Crítica: “Festival Eurovisão da Canção: A história dos Fire Saga”, um presente de fãs para fãs


Estreou finalmente o novo filme protagonizado por Will Ferrel: Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga. Quer rir um pouco e em família? Bom, aproveite para ver este novo filme que não é só um musical como também uma comédia, ainda que um pouco fraca. Apropriada para ver com amigos no final da tarde ou depois de um dia de trabalho aborrecido. Claro que, para quem é fã do Festival, vai encontrar vários bons momentos no decorrer do filme.

Rachel McAdams junta-se a Will Ferrel para protagonizarem a história dos Fire Saga, uma dupla musical fictícia que tem o sonho de representar o seu país, a Islândia, na Eurovisão. O filme demonstra o percurso destes dois cantores até se tornarem estrelas pop. Lars (Will Ferrel) e Sigrit (Rachel McAdams) formam a banda Fire Saga que, por mero acaso (e depois de algumas mortes), é selecionada para representar o país na maior competição musical da Europa.

É uma história bem simples, mas com uma mensagem muito bonita, talvez inspirada no discurso de Salvador Sobral, vencedor da Eurovisão em 2017. Este festival é um palco de sonhos, onde vários países podem expressar-se livremente através da música e tal como disse Salvador “Music is Felling” – a música é sentimento. No final deste filme, vemos Sigrit numa atuação com muita emoção, tal e qual como é esperado de uma verdadeira atuação do festival europeu. A cena mais sublime do filme é quando o próprio Salvador aparece, por breves segundos, num piano e a cantar “Amar pelos Dois”. Não é o único ex-concorrente a participar no filme, os fãs do festival Eurovisão vão ter vários presentes no decorrer das duas horas de filme.

Sabemos que Will Ferrel também é fã do festival Eurovisão e nota-se, ao longo do filme, que a história respeita o espírito do festival e é basicamente uma celebração do mesmo. No entanto, quem não conhece este festival pouco fica a conhecer. O palco principal é o da Eurovisão, mas no final, acaba por ser bastante secundário. Os espectadores não vão entender como funciona o festival, provavelmente até vão duvidar da sua existência porque o humor do argumento é fraco e tipicamente americano – básico e sem criatividade. Mas não é algo que surpreenda, toda a carreira de Will Ferrel é em torno deste género de histórias e personagens.

Quem salva? Rachel McAdams, que consegue conquistar-nos com a personagem Sigrit, não só pelo seu talento e ambição, mas porque a respeitamos pela força que teve ao enfrentar toda a pressão do festival da canção.

O Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga é muito longo e não há nenhum motivo plausível que justifique demorar duas horas. É uma comédia que não desafia e pode ser perfeita para as pessoas que apenas procuram um entretenimento simples para descontrair.

Mesmo que possa ser maçador e de riso forçado, o filme transmite que os sonhos são válidos para todos e em todo o mundo. Só é preciso sentimento, força e ter as pessoas certas ao nosso lado. O resto, é mais fácil do que parece…

Classificação TIL: 6/10

 

Texto: Sofia Correia