Cinco bandas de Alcobaça que tem mesmo de conhecer


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O concelho de Alcobaça tem, nos últimos tempos, visto crescer o número de bandas promissoras e está  a tornar-se numa espécie de incubadora de artistas, especialmente se se tiver em conta a dimensão do concelho. Abaixo, seguirá uma curta lista  de artistas alcobacenses que se têm destacado no panorama nacional e que certamente ainda têm muito mais para dar a conhecer.

1. Churky

Diogo Rico, de 25 anos, ou simplesmente Churky, é o nome do momento, após ter vencido o concurso EDP Live Bands. Em abril, lançou o seu EP intitulado “Estórias”. Em 2015, o álbum “Golden Riot”. Conseguiu todos estes feitos de forma independente. No futuro, graças à vitória no concurso, terá a oportunidade de gravar um novo álbum já com o selo da Sony Music, bem como a possibilidade de se apresentar em grandes palcos, como o NOS Alive e o Mad Cool Festival, este último em Madrid.

Em 2016, lançou um single intitulado “Tá Bom, Adeus!”, que foi incorporado no seu EP, tendo-lhe dado maior visibilidade, garantindo-lhe, até ao momento, 25 mil visualizações no Youtube.

Mais recentemente, em fevereiro deste ano, lançou um videoclip para a música “Estórias”, como maneira de introduzir o EP que viria a ser lançado dois meses depois, tendo obtido uma aclamação por parte dos ouvintes.

O músico conta, ainda, com uma participação no Festival da Canção, em 2015, como compositor da música “Mal Menor”,  interpretada pelo tenor José Freitas. 

Para breve, estarão reservadas muitas novidades, seguramente. Por enquanto pode vê-lo no Nazaré After Prom a 2 de junho. Acompanhe-o no Facebook, Instagram ou através do site oficial.

2. Stone Dead

Os bons rapazes de Alcobaça. Se não percebeu a referência, anda algo desatento do fenómeno que é esta banda. Composta por quatro elementos, João Branco, Bruno Monteiro, Jonas Gonçalves e Leonardo Baptista, a banda lançou, em 2017, o muito aclamado álbum “Good Boys”, levando-os a apresentá-lo por inúmeros países europeus, assim como ao Super Bock Super Rock.

Com uma energia cativante e um rock musculado e vibrante, a banda não tem deixado ninguém indiferente aos seus espetáculos e ao seu álbum, conseguindo angariar uma boa e fiel legião de fãs, levando mesmo a que pessoas como Joaquim Albergaria (baterista da banda Paus) e Mário Lopes (jornalista de música no Público) a afirmarem que se trata de um dos melhores álbuns de rock’n’roll gravado em Portugal por portugueses.

Desde então, após terem andado por todo o país – ainda recentemente apresentaram-se no Festival Muma, na ilha do Faial – e por vários países europeus, deram uma boa nova aos seus seguidores, ao anunciarem que estão a trabalhar num novo álbum.

A banda tem tanta qualidade quanto os seus integrantes, visto que Bruno Monteiro (baterista) e Leonardo Baptista (baixista) têm outros projetos paralelos e que se encontram presentes nesta lista, com Mr. Gallini e Fuzzil, respetivamente.

Acompanhe a banda no Facebook ou no Instagram.

3. Plastic People

“Uma banda que carrega toda a emoção de cinco rapazes de Alcobaça. Música simples, mas com uma máscara vibrante, que fala de amor e ódio, luxúria e decadência, através de canções que parecem saídas de um romance punk”. É com esta introdução que a banda, composta por João Tiago, André Frutuoso, Johnny Walker, João Gonçalo e Filipe Tanqueiro,  se apresenta na sua página de Facebook.

Estamos a falar de mais uma banda vencedora do EDP Live Bands, desta feita em 2017, e que tem estado a trabalhar no álbum a lançar sob o selo da Sony Music, pelo que a qualquer momento poderão anunciar a data de lançamento. Mas saiba que que se não gostar de Joy Division, Velvet Underground, Iggy Pop ou Jesus & Mary Chain, dificilmente irá gostar do álbum da banda alcobacense, ainda que isso pareça altamente improvável.

Resta saber se o nome da banda surge como inspiração da música “Plastic People”, de Frank Zappa, mas seja qual for a explicação, supondo que exista uma, a banda tem trabalhado para consolidar o seu próprio nome no mundo da música. 

A banda já foi confirmada como no festival Vilar de Mouros, entre 23 e 25 de agosto, faltando saber o dia da sua apresentação. Acompanhe a banda no Facebook, no Instagram e no Twitter.

4. Fuzzil

Surpresa: mais uma banda de Alcobaça. Contudo, são tudo menos apenas “mais uma banda”. Já com dois EP’s lançados — Boiling Pot e Molten π — este último em 2017, a banda cria o seu som nas influências dos longínquos e psicadélicos anos 60 e 70, transportando para o novo século uma aura carregada de fuzz, distorção e vocais melódicos.

Como foi previamente mencionado, um dos elementos da banda é o baixista dos Stone Dead, sendo que no alinhamento dos Fuzzil, Leonardo Baptista pega na guitarra e ajuda na voz. Os restantes elementos são Filipe Garcia (voz/guitarra), Alexandre Ramos (voz/bateria) e Wilson Rodrigues (voz/baixo).

A banda pretende continuar a ser um porta-estandarte para o que de bom se tem feito na Terra de Paixão, Alcobaça, e levar a sua música ao máximo de salas possíveis e imagináveis.

Os Fuzzil vão atuar no Sabotage Club, Lisboa, a 24 de maio e na Associação Social Desportiva Recreativa de Quintela, Viseu a 21 de junho. Siga-os no Facebook e no Instagram.

5. Mr. Gallini

Por último, mas não menos importante, chega Bruno Monteiro, que sob o pseudónimo Mr. Gallini, encontrou o espaço para se dedicar ao seu mundo alucinado e psicadélico.

Se nos Stone Dead é baterista e ajuda na voz, neste seu projeto dedica-se à guitarra e a dar voz às suas canções que têm causado furor, quer seja pelos temas e melodias ou simplesmente pelos vídeos que o próprio se tem dedicado a realizar.

Para 2018, Mr. Gallini tem preparada uma trilogia de álbuns, que já foi colocada em ação com o lançamento de “Lovely Demos”, em janeiro. E se “Lovely Demos” é mais inspirado nos Beatles, Pink Floyd e várias outras bandas da década de 60, o artista assegurou no programa “É a vida Alvim” em março passado que os restantes álbuns complementares da trilogia serão completamente distintos em termos de sonoridade, indo buscar influências mais recentes.

A Mr. Gallini’s Amazing Trilogy foi gravada e misturada no quarto do artista em Pisões, Alcobaça, totalmente sob a sua responsabilidade e com toda a liberdade criativa inerente a esse ambiente mais intimista.

Pode ver o artista a 25 de maio no Theatro Circo, Braga, e segui-lo no Facebook.