Cíntia de Sá, vencedora do programa Cosido à Mão à conversa com a TIL


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Cíntia de Sá é nazarena, tem 22 anos e venceu a segunda temporada do programa da RTP – Cosido à Mão. Estivemos à conversa com a talentosa jovem, no evento SUBTIL.

Cíntia concluiu o curso de Turismo na Escola Profissional da Nazaré, no entanto a costura foi sempre algo que esteve presente na sua vida, pois a sua mãe sempre lhe “passou o gosto pela costura”.

Mais tarde, quando começou a desenvolver o interesse por esta área, começou a costurar biquínis e fatos de banho, e ingressou em 2016 na escola Maria Modista, em Leiria. A técnica abriu-lhe novos horizontes e foi aqui que ganhou noção do potencial que tinha em mãos. Apaixonada pelo mundo da moda, inscreveu-se na segunda edição do Cosido à Mão e , embora tenha confessado à equipa da TIL que entrou sem a certeza de que iria ganhar, teve a convicção de que aprenderia bases importantes para continuar o seu sonho, sublinhou.

A participação no programa, além de lhe ter conferido uma enorme bagagem, teve alturas não tão fáceis – “começávamos às 5h30 da manhã e chegámos a acabar as gravações às 8h ou 9h”. Além do esforço físico, era importante conter o emocional até porque se encontravam constantemente diante de câmaras.  Entre sorrisos, lágrimas e alguns percalços, os finalistas tiveram de agradar à ‘cliente’ Susana Agostinho, uma das juradas do programa, ao produzir vestidos de noiva, que depois desfilaram na passerelle do White Wedding Weekend. Esta prova final, disputada com o concorrente Mohammad, na Alfândega do Porto teve a duração de duas horas e meia, e a nazarena apostou em flores em renda para finalizar a criação iniciada pela criadora caldense Susana Agostinho, inspirada em Frida Khalo – “foi espetacular ver o meu vestido numa modelo e até a minha mãe esteve presente”– sublinhou.

Cíntia quer ser empreendedora, no mundo da moda. Não valorizando o trabalho em série, gosta de pensar no detalhe único adaptado para cada uma e para cada contexto – “É isto que quero fazer e espero que o programa me ajude a abrir portas, porque esta é uma área muito restrita e desafiante”, relatou.

Neste momento, a jovem nazarena dedica-se mais aos modelos de senhora, não por serem mais fáceis, mas por lhe proporcionarem uma maior capacidade de criação – “tudo o que envolva a moda masculina é mais básico. Assim, consigo ter maior imaginação e fazer coisas novas, é mais estimulante” – comentou.

“A minha marca nasceu quando acabei o 12º ano e me iniciei nas costuras. Desde a primeira peça que fiz que soube que tinha de criar uma marca e dar lucro à formação que estava a tirar e que tanto gosto me dava.” Cíntia acrescentou ainda que, as irmãs, amantes de roupa de praia original e única, contribuíram para estimular o interesse por esta área. 

A sua inspiração vem de várias áreas e até de lugares – “inspiro me em tudo um pouco. Penso que todas as viagens que faço, todos os tecidos com os quais me cruzo despertam-me a atenção e o desejo de criar algo novo”. As ideias de novos projetos são sustentadas em pequenos detalhes e segundo a jovem costureira, são eles que fazem a diferença.

Cíntia de Sá está disponível para orçamentar e costurar, desde uma peça mais simples, como um biquíni até uma mais complexa como um vestido de noiva. Acompanhe de perto os trabalhos desta jovem nas redes sociais.

 

Foto: Luís Ferreira