Reportagem: Não era fã de sushi e finalmente converti-me


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O nosso editor Rui de Sousa foi experimentar o novo sushi do Claustro Experiences, no Mosteiro do Leitão. Veredito? Ficou completamente rendido!

Primeiro de tudo, para desmistificar o conceito, esta não é uma reportagem de típico influencer. Nada contra, claro. Mas aqui vou além de uma clássica foto de um rolo de sushi à frente do olho esquerdo – venho-vos falar daquele momento, que muito de nós já passámos, da evolução de um não apreciador de sushi a um ávido fã desta iguaria japonesa.

E tudo acontece no momento em que vou jantar com um amigo ao novíssimo Claustro Experiences, do Mosteiro do Leitão. Segunda questão: não comecem já com o preconceito básico que num restaurante em que o leitão é rei, não se consegue comer um sushi de elevada qualidade. Até porque do outro lado da bancada está Paulo Serrano, um dos sushimans mais conceituados no distrito de Leiria e mestre na área do corte do peixe.

Chegados ao Claustro Experiences, de máscara sobre o rosto (o restaurante também cumpre as medidas de segurança e higienização, sem retirar a experiência que é ir comer com família e/ou amigos) e é-nos recomendada uma mesa encostada a uma parede verdejante, estilo jardim vertical que oferece desde um logo um ambiente familiar e informal ao espaço. 

Começamos bem com uma cerveja artesanal criada pelo próprio Mosteiro do Leitão – uma cerveja intensa no paladar com toques de laranja e madeira na boca. Calma, não sou nenhum expertna matéria, mas o empregado, ao servir, explicou as tonalidades da bebida. A cerveja acompanhou igualmente bem com duas entradas que o chef nos sugeriu: um ceviche de peixe branco, com milho, abacate, cebola roxa, malaguetas e coentros; e um carpacciode peixe branco, com lima, gengibre e coentros.

Isto de passar do Japão ao Perú em apenas uma entrada é uma viagem gastronómica extraordinária, ainda mais neste momento que o vírus não nos deixa fazer grandes viagens pelo Mundo.

As entradas estavam muito apresentáveis, dignas das fotografias mais cobiçadas por bloggers. E acreditem que os sabores não ficavam atrás – o sabor dos coentros nos dois pratos realçou a frescura que tornava o prato mais incrível.

De seguida o tão aguardado sushi. Será que é isto que eu quero? Arrisco naquelas peças mais certas? É que as únicas que sei que gosto são as fritas. E sei que tudo o que seja de salmão ganha pela certa no meu paladar… Mas se este é um dos melhores chef não será este o momento de experimentar um sushi diferente e algo mais arrojado? Sashimi, nigiri, temaki,seriam mais depressa, para mim, jogadores da equipa da série Oliver & Benji do que tipos de sushi? Olho para a ementa e chamo o chef, na esperança que ele pudesse novamente recomendar alguma das suas especialidades. Super atencioso e face à minha ignorância quanto a sushi, o Chef Paulo aconselhou um combinado, com peças de diferentes tipos de sushi. Pareceu-me bem e arrisquei.

Passaram alguns minutos. Primeiro chegou uma excelente taça de vinho branco bem fresco à mesa, que me preparava para o desafio de me converter ou continuar a não pactuar com as iguarias nipónicas. 

O combinado de sushi vinha muito bem-apresentado, com uma cascata de peças de formatos diferentes e aspetos incríveis. Mas agora chegava o momento de provar e, por breves segundos, veio-me à ideia todas as vezes que peguei em pauzinhos, provei sushi e não gostei da experiência. Pois bem, agarrando no nigiricom os dois pauzinhos (até tenho algum talento para os manejar, confesso), molhando na soja e colocando na boca sentia-se perfeitamente a harmonia de sabores e a frescura do peixe – que neste tipo de cozinha é metade do trabalho bem feito. 

Peça após peça, cada vez me ia acostumando mais aos sabores do mar e a pensar como iria explicar aos meus amigos como me tinha transformado num novo (e como agora se costuma dizer) “sushi lover”. 

Podia-vos tentar explicar todas as variedades apresentadas, mas isso iria obrigar-me a pesquisar todos os tipos de sushi, o que além de parecer pouco verdadeiro já que percebo muito pouco do assunto, também seria uma descrição pouco real. O que posso dizer como bom apreciador de comida é que se gostam de sushi ou nunca o provaram, o Claustro Experiences (Mosteiro do Leitão) e o Chef Paulo vão superar as vossas expetativas degustativas!

Para terminar, o Claustro recomendou-nos a sua sobremesa pós-sushi – Mochi de Cheesecake. Como bom viciado em sobremesas que sou, os morangos juntos com o cheesecake terminaram na perfeição a minha refeição e reeleição de sushi na minha vida. 

Para quem se quer convencer a gostar, a minha dica é ir ao lugar certo para provar um mesmo de boa categoria, com amor incluído. Assim todos aqueles nomes nunca mais vão parecer nomes de jogador do Oliver & Benji.

 

Foto: Luís Vicente