Bruno Carvalho vai estar em Alcobaça a apresentar o novo livro


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O ex-presidente do Sporting Clube de Portugal chega ao nosso distrito para apresentar o livro do qual todos falam: Sem Filtro

Sábado, dia 16 de fevereiro, às 16h30, Bruno de Carvalho vai apresentar o novíssimo livro autobiográfico Sem Filtro, no Hotel Santa Maria, em Alcobaça.

O livro promete algum escândalo no futebol português, no qual o antigo dirigente leonino revela aspetos pormenorizados dos bastidores do SCP.

Bruno de Carvalho é uma das figuras incontornáveis dos anos recentes do desporto e do futebol em Portugal: entrou como um furacão, desafiando o statu quo; conseguiu o impensável, como contratar o treinador do campeão em título; devolveu esperança aos sócios e adeptos do Sporting – e chegou até a ter uma votação superior a 90%. Mas, pouco tempo depois, em meses, passou do céu ao inferno, tendo sido destituído e suspenso da condição de sócio do seu clube de sempre.

O livro foi colocado à venda dia 15 de fevereiro e tem o preço de  15,50€.  Em Alcobaça, Bruno de Carvalho vai certamente falar de alguns assuntos chave do livro, bem como assinar alguns exemplares.

Foto: DR

Vice e mais 2 filmes para ver esta semana no cinema


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A semana começa com um dia dos namorados mas não há tempo para grandes romances. Vice, um dos grandes candidatos aos Oscares está aí com um Christian Bale irreconhecível e mais alguns filmes que vão desde o terror à aventura.

 

  • Vice

Filme que conta com presenças da “nata” de Hollywood com Christian Bale, Amy Adams ou Steve Carreel, conta a história e o caminho de Dick Cheney, desde os seus primeiros momentos como político até cehgar a vice-presidente dos Estados Unidos da América. Um retrato biográfico de um homem que revolucionou o país dos sonhos.

Disponível em:

CinemaCity Leiria
CinePlace LeiriaShopping
CinePlace LaVie Caldas da Rainha

 

  • Alita: Battle Angel

Quando Alita acorda sem memória de quem ela é num futuro que ela não reconhece, esta é levada por Ido, um médico bondoso que percebe que dentro desta ciborgue abandonada está o coração e alma duma jovem mulher com um passado extraordinário. Enquanto Alita aprende a lidar com a sua nova vida e caminhar pelas ruas traiçoeiras da Cidade de Ferro, Ido tenta protegê-la da sua misteriosa história, enquanto o seu novo amigo Hugo a ajuda a recuperar as suas memórias. Mas é quando as forças mortais e corruptas que controlam a cidade vêm atrás de Alita que ela descobre uma pista para o seu passado -ela tem capacidades únicas de combate que quem está no poder não consegue controlar. Se ela conseguir ficar fora do seu alcance, Alita pode ser a chave para a salvação dos seus amigos, família e o mundo que ela amava.

 

Disponível em:

CinemaCity Leiria
CinePlace LeiriaShopping
CinePlace LaVie Caldas da Rainha

 

  •  Happy Death Day 2U

Jessica Rothe lidera o elenco que regressa para “Feliz Dia Para Morrer 2”, a sequela do filme surpresa de 2017, repleto de reviravoltas, produzido pela Blumhouse (“Fragmentado”, “Foge”, “A Purga”). Desta vez, a heroína, Tree (Jessica Roth),descobre que morrer repetidamente é mais fácil do que os enfrentar os perigos que se aproximam.Jason Blum volta a produzir e Christopher Landon é novamente o realizador e argumentista deste novo capítulo. Aos produtores executivos de “Feliz Dia Para Morrer”, Angela Mancuso e John Baldecchi, junta-se agora Samson Mucke(“Guia do Escuteiro Para o Apocalipse Zombie”)

 

Disponível em:

CinemaCity Leiria
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Ginkgo – o novo all you can eat de sushi, com peixe fresco da Nazaré

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Abriu há pouco mais de dois meses mas já é um dos restaurantes de sushi preferidos dos leirienses. Conheça melhor o Ginkgo

Sushi? Buffet? Sim, duas palavras que funcionam tão bem em conjunto. E agora, em Leiria, poderá usufruir de mais um restaurante deste tipo. E boas notícias: com selo de qualidade.

GINKGO_SUSHI_BUFFET_LEIRIA_TIL MAGAZINE

O Ginkgo abriu há um par de meses, mais concretamente a 16 de novembro, e está localizado junto ao Hospital Santo André. Com uma decoração clean, floral e muito iluminada (durante a noite), acredite que vai ser facílimo encontrá-lo.

GINKGO_SUSHI_DECORAÇÃO CLEAN_LEIRIA_TIL MAGAZINE

Neste restaurante poderá comer todo o sushi que quiser, até rebentar. Os tipos de sushi vão do sashimi até a outros mais elaborados. Basta ver o que lhe cai na mesa e comer o que quiser. Exato, neste all you can eat, não tem sequer de sair do seu assento. É um paraíso na Terra para qualquer Sushi Lover.

O preço do buffet é de 11,90€ de segunda a sexta-feira, à hora de almoço. À noite e aos fins de semana (em qualquer horário) o preço sobre para os 14,90€. Não estão incluídos a bebida, a sobremesa e o café.

GINKGO_SUSHI_LEIRIA_TIL MAGAZINE

Praticamente todo o peixe utilizado na cozinha é pescado diariamente nos mares da Nazaré, oferecendo aos clientes a máxima qualidade nos produtos, sempre com sushi fresco. Fun fact: aquando desta reportagem, assistimos a este transporte de peixes gigantes da carrinha (chegada da Nazaré) até à cozinha do Ginkgo.

Em declarações à TIL, o dono do Ginkgo explicou o porquê de ter criado em Leiria um novo conceito de sushi: “já estava há algum tempo em Madrid a trabalhar em alguns dos melhores restaurantes de sushi e decidi vir para Portugal abrir o meu próprio negócio”. Chegou há seis meses e, mal chegou, foi à procura de um espaço e pôs mãos à obra: “fui eu próprio que pensei na decoração e realizei parte da execução do que vemos aqui hoje”, rematou.

GINKGO_SUSHI_DECORAÇÃO FLORAL_LEIRIA_TIL MAGAZINE

Em menos de dois meses, o feedback tem sido muito positivo. As pessoas vêem qualidade no tipo de sushi que consomem aqui. Por vezes, e especialmente aos fins de semana, o serviço pode ser um pouco mais demorado mas até nisso o Ginkgo tem melhorado, porque aumentou o número de sushiman’s de dois para quatro chefs. Para percebermos a atenção que o Ginkgo quer dar aos clientes, existem 30 pessoas no total a trabalhar no projeto.

Se por acaso tem um amigo que não gosta nada de sushi, não desespere porque pode levá-lo ao Ginkgo. O staff está preparado para estes casos e também tem ao dispor alguns pratos típicos da cozinha chinesa, como por exemplo massas ou fritos de camarão.

Uma das últimas novidades do restaurante está relacionada com o serviço de take away. Por apenas 6,50€, poderá levar entre 10 a 15 peças de sushi para casa.

GINKGO_SUSHI_DECORAÇÃO CLEAN_BUFFET_LEIRIA_TIL MAGAZINE

Se está a pensar visitar o Ginkgo ao fim de semana, aconselhamos uma reserva. Tem sido um dos mais requisitados da cidade.

 

Horário: 

Todos os dias das 11h30 às 15h e das 19h às 23h.

Amigos Improváveis versão americana e mais 3 filmes para ver esta semana no cinema


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A meteorologia pode dizer o contrário, mas o início de fevereiro vai ser quente, quente, quente. Falamos de cinema, claro.

A meteorologia pode dizer o contrário, mas o início de Fevereiro vai ser quente, quente, quente. Falamos de cinema, claro. Prioridade aos gentlemans, começamos por Clint Eastwood que regressa ao papel de ator/realizador com o drama de ação Correio de Droga, no qual contracena com Bradley Cooper e Nicole Kidman. Nicole Kidman que é também protagonista de Destroyer, um drama de ação policial, realizado por Karyn Kusama. Já William Defoe dá vida a Vicent Van Ghogh no drama biográfico À Porta da Eternidade, de Julian Schnabel. Num registo mais ligeiro, o carismático Kevin Hart dá sal à comédia Novos Amigos Improváveis, no qual participam também Bryan Cranston e a inevitável Nicole Kidman.

Vários estilos, vários registos, grandes atores. Portanto, avisamos: escolher o filme pode ser tão difícil como escolher o tamanho das pipocas.

  • Correio de Droga:

Depois da falência da sua empresa, Earl Stone (Clint Eastwood) um octogenário solitário e sem dinheiro, recebe uma proposta tentadora: um trabalho em que apenas lhe é pedido que conduza. Parece simples. Mas com decorrer da ação Earl vê-se envolvido num cartel de droga mexicano, trabalhando como correio. Sendo um profissional eficiente, aumentam-lhe o carregamento e põe-no ao serviço de um traficante. Graças à sua nova atividade, Earl vê resolvidos os seus problemas de dinheiro, mas os erros do passado, as autoridades e os membros do cartel não vão dar descanso a Earl.

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  • Destroyer:

Erin Bel (Nicole Kidman) é uma inspetora da polícia de Los Angeles que para alcançar a paz se vê obrigada a enfrentar os demónios do passado, retomando o contacto com criminosos ligados a uma missão secreta na qual participou no seu início de carreira e que teve contornos trágicos.

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  • À Porta da Eternidade

William Dafoe dá vida a um dos maiores génios da pintura, Vicent Van Ghogh. Um retrato biográfico realizado por Julian Schnabel e que se foca no período de tempo em que o peculiar artista holandês residiu nas regiões francesas de Arles e Auvers-sur-Oise.

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  • Novos Amigos Improváveis

Baseado numa história real, “Novos Amigos Improváveis” dá-nos um olhar divertido da relação entre um homem rico e tetraplégico e um desempregado com cadastro que é contratado para o ajudar. Um filme que recupera a receita do sucesso do filme francês “Amigos Improváveis”.

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Texto: Daniel Sousa

Crítica: “Green Book” conta a história do Mundo em que sonhamos viver


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O rumo do filme e as personagens interpretadas por Viggo Mortensen e Mahershala Ali fazem de “Green Book” um dos melhores do ano

Vamos começar por um teste. Imagine-se na década de 60. Era negro, vivia nos Estados Unidos da América, ainda com a escravatura e o racismo ao rubro, mas tinha uma profissão de renome – neste caso, um dos melhores pianistas do país. Dentro dos palcos era visto como um génio da música e das teclas, fora dele um sujeito completamente desconhecido e reprovável por parte dos brancos.  Complicada esta dualidade, não é? Pois, é essa uma das muitas formas que Green Book nos coloca a pensar através da tela.

Baseada numa história verídica, Green Book fala-nos de um italo-americano de Nova Iorque chamado Tony ‘Lip’ Vallelonga (Viggo Mortensen), um homem de poucas maneiras, habituado aos confrontos físicos nos trabalhos em clubes nocturnos: a única forma que tem de conseguir sustentar a família. Na outra face da moeda, Dr. Don Shirley (Mahershala Ali), um negro rico e pianista de renome nacional, muito respeitado nos teatros mas muito mal tratado fora dos palcos. Duas pessoas muito diferentes que acabam, durante o filme,  por se aproximar e ajudar  mutuamente.

Green Book fala de dados concretos de há 50 anos, que ainda se conseguem ver na América em pleno século XXI,  sem estarem completamente sarados e que na era de Trump tem ganho maior relevância: uma ferida viva chamada racismo. Por outro lado, as interpretações e a própria história fazem por não abalar muito, não chocar demais e não ofender nem os mais sensíveis ao tema. Se esta fosse uma receita, o produto final seria a moralidade com que, provavelmente, os espetadores saem da sala de cinema.

Este melodrama (com o seu q.b. de comédia) tem também nas suas interpretações o sumo para este não parecer um filme igual aos outros. Viggo Mortensen dá uma personagem viva, cheia de personalidade e muito “bairrista”, enquanto Mahershala Ali transporta o lado mais subtil, misterioso e educado ao ecrã. Cada um deles agarrado a um diferente estilo, sim, mas os dois a executarem-no de uma maneira incrível, não estivessem os Mortensen e Ali nomeados para os Óscares nas categorias de Melhor Ator e Melhor Ator Secundário, respetivamente. Estes são apenas duas das cinco estatuetas douradas que Green Book pode levar para casa (incluindo Melhor Filme do Ano).

Uma inesperada amizade que faz sorrir mas, sobretudo, pensar. Porque em 50 anos parece que muitas coisas continuam na mesma (e cabe a nós mudar definitivamente esse paradigma). Green Book é para ser assistido com o coração!

 

Classificação TIL: 8/10

 

 

First Breath After Coma dão concerto de apresentação do novo álbum em Leiria


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A cidade que os viu nascer é também a primeira que vai ouvir as novas faixas do novo álbum NU. O evento está marcado para o Teatro José Lúcio da Silva

2019 é o ano dos First Breath After Coma. Pelo menos é assim que se antevê, depois de um final de 2018 intenso com a saída do primeiro single de NU, que levantou boas críticas dos fãs da banda leiriense. Relembre a reportagem que fizemos com um dos figurinos do videoclip Heavy.

Tal como a TIL também anunciou, o novo álbum dos First Breath After Coma chega às lojas e plataformas digitais no dia 1 de março.  A grande novidade está no concerto de apresentação de NU, que acontece na cidade Leiria, no dia 6 de março às 21h30. O concerto terá lugar no Teatro José Lúcio da Silva.

Como estamos a falar de uma apresentação de um álbum, haverá a opção de comprar o bilhete+CD ou bilhete+vinil , forma muito usada pela editora da banda, a Omnichord Records. Os bilhetes ainda não estão à venda.

Crítica: Terra Franca – Uma etnografia contemporânea


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Crítica do realizador Bruno Carnide

Gosto de ver um filme a saber pouco ou nada sobre ele. Com “Terra Franca” sabia que falava sobre um pescador do Tejo e tinha visto um pequeno teaser, há uns meses, que nada acrescentava ao que pudesse desvendar do filme.

Podia, então, dizer que estava apto para ver o filme como gosto. E, assim, fui para o Cinema City de Leiria.

Da realizadora, Leonor Teles, conhecia as curtas, aliás passaram por cá todas no Leiria Film Fest, e estava curioso para perceber se a mesma linguagem se aguentava 80 minutos em “Terra Franca”, ou se iria mudar algo.

E mudou tudo. Desde logo a história deixou de se focar nas vivências da realizadora – não que não esteja de certa forma ligada a ela – mas já não aborda temas que lhe são directamente pessoais e aí vemos uma grande mudança. Leonor Teles deixa de ser um personagem presente no filme, como acontecia nas curtas, e passa a ser apenas o espectador, o olho, a câmara, o silêncio.

O filme começa lento, mas a cada minuto vai agarrando o espectador. A família Lobo, da qual retrata o filme, ganha-nos a confiança e vai-se abrindo cada vez mais a cada estação que passa. Os seus medos e frustrações são-nos expostos como se fizéssemos parte deles, como se fossemos mais um dos Lobo, até que no final somos, finalmente, convidados a fazer parte daquela família, num momento que lhes toca e que os faz voltar à tranquilidade.

Terra Franca é um bom documentário, mas será um ainda melhor documento etnográfico daqui a alguns anos. Urge registar a vida de hoje, que parece tão efémera como um “story”. Urge reflectir sobre isso, e valha-nos a Leonor, e mais alguns, claro, que volta e meia nos brindam com estes verdadeiros documentos históricos da vida moderna.

 

Classificação: 7/10

Bilhetes para o filme aqui

Sushiama vai fechar portas


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É daqueles para quem o fim-de-semana rima inevitavelmente com sushi? Então é com pesar que lhe dizemos que a partir do próximo terá menos um sítio onde desfrutar.

O restaurante Sushiama, no largo da Padeira de Ajubarrota, acaba de fazer saber aos seus clientes e seguidores que o espaço irá encerrar permanentemente. Nas redes sociais o restaurante japonês afirma que aquele mesmo espaço dará lugar a um novo projeto e a uma nova gerência que se vira, essencialmente, para os sabores italianos.

Se não consegue deixar de prestar uma última homenagem de despedida aos temakis, nigiris ou sashimis e à qualidade a que o estabelecimento nos habituou, é melhor apressar-se para reservar mesa. O restaurante encerrará os seus serviços já no próximo dia 13 de Janeiro.

 

Texto: Marta Lopes
Fotografia: DR

Salvador Martinha: “Não sei se hoje em dia o meu tipo de stand-up é para toda a família”


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Estivemos à conversa com o humorista Salvador Martinha, depois do seu show em Alcobaça. Ele que segue em altas nesta temporada 2018/2019 com o seu novo solo Cabeça Ausente (atua em Leiria e Caldas da Rainha ainda este ano). Falou-nos do seu défice de atenção, a evolução do humor e alguns dos projetos pessoais.

 

Porquê o nome Cabeça Ausente para o teu espetáculo? Surgiu naturalmente ou tem um pouco a ver com a tua própria distração?

Sim, eu sempre fui distraído e está relacionada com isso. Há ideias que já me acompanham há algum tempo. Por exemplo: o “Défice de Atenção” (nome do antigo solo de stand-up) era uma delas. Tive no outro dia no psicólogo e ele disse-me que eu tinha défice de atenção, o que é natural porque tenho muita dificuldade em concentrar-me. A questão é que quando estou distraído, eu não estou a pensar em branco.  No fundo este espetáculo é aquilo que eu estou a pensar quando aparentemente estou distraído.

 

Que acontece também quando estás a comunicar diretamente com o teu público…

Acontece, claro. Fui pesquisar o termo “Défice de Atenção” no Google, fui dar a um site brasileiro, que dizia que o significado era “Cabeça de Viajante”. Depois decidi alterar o “viajante” pelo “ausente” porque muitas pessoas dizem que eu sou muito ausente, que é uma característica minha. Pessoas diferentes que nem se conhecem entre si, dizem várias vezes que eu sou ausente.

 

Ausente mas tens estado em todo o lado com este teu solo.  Depois deste espetáculo em Alcobaça, ainda vais a mais dois locais do distrito (Leiria e Caldas da Rainha). Corrige-me se estiver enganado: fizeste todas as tours nestas cidades, certo?

Leiria e Caldas da Rainha sempre. Alcobaça é que com esta foi apenas a segunda vez.

 

E sentes alguma diferença deste público do Oeste e centro do país?

Em relação ao Oeste, acho Caldas e Alcobaça um bom público. Por exemplo, ainda hoje (dia 15 dezembro) trouxe alguns temas arrojados e não houve um “eiiiiii” de quem ficasse ou se sentisse minimamente ofendido.

 

Mas já sentiste isso em outros pontos do país? 

O público do Norte é naturalmente mais solto. Mas, sinceramente, acho que cada vez mais o público está a ficar mais “à Norte”. E também cabe ao humorista transformar um público bom, depende sempre de ti. Nunca digo que o espetáculo correu mal por causa do público. Posso, no máximo, dizer que “hoje o público não estava forte”. Nada mais que isso…

Salvador Martinha é um dos expoentes máximos do humor em Portugal

Senti, durante o teu espetáculo, que as pessoas que vêm propositadamente aqui não estão viradas para as cedências do politicamente correto. Concordas?

Claro! Tu ao pagares bilhete já vens com essa predisposição. Não dizes: “Vou pagar 12 euros para não me rir”. Eu acho que as pessoas sabem ao que vêm, isso é a vantagem de seres comediante há algum tempo. As pessoas conhecem e já sabem que vêm rir.

 

E sentes que o teu próprio stand-up também evoluiu com isso?

Este espetáculo é um bocado diferente dos outros, é mais denso. Os temas são diferentes. Não sei se hoje em dia este tipo de stand-up é para toda a família. Se colocares o meu texto a um humorista mais pesado, se calhar as pessoas vão achar as piadas mais pesadas, também.  Eu tenho esta cara meio fofinha e às vezes digo as piadas e “AHAH” (na minha cabeça). Ninguém riu mas lancei a “bojarda”! Gosto de estar nesse limite.

 

Pois, agora o teu espetáculo até é para +16…

Sim, exatamente esta questão que te falei. Mas trazias um miúdo de 14? Depende sempre mas provavelmente também conseguiria assimilar estas piadas.

 

O que achaste do Prós e Contras sobre os Limites do Humor. Tens alguma opinião sobre o tema?

Se agora estivesse na rádio colocava uma música por cima. Para mim é um tema repetido. Por exemplo, se eu de comboio todos os dias para chegar ao trabalho, não me convidem para andar de comboio. É por aí! Acho que os humoristas verdadeiros têm todos a mesma opinião. Não gosto de crescer do meu trabalho à conta de polémicas, entrevistas, etc. Prefiro genuinamente conquistar as 200 pessoas que estavam aqui hoje, do que 8000 no Prós e Contras por uma coisa que eu digo todos os dias. Não quero esse doping!

 

Preferes ter o teu espaço para dizer as coisas à tua maneira, não é? Foi também por isso que criaste o teu podcast “Ar Livre”?

Sim, exatamente. Essa é a minha verdadeira resposta! Viste a quantidade de pessoas em Alcobaça que conheciam o podcast? Para aí 25%, é uma boa fatia. Quanto ao podcast é algo que eu gosto muito de fazer. O que me custa mais é a regularidade. E não me importo de o fazer gratuitamente até porque é o que costumo dizer: se a malta não vem aos meus espetáculos, eu não preciso de patrocínios. Só me quero preocupar em fazer mais e melhor! Agora aquilo tem a sua limitação que também é a sua maior força: como não tem imagem acaba por ser a limitação para crescer mas no fundo também é a grande força do podcast.

 

Li que também vais voltar com o teu programa de youtube “Sou Menino Para Ir”…

Sim, vamos para a Fox Comedy. Digam às pessoas para lançarem desafios. Aliás, que a própria TIL lance um desafio. Quem sabe se ainda não apareço por cá.

Música de pianista da Marinha Grande em destaque na nova publicidade internacional da LG (vídeo)


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Chama-se André Barros e é um dos mais ativos jovens compositores portugueses na cena internacional.  Entrou em 2019 com o pé direito, não fosse dele a música da nova televisão do futuro.

O futuro está mais perto do que nós imaginamos e, por isso, a LG entrou, em 2019, com um vídeo da nova tecnologia, que auto-intitula da televisão do futuro.  A nova televisão 4K é dobrável, cabe numa caixa rectangular de forma a que o ecrã não arruine a decoração da casa. E, melhor que tudo isto, tem André Barros e o seu piano a conduzir esta história de inovação, mas igualmente próxima do telespetador.

O pianista, natural da Marinha Grande, é já um expert em anúncios de algumas das mais importantes marcas do mercado. Entre elas destacam-se temas para publicidades da Volvo, Volvo Trucks, Craft, Stihl, Dometic, entre outras. Tudo isto acontece com frequência porque André, como disse à TIL, está ligado a uma produtora sueca. Se bem que trabalha diretamente com “agências de publicidade suecas, alemãs e neste caso, sul-coreanas”.

Fotografia: Ricardo Graça

“Felizmente tenho conseguido produzir bons resultados e não desiludir, apesar de muitas das vezes trabalhar com deadlines muitíssimo complicados”, confessa André, sobre esta frequência e intensidade das composições que produz para estes anúncios publicitários.

André Barros trabalha de perto com a editora leiriense Omnichord Records com quem já editou dois álbuns de originais. Além do projeto a solo destacam-se, também, colaborações com a islandesa Myrra Rós e, mais recentemente, com Valter Lobo, com quem criou os Lobos de Barro.

O novo vídeo da LG, com a música de André Barros: