Quer interpretar Queen à frente do Mosteiro de Alcobaça? É o desafio da Cistermúsica


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A Cistermúsica propõe um desafio minimamente diferente.

“I Want To Break Free”? “We Will Rock You”? “Bohemian Raphsody”? Se é fã dos Queen e gosta de cantar (ou é apenas um Ás do karaoke) saiba que o Cistermúsica está a oferecer uma oportunidade única.

Já é conhecida a presença dos The Queen Symphony, no Mosteiro de Alcobaça, dia 12 de julho, com o Coro e a Banda Sinfónica de Alcobaça. A grande notícia é que a Cistermúsica vai convidar alguns fãs a subir a palco e a cantar um dos temas mais emblemáticos dos Queen.

Segundo a zona da inscrição, este desafio é lançado a pessoas de todas as idades, com ou sem experiência em cora e disponibilidade para os ensaios (a começar em Abril).

A Cistermúsica é um evento de música em Alcobaça. Organizado pela Banda de Alcobaça / Academia de Música de Alcobaça, com o apoio institucional do Munícipio de Alcobaça e da Direção-Geral das Artes, o Cistermúsica traz, anualmente, alguns dos melhores intérpretes de música e de dança na cena nacional e internacional.

Contactos:
info@cistermusica.com · 967 716 647

 

Pedro Teixeira da Mota na Benedita – e dá para contar os lugares disponíveis


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O humorista português vai voltar a atuar no distrito, depois de duas datas esgotadas em Leiria.

Foram comunicadas novas datas para Caramel Machiatto, de Pedro Teixeira da Mota , que vai estar na Benedita, pela primeira vez, depois de dois espetáculos esgotados em Leiria.

O humorista português que também é conhecido no mundo da internet pelo programa Erro Crasso, que partilha com Luís Franco-Bastos, chega à Benedita para apresentar o seu novo solo de stand up comedy, apenas seis meses depois de ter vindo a Leiria apresentar o seu primeiro solo Impasse, agora também disponível no youtube.

O humorista tem, igualmente, ativo o seu ask.tm, o podcast humorístico de Pedro Teixeira da Mota e um dos mais ouvidos em Portugal.

O espetáculo, de sessão única, está marcado para o dia 9 de abril, às 21h30, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita. Pode adquirir os bilhetes, pelo preço único de 12,50€, na bilheteira online.

Aleluia! Finalmente abriu o novo Fitness Hut Leiria

Fitness Hut Leiria

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O novo ginásio de Leiria, da cadeia Fitness Hut, é gigante, ocupando 1362 metros quadrados!

Os leirienses podem finalmente exercitar-se à vontade. Está aberto, desde o dia 12 de fevereiro, mais um ginásio em Leiria – o Fitness Hut, o primeiro da marca no distrito de Leiria. 

Esta foi a 43ª unidade da cadeia Fitness Hut, instalada no novíssimo LIS Shopping.  Devido a efeitos burocráticos, o ginásio viu-se obrigado a adiar a sua abertura por praticamente dois anos.

Quanto ao espaço, ele é gigante. 1362 metros quadrados, sendo que a área de treino ocupa 392. É nesse espaço que os sócios poderão encontrar sete áreas distintas de treino: máquinas cardiovasculares, resistência, musculação, treino funcional livre, combate, pista de print e uma zona só para alongamentos. Além dessas zonas, também existem três estúdios destinados a aulas de grupo.

Tal como outros tantos ginásios, os serviços de PT e nutrição são, também, uma realidade de forma a melhorar a vida dos desportistas.

Neste momento existe uma campanha da cadeia Fitness Hut, com inscrições a partir de 5,50€ por semana.

A TIL está atenta ao mercado e destacou alguns ginásios Crossfit que deve deixar debaixo de olho caso esteja com vontade de treinar até à exaustão.

O DeBorla agora é hôma e instala-se em Leiria


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O antigo DeBorla fez um rebranding e agora é hôma. Além das lojas existentes, vão ser inauguradas novas três. Uma delas é em Leiria.

O DeBorla já era. A marca de elementos decorativos apostou num rebranding e mudou o seu naming para hôma. Associada a esta nova marca, estão também idealizadas três novas superfícies. A primeira já está confirmada e vai ficar em Leiria!

As antigas instalações da AKI, situado nos Parceiros, foram as escolhas da hôma para a localização do novo espaço.  A abertura desta nova loja está marcada para o primeiro trimestre de 2020, ou seja, deverá estar pronta no mês de Março.

A marca assinala em 2020 o seu 20º aniversário e esta mudança tem o objetivo de ajustar a imagem da marca à sua oferta e posicionamento, de forma a fazer refletir a sua evolução.

De relembrar que a agora hôma conta com outra loja no distrito, situada em Porto de Mós.

Glovo – já há comida de um lado para o outro na Marinha Grande (e Leiria)

Glovo Marinha Grande

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A Glovo está em Portugal há algum tempo, mas a Marinha Grande e Leiria são as primeiras cidades do distrito a usufruir deste serviço

Na Marinha Grande também já não vai precisar de ir ao restaurante para contemplar uma boa refeição de excelência. A Glovo chegou à “cidade do vidro” e agora já é possível receber comida à porta de casa, através da app da plataforma (Android e iOS). 

Leiria foi o outro local contemplado do distrito, sendo que esta plataforma espanhola irá fazer concorrência, nesta cidade, às já existentes: Pede & Come e Uber Eats

Para já, é possível encomendar refeições para os amantes de hambúrgueres, cozinha italiana, japonesa, indiana e portuguesa. A Moo Hamburgueria, Oficina do Hambúrguer, Pizzeria Sanremo, LOBO, Yevgen, Taberna Caphe Café e Cocounuts Leiria. Além destas opções, também é possível encomendar em cadeias internacionais como é caso da Pizza Hut, Pans & Company e Subway.

A Glovo está agora presente em 31 cidades do país, nomeadamente, na Amadora, em Almada, Aveiro, Barreiro, Braga, Cascais, Coimbra, na Covilhã, em Ermesinde, Faro, no Funchal, em Guimarães, Lisboa, Loures, Maia, Matosinhos, Odivelas, Oeiras, no Porto, em Ponta Delgada, Queluz, Rio Tinto, Seixal, Setúbal, Sintra, Torres Vedras, Vila Nova de Gaia, Vila Real, Viseu e, agora, Marinha Grande e Leiria.

A Glovo é uma startup espanhola fundada em Barcelona, em 2015. É um serviço de recolha e entrega de produtos encomendados pelo meio da aplicação móvel. Além de alimentos, pode também transportar outros bens como: documentos, chaves esquecidas de casa, produtos de parafarmácia ou de puericultura.

Crítica: “Diamante Bruto” é o filme que faz de Adam Sandler uma verdadeira jóia


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“Diamante Bruto” é um filme diferenciador, a começar logo pelo ator principal.  Adam Sandler trocou as comédias ligeiras e banais por um thriller à flor da pele

Quem acedeu à Netflix nos últimos dias, certamente que lhe foi recomendado “Diamante Bruto”, logo no destaque principal da plataforma. Pudera, é provavelmente o filme mais esperado de Adam Sandler nas últimas décadas, por estar longe das comédias sem nexo e repetitivas, onde o ator costuma ser protagonista. Aqui, Sandler reinventou-se e mostra, num filme de mais de 2h, que é um ator que deve ser levado a sério.

A película é dirigida pelos irmãos Safdie (Josh e Benny), com produção executiva do ilustre Martin Scorsese e tem tudo aquilo que não estamos à espera de ver num filme com Adam Sandler: impactante e sem deixar o olhar de vista do ecrã.

Sobre a história, Howard Ratner (Adam Sandler) é um joalheiro judeu que trabalha na Diamond District, pequeno bairro em Manhattan (Nova Iorque), conhecido pela venda de joalharia de luxo, incluindo diamantes raros.

Howard é uma personagem que vive acima dos seus limites, sejam eles monetários ou relacionais. É viciado ao jogo (apostas) e tem uma amante (empregada da sua própria loja), enquanto gere o processo de divórcio com a atual mulher. É um americano nato nas suas pressas de vida, na busca do melhor de cada dia e do momento, sem pensar bem nas consequências dos seus atos, bem próximo do lema “carpe diem”.

A personagem interpretada por Adam Sandler consegue, através do mercado negro, obter uma opala negra (equivalente a um diamante de sangue), oriundo das minas na Etiópia. O preço daquele diamante obriga-o a procurar alguém que lhe consiga pagar uma fortuna. Encontra então na sua loja a estrela da NBA, Kevin Garnett (interpretado e bem pelo próprio). O jogador de basquetebol fica fascinado com tamanha preciosidade e está a fim de pagar uma loucura para ficar com aquela pedra para sempre.

Uncut-Gems crítica

Paralelamente, a vida de Howard caminha numa escala vertiginosa que não parece ter fim. Apear do negócio na loja não correr assim tão mal, o joalheiro não se consegue controlar e o vício das apostas intensifica-se, de tal forma, que todos os ganhos seguem esse caminho, mesmo quando ainda nada está garantido.

A linha entre adorar a personagem em algumas cenas e odiá-la em tantas outras é muito ténue. Todos simpatizam com alguém que arrisque e é optimista, como também se chateia facilmente com alguém que não parece ter controlo sobre si próprio e sem grandes modos de encarar a vida. É nesta personagem quase bipolar que Adam Sandler quase chegou à nomeação de melhor ator principal nos Óscares (fica-lhe a bastar as críticas positivas para continuar neste registo mais… profissional).

“Diamante Bruto” é um filme que vai por caminhos que não estamos habituados a ver no cinema. Enfrenta a aflição de alguém viciado ao jogo, com o optimismo que o melhor da vida está sempre para chegar. O filme está disponível desde o dia 31 de janeiro, na plataforma de streaming Netflix.

Classificação TIL: 7,5/10

 

Entrevista a Chico Bernardes: “Conhecer as figuras da música do nosso país tem outro encanto e nos dá inspiração”


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Teresa Neto
Teresa Neto
                       

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    O músico brasileiro Chico Bernardes chega a Portugal pela primeira vez com 20 anos. Em conversa com a TIL, conta-nos as suas referências junto do pai Maurício Pereira e irmão Tim Bernardes, a sua perspetiva na música e sonhos para o futuro.

    Chico, para começar a nossa intro preciso de saber a tua idade. Ainda tens 20 ou já fizeste 21?
    Chico Bernardes: Tenho 20. Faço 21 no dia 10 de junho…

    A sério? Sabes que 10 de junho é feriado em Portugal. Aliás, Dia de Portugal e de Camões, um dos nossos principais poetas…
    CB: Wow! Sério? O João Gilberto, da música brasileira, também faz anos nessa data. Agora essa do Camões não fazia ideia.

    Chico Bernardes encheu o Atlas Hostel, em Leiria
    Chico Bernardes encheu o Atlas Hostel, em Leiria

    É verdade. Pronto, já valeu a pena este trecho de entrevista. Mas vamos falar da tua música: as tuas músicas são super introspetivas. A questão é que tens 20 anos. Eu aos 20 era super ingénuo, não tinha capacidade para guardar assim informação e transformá-la em arte. Como foi esse processo?
    CB: Este é um disco que fala bastante de amores e de questões existenciais. Os amores eu sempre tive, as questões existenciais  eu fui começando a ter aos 14, 15 anos. Sempre fui uma pessoa de pensar muito! Sempre tive esse lado motor muito forte: por exemplo adorava coisas relacionadas com circo, como por exemplo o malabarismo. Depois por volta da mesma idade das questões existenciais, comecei a ter mais contacto com a música. Comecei a tocar violão, comecei a compor… Há músicas no disco que as escrevi com 16 anos.

    Ou seja, tens músicas que já escreveste há quatro ou cinco anos. Ainda te revês nessas letras?
    CB: Sim, elas às vezes voltam para a minha sombra (risos).

    Aquilo que conseguiste desenvolver em tão tenra idade foi mais devido a trabalho da escrita ou ao próprio talento na música?
    CB: Isto foi surgindo. Estava a aprender a tocar violão e, às vezes, juntava uns acordes e depois foi tudo meio espontâneo. 

    Achas que esta “psicologia das palavras” que usas nas tuas canções, serve de inspiração às pessoas que as ouvem e têm dificuldade em se expressar?
    CB: Espero que sim! É um disco bem para dentro. Tem uma coisa bem pessoal, mas ao mesmo tempo as pessoas identificam-se com ele porque você fala consigo mesmo. Não se trata de nenhum evento ou ocasião especial. É uma coisa vaga e aberta, cabe a cada um sentar e analisar ao seu jeito.

    A tua música é simples: só tu e o violão.  Para quem vê pode achar até mais amador, não no mau sentido da palavra, claro…
    CB: Há uma coisa que os brasileiros dizem: “É fácil tocar violão. É dificil é tocar violão bem”!

    Era exatamente aí que queria chegar. O que cativou mais em tocar violão foi essa simplicidade?
    CB: Sim. Teve muito neste disco de coisas mais complexas que partiram de elementos mais simples. Às vezes são poucos acordes. Eu estou agora na faculdade a estudar violão e temos muito a escola brasileira de bossanova, harmonia específica. Com menos acordes, conseguimos chegar a uma melodia simples, mas muito bonita na mesma.

    "Astronauta" é um dos temas mais conhecidos de Chico Bernardes
    “Astronauta” é um dos temas mais conhecidos de Chico Bernardes

    As tuas músicas têm sempre entradas muito fortes. Os primeiros versos ficam na cabeça de tal forma que faz parecer o jornalismo em que também somos obrigados a escrever entradas fortes para agarrar os nossos leitores…
    CB: A verdade é que pensei nisso, tanto na letra como no próprio instrumento. Testei e vi o que poderia funcionar melhor. Ao início até havia músicas demasiado parecidas com outras e tive de remisturá-las. Porque apesar de ser um disco só de voz e violão, tem de ter o seu diferencial. Cada música tem a sua maneira de existir. Quando comecei a tocar nos primeiros shows, as pessoas falavam que as músicas eram parecidas e não conseguiam distinguir umas das outras. Quando fui montar os arranjos, pensei nisso e desenvolvi esse diferencial.

    Indo da música aos teus sonhos em pequeno: já alguma vez tinhas pensado em ser astronauta?
    CB:  Quando era pequeno fiquei muito chocado quando a minha avó morreu. Fiquei muito triste, principalmente porque sabia que ela tinha morrido sem nunca ter ido ao espaço. Deveria ter uns 6 ou 7 anos! Sempre gostei dessas figuras: por exemplo o Buzz Lightyear. Quando comecei a escrever essa música foi a soma disso tudo.

    Na tua música também tens a parte familiar?
    CB: Sim, um lado afetivo muito grande.

    E pela tua família estar muito ligada à música, também tinhas essa vontade de ser artista?
    CB: Eu falava que não ia ser músico. Já tinha gente a mais na família e preferia outra coisa. Apesar da música nunca ter ficado ausente da minha vida. Ela sempre foi comigo para todo o lado.

    Lembras-te de ir em pequeno a concertos com o teu pai ou até a concertos do teu pai? Que memórias tens?
    CB: Eu ia muito, com esta avó que faleceu, aos concertos do meu pai. Ela deixava-me lá num cantinho estratégico e assistia assim aos shows do meu pai. Outra lembrança quando era muito pequeno, devia ter uns 3 anos, era que o meu pai tinha um disco de marchas de carnaval brasileiro. E eles tocaram exatamente na escola onde eu estava – foi assim um primeiro contacto com a música do meu pai artista. Toda a banda com as camisas floridas, ali no centro de São Paulo. Nunca mais me esqueci.

    E fora a família quais são outras referências que tens na música?
    CB: De brasileiros, adoro o Caetano Veloso. Na música brasileira também tenho de destacar o Gil e o Milton – esse trio merece destaque. Mas só apenas quando entrei na faculdade é que levei mais a música deles comigo. Até à faculdade, ouvia coisas como Bob Dylan, Neil Young, Joni Mitchel.  Mas conhecer as figuras da música do nosso país tem outro encanto e nos dá inspiração. Eles fazem parte da história do lugar que agora tá ocupando. Ver eles como a geração nova que já tá velha e nós, como jovens que ocupam agora essa nova geração.

    Apesar de estar mais à vontade com o "violão", Chico Bernardes também usa por vezes o piano
    Apesar de estar mais à vontade com o “violão”, Chico Bernardes também usa por vezes o piano

    Tens outro estilo musical que aprecies e (ainda) não toques? Ou então que te inspire de alguma forma?
    CB: Gosto muito de piano clássico. De Debussy, de Ravel. Estudei muito o movimento impressionista francês, que tem uma delicadeza de tocar notas de piano – eles tocam notas muito baixas e depois ter essa capacidade de crescer. Acho isso inspirador. Apesar de ser diferente do que eu toco. Mas de alguma forma os gestos são parecidos!

    E há alguma forma de num futuro próximo podermos ouvir um single que tem como protagonistas os filhos Chico, Tim e o pai Maurício?
    CB: Eu gostava. O meu pai lançou um disco há pouco tempo chamado “Outono no Sudeste”, onde nós os três – eu, o Tim e a minha irmã fizemos os coros desse disco. Depois no disco de apresentação cantamos todos essas músicas ao vivo.

    E gostaram da experiência de estarem unidos como família?
    CB: Foi uma experiência interessante, sim (risos)!

    Sobre o Brasil, Portugal tem estado atento às atualizações e do estado político do vosso país. Achas que esse panorama político atual influencia de alguma forma como o artista pode criar?
    CB: Com certeza. Como falou em influenciar concordo, se fosse incentivar já era outra questão. A influência que o governo atual tem e que cria dos artistas, e o  facto de não incentivarem a cultura, ter essa negação. É um governo que traz uma face conservadora e está mostrando isso cortando algumas coisas, quase a fazer coisas parecidas com a ditadura de 1964. Este (Bolsonaro) é um presidente que se mostra inspirado com o que aconteceu lá atrás. Por outro lado, isso gera resistência!  Se olharmos para trás, nos momentos em que os governos eram mais opressores, era também quando a arte mostrava mais destreza.

    Por outro lado, achas que há algum medo? Receio da repercussão de falar em temas políticos, por exemplo?
    CB: É. O meu disco fala até de temas mais introspetivos, então são colocadas como forma de resistência e protesto. Você pode ter pessoas da comunidade LGBT que podem usar a voz da música para protestar e reclamar os seus direitos, então isso já é uma forma de movimento muito forte. Por exemplo, quando Bolsonaro foi eleito, houve uma onda de ódio muito forte e as mulheres tiveram um medo grande de se pronunciar, mesmo sabendo que isso era o necessário. A abordagem contrária estava demasiado agressiva. Felizmente as coisas têm melhorado, pelo menos apaziguado nesse sentido.

    E já tens amigos teus que tenham emigrado do Brasil por não se reverem nesse sistema político?
    CB: Sim, um grande amigo meu foi para a Austrália. A casa dele foi assaltada de uma forma muito agressiva, que toda a família decidiu sair do Brasil. Cansaram-se do país e foram à procura de algo melhor. E quem sai é porque não está muito concordando com o que está a acontecer no país e essa insegurança faz as pessoas saírem do seu próprio país.

    Com 20 anos vais conhecendo muitos artistas, alguns até da tua geração ou da própria faculdade. Queres dar alguns nomes brasileiros que ainda não chegaram a Portugal mas merecem ser ouvidos?
    CB: Um nome que tá muito em destaque e é, também, uma amiga, é Ana Frango Eléctrico. Ela tem letras muito interessantes! E tem também outra amiga nossa chamada Sophia Chablau. Gosto muito desses pequenos artistas, como eu, que estão ligados a esta editora chamada Selo.

    E de artistas portugueses algumas referências?
    CB: Pelo meu irmão, fiquei a conhecer o Salvador Sobral e os Capitão Fausto com quem ele fez algumas sessões. Mais antigo, lembro-me de ouvir o Carlos Paredes, assim mais clássico – o meu pai tinha um disco dele. Mais recente lembro do fado da Ana Moura ou o pop da Márcia.

    E sobre o nosso Portugal, pediram-te ou recomendaram-te alguma coisa?
    CB: Dizem sempre para levar ginja. Falam para comer bacalhau e aproveitar toda a comida daqui.

    Chico Bernardes, tal como ele próprio
    Chico Bernardes, tal como ele próprio

    Grandes artistas brasileiros como a Mallu Magalhães ou o Cícero estão a viver em Portugal já há algum tempo. Era também um país onde te imaginavas a viver?
    CB: Tenho interesse, até já pensei nisso. E agora, ao estar aqui, e ver isto tudo tão lindo, até estou com ainda mais vontade de ficar. O Cícero vai estar a ver o meu show no Porto, curiosamente. Ele agora está vivendo lá.

    Por fim, o que o Chico se vê estar a fazer com 30 anos?
    CB: Além da música, tenho muito interesse em trabalhar em trilha sonora. Trabalhar, por exemplo, a sonoplastia de filmes. Às vezes a música independente pode não ser um sustento e a trilha parece ser uma coisa mais viável. Poder pegar e captar a sensibilidade do filme acho muito interessante.

    Bolt instala-se em Leiria e agora vai ser mais fácil fazer viagens rápidas e a baixo custo

    Bolt Leiria

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    A concorrente da Uber é a primeira companhia do género na cidade de Leiria. E chega com grandes descontos para os utilizadores!

    Quem já viveu nas grandes metrópoles nacionais deve conhecê-la como Taxify. Há cerca dois anos ganhou o nome de Bolt e foi crescendo um pouco por todo o país. Agora, em 2020, começa a operar na cidade de Leiria.

    Para quem não a conhece, esta é a “principal plataforma de mobilidade europeia” e uma das principais concorrentes da Uber. Funciona como uma solução de transportes para viagens mais rápidas, cómodas e económicas, funcionando como um concorrente direto dos táxis.

    A chegada a Leiria traz com a Bolt grandes vantagens e promoções para os utilizadores: a operadora oferece um desconto de 50% nas primeiras cinco viagens, após o registo e respetivo método de pagamento. Para isso, só tem de instalar a app no telemóvel (seja ele um dispositivo iOS ou Android).

    Segundo David Ferreira da Silva, proprietário da Bolt Portugal, a cidade de Leiria foi uma escolha da companhia pelo facto de “ser uma das cidades no centro do país mais densas em termos populacionais“, sendo esta uma “ótima oportunidade para oferecer um serviço de qualidade mais cómodo e acessível aos utilizados desta zona do País”.

    Além das grandes metrópoles (Lisboa e Porto) já acima referidas, a Bolt também está presente na região do Algarve e nas cidades de Braga, Aveiro, Guimarães, Coimbra, Águeda, Figueira da Foz, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, Estoril, Cascais, Ericeira, Setúbal e Alverca. Ao mesmo tempo de Leiria, também foi anunciada a presença da Bolt na Ilha da Madeira.

    Gabriel o Pensador no Dia da Cidade e mais dois artistas confirmados para a Feira de Leiria

    gabriel pensador leiria

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    O brasileiro é o artista internacional convidado para a Feira de Leiria, que acontece em Maio. Pedro Abrunhosa e Piruka são outros dos artistas já confirmados

    2, 3, 4, 5, meia, 7 e 8, está (quase) na hora de molhar… na Feira de Leiria. É isso mesmo que está a pensar. Lançada em 97, no álbum Quebra-Cabeça, é uma das canções mais conhecidas de Gabriel, o Pensador, o mítico rapper brasileiro.

    O rapper vai mesmo passar por Leiria e é o primeiro grande nome internacional da feira mais conhecida da cidade.  E já não fosse esta uma grande novidade, está também confirmado o dia – 22 de maio (sexta), dia da cidade de Leiria. Músicas como “Cachimbo da Paz” ou “Solitário Surfista” não vão faltar!

    Para a edição de 2020 da Feira de Leiria, também conhecida como Feira de Maio, já estão confirmados mais dois artistas nacionais: Piruka e Pedro Abrunhosa estarão a atuar na cidade nos dias 22 e 23 de maio, respetivamente. Ou seja, Piruka fará muito provavelmente a abertura para o rapper brasileiro, no Palco Estádio.

    Quantos aos bilhetes, os preços ainda não foram revelados. As informações sobre os ingressos deverão aparecer neste site nos próximos tempos.

    Crítica: The Farewell é o melhor exemplo da importância de uma avó na nossa vida


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    “Baseado numa mentira real”, é a introdução de um filme, sobretudo, introspetivo. Uma mistura de culturas e géneros cinematográficos obrigatórios

    Uma verdade avassaladora ou uma mentira piedosa? Na nossa própria vida já nos questionámos sobre este dilema centenas de vezes. E tudo devido às possíveis consequências dessa escolha.

    Em “The Farewell”, o filme “baseado numa mentira real” retrata uma jovem adulta nascida na China mas criada em Nova Ioque (EUA) . Billi (Awkwafina), recebe a notícia de que a sua avó Nai Nai (Shuzhen Zhao) está com um cancro estágio 4, ou seja, um cancro terminal que não lhe dará muito mais do que alguns meses de vida.

    E qual o grande conflito? Toda a família sabe do sucedido, ao contrário da própria avó. O objetivo desta omissão a Nai Nai não ter de lidar com essa frustação, de forma a viver o resto do tempo mais despreocupada. Esta é uma prática comum na cultura chinesa – diz-se inclusive que as pessoas com cancro não morrem da doença mas sim, devido ao medo.

    Assim sendo, Billi e a restante família inventam um casamento falso, de forma a juntar toda a família na China e dar uma razão plaúsivel para convencer Nai Nai.

    O ângulo desta película não se centra na morte da avó mas sim no resto da vida e da conexão familiar num momento tão delicado. Não há efeitos nem diálogos longos retirados de livros – tudo soa a natural, tudo se parece como se estivessemos a falar (e sobretudo a viver!) com a nossa própria avó.

    É esta humanização da relação avó-neta, em conjunto com a mentira, que traz mais sorrisos que tristezas, que nos guia por estes quase 100 minutos de filme.

    De referir, também, a aposta bem conseguida de juntar o mandarim à língua inglesa, quase num 50/50, sem que isso distraia ou confunda o telespetador. 

    Um grande fun fact deste filme é que a personagem principal Billi (Awkwafina) é a grande substituta da realizadora e argumentista Lulu Wang, que aqui retrata a sua história de vida. É, por isso, mais uma razão para o filme se tornar facilmente humanizado e  ter níveis de proximidade intensos.

    Wang recebeu a mesma notícia em 2013, quando soube que a sua avó estava com uma doença terminal. Aí o casamento ficcionado de um primo foi o esquema para juntar toda a família, num último adeus à predestinada avó.

    Com o prémio de melhor atriz principal nos Globos de Ouro, este é um filme sobre a vida.  Mais curta para uns, mais dorida para outros. Este é o exemplo de filme perfeito para explicar que o relógio não pára e que temos de aproveitar para dizer tudo o que sentimos aos que ainda cá estão.

     

    Classificação TIL: 7,5 / 10