CYHSF: Tomara por mais noites com o estilo garage dos Plastic People


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A sétima edição do Clap Your Hands Say F3st, trouxe mais uma dose dupla nacional com os Tomara e os alcobacenses Plastic People.

A noite de sexta-feira, a iniciar março, dava conta de mais uma edição de Clap Your Hands Say F3st. Desta vez eram os Tomara, os compositores da música For No Reason, que chegavam ao Teatro Miguel Franco com uma versão mais acústica daquilo que já estamos habituados.

Juntamente com o multifacetado Sérgio Pires, Filipe C. Monteiro trazia muitas surpresas, entre elas algumas de versões de artistas como Bruce Springsteen, The Low Anthem e The Chemical Brothers.

Os Tomara sabiam que vinham com versões mais aligeiradas e prometeram logo, em tom de brincadeira, fazer um “striptease às canções”. Começou com um instrumental de Hallow e passou pelas músicas Favourite Ghost e o seu primeiro single Coffee and Toast.

Filipe estava visivelmente feliz e agradeceu várias vezes à organização pelo convite. Aproveitou também para relembrar a última vez que tinha estado na cidade, com um concerto no Castelo de Leiria, com a mulher (e também cantora) Márcia. Depois, continuou o alinhamento para começar com o cover de My Hometown, tema bem conhecido de Bruce Springsteen e Charlie Darwin, de The Low Anthem.

Para terminar, aproveitou para dar destaque ao tema que tem passado nas rádios, For No Reason, onde os riffs são notórios e chamativos, alegrando ainda mais aquela sala bem composta. Os Tomara terminaram o concerto com mais uma versão acústica de uma música dos The Chemical Brothers, The Pills won’t help you now. A verdade é que ficamos muito bem medicados para aquilo que se seguia depois do intervalo: a atuação dos Plastic People.

A banda jogava em casa, já que se notou desde a primeira instância a presença de muitos alcobacenses no concerto. Estavam descontraídos e prontos para dar um som mais castiço ao público presente.

Cinco elementos no palco, divididos cada um por guitarra, baixo, teclas, bateria e o vocalista, com uma pandeireta para ganhar ritmo próprio, a banda começou com Seven Weeks e foi entrando nessa onda mais punk e garage, que tão bem define os Plastic People. Seguiu-se Wondering Now, Wake Up, Holy Hands e Riding High on Acid, sendo esta última uma das músicas mais conhecidas da banda, com vibes do “oh, oh” que ficam no ouvido.

O concerto foi-se desenrolando e, com um sotaque muito british, o vocalista fez piadas relativas a esse sotaque “We are from Nottingham” ou “We are from London“, divertindo a plateia a cada introdução desse tipo.

Os Plastic People gostam de ser muito próprios e não fogem a este rock garage que tão bem os define. Depois de mais de uma mão cheia de músicas, chega a altura para saírem e despedirem-se do público. Mas foi fogo de pouca vista, já que voltaram mais uma vez para replicarem novamente os “oh, oh”, de Riding High on Acid. E foi uma forma excelente de terminar esta sétima noite de CYHSF!

Na sexta-feira, 8 de março, é dia da mulher mas é um Stoneman e Pongo a marcarem presença. Espera-se mais uma boa dose de concertos.

Fotos: Karina Milheiro