Estamos em contagem decrescente para a realização do MAPAS, que chegará a Leiria entre os dias 1 e 12 de julho, e a organização já anunciou os participantes e atividades incluídas neste projeto.
MAPAS contará com as intervenções visuais no espaço público de ± MaisMenos ±, projeto de arte de intervenção do artista português Miguel Januário que oferece uma reflexão crítica sobre o modelo de organização política, social e económica que administra as sociedades urbanas contemporâneas; e do Coletivo Til, grupo de arquitetos e artistas que se orienta por princípios de multidisciplinariedade e colaboração, materialidade responsável e sustentável, aprender fazendo, processos democráticos e autonomia.
A nível musical, o projeto apresenta uma colaboração inédita entre Fado Bicha e LaBaq. O duo lisboeta de Lila Fadista e João Caçador que reinventa o fado à medida da identidade queer, dando voz às questões urgentes das comunidades LGBT+ juntam-se a Larissa Baq, cantora-compositora brasileira radicada em Leiria e representada pela Omnichord Records. A artista Surma, alias para Débora Umbelino, uma das artistas mais criativas do país dos últimos anos, junta-se ao saxofonista João Cabrita, que em 2020 lançou um disco-festa com nomes como Sam The Kid, Tó Trips, The Legendary Tigerman, para criarem um concerto inédito para MAPAS. Juntam-se ainda: os Lavoisier, a dupla composta por Patrícia Relvas e Roberto Afonso, que apresentam “Viagem a um Reino Maravilhoso”, disco conceptual envolvido na poesia de Miguel Torga e nos trilhos do poeta na natureza transmontana; os músicos Nuno Rancho e Inês Bernardo criam um espectáculo de canções dirigido a um público infanto-juvenil, imersos num jogo de empatia, proximidade e harmonias ricas; e a Sociedade Artística Musical dos Pousos – SAMP apresenta um cardápio de artistas, alinhados com a sua missão de difusão de música, trabalho de intervenção social e terapêutica e de ensino de música à infância.
MAPAS trilha os lugares da cidade e conta a narrativa dos seus habitantes. Assim, o projeto apresenta a série PESSOAS-MAPAS, uma colecção de 4 vídeos que mapeiam a cidade e o seus habitantes, com realização da Casota Collective. 12 Cartas para Leiria e para o Futuro é um projeto de troca epistolar, organizado em corrente, que convida personalidades da cultura e da vida da cidade, explorando Leiria, o outro e o futuro como referência. Os intervenientes abrem uma conversa pública que partilham o espaço de uma cidade, e os anseios do amanhã. Rostografia é um projeto de retratos de um fotógrafo-mistério que toma rostos como nomes visuais para as viagens e as memórias, a soma dos que reconhecemos no itinerário da nossa vida e história, e a prova que coexistimos em comunidade. Os retratos serão feitos e apresentados durante toda a duração do evento. Finalmente, 2 Conversas públicas trazem para discussão temas de educação, inclusão, comunidades e transformação pela arte e pela cultura.
MAPAS tem direcção artística de Gui Garrido ( Festival A Porta) e António Pedro Lopes ( Tremor Festival). Nos próximos dias, a organização irá desvendar o calendário e distribuição de atividades por dias, horários e lugares de apresentação.
O festival internacional de curtas-metragens, iniciado em 2013 e focado no cinema independente, regressa a Leiria entre os dias 9 e 12 de julho, com um cartaz que se desdobra entre as redes sociais e auditórios em Leiria e na Batalha.
Nesta que será a sua sétima edição, vão ser premiadas as melhores curtas-metragens nacionais e internacionais de ficção, animação e documentário.
As sessões e conversas com convidados irão acontecer online, nas redes sociais Facebook e Instagram do Festival. A sessão de exibição dos filmes vencedores acontece dia 11 de julho, a partir das 21 horas, no Teatro Miguel Franco, em Leiria. Já a sessão de filmes sobre inclusão, terá lugar dia 12 de julho, pelas 17 horas, no Auditório Municipal da Batalha.
No decorrer do dia 9 de julho existirá uma conversa com Luís Campos, sobre Escrita para Cinema, via Instagram pelas 19h. Às 21h inicia-se a Primeira Sessão Competitiva, finalizando o dia com a Segunda Sessão Competitiva que terá início às 22h. Estas sessões serão transmitidas no Facebook.
Para além da exibição dos filmes vencedores na noite do dia 11 de julho, o Festival terá início às 17h, com uma Sessão de Filmes de Estudantes do Politécnico de Leiria e às 18h decorrerá a Leitura de Palmarés, ambas via Facebook.
O último dia do Leiria Film Fest iniciar-se-á no Auditório Municipal da Batalha, como acima referido. No entanto irá prolongar-se na rede social Facebook, com a Sessão Planos Film Fest às 21h e, por fim, às 22h, com a Sessão 20 Anos da Agência.
O Leiria Film Fest foca-se inteiramente “no cinema independente em ‘dose curta'”, no entanto, “além dos filmes em competição, são, também, apresentadas sessões não-competitivas de um vasto conjunto de temáticas e seleções dos melhores filmes de outros festivais parceiros”, lê-se numa nota da organização.
Leiria reafirma o seu expoente de criatividade cultural com a criação do novo projeto MAPAS (mobilidade, arte, proximidade, acesso, sociedade), que entregará a cultura porta a porta e a aproximará das populações locais.
Durante os dias 1 a 12 de julho, uma carrinha que é um palco para música e espetáculos para a infância, uma galeria de artes visuais, cartas, conversas e vídeos, trilhará os diversos locais da cidade de Leiria, numa experiência que será uma autêntica plataforma multidisciplinar. De acordo com a organização “Vamos criar um agora, mas também um amanhã para artistas e público”.
Durante todo o evento, “Celebra-se a força da cultura e da arte neste momento extraordinário, respeitando as regras de segurança, para levar uma programação artística às diversas comunidades e geografias de Leiria.”
O programa completo será divulgado brevemente, até lá siga o Facebook do MAPAS onde todas as novidades serão publicadas.
Depois do sucesso das sessões de cinema drive-in em maio – esgotadas com a participação de mais de 500 pessoas – a Batalha volta a receber esta iniciativa, desta vez no Largo da Feira, Freguesia de São Mamede, nos dias 20 e 21 de junho.
Durante o fim-de-semana serão transmitidas três sessões de cinema no formatodrive-in e ainda um espetáculo de comédia com João Seabra.
Os filmes a exibir, nas duas sessões de sábado, respetivamente às 21h15 e às 23h30 são “Parque das Maravilhas” e “Canção de Lisboa”. A programação de domingo, reservará, às 21h15, o espetáculo de comédia com João Seabra e às 22h45, a exibição do filme, recentemente estreado, “Bad Boys – Para Sempre”, com os atores Will Smith e Martin Lawrence.
Para participar é necessária a inscrição obrigatória, mas gratuita, através da plataforma online https://drive-in.batalhaonlife.pt, garantindo o Município da Batalha a segurança dos participantes mediante o cumprimento das regras definidas pelas autoridades competentes.
Paulo Batista Santos, Presidente da Câmara Municipal da Batalha, explica que a realização desta iniciativa, associada à comemoração do 104º aniversário da Freguesia de São Mamede, “se insere no plano delineado pela Autarquia em continuar a possibilitar à população a fruição cultural, apesar da situação de contingência que estamos a viver”.
O Autarca destaca ainda “a qualidade dos filmes a exibir, bem como a forte notoriedade do comediante que se traduzirão num grande sucesso quanto à procura pelo público desta iniciativa”.
O restaurante Manjerona localizado no bairro dos Capuchos, em Leiria, conta agora com comida tipicamente mexicana e novidades no que toca à gastronomia italiana.
Este novo conceito está representado na ementa Pandemónio – Taqueria e Bruschetteria, que conta com o tradicional guacamole, molho de jalapeño, tacos, nachos e chili – pratos típicos do México – e ainda 13 tipos de bruschettas, um símbolo ímpar da cozinha italiana, feito à base de pão.
Para além da ementa habitual do Manjerona, foi também adicionado ao menu asinhas de frango, tacos vegan ou ainda com a opção de camarão e nachos cochinita pibil – caracterizados por uma carne de porco levemente assada – e ainda outras opções até 10 euros.
No que toca às bebidas, tanto a tequila como as margaritas e os mojitos fazem parte de uma carta de bebidas que conta também com cerveja, sangria, rum, whisky e muito mais.
Ainda a funcionar com regime take away, o restaurante voltou a abrir as portas funcionando com refeições dentro da sala principal.
O distrito de Leiria ficou a conhecer no domingo, dia 7 de junho, os sete candidatos que irão disputar uma das finais regionais do concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular de Portugal.
Numa emissão durante todo o dia de domingo na RTP1, das 504 candidaturas recebidas, deu-se a conhecer os 7 finalistas dos 18 distritos e 2 regiões autónomas, num total de 140 finalistas regionais. Os 7 patrimónios de cada região foram eleitos por um painel de especialistas que conta com sete membros de cada um dos distritos e regiões autónomas.
No distrito de Leiria, na categoria “Artesanato”, a região tem como representantes o Artesanato em Vidro, da Marinha Grande, e a Renda de Bilros de Peniche.
O Enterro do Bacalhau, em Leiria, e a Arte Xávega, da Marinha Grande, foram os eleitos na categoria “Rituais e Costumes”.
Já na categoria “Procissões e Romarias” concorrem a Procissão dos Caracóis – Festa de Nossa Senhora do Fetal, na Batalha, e a Procissão Marítima Noturna em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, em Peniche.
Por fim, na categoria “Artefactos” foram selecionados os Muros de Pedra Seca, em Porto de Mós.
Será a partir do dia 6 de julho na RTP1 e RTP Internacional que os finalistas irão competir em 20 finais regionais que correspondem a 20 programas em direto. Após estes programas, que serão transmitidos durante o mês de julho, serão apurados 20 patrimónios regionais através do voto popular.
No entanto, haverá ainda um programa de repescagem a 16 de agosto, que vai recuperar oito dos candidatos já eliminados, e duas semi-finais nos dias 23 e 30 de agosto, antes do término oficial do concurso a 5 de setembro.
Em plena contagem decrescente para o primeiro concerto em Leiria após o período de isolamento, estivemos à conversa com o músico Afonso Rodrigues, que se vai apresentar como Sean Riley na reabertura do Teatro José Lúcio da Silva.
TIL: Nós queríamos saber como é que correram estes dias de quarentena e se houve tempo para produção musical.
Sean Riley: No início não. Confesso que não estava muito com a cabeça aí! Estava demasiado preocupado e demasiado stressado com toda a situação. Não necessariamente do ponto de vista artístico, mas do ponto de vista global do que está a acontecer no mundo, da forma como esta situação vai afetar os nossos comportamentos futuros. Viagens tive que cancelar. Pessoas com quem não consigo estar, família… Portanto tudo isso me estava a afetar bastante. A forma como nós nos relacionamos com os outros agora, a energia que sentia quando ia à rua… Estava a passar uma fase de algum desconforto, por isso não me estava a ser muito útil criativamente. A partir do momento em que a situação se instalou e que, de facto, começamos a habituar-nos de alguma forma a esta realidade um pouco estranha, aí sim comecei a escrever. Não necessariamente nada que tenha a ver com o momento em que estamos a passar mas sim, comecei a escrever.
Durante esta época de isolamento participaste num live do instagram. Como é que foi essa experiência? Sabemos que é estranho estares a tocar ou fazer um concerto e depois não haver nenhuma química.
Eu só fiz um, o Festival Eu Fico em Casa. Não sou muito fã dos lives confesso, por variadíssimos motivos, acho que a nossa música não se presta muito a isso, porque acho que de repente houve um exagero absoluto de performances online constantes e isso acabou por tirar um bocadinho o brilho a esse tipo de performance e deixar que as coisas fossem especiais. De qualquer das formas, fiz uma das primeiras iniciativas que houve, uma iniciativa bastante grande, feita pelas 3 majors em Portugal (a Sony, a Universal e a Warner) e que, basicamente, para além de ser um meio para os artistas se expressarem tinha também uma mensagem muito clara que era pedir às pessoas naquela altura em concreto para ficarem em casa. Estamos a falar da primeira semana de quarentena portanto, nessa altura, pareceu-me de facto que fazia sentido associar-me a algo que tinha uma mensagem da qual eu acreditava profundamente, porque eu acreditava profundamente na importância das pessoas ficarem em casa numa primeira fase para não saturarmos o sistema nacional de saúde. Isto para Portugal não ser mais um exemplo de catástrofe à semelhança de uma Itália ou de uma Espanha, ok? Não fiz mais porque depois, como te digo, achei que muito rapidamente se começou a banalizar esse tipo de performance e não via como fazê-lo com a banda e também não tinha interesse em fazê-lo sozinho.
Essa vez foi interessante, mas repara que foi uma novidade, foi uma coisa que fiz pela primeira vez e que no final não percebes muito bem o que aconteceu. É um bocado como quando tocas as primeiras vezes num palco onde há uma mistura de desconhecimento com adrenalina e então aquilo fica tudo uma névoa e aqui tens a vantagem que depois podes ir ver o resultado, não é?
Agora que as portas para a cultura começaram a abrir, esta sexta feira vais atuar na reabertura do Teatro José Lúcio da Silva. Ainda te lembras do último concerto que deste antes da pandemia começar?
Antes da pandemia começar o que é que eu fiz?! Acho que fiz um concerto com Mazgani talvez no final do ano. Eu não estava propriamente em ciclo de concertos, estávamos a preparar o come back com The Slowriders. Lançamos um single no inicio do ano, estávamos a gravar e a ideia era voltar a ter um single antes do início do verão e, por fim, um álbum no final do verão. Eu nesse momento não estava propriamente em ciclo de concertos e também não tinha estado a tocar com a regularidade que estaria noutros anos…
Lançaram um novo single no início de Março. É esse o tema que te estavas a referir?
Sim! Ou seja, nós lançamos no início de Março e íamos começar a desenrolar o novelo. Íamos lançar o single, depois promoção, depois segundo single, depois concertos, depois álbum… E levantamos o pé do acelerador porque passados 15 dias depois do lançamento o país parou, não fazia muito sentido continuar.
Então neste próximo álbum foi colocada uma pausa ou continuaram a trabalhar à distância para a realização do mesmo?
Nós temos o disco praticamente fechado do ponto de vista criativo, precisamos de ensaiar e de alinhar algumas ideias e de voltar a estúdio para gravar mais coisas. Nenhum de nós sentiu muita vontade de ir para estúdio enquanto estivéssemos nesta situação. Acho que o estúdio tem que ser um espaço de total liberdade do ponto de vista de expressão e acho que estes condicionalismos sociais, a utilização de materiais de proteção, etc… Tudo isto criou uma frieza e um distanciamento que não é compatível com o tipo de experiência que nós temos em salas de ensaio e em estúdio. Não é a nossa energia, nós somos muito amigos, vivemos muito do contacto, muita proximidade, portanto acho que demorámos aqui algum tempo até adaptarmos-nos a esta nova realidade e a perceber como é que vamos fazer as coisas. Neste momento acho que estamos mais pacificados com a ideia e temos que encontrar soluções de trabalhar dessa forma – trabalhar à distância e online também não é uma coisa que faça muito sentido para nós, não neste tipo de projeto. Agora, durante o mês de junho vamos regressar ao trabalho, temos um espaço novo onde vamos começar, temos condições para trabalhar nesse espaço e portanto vamos tentar ver pela primeira vez se a nossa química existe com esta nova forma de viver que é muito estranha para nós e que nunca experienciamos enquanto banda. Este ano, garantidamente, vamos lançar música nova, vamos apenas reafinar um bocadinho os timings.
Pegando aí nesse ponto de estarem um bocadinho mais conformados com a situação, qual é a sensação de vocês darem os primeiros concertos agora no possível regresso aos eventos culturais?
O concerto vai ser a solo, portanto só eu ainda é que vou ter essa experiência, para já. O concerto inicialmente era para ser apenas transmitido online. Acontece que felizmente, durante esse período que estávamos a conversar com o teatro, o que aconteceu foi que as salas voltaram a ser reabertas. Tivemos a autorização do governo para voltar a abrir salas, obviamente em condições muito específicas que respeitem a segurança de todos os envolvidos para mim é essencial e prioritário, mas de qualquer das maneiras podem estar pessoas na sala. Então o TJLS achou por bem que podia manter a iniciativa do concerto ser transmitido online, mas juntando a esta nova realidade a possibilidade de ter pessoas na sala.
Inicialmente isto era um concerto cuja principal finalidade era ser transmitido online daí também a curta duração, o formato a solo etc.
Qual é a sensação de agora voltares aos palcos? Há um certo sentimento de saudade?
Sem dúvida. Acho que para mim isto divide-se em dois pontos. Por um lado, a título pessoal, tenho saudades de tocar ao vivo. É uma coisa que eu adoro fazer e que me dá imenso prazer mas muito mais importante do que isso, vendo o quadro geral das coisas, para mim este concerto é importante porque simboliza de uma forma muito tangível que estamos próximos de outra realidade, que há milhares de pessoas que neste momento não têm capacidade de trabalhar e que vão poder voltar a trabalhar – todos os músicos, técnicos, managers, agentes, precisam desesperadamente de voltar a trabalhar e ter condições para o fazer. Portanto, mais do que isto ser interessante ou não para mim, é interessante perceber que estamos já numa fase de transição e que podemos estar mais perto de voltar a algo que se pareça com a nossa antiga normalidade. De qualquer das maneiras, isso significa que é uma grande alegria perceber que há condições para as pessoas poderem levar ao público aquilo que tão importante é para as duas partes: tanto para os artistas como para o público, mas acima de tudo vai permitir também a muita gente voltar a trabalhar.
O que podemos esperar desse concerto? Já percebemos que vai ter uma duração mais curta, vais ser apenas tu. O que é que podemos esperar no que toca a singles novos, não só do que já saiu em Março mas talvez alguma coisa mais recente e, depois o que é que podemos em, última instância, esperar do próprio álbum, o que é que já podes revelar?
Bom, relativamente ao concerto eu normalmente decido o alinhamento dos concertos muito em cima da hora, normalmente é no próprio dia que eu fecho às vezes até há decisões que tomo na hora quando tou em palco, em função da forma como me estou a sentir ou como o público reage ou o que quer que seja. Em primeiro lugar vai-me apetecer cristalizar algumas músicas do California, que foi o último disco que lancei a solo e que faz todo o sentido tocar neste tipo de concerto. Mas eu também gosto sempre quando toco sozinho de colocar no meio do alinhamento algumas canções de The SlowRiders porque acabam por ser canções que na sua maioria também são escritas por mim e depois é capaz de acontecer um bocadinho de tudo aquilo que explicaste. É provável que passe pelo novo single de The SlowRiders, por uma outra canção que eu esteja a trabalhar neste momento e que vá para o disco que ainda não esteja gravado… Vamos andar a navegar um bocadinho por aí, entre aquilo que foi fechado com Sean Riley no California e aquilo que é um bocadinho o momento atual de The Slowriders, também.
Relativamente ao álbum, como ainda não está fechado é difícil tirar grandes conclusões, mas eu acho que mais uma vez vamos tentar fazer aquilo que fizemos sempre: sem comprometer o sítio de onde vimos, apontar para novas direções, sem perder a nossa identidade. É importante conseguir encontrar algo fresco e novo que seja entusiasmante, não só para os que acompanham há alguns anos, mas também para nós, que nos dê prazer fazer. Acho que o single que saiu é uma amostra disso. É uma música, pela primeira vez na história de uma banda, que ao quinto álbum editam um som que não tem uma única guitarra! Acho que aí já tens um bocadinho o levantar do véu da direção das coisas que nós estamos a fazer.
Queria saber se tens alguma história caricata de estrada ou de algum concerto que querias partilhar connosco…
Ui! (risos) Nem saberia por onde começar. Nós somos uma banda com uma certa propensão para esse tipo de histórias míticas e portanto ao longo dos anos foram acontecendo muitas coisas, mas não saberia por onde é que havia de começar…
E já agora, falando nessa questão de estrada, qual é que foi para ti o melhor concerto que já deste e também o pior? Tens ideia de algum que tenha corrido muito mal?
Os concertos são bons ou maus por variadíssimas razões e felizmente tivemos bastantes momentos altos nos últimos anos e ao longo de todo o nosso percurso e momentos maus. Diria que foram poucos os que foram maus – maus por serem engraçados, não necessariamente por serem maus de uma forma negativa ou que nos afetasse por aí além. No sentido das histórias, lembro-me, por exemplo, de um concerto que poderia ser integrado nos maus apesar de nos termos divertido imenso. Uma vez fomos a Espanha porque o Bruno tinha um amigo a viver lá que nos foi vendido como “Rei de Compostela” e marcou-nos um concerto. Nós já tínhamos outros concertos em Vigo e então fomos fazer esse concerto – quando chegamos lá começamos a fazer o ensaio de som e rapidamente percebemos que aquilo era uma receita para o desastre porque na verdade o concerto foi marcado para uma discoteca! Imagina um edifício isolado onde não há passagem de pessoas, onde as pessoas que vão definitivamente porque há um evento lá, ok? O concerto estava marcado para o final da tarde, início de noite, tendo em conta qu o horário habitual de funcionamento daquele club é tipo uma da manhã para cima e não existe qualquer promoção do nosso concerto pela cidade… Nós estávamos isolados a tocar num edifício onde ninguém sabia que estava um concerto a acontecer. Tocamos para uma pessoa que estava a passar por acaso e ouviu o barulho e decidiu entrar para perceber o que é que estava a acontecer. Nós tocamos num sitio que não tinha público! Foi assim uma situação completamente surreal e fartamos-nos de rir com aquilo na prática porque, enfim, foi como lhe chamamos: um ensaio com sistemas de luz e com som. Mas foi engraçado, foi uma experiência diferente!
Do lado das experiências mais positivas, há milhares delas. Honestamente, nós tivemos muita sorte até agora. Acho que pisamos todos os palcos mais importantes do país, seja em festivais, seja em salas e coliseus. Felizmente as coisas correram-nos sempre bem. Destaco o primeiro concerto que nós demos que foi no Teatro Académico de Gil Vicente (Coimbra) esgotado e que foi um momento incrível – foi a primeira vez que nós metemos aquelas músicas num palco, ainda nem nós mesmos sabíamos muito bem o que é que estava a acontecer. Convidaram-nos para fazer a primeira parte de um artista internacional e acho que tivemos 3 dias para preparar o concerto. Quando chegamos lá, estavam 700 pessoas para ver o Ernesto. Obviamente que não era para nos verem a nós, mas foi uma sensação absolutamente indescritível! Quando acabas de tocar a primeira canção e está tudo às escuras e só vês uma avalanche de aplausos a virem ter contigo, quase que te mandam ao chão. Foi uma experiência que eu nunca esquecerei e que foi a que definiu todo o resto do percurso.
Para finalizar, gostaríamos de saber se tens algum tipo de recomendação musical, literária ou até mesmo um filme que te tenha marcado durante esta quarentena?
Li um livro chamado Os Vagabundos do Dharma, de Jack Kerouac. Já tinha lido há muitos anos mas em inglês. Em português foi a primeira vez e achei bastante interessante. Tenho uma memória muito curta e os livros, filmes e essas coisas têm um impacto muito grande no momento mas depois passam-me completamente ao lado, deixam de estar registados. Portanto acabou por ser muito interessante reler aquele livro, porque é um livro que fala bastante sobre uma coisa que por coincidência tem sido uma ideia que tem estado muito presente na minha cabeça durante o período de quarentena que é a nossa comunhão com a natureza e o facto de conseguirmos tirar grande prazer de estar a sós com a natureza e de compreender a grandiosidade e a beleza da natureza. Há dias, estava a pensar que nos últimos tempos valorizo muito as pessoas que valorizam a natureza, parece-me de uma sensibilidade, de uma inteligência maior tu perceberes o que é a natureza e o quão interessante pode ser tu sentares-te num jardim a olhar para uma árvore em vez de estares uma hora a olhar para o Instagram.
No ponto de vista da música, obviamente tenho ouvido coisas novas e coisas soltas, mas provavelmente a coisa que eu mais ouvi não sei muito bem porquê mas voltei ao Kurt Vile, que eu já tinha ouvido bastante.
Eu sou um geek de carros, sempre gostei desde miúdo. O meu pai sempre teve ligações a carros. Gosto de carros antigos e vi um documentário sobre um tipo que para mim é absolutamente incontornável no universo pela forma como pensava e como sempre levou a vida dele que foi o Ayrton Senna. Acho que talvez foi a coisa mais interessante que eu vi na quarentena – um documentário recente que está na Netlfix. Além do Tiger King que toda a gente viu, não é? (risos). Ayrton Senna e Tiger King, acho que é um bom mix (risos).
Entrevista realizada por: Filipa Lobo Gaspar e Pedro Dinis Ferreira
Foto: Miguel Pereira/global Imagens
O mítico Café 32 iniciou o seu novo serviço de entregas exclusivas a empresas.
A maioria dos trabalho retomaram mas a fome e o apetite continua a ser o mesmo. Face a esta retoma, o Café 32 decidiu usar a sua van personalizada para fazer entregas à hora de almoço para distribuir as sandes preferidas dos leirienses.
Os pedidos são feitos das 12h às 14h, de segunda a sexta-feira, e a entrega será feita a empresas pertencentes a Leiria e arredores.
Os requisitos para a encomenda ser feita são no mínimo 10 sandes e o valor é de 3,50€ para a sandes 32 original e de 4,00€ para a sandes 32 com frango. O valor de taxa de entrega não é aplicado.
De modo a organizarem a sua rota, o Café 32 pede para as encomendas serem feitas na véspera, ligando para um destes números: 244 841 168 ou 919 588 583.
Algumas das empresas que já aderiram a esta iniciativa foram a GlobalDente, Hôma, Centro Hospitalar São Francisco e muitas mais.
Caso disponha de alguma dúvida consulte a sua página no Facebook.
Uma seleção de restaurantes em Leiria que, para além de apresentarem diversos pratos magníficos na cidade, dispõem de agradáveis esplanadas, perfeitas para aproveitar o verão que se avizinha. Além disso, é uma excelente forma de apoiar o comércio local e independente.
Localizado nos Terraços do Marachão, para além de servir almoços, a Casa da Lídia tem também como opção serviços de pequeno almoço e lanche da tarde. Com uma carta variada, desde culinária vegetariana, até africana e doçarias portuguesas, este restaurante tem o combo ideal para estar incluído no seu plano da semana.
A Taberna – Café Caphe
Foto: Facebook A Taberna – Café Caphe
Conhecido pela qualidade das suas tapas, A Taberna encontra-se de momento aberta das 12h às 15h e das 19h às 23h. Apresentando uma gastronomia tipicamente portuguesa e um serviço de excelência, este restaurante está localizado na Rua de Tomar, em frente aos Bombeiros de Leiria.
Se deseja um bom petisco e um bom vinho, o Dux Cidade do Lis é a escolha ideal! Localizado no Vale Sepal, o restaurante encontra-se em serviço de terça-feira a sábado das 12h às 14:30h e das 19h às 22h, sendo que ao domingo está aberto apenas pela hora de almoço. E o espaço de esplanada está extraordinário!
Chico Lobo
Foto: Facebook Chico Lobo
Presumivelmente uma das mais conhecidas esplanadas em Leiria, localizada no coração da Praça Rodrigues Lobo, reabriu no passado dia 26 de Maio com horário de funcionamento entre as 11h e as 23h. Poderá voltar a degustar os seus maravilhosos cachorros, tostas e ainda os cocktails de excelência. Excelente para quem procura uma refeição mais ligeira.
Um dos bares mais in da cidade de Leiria voltou a abrir no passado dia 28 de Maio. Localizado na Rua Direita, o Atlas apresenta uma variedade de petiscos e cocktails refrescantes, ótimos para uma noite de verão! O seu horário de funcionamento é das 12h às 22h30, encerrando aos domingos.
Hamburgueria da Baixa
Foto: Facebook Hamburgueria da Baixa
Os hambúrgueres artesanais voltaram ao ativo desde o passado dia 19 de Maio, com horário de abertura ao 12h. Localizado na Praça Rodrigues Lobo, a Hamburgueria da Baixa apresenta uma seleção variada de hambúrgueres, desde o vegetariano até às variadas opções de carne de vaca, porco e frango.
Ao Largo
Foto: Facebook Ao Largo
Em frente ao Mercado Santana encontra-se Ao Largo, destacado pelos seus deliciosos pratos e reconfortantes sobremesas. De momento o horário de funcionamento é das 12h30 às 16h e das 19h às 23h de terça-feira a sábado e aos domingos das 12h30 às 16h. Petiscos não faltam!
Os feriados municipais que outrora eram celebrados com variados concertos e atividades pelas cidades, serão desta vez adaptados às circunstâncias atuais, sendo a sua programação transmitida através das redes sociais dos Municípios de Leiria, Marinha Grande e Ansião.
A 21 de Maio celebra-se o feriado na Marinha Grande, que curiosamente coincide com o Dia da Espiga e a Quinta da Ascensão. A transmissão do festejo será feita pelo YouTube, Facebook e site do município que se inicia às 18h.
Igualmente o Município de Ansião comemora o Dia do Município no mesmo dia que a Marinha Grande e as celebrações terão início pelas 10h, iniciando-se com o hastear da bandeira e restantes sessões que serão transmitidas em direto através do Facebook do Município.
No caso da cidade de Leiria, o Dia do Município celebrar-se-á um dia depois, a 22 de Maio, com início pelas 10h, com o hastear das bandeiras do Município. Pelas 10:30h decorrem as mensagens institucionais transmitidas em direto do Facebook do Município.
No decorrer da tarde surgem diversas demonstrações culturais. Às 12h é apresentada a peça “O Fio da Linha do Horizonte” pelo grupo de teatro de Leiria Te-Ato.
Após a pausa para o almoço retomam-se os momentos culturais, com o Comboio D’Artistas Deambulante do Instituto Jovens Músicos de Leiria pelas 15h. Seguindo o mesmo conceito, a Farratuga também irá atuar pelas ruas de Leiria. Resumindo, será 1h30 de música gratuita para ser escutada através das suas varandas, carros ou, quiçá, esplanadas.
Pelas 17h o Teatro de Grupo “O Nariz” apresentará a sua peça “Contos pela sala adentro”, seguindo novamente o Comboio D’Artistas Deambulante que contará com o Festival Sinopse Teatro onde o teatro se encontrará com os espectadores.
Para quem nunca visitou o Museu de Leiria, esta será a perfeita oportunidade para fazer uma visita virtual 3D ao mesmo. A transmissão também será feita pelo Facebook do Município pelas 19:30.
Às 21h iniciar-se-á uma tertúlia com Luís Filipe Castro Mendes e Carlos André sob o tema “O Poeta na Praça- Rodrigues Lobo e a sustentabilidade no planeta”.
De modo a finalizar o dia com chave de ouro, será transmitido em direto do Facebook do Município de Leiria o concerto de David Fonseca que terá inicio às 22h e terminará às 22:30.