(De)coração – Descubra as 3 lojas leirienses cujas peças vai querer ter na sua casa


Depois de tantos meses passados entre as mesmas paredes, é muito provável que já tenha olhado para algum canto da sua casa e pensado que estava a precisar de uma renovação. Se este é o seu caso, conheça estas 3 lojas leirienses que estão a revolucionar a decoração na região.

 

  • Molda Concept Store

Foto: MOLDA

Nas Caldas da Rainha, um projeto associado à cerâmica resultou na reabertura de uma concept store no passado mês de julho. Com designs diferentes e arrojados, cada peça parece contar a sua própria história e dar um toque único a qualquer canto onde se encontre. De sexta a domingo, das 11h às 19h, poderá passar pela antiga Fábrica Bordalo Pinheiro para ver o que de melhor a arte de cerâmica da região tem para oferecer.

Loja: Rua Rafael Bordalo Pinheiro, nº53 Caldas da Rainha

Redes sociais: Facebook & Instagram

 

  • Papaya

Foto: Papaya

Um lugar de festas, balões… e objetos decorativos que serão o destaque de qualquer casa. “Coisa felizes para pessoas felizes” é o lema desta loja localizada no centro da Batalha e basta um scroll pelo Instagram da marca para perceber que, ali, pode encontrar a peça certa para qualquer ocasião. Para além disso, a Papaya pode ainda decorar os momentos especiais da sua vida, o que os tornará ainda mais inesquecíveis.

Loja: Centro Comercial da Batalha, nº30 (Largo Goa, Damão e Diu)

Redes sociais: Facebook & Instagram

 

  • Paula Costa – Clothes & Lifestyle

Foto: Paula Costa

Uma loja de decoração, que oferece simultaneamente serviços de pronto-a-vestir e florista. Com um estilo clássico e intemporal, esta marca, que recentemente abriu um novo espaço, revela peças transversais a qualquer gosto e carteira. Aproveite ainda para aderir às últimas tendências da decoração e saia desta loja com as flores e plantas mais bonitas, que irão dar o toque de cor que animará a sua casa.

Loja: Estrada Nacional 109, nº173, Várzeas

Redes Sociais: Facebook & Instagram

 

Texto: Mariana Silva

Crítica: Tenet é o filme dos retrocessos onde a complexidade diz sempre presente

crítica tenet

O último filme de Christopher Nolan já está em exibição. Tenet tem momentos excelentes e outros nem tanto – e isso não é assim tão habitual na plenitude do universo Nolan’iano.

Foi na passada quarta-feira, dia 26 de agosto que estreou finalmente, aquele que diria ser o filme mais esperado do ano: Tenet. O novo filme de Christopher Nolan foi diversas vezes adiado, devido à pandemia mundialNo entanto, a Warner Bros. manteve a sua palavra de lançar o filme ainda este ano e assim o fez. O mundo agradece! 

Estreia esta semana em 70 países, mas só chega aos EUA no dia 3 de setembro. Isto porque, há um significativo aumento de casos da Covid-19 e por isso será dos últimos países a ter a última obra de Nolan nos grandes ecrãs. E por falar em grandes ecrãs, Tenet é daqueles filmes que devia ser obrigatório ver na maior tela possível!  

Nas últimas décadas, o realizador Christopher Nolantrouxe aos cinemas uns dos filmes mais aclamados da história. De tantas provas dadas de um talento transversal, fui para o cinema com as expetativas elevadíssimas. Porém, posso já adiantar que não me levou ao céu.  

Antes de falar um pouco sobre a nova história que Nolan adaptou para o grande ecrã, começo pelas qualidades técnicas. Isto porque é de longe, na minha perspetiva, a melhor qualidade do filme. Já em filmes anteriores tínhamos tido uma experiência visual incomparável, como em A Origem, Interstellar ou Dunkirk. Tenet mantém o nível de excelência. Todas as sequências de maior complexidade são grandiosas e levam-nos para uma viagem de ação excelente que nos deixa completamente arrepiados. Hoyte Van Hoytema é o responsável da cinematografia de Tenet e mostra ter um controlo superior da câmara, capaz dea captar ângulos fantásticos sem perder um único minuto da ação. Dei por mim no cinema, a tentar olhar ao mesmo tempo para todos os cantos do ecrã, com medo de perder algum pormenor.  

Agora, um pouco sobre a história. Em Tenet conhecemos The Protagonist (John David Washington). Este homem tem a missão mais importante e prioritária do mundo: impedir a Terceira Guerra Mundial utilizando apenas uma palavra: Tenet. Entramos de cabeça num espetacular mundo de espionagem que envolve alto conhecimento científico e teorias sobre a relatividade do tempo, bem ao estilo de Nolan. Não seria um filme dele, se não tivesse a componente científica ou temporal.  

Tenho imensas dificuldades em tentar escrever um pouco mais sobre esta história. É que, na minha opinião, é mais fácil de ver do que ler. Também é uma característica do realizador – complexidade da história. Ainda que o filme indique todas as explicações que necessitamos para o compreender, aconselho a estar com a máxima atenção. Mesmo que até não seja difícil de entender a história, é preciso acompanhacada segundoou então há um grande risco de perder o caminho e a cena seguinte já não vai fazer sentido nenhum. Pode arruinar toda a experiência alucinante do filme.   

Tenet é uma evolução aprofundada dos conceitos abordados por Nolan noutros filmes. E com isto, a complexidade pode parecer maior. Para quem não é familiar a conceitos de física quântica ou relatividade do espaço, como eu, até pode começar a assustar. Mas não vale a pena. É prender os olhos ao ecrã e tudo vai começar a encaixar. 

 

Agora é a vez do elenco! Pela primeira vez temos John David Washington e Robert Pattinson numa dupla de companheirismo e com muito carisma. Acho que é seguro afirmar que Robert Pattinson faz um trabalho impecável, no qual vai evoluindo ao longo da história. Supera a prestação de John, que não me fez saltar da cadeira, tão pouco me fascinou. O elenco conta ainda com a presença de Elizabeth Debicki, Kenneth Branagh, Aaron Taylor-Johnson e, o já habitual, Michael Caine.  

De todos os nomes, é Elisabeth Debicki que me surpreende. Cada minuto dela no ecrã é de pura emoção. A personagem dela é a responsável por uma das cenas chave e já na parte final do filme teve um momento brilhante que me fez querer bater palmas! 

Em Tenet, a banda sonora é assinada pelo compositor Ludwig Göransson. Desta vez não é Hans Zimmer que encanta os nossos ouvidos, mas não é por isso que deixámos de ter música de igual qualidade. Não senhor! A banda sonora é uma maravilha e ajuda a desenvolver os vários momentos de alta adrenalina.  

Tenet é ou não é um filme que vai ficar na memória? Tenho dúvidas de que fique na minha. Não é problema dnarrativa complexa sobre o tempo ou de John David Washington que não foi assim tão protagonista. Acho que o problema de Tenet é que não nos envolve. Não é daqueles filmes que me fez sentir “parte da equipa”. Não me vi dentro dele. Como não houve espaço para mais desenvolvimento emocional das personagens (há exceção da personagem de Elizabeth), criamos uma relação frágil. Por isso, é provável que daqui a uns anos recorde Tenet pelo brilhante trabalho da equipa técnica. Foi, se calhar, a melhor experiência visual de sempre. Mas mais do que isso? Creio que não vai acontecer.  

Só digo isto: IMAX. Quem tiver oportunidade de ver Tenet em IMAX, que aproveite! Há alta probabilidade de se tornar na melhor ida ao cinema da vida!

 

Classificação TIL: 7 / 10

 

Texto: Sofia Correia
Foto: DR

Turismo Solidário: Município vai doar alimentos por cada foto publicada no Instagram


“Espaços Instagramáveis – Turismo Solidário” é a nova iniciativa do Município de Leiria, que promete doar alimentos a IPSS’s locais por cada partilha digital dos locais instagramáveis da região.

Após o sucesso do projeto “Terra Alimenta Leiria”, realizado nos últimos meses em parceria com o Mercado de Leiria, o Município anunciou mais uma iniciativa solidária, desta vez com o intuito de promover o turismo na região.

Não há ninguém melhor para publicitar o distrito do que os próprios Leirienses e o projeto “Espaços Instagramáveis – Turismo Solidário” é a prova disso mesmo. Até ao final de setembro deste ano, publicar no Instagram uma foto dos locais turísticos, previamente selecionados, da região equivale a uma doação a uma IPSS do concelho de Leiria. Para isso, basta acompanhar a publicação da #leiriainstagramável e identificar @visiteleiria.

Cada partilha na rede social equivale a 1 ponto. No entanto, se uma conta partilhar todos os 8 lugares apresentados no desafio, a sua contribuição será multiplicada por 8, correspondendo a 64 pontos. Até ao final do verão, cada ponto será convertido em 1 quilo de alimentos doado a uma Instituição Particular de Solidariedade Social local.

Todos os espaços selecionados estão acompanhados de uma placa referente à iniciativa, para que possam ser identificados mais facilmente.

E as 8 maravilhas são…

Até ao momento, já é possível encontrar mais de 100 fotos partilhadas com a #leiriainstagramável. Descubra mais sobre esta iniciativa no site e no Instagram do Visite Leiria.

 

Texto: Mariana Silva

As sugestões da TIL para o nome do novo “gato preto da cidade”


Falámos com os elementos da TIL Magazine para nos sugerirem alguns possíveis nomes para o gato preto. Alguns foram mais argumentativos que outros…

A peça de arte urbana foi recentemente adquirida pela Câmara de Leiria por 12 mil euros. Agora o município lançou o desafio de oferecer um batismo de voo às três sugestões mais originais. Este concurso serve para celebrar o Dia Internacional da Juventude (12 de agosto) e por isso as candidaturas são só válidas aos participantes até aos 29 anos.

GATO PRETO – OLHAR E NÃO VER from Riscas Vadias on Vimeo

Juntamos os nossos colaboradores e deixamos aqui algumas que deixamos para apreciação:

PAIO – Rui de Sousa (Editor, 28 anos)

“A escolha é simples. Além de Paio parecer um nome divertido para dar a um gato, porque nos remete imediatamente para o famoso enchido, serve também de homenagem e uma conotação histórica. Paio Guterres foi um cavaleiro de renome do séc. XI, com defesas emblemáticas contra os mouros, no Castelo de Leiria. Escolhi exatamente esta personagem histórica também pelo nome do Largo Paio Guterres, que a maioria conhece por Largo do Gato Preto – e que é a maior exemplificação desta arte urbana. PAIO ao poder!”

EÇA – Luís Duarte (Editor, 26 anos)

“Este gato é ícone da Cidade Criativa e, como tal, este simbolismo é justificado com o nome de um dos maiores escritores portugueses – Eça de Queiroz – que não só viveu no concelho de Leiria como também administrou o mesmo.”

LUÍS, O GATO DA CIDADE DO LIS – Catarina Ferreira (Gestora de Redes Sociais, 25 anos)

“Sem motivo nenhum aparente, só mesmo porque sim. Ok, rima e também tem um cognome, a lembrar os reis que passaram pelo nosso Castelo.”

BASÍLIO – Teresa Neto (Fotógrafa. 28 anos)

“Para mim ficava Basílio (remete ao livro Primo Basílio – que curiosamente é o nosso crítico gastronómico na TIL). Em homenagem ao Eça de Queiroz, que viveu na casa ao lado do Centro Cívico.”

FRANCO – Pedro Dinis Ferreira (Redator, 26 anos)

“Miguel Franco foi um ator, encenador e dramaturgo leiriense. Neste tempo em que a cultura parece estar meio esquecida é importante lembrar que a cultura forma sociedades e mentalidades.”

GATO PRETO – Filipa Gaspar (Redatora, 20 anos)

“Para mim ficava com o nome de Gato Preto. Porque se por gato preto se conhece, gato preto ficará. Filosófica, não fui?”

CHICO – Rita Silva (Redatora, 21 anos)

“Chico como referência ao Francisco Rodrigues Lobo. E até porque no geral dava um excelente nome para gato!”

 

Foto: Gil Álvaro de Lemos

Dearlili – A nova marca de acessórios handmade de Leiria


Liliana Paiva é gestora, maquilhadora, blogger… e, agora, a cara
por detrás da Dearlili, a nova marca leiriense que tem tudo para passar a ser uma referência no mundo dos acessórios

Foi há 7 anos que Liliana Paiva materializou o seu amor por moda, com a criação da sua primeira página online que, até hoje, mesmo com algumas mudanças de nome, continua ativa. No entanto, num mundo onde a imagem parece cada vez mais ganhar território face à escrita, os blogues foram perdendo espaço no digital e Liliana seguiu caminho, abraçando novos projetos.

“Sempre quis criar uma coisa minha”, revela esta blogger leiriense. E foi no mundo da maquilhagem que deu os primeiros passos nesse sentido, certificando-se enquanto maquilhadora profissional. No entanto, quando a pandemia obrigou ao cancelamento de diversos eventos e Liliana se apercebeu que teria de colocar a maquilhagem em pausa, a sua alma empreendedora levou-a à criação de um novo projeto.

Foi assim que nasceu Dearlili. Na verdade, foi um misto entre a necessidade de Liliana de ter mais um projeto em mãos e a sua insatisfação face à qualidade dos acessórios das lojas em que comprava. Aos poucos, foi adquirindo os materiais necessários, nomeadamente missangas e peças em aço inoxidável, e começou a criar acessórios que associam beleza à qualidade.

Mas colocar um prazo a si mesma foi o que, na opinião de Liliana, separou o sonho da sua concretização. “No fim de semana em que publiquei o Instagram da marca, fiz a grande parte das peças da coleção”, conta esta empreendedora, que está por detrás de cada parte do processo, desde a criação dos diversos acessórios até à venda.

Até ao momento, é possível comprar no Instagram da marca diversos colares e pulseiras que se destacam pelo preço acessível (nenhuma peça ultrapassa os 10€), pela qualidade e pela possibilidade de serem personalizáveis. E Dearlili não vai ficar por aqui, pois quando questionada face a planos futuros, a resposta foi dada com muito entusiasmo. “Gostava de criar acessórios para noivas”, afirma Liliana, que admite ter um especial encanto pelo mundo dos casamentos.

Ora, estando noiva ou não, esta é uma marca que merece ficar debaixo do seu olho. Dearlili pode ser um negócio recente, mas já deu prova de que veio para marcar o seu lugar no digital e, quem sabe, talvez um dia num espaço físico. É só esperarmos para ver onde o espírito empreendedor de Liliana a levará a seguir!

 

 

 

 

 

 

 

Descubra mais no Instagram de Dearlili.

 

Texto: Mariana Silva

5 elementos essenciais de moda para arrasar neste verão

TIL Magazine_Tendências Verão

Quantas vezes olhamos para o guarda-roupa e não gostamos do que vemos? Para um dia umas coisas, para a noite outras. Neste artigo damos-lhe um guia de elementos essenciais de moda para arrasar neste verão de 2020

Desde o típico biquíni que mais furor irá fazer até ao look ideal para passear à beira-mar, estas são as cinco tendências de verão mais badaladas do momento. 

Um material: Linho

Fotos: Pinterest

O linho é a escolha mais acertada para os dias mais quentes deste verão, pois é um tipo de tecido capaz de regular a temperatura corporal. Ora, para quem procurar uma peça que mantenha o seu corpo mais fresco, este material será a melhor opção! 

Para além do seu sentido prático, é um tecido que assenta muito bem nos looks leves e fluidos que os dias de calor mais pedem. Haverá peça melhor para passear à beira-mar do que um vestido de linho branco?

Uma peça: Jardineiras

Fotos: Ispari

Quem não usava as clássicas jardineiras de ganga na sua infância? Atualmente, esta peça foi reinventada e tornada num look versátil, elegante e que se encontra no foco das tendências deste verão.

É também esta mesma peça que se encontra no foco das coleções de verão da marca leiriense Ispari, cuja fundadora foi entrevistada recentemente para a TIL – um artigo que poderá ler aqui

Um padrão: Tie-Dye

Fotos: Pinterest

Tornou-se numa das maiores tendências da quarentena, dada a possibilidade de ser recriado em casa, com materiais simples e sem necessitar de grandes técnicas. Desde então, não há marca que não lance uma peça de verão com um padrão tie-dye.

Seja em tons pastel ou cores vibrantes, em peças femininas ou em fatos de treino oversized… O tie-dye está por todo o lado e não fica indiferente ao olhar de ninguém!

Um acessório: Cestas 

Fotos: Alice Handmade

Ontem, criado para levar os melhores piqueniques; hoje, um dos acessórios de moda mais falado. As cestas iniciaram timidamente o seu percurso pela indústria da moda há algumas estações e mostraram que vieram para ficar.

Várias marcas portuguesas têm apostado numa produção consciente, local e artesanal deste acessório, dentre as quais se destaca a Alice Handmade – uma marca do distrito de Leiria que traz versões arrojadas e modernas do típico cesto de piquenique. 

Um tipo de swimwear: Biquínis de Cintura Subida

Se há uns verões eram os fatos de banho quem se encontrava no foco das tendências, este ano os biquínis voltaram a ganhar destaque, nomeadamente com as versão de cintura subida. 

Estes são a peça-chave de uma ida à praia, aliando a elegância ao conforto e que podem ser personalizáveis segundo cada estilo. Em maio mostrámos-lhe as melhores marcas de biquíni made in Leiria, que poderá rever aqui

 

Texto: Mariana Silva

Guia de moda sustentável para Leirienses


Da moda para a sustentabilidade – este é o percurso de Patrícia Silva, uma blogger que largou os conteúdos de outfits para se dedicar ao efeito que os mesmos têm no ambiente. Falámos com a criadora de Let’s Save the Planet para desmistificar o conceito de moda sustentável.

Tal como muitas indústrias, a moda tem um impacto para o ambiente. Seja pelos materiais que são utilizados para a sua produção, pelo processo de produção em si, pelos transportes… E tantas coisas mais que, de uma forma ou de outra, afetam negativamente a casa onde vivemos.

Foi ao aperceber-se de tudo isto que Patrícia Silva, da Marinha Grande, decidiu mudar o seu estilo de vida. Largou o seu blog de moda que manteve ativo durante muitos anos e dedicou-se à criação de uma página que nos mostra como é tão fácil adquirir hábitos sustentáveis – o Let’s Save the Planet.

A moda (sustentável) é um dos temas mais abordados por Patrícia nesta página. Apesar de saber que, num mundo perfeito, este conceito se definiria por uma indústria focada em lixo zero, algo que, segundo a própria, “neste momento não é possível aplicar a 100%”, existem outros fatores que dão à moda um caráter mais sustentável. Em primeiro lugar “é importante valorizar marcas locais e, se possível, que produzam na Europa, onde há mais legislação”, diz Patrícia Silva. Os materiais utilizados e as condições de trabalho são, na verdade, dois dos maiores fatores que fazem de uma marca sustentável (ou não).

“Mas a moda sustentável tem muitos ‘se’…”, afirma a criadora de Let’s Save the Planet. Tomemos o caso do algodão – um material natural que, por isso mesmo, é muitas vezes considerado mais sustentável. “É verdade que o algodão é um material natural e que, por isso, a sua decomposição será mais fácil; no entanto, a produção deste material nos dias de hoje envolve um grande consumo de água e químicos que não são nada favoráveis para o ambiente.” Ou seja, será sempre um pau de dois bicos.

Então, qual a solução para uma moda verdadeiramente amiga do ambiente? Para esta blogger da Marinha Grande, “devemos tentar usar o que já temos, podemos procurar roupa nos armários dos nossos pais ou avós, e, sempre que possível, arranjar as peças em vez de colocar no lixo.” Aliás, para facilitar este processo de escolha, Patrícia criou um esquema que nos ajuda a perceber o que fazer com as peças do nosso armário.

Foto: Let’s Save the Planet

Caso seja necessário passar para o processo de compra, a segunda mão será sempre a melhor opção, pois evita todos os gastos inerentes a um processo produtivo. Para entrar no mundo secondhand, Patrícia Silva recomenda o recurso a sites como o OLX, as lojas online Micolet e MyCloma, redes sociais como o Instagram e o Facebook, sendo alguns dos seus grupos favoritos nesta plataforma a “Comunidade Estrela Thrifts” e o “Mercado 2ª Mão Lixo Zero”.

E o que fazer com as peças que já não queremos no nosso armário, mas que continuam em bom estado? Qualquer uma das sugestões acima referida permite igualmente a venda de roupa em segunda mão, mas a blogger adiciona também uma nova categoria: as doações. “Às vezes, receber um ‘obrigado’ de alguém que precisa vale muito mais do que qualquer preço que possamos colocar a uma peça.”, afirma Patrícia. Aqui, os grupos de Facebook também desempenham um papel fulcral, nomeadamente “Leiria Solidária” e “Dou Se Vieres Buscar na Marinha Grande”. No entanto, também são aconselhadas lojas físicas, como a Loja Social da Marinha Grande ou a Cruz Vermelha de Leiria, onde podem ser realizados vários tipos de doações.

No fundo, cada ação conta. No caminho para a moda sustentável, vale mais um grande número de passos imperfeitos do que apenas um passo perfeito, pois, como diz Patrícia em Let’s Save the Planet, somos “um por todos e todos pelo ambiente”.

 

Texto: Mariana Silva

Crítica: Greyhound – Mais um capitão heróico de Tom Hanks


Já estamos habituados a ver Tom Hanks com o “chapéu de capitão”. Foi capitão Miller em Resgate Do Soldado Ryan, capitão Sully em Milagre no Rio Hudson, capitão Phillips que foi indicado a Óscar para melhor filme de 2014, e agora é capitão Ernest Krause em Greyhound.

O filme Greyhound estava previsto para as salas de cinema, no entanto a pandemia trocou as voltas e teve estreia mundial na plataforma de streaming Apple TV+. Esta história é inspirada em factos reais sobre a Batalha do Atlântico, durante a Segunda Guerra Mundial. Tom Hanks na pele de George Krause, é um capitão oficial que tem a sua primeira viagem como líder de um navio norte-americano USS Keeling, apelidado de Greyhound, e de um comboio de navios aliados, sendo encarregue das vidas de milhares de soldados durante a perigosa travessia dos EUA até à Europa. Sem cobertura aérea durante cinco dias, o capitão e o seu comboio são obrigados a enfrentar sozinhos os submarinos nazis que os rodeiam e atacam sem dó nem piedade. Krause nunca esteve em combate e por isso, precisa de muita inteligência e controlo mental para vencer e salvar a tripulação.

 

Conta com a realização de Aaron Schneider e com Tom Hanks como argumentista, que adaptou a história do livro The Good Shepherd de C.S. Forrester e acabou por não fazer um bom trabalho. Ora vejamos:

Apesar de já esperado, Hanks é um maravilhoso e versátil ator e não desilude na pele de George Krause, porém, o argumento não explora a sua personagem como nós gostaríamos e ficamos a maior parte das vezes confusos com as emoções que nos são entregues porque é difícil interpretá-las. São poucos os momentos que nos envolvem na personalidade do capitão, talvez conseguimos ter uma breve sensação mais intimista nas cenas iniciais em que vemos o capitão Krause ser rejeitado por Evelyn (Elisabeth Shue) ou nas cenas de grande companheirismo com o chefe de cozinha George Cleveland (Rob Morgan). Mas acaba por ser superficial e ficamos longe de nos sentirmos afetos a este capitão. Basicamente temos um argumento que tenta sem sucesso colocar a guerra como protagonista, mas foca tanto no capitão que acaba por se tornar numa história de guerra vista pelos olhos de quem não quer estar nela.

Para ajudar (ou não) o desastre do argumento, o filme realizado por Aaron Schneider é muito impessoal e revela de forma muito clara a inexperiência do realizador. Ou seja, temos um filme muito técnico, em torno de um drama de guerra com poucos diálogos e sem espaço para os atores brilharem. Percebemos que o objetivo é focar no capitão Krause e nas cenas de ação que são imensas. Aliás, a sequência de ações é constante e torna-se excessiva, impedindo-nos de criar tensão ou suspense. Nem dá para respirar, temos de estar muito atentos ou perdemos o fio à miada.

Tinha dado jeito mais minutos de filme. Este é dos pouco exemplos em que o tempo é curto e seria bom ter mais tempo de tela, talvez com cenas menos frequentes de ação técnica e mais emoção das personagens.

Os efeitos especiais são eficientes com cenários reais que criam conforto visual mas sem nunca ser perfeito, o que salva Greyhound. Interpretamos muito facilmente as sensações de movimento através dos efeitos especiais envolvidos com a fotografia azulada de Shelly Johnson. Outro ponto positivo são os movimentos de câmara que acompanha sempre o protagonista dando oportunidade ao espectador de sentir que está na história ao lado do capitão para o apoiar. O realizador também faz um bom uso de filmagens panorâmicas brilhantes que captam a verdadeira escala da batalha e a gravidade da situação. A produção sonora e banda sonora são poderosíssimas o que destaca ainda mais o filme, que tecnicamente falando tem tudo o que precisa para ser um bom filme de guerra.

Num dos pilares, Greyhound não falha, porém falha noutro igualmente importante: história e personagens. Todos os instantes são dedicados às batalhas, enquanto Krause e a sua tripulação tentam sobreviver aos constantes ataques dos submarinos nazis. A falta de qualquer desenvolvimento de personagem até pode ser compensada, desde que no final tenhamos uma experiência única de ação realista. Mas a história não é cativante e os momentos de ação estão presos num ciclo sempre igual, durante todo o filme. Começamos com cenas carregadas de tensão, mas a partir deste momento, o nível de entretenimento cai drasticamente.

Gosto de filmes de ação que são capazes de me envolver de uma forma imersiva e que me faça sentir dentro da história. Tudo requer qualidade de produção excecional, com efeitos visuais perfeitos e produção sonora poderosa. Mas a história e desenvolvimento de personagens tem de existir e tem de ser igualmente forte para que o público consiga realmente sentir a atmosfera e experiência do filme, certo?

Greyhound tem um dos melhores atores de todos os tempos como protagonista e uma produção técnica bastante razoável. Mas será que tem a verdadeira essência de um filme de guerra de sucesso? Creio que não… Preferia ter tido um capitão muito mais emocional do que um capitão técnico que luta pela vida de milhares.

Classificação TIL: 6/10

 

Texto: Sofia Correia

Ispari – a marca mais trendy do Instagram é de Leiria


O que é nacional é bom, isso nós já sabíamos. Mas o que a Ispari nos veio mostrar é que o que é local pode ser ainda melhor! Foi em 2017 que Rita Ferreira iniciou o seu percurso enquanto fundadora da Ispari, uma marca de produção consciente, onde todos os artigos são feitos à mão e os materiais adquiridos em Portugal.

A moda é uma paixão desde pequena e o Design a sua formação, logo foi a junção destes dois fatores que levou Rita a criar uma marca focada em peças confortáveis, ajustáveis (abrangem inclusive grávidas até aos quatro meses) e versáteis. Os casacos de pêlo foram a primeira peça-chave das suas coleções, mas hoje são os vestidos e as jardineiras quem ganhou o destaque no Instagram da marca.

É, sem dúvida, uma marca pautada pela qualidade de trabalho dos Leirienses. Na região descobre os melhores materiais – pois a qualidade dos mesmos é essencial para a Ispari e o ponto mais elogiado pelos seus consumidores – e reúne uma pequena equipa dedicada à produção das peças. “Sempre que posso, procuro ajudar os produtores locais.”, afirma a criadora da marca, que acredita que a proximidade e a criação de uma boa relação com os produtores são uma das maiores vantagens de ter um negócio local.

São os produtores locais que garantem a melhor qualidade, mas a redução da oferta destes serviços na cidade tem sido um dos seus maiores desafios. “Não sei até quando vou continuar a conseguir encontrar o que preciso em Leiria” – diz Rita Ferreira – “neste momento tenho de procurar primeiro os materiais e depois perceber o que posso criar com eles.”

Como muitas marcas da sua geração, a presença da Ispari é somente digital. Mas isso não é nenhuma limitação, até pelo contrário, pois é o Instagram que lhe permite chegar até todos os pontos do país. Segundo a experiência da marca, a proximidade e possibilidade de realizar um atendimento personalizado através das redes sociais, são algumas das vantagens que mais cativam os consumidores. E nos tempos excecionais que vivemos, estas vantagens apenas se tornam mais evidentes, quando as lojas físicas fecham e o distanciamento social se torna numa realidade.

Por isso, agora só falta saber o que podemos esperar para futuras coleções… E a Rita contou-nos algumas novidades! As jardineiras (peças best-sellers de coleções anteriores) irão aparecer em novos designs, tal como os vestidos. Para o inverno, podemos esperar looks totais – conjuntos de camisa e calças – que facilitam a manhã de qualquer pessoa que não quer perder muito tempo a pensar no que vestir. Para além disso, dentro dos próximos tempos poderemos acompanhar a abertura exclusiva do site da marca!

No final, o foco da Ispari é simples: trazer ao cliente peças únicas, com materiais de ótima qualidade, produzidas de forma consciente e que dinamiza o comércio local. O que é local, é muito bom!

Consulte o Instagram da marca para conhecer mais.

 

Texto: Mariana Silva

Fotos de colaborador da TIL presentes no novo álbum dos First Breath After Coma

foto Diogo Silva Costa

Escrito por: Fotografia por:
Diogo Costa
Diogo Costa
                       

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    As fotos escolhidas pela banda e a Omnichord Records são de Diogo Silva Costa, fotógrafo da TIL Magazine.

    Como já noticiamos, saiu, desde de dia 17 de julho, o novo álbum dos First Breath After Coma. A banda leiriense editou um novo trabalho, desta vez ao vivo, dos concertos que fez juntamente com a Banda de Música de Mateus, em dois concertos distintos: Leiria e Vila Real.

    E uma das boas surpresas está no próprio trabalho físico: duas das fotos do concerto que estivemos a fazer cobertura foram escolhidas para ilustrar o álbum. As imagens são de Diogo Silva Costa, jovem de 24 anos e fotógrafo da TIL.

    “Fiquei bastante surpreso com a notícia! Quando o Hugo da Omnichord me abordou e perguntou qual era a minha opinião em relação a usarem as minhas fotos no interior do álbum live dos FBAC, fiquei muito orgulhoso de todo o percurso que tenho feito de fotografia de bandas e música ao vivo, senti que isto foi um prémio de todo o esforço e dedicação que sempre tive por mostrar este lado da música, retratar e dar uma imagem ao que se ouviu ali naquele dia”, explicou.  Os FBAC são sem dúvida a banda que mais vezes fotografei. Se me perguntassem em que banda queria uma foto minha num álbum iria sem dúvida dizer FBAC! Sem dúvida que isto foi um realizar de um sonho, o reconhecimento de todas as horas por trás das minhas lentes”, rematou Diogo em declarações à TIL.
     

    Para o fundador do projeto, Rui de Sousa, este é um passo importante para a própria revista: “Fiquei muito contente quando soube da novidade. O Diogo é um excelente fotógrafo de concertos e merece, sem dúvida, este reconhecimento. “A revista também ganha mais uns pontos na cultura da região e como um elemento fiável de prestadora de serviços na área do conteúdo fotográfico”. 

    Além das plataformas digitais, o álbum pode também ser adaquirido em formato físico. Está já à venda em cd, desde 17 de julho e a partir de agosto também estará disponível em vinil.