Crítica: O novo filme de Borat é a sátira perfeita à América atual

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Provocante e esclarecedor quanto ao mundo atual. É desta forma que conseguimos adjetivar este Borat formato 2020, que estreou em streaming na Amazon Prime Video.

2020 está para o ser comum como um dos anos mais desagráveis de sempre mas depois temos novidades de um novo Borat e é aí que o mundo parece voltar a ter esperança. O alter-ego cazaquistanês de Sasha Baron Cohen nasceu há sensivelmente 14 anos, como um verdadeiro sucesso de bilheteira (não muito diferente de outras personagens de luxo que criou como Ali G ou Bruno). Volta, em plena pandemia, e passa dos ecrãs de cinema para os mais acostumados serviços de streaming, neste caso a Amazon Prime.

14 anos é muita fruta. Há uma nova geração a disparar, cada vez mais mindsets a mudar quanto ao nosso planeta mas há uma coisa que não muda: Borat! “Borat, O Filme Seguinte” retrata uma América praticamente inculta neste modelo atual governado por Trump e a interpretação do Covid-19 na vida dos residentes americanos.

A sinopse deste filme não é assim tão diferente do primeiro filme. Aqui o jornalista está encarregue pelo governo do Cazaquistão de entregar um presente ao vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, com o objetivo de fortalecer a ligação dos EUA com o seu país de origem. O problema é que, caso não tenha sucesso nesta missão, Borat será torturado e morto à chegada…

É certo que a personagem interpretada por Sasha Baron Cohen eleva a fasquia à ignorância e estupidez das pessoas, mas mesmo assim é necessário ser talentoso para fazer crer aos anónimos que a personagem oriunda do Cazaquistão é genuinamente assim e partilha das mesmas opiniões. Se a interpretação de SBC não desaponta, também somos obrigados a destacar o maravilhoso desempenho de Maria Bakalova (que interpreta a filha de Borat). A atriz (búlgara, boa curiosidade!) que nunca esteve numa grande produção “hollyoodwesca” sai deste filme como grande braço direito no sucesso do mesmo. 

Parece que este Borat 2020 tinha intenção de ter uma missão para este segundo filme, já que as referências ao feminismo, racismo, homofobia, antissemitismo e outros extremismos políticos e sociais são temas usados variadas vezes nos 95 minutos. 

 

Ainda há tempo para o advogado de Donald Trump ficar em posições nada favoráveis, que o poderão deixar em maus lençóis na real life. Tom Hanks também aparece por breves segundos para supostamente ser infetado por Borat e outros tantos momentos hilariantes que só ao ver esta película vai perceber. E se gosta de rir, então vai valer bem a pena!

 

Classificação TIL: 7,5 / 10