Crítica: XIII Pigs Rock Festival; O espírito Rock continua de boa saúde


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O Pigs Rock Festival voltou este ano a invadir o Porto da Sepa e, ano após ano, as melhorias são notórias! Desde o cartaz às condições do recinto, este festival é para ter em muita consideração!

 

O primeiro dia de festival abriu com banda de tributo aos Queen, One Vision, Nuno Fernandez e o inigualável Lendário Homem Tigre. Esperava-se uma grande noite. Eram perto das 23 horas quando os One Vision entraram em palco e deram o melhor de si para homenagear aquela que é, para mim, a melhor banda de sempre. Infelizmente não foram bem sucedidos e os erros foram-se empilhando, desde solos mal executados, segundas vozes fora de tom, entradas fora de tempo e uma inexplicável falta de dicção e convicção do vocalista. Para um amante da banda foi doloroso ouvir as icónicas músicas dos Queen serem continuamente conspurcadas.

Seguia-se Paulo Furtado e o seu Rock n’Roll mais sujo e mais à imagem do festival e aqui sim, não houve um pingo de desilusão nas caras dos festivaleiros. O aglomerado à frente do palco cresceu e cresceu e depressa nos esquecemos dos One Vision e embarcamos numa viagem de carro pela Route 66. Ao som de Motorcycle BoyRock’nRoll, entre outras, o público uniu-se a acompanhar as letras e a entrar na vibe. Passadas 1h30 de concerto ainda houve espaço, tempo e força para encore onde se fechou um concerto em grande. Depois de Legendary Tigerman, Nuno Fernandez entrou em palco para alguns dos festivaleiros mais resistentes. Assim terminava o primeiro dia de Pigs Rock Festival onde nem um pouco de chuva fez diminuir as ânsias dos presentes por boa música.

The Legendary Tigerman

Para o segundo dia estava programado um cartaz um pouco diferente com  Tat&Ana, Sean Riley and the Slowriders e Boca Doce para encerrar. As Ta&Ana, duo formado por Tatiana e Ana foram uma surpresa gira. Fazendo covers, a sonoridade não fazia crer que eram apenas duas pessoas em palco munidas de guitarra, um bombo, tarola e um prato. Foi um bom aquecimento para o ponto alto da noite, Sean Riley and the Slowriders. Apesar de menor afluência neste segundo dia, as sinergias continuaram e revelaram-se nesta altura com Dili, Gipsy Eyes ou Greetings a fazerem as delícias dos rockeiros. Afonso Rodrigues teve poucas intervenções e nas poucas apenas agradeceu aos presentes, à organização e deixou no ar um possível retorno aos Moinhos de Carvide. Infelizmente não houve espaço para encore.

Boca Doce

Seguiram-se os Boca Doce com uma atitude muito descomprometida e uma constante reinvenção de clássicos da música portuguesa. Tudo o que foram êxitos da música portuguesa nos últimos 40 anos passaram por uma makeover à lá Boca Doce e, não sendo extraordinário, foi muito divertido. As personas em palco trouxeram um carisma e presença muito diferenciadora do que se tinha visto este ano.

Assim chegava ao fim a 13ª edição de Pigs Rock Festival com a certeza que este festival tem pernas para andar com mais edições como assim se prova. Tudo melhorou do ano passado para este, desde a inegável qualidade do cartaz, às condições do espaço. Um obrigado à organização, aos festivaleiros e às bandas. Vemo-nos para o ano!

Fotografias: DR