Garden Party – a escola francesa de animação


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Bruno Carnide
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Em 2017 recebemos no Leiria Film Fest, uma curta de animação francesa realizada por sete alunos da MOPA (Escola de Animação de Computação Gráfica). Seis dos alunos assinavam a animação 3D, enquanto outro assinava o som.

“Garden Party” viria a não vencer o prémio desse ano em Leiria (perdeu para “Catherine”, a curta que vos mostrei o mês passado), mas no ano seguinte estava entre os cinco nomeados aos Oscars de Melhor Curta-metragem de Animação, onde também não viria a vencer.

Prémios à parte, deliciem-se com este 3D hiper-realista sobre sapos.

 

 

 

Catherine – humor belga em dose curta


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Bruno Carnide
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Estávamos em Março de 2017, e no Teatro Miguel Franco em Leiria, a curta-metragem “Catherine”, estreava nacionalmente aquando da 4.ª edição do Leiria Film Fest.
 
A curta de animação da belga Britt Raes conquistava o coração do Júri leiriense e recebia, aquele que na altura era o seu 3.º prémio do currículo.
Três anos, 200 festivais e 50 prémios depois, a curta está disponível online para todos!
 
Preparem-se para dez minutos de puro humor belga. Para quem tem filhos, esta curta é óptima para ver em família!

 

Catherine from Creative Conspiracy (CC) on Vimeo.

Crítica: “Snu” – Uma simples história de amor com uma fotografia brilhante


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Bruno Carnide
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Snu é o mais recente filme da realizadora portuguesa Patrícia Sequeira, conhecida da realização de várias telenovelas e das bem sucedidas séries: Depois do Adeus e Terapia.

Depois da sua primeira longa-metragem Jogo de Damas (que passou um pouco despercebida do público), Snu assume-se como o maior projecto de cinema da realizadora, pelo menos de forma mediática, dada a temática que aborda.

Trata-se, então, de um filme biográfico que retrata a controversa história de amor vivida entre Snu Abecassis – uma dinamarquesa, fundadora das Publicações Dom Quixote -, e Francisco Sá Carneiro – fundador e líder do PPD-PSD, que mais tarde viria a ser Primeiro-Ministro de Portugal.

O romance, como todos sabemos, termina de forma dramática no famoso acidente de Camarate, quando ambos faziam o voo para o comício de encerramento do General Soares Carneiro, candidato à Presidência da República.

Tentando abordar a vida pessoal dos protagonistas, o filme acaba, sempre, por esbarrar na vida política, utilizando, por vezes, imagens de arquivo misturadas com imagens do filme que, de facto e, a uma primeira vista, pouco contribuem para o bom desenrolar da história, provocando por vezes alguma estranheza.

Fotograficamente brilhante – com assinatura de João Ribeiro – cada imagem é cativante ao ponto de nos fazer agarrar ao ecrã com vontade de ver mais e mais. Com um argumento ligeiramente fraco, que acaba por não prender o espectador às personagens e à história, é a fotografia que se destaca de forma exuberante nesta longa-metragem.

De realçar a agradável surpresa de encontrar uma banda sonora da leiriense Surma, logo numa fabulosa sequência inicial premonitória. Emprestando quatro músicas do seu último álbum Antwerpen, Surma tem aqui um excelente filme em formato de álbum visual, uma vez que, o uso exagerado de música em demasiadas cenas, quebra o ritmo da história, e leva o espectador a focar-se na melodiosa sonoridade acompanhada das bonitas imagens que vê.

Em suma, Snu é um bom filme, não só para os que querem conhecer e relembrar esta polémica história de amor, mas, principalmente, para os amantes de uma boa Direção de Fotografia, que conseguem aqui encontrar um admirável exemplo do que de melhor se faz em Portugal nesta área.

 

Classificação TIL: 5/10

Um Festival de Cinema ao virar da esquina


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Bruno Carnide
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Teresa Neto
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    Decorria o ano de 2010 ou 2011, algures no virar da década, e nascia em mim uma tremenda vontade de criar um Festival de Cinema em Leiria.

    Até à data, iam acontecendo, aqui e ali, alguns eventos do género, mas que, depressa, se esfumaçavam. Talvez por falta de apoios, quem sabe.

    A minha vida continuou, mas a ideia manteve-se na minha cabeça, até que, em 2013, com a força necessária e o apoio único da Cátia Biscaia, nascia a 1.ª edição do Leiria Film Fest! Na altura, uma tarde de curtas-metragens em formato maratona na sala dos pilares do M|i|mo – Museu da Imagem em movimento de Leiria.

    A adesão foi enorme, não conseguimos contabilizar ao certo o número de pessoas que por lá passaram, mas ultrapassou, facilmente, a centena, e superou de longe as nossas expectativas, que apontavam para 20 a 30 pessoas.

    A resposta mais importante estava dada: existia público em Leiria para um Festival de Cinema. Bastava continuar e encontrar os apoios certos.

    Em 2014, sem surpresa, acontece a 2.ª edição, mas no Teatro Miguel Franco, a sala que a partir daqui viria a ser a casa mãe deste festival. Mais de meio milhar de espectadores, num único dia, e uma nova resposta surgia: há mais público do que se esperava e são necessários apoios para dar continuidade a esta sede de cinema.

    Chegamos, então, a 2015, um ano negro. O Festival não se realiza e, da nossa parte, é mesmo comunicado o fim do festival por falta de apoios financeiros. De notar que as duas primeiras edições foram colocadas de pé com zero euros.

    Durante esse ano é notório algum desconforto nosso, do público, e de outras partes interessadas. É nesta altura que surgem os primeiros contactos mais a sérios com a Câmara Municipal de Leiria, de forma a voltar a dar vida ao festival, e começar a apostar forte na Cultura e no Cinema, e a isso devemos um especial agradecimento ao Vereador Gonçalo Lopes.

    Com renovada força e apoios, surge em 2016 a 3.ª edição do dito. Os espectadores sobem para sete centenas, as inscrições ao concurso de curtas-metragens triplicam, e dos 10 países que a duas primeiras edições tinham alcançado, subimos para 60!

    A fórmula estava encontrada, dois dias de curtas no Teatro Miguel Franco pareciam ser o caminho do sucesso para o festival, que se voltou a repetir em 2017, com números bastante semelhantes e cada vez mais convidados.

    Mas já não bastava repetir a fórmula, o Leiria Film Fest tinha de crescer, tinha de se tornar grande, e os apoios tinham de acompanhar esse crescimento.

    Em 2018, o nosso investimento no festival e os apoios duplicam e começam a surgir parcerias de peso, como o Politécnico de Leiria, ou o Cinemax da RTP. Das habituais 400 inscrições a concurso, subimos para 700, e de ainda mais países. A sala do Teatro Miguel Franco torna-se pequena para tanta gente, as sessões ficam lotadas e há pessoas na rua à espera para entrar.

    Em 2019, recebemos quase mil filmes a concurso, conseguimos mais e novas parcerias com a RTP2 e Antena1, e de dois dias de festival passámos para cinco. Estamos presentes em toda a cidade, para que todos saibam que a 6.ª edição do Leiria Film Fest acontece de 20 a 24 de Março no Teatro Miguel Franco, Mimo e Museu de Leiria, com entrada livre.

    O programa completo está aqui www.leiriafilmfest.com. São 5 dias onde se podem ver 55 filmes. Onde espectadores vão rir, chorar, pensar, assustar-se e viver! Viver Cinema! É para isso que cá estamos e que lutamos: para que a magia do Cinema nunca deixe de existir. Venham os Netflixes que vierem!!