Reportagem: Aceitei o desafio e consegui completar o Prozis Challenge!

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A pensar que ia ser uma atividade divertida, aceitei participar na etapa de Leiria do Prozis Challenge, um percurso “ultra desafiante” de obstáculos insufláveis gigantes com diferentes níveis de dificuldade. E desafiante é sem dúvida a palavra que define a minha experiência.

Há umas semanas partilhámos a notícia na TIL de que a Prozis ia trazer o seu percurso de obstáculos “ultra-desafiante” a Leiria, ficando logo no ar a sugestão de alguém da equipa TIL tentar completar a prova. Depois de ver o vídeo, e de iludida pensar que não podia ser assim tão difícil, afinal “parece giro e é um percurso de insufláveis”, aceitei o desafio e propus-me a completar a prova.

Bem eu não sou nenhuma imagem do fitness, nem sequer um exemplo de regularidade nas idas ao ginásio, mas também não sou incapaz de ultrapassar uns obstáculos insufláveis gigantes, afinal quão difícil podia ser? E lá fui eu, a imagem da motivação em pessoa, dia 28 de setembro, às 10 horas em ponto, para o centro de lançamentos de Leiria, pronta a superar o desafio com uma perna às costas.

A coisa não começou bem, os insufláveis ainda estavam a encher e a prova não parecia nada preparada para ser ultrapassada, além disso ver de perto insufláveis enormes a encher, é como ver o nosso inimigo mortal a aumentar para o dobro do tamanho, o que não ajuda nada à motivação. Nunca gostei muito de compassos de espera, deixam sempre a adrenalina diminuir para metade e a ansiedade instalar-se, e neste caso foi mesmo isso que aconteceu.

Por volta das 11 horas as coisas já estavam mais encaminhadas, os insufláveis estavam prontos, os check points estavam preparados e a fila para começar a prova começou a formar-se à entrada do percurso.

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Apesar da espera toda a gente estava bem disposta e com muita vontade de superar o desafio, apesar de haver um pequeno nervosismo por os obstáculos parecerem agora, vistos assim tão de perto, muito mais difíceis que o esperado. Para minha grande desilusão, o percurso parecia repleto de obstáculos que iam requerer muita força de braços, que é a minha maior fraqueza e o meu calcanhar de Aquiles.

Às 11h45, depois de confirmar a minha inscrição e colocar a pulseira que iria cronometrar o tempo do meu percurso, lá estava eu, frente a frente ao maior percurso de obstáculos insufláveis que alguma vez vi. Nesse momento, mesmo antes de me lançar ao corredor de tubos gigantes, atingiu-me mesmo a sério que este não ia ser um percurso fácil e que não importava o tempo que ia demorar, mas sim se conseguia “superar-me” e completar tudo.

Assim, com a maior calma do mundo e antecipando a maior dor de braços de sempre, lá comecei a prova.

O primeiro obstáculo era um corredor de tubos gigante seguido de um pequeno túnel. Bem fácil de ultrapassar! Depois seguiram-se uns degraus gigantes e pronto, aí é que a coisa começou a azedar. Lembram-se dos meus braços de esparguete? Esta etapa foi um teste à sua resistência  e à minha resiliência, mas apesar de ter demorado algum tempo, lá consegui chegar ao topo dos degraus. Do outro lado esperavam-me mais degraus, mas desta vez a descer, pelo que não houve problemas.

Depois foi preciso passar mais alguns degraus, ainda mais altos (parecia que estava no inferno), que levaram a um pequeno precipício completo com uma rede de cordas que permitia subir até um novo obstáculo. Era um bocadinho instável, mas mergulhei de cabeça e aqui os meus bracinhos não me desiludiram.

E o que havia do outro lado deste precipício, perguntam vocês? Não contando com uma nova descida em degraus bastante fácil, havia o maior teste que tive de ultrapassar: uma subida bastante íngreme que teria que subir com o apoio de cordas, que fazia todos os degraus até aqui parecerem uma brincadeira de crianças. Tenho de confessar, se não fosse a ajuda dos meus simpáticos companheiros de prova (obrigada!), ia ficar ali a manhã toda!

Mas pronto, lá consegui chegar ao cimo da subida e depois disso a coisa melhorou. O obstáculo seguinte era novamente um precipício com uma pequena saliência no meio para onde era suposto saltarmos, e daí depois atirávamos-nos a uma rede de cordas que tínhamos de subir para chegar ao topo da descida final. Nem preciso de confessar que nem tentei saltar para a saliência no meio do vale, limitei-me a atirar-me para o fundo e depois voltei a lutar com cordas para conseguir subir este obstáculo. Escusado será dizer que recorri mais uma vez à ajuda dos meus colegas.

Com a rede de cordas que levava à subida final, a conversa já foi outra, apesar dos meus braços estarem feitos em papa, consegui subir sem problemas e chegar à última descida que completei em segundos!

Feitas as contas, e deixando a nota que fiz tudo com calma e sem pensar no tempo que o meu contador marcava, concluí a prova do inferno para os meus braços em 14 minutos e 58 segundos, acabando por ficar na posição 299 entre os 308 participantes nos dois dias de prova.

Não é a melhor posição para quem achava que “ia ser giro e simples”, mas é uma boa lição para o excesso de confiança!

Confesso que depois de ter experimentado e de ter deixado os meus braços repousar, achei o percurso bem divertido e um verdadeiro teste de agilidade, resistência, rapidez e estratégia, tal como prometido pela Prozis. E, se fizesse uma segunda vez, provavelmente já conseguiria reduzir o tempo pelo menos para metade, pois já sabia a melhor estratégia para encarar cada obstáculo, coisa que decidi não fazer.

Olhando para todo o percurso, confesso que me surpreendo com os obstáculos que consegui completar e agradeço imenso a todas as pessoas que ajudaram com as partes mais difíceis. É bom ver que apesar de quererem completar o percurso no melhor tempo possível, repetindo-o várias vezes, as pessoas não se importavam de perder uns segundos a ajudar quem precisava.

Parabéns à Prozis pelo desafio e iniciativa! Quando voltarem a Leiria, lá estarei outra vez, mas mais bem preparada!

 

Texto e Foto: Catarina Ferreira