio, Sherlock, que ficou encarregue de descobrir a mãe deles.

Bom, obviamente, não é nada disto que acontece. Enola foge e segue a sua nova aventura para encontrar a mãe. No meio dessa descoberta, conhece algumas pessoas que vão mudar a sua trajetória e influenciar aquela que seria a única e principal missão.

Com isto, temos também direito a uma boa clássica história de amor entre dois jovens corajosos destinados a mudar o mundo. Sim, Enola apaixona-se. É dos maiores clichés desta história, mas vá, são os dois fofinhos!

Harry Bradbeer e Jack Thorne trazem um argumento refrescante das histórias do famoso Sherlock Holmes, que até aqui estava habituado a ser o foco principal. A cinematografia de Giles Nuttgens em conjunto com a banda sonora de Daniel Pemberton contribuem para inúmeras cenas inesquecíveis e divertidas que ajudam Millie na tarefa de nos cativar, enquanto a acompanhamos num diálogo de análise a tudo o que acontece.

O ponto menos positivo, diria ser o argumento. Ok, é refrescante porque é uma nova perspetiva e uma nova personagem principal, mas é um argumento baseado no livro de Nancy Springer e precisava de construir um mistério maior em torno do grande caso.

Faltou construção de mistério e surpresa. Já não é fácil ser original na história, agora temos mais exemplos de originais a contar uma história. Mas estamos a falar do calibre de Sherlock Holmes, para mim faltou inteligência.

Em suma, Millie Bobby Brown parece que nasceu para ser Enola Holmes e eu estou a torcer por uma segunda parte. Sinto que a história tem muito mais para contar. Não há uma conclusão, aliás, há várias pontas que podem evoluir numa outra aventura de Enola.

Mas vou ser sincera, mesmo que existisse uma conclusão no final deste filme, tenho a certeza que já se considera uma segunda parte. Funcionou tão bem, era uma pena não existir mais!

Classificação TIL: 7/10

 

Texto: Sofia Correia