Recomendações de Leitura – Livraria Arquivo


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No festival online organizado pela TIL, o Stay STILL, a Livraria Arquivo deixou-nos algumas sugestões de leitura para este tempo de quarentena. A livraria tem também um serviço de entregas de livros, para ter livros sempre à mão e não ser necessário sair de casa.

Livraria Arquivo entrega-lhe os seus livros favoritos em casa

  • Ensaio sobre a cegueira de José Samarago

Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro, no meio do trânsito. A cegueira alastra como «um rastilho de pólvora». Uma cegueira coletiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte da escrita ao serviço da preocupação cívica.

 

  • Estuário de Lídia Jorge

Estuário é um livro sobre a vulnerabilidade de um homem, de uma família, de uma sociedade e do próprio equilíbrio da Terra, relatados pelo olhar de um jovem sonhador que se interroga sobre a fragilidade da condição humana.

 

  • A mulher que correu atrás do vento de João Tordo

Um livro sobre o poder do amor e o vazio da perda, sobre a amizade que nasce das circunstâncias mais improváveis e o terrível poder da confissão. E, quase no final, uma revelação chocante, a reviravolta que faz deste romance de João Tordo uma narrativa magnética. Quatro mulheres. Três cidades. Um século. E uma poderosa história de amor e de perda a uni-las.

 

  • Autobiografia de José Luís Peixoto

Na Lisboa de finais dos anos noventa, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação, nasce uma história que mescla realidade e ficção, um jogo de espelhos que coloca em evidência alguns dos desafios maiores da literatura. A ousadia de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance é apenas o começo de uma surpreendente proposta narrativa que, a partir de certo ponto, não se imagina como poderá terminar.

 

  • Outra Margem do mar de António Lobo Antunes

O romance recai, assim, nos incidentes ocorridos antes da guerra colonial, quando grandes plantações de algodão começaram a ser incendiadas, acontecimentos que foram fulcrais para o desenrolar do conflito.

 

  • Jalan Jalan: Uma leitura do mundo de Afonso Cruz

Obra de grande originalidade que cruza diferentes registos. O texto fragmentário evoca as anotações e reflexões de viagem que se ampliam nas notas de rodapé, evidenciando a circularidade do percurso.

 

  • Serotonina de Michel Houellebecq

Com Serotonina, romance-profecia de um futuro pouco perfeito, Houellebecq reafirma-se uma vez mais como um cronista impiedoso da decadência da sociedade ocidental, um escritor indómito, incómodo e por isso imprescindível.

 

  • Aprender a falar com as plantas de Marta Orriols

Aprender a Falar com as Plantas confirmou Marta Orriols, que já tinha publicado contos, como uma das autoras espanholas mais interessantes da atualidade. O ódio e o amor andam muitas vezes de mãos dadas.

 

  • Factfulness (Factualidade) de Hans Rosling

Factfulness é um livro urgente e essencial, que mudará a forma como vemos o mundo e que nos permitirá responder às crises e oportunidades do futuro. O hábito redutor do stresse que consiste em adotar apenas as opiniões que se fundamentem em factos sólidos.

 

  • Mulherzinhas de Louise May Alcott

As irmãs Meg, Jo, Beth e Amy conhecem algumas dificuldades depois da partida do seu pai para a guerra e dos problemas económicos que a família enfrenta. Mas o espírito lutador e de união que reinam naquele lar ajudam-nas a seguir em frente. Quer em casa, quer nas relações com os amigos e vizinhos, elas conseguem surpreender e continuar e ser fiéis aos seus sonhos, vivendo cada dia com esperança e boa-disposição. Uma história em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades que estas quatro raparigas, juntamente com a sua mãe, têm de enfrentar.

 

  • O diário de Anne Frank de Anne Frank

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia, de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

 

  • Corre, corre, cabacinha – Adaptação de Eva Mejuto. Ilustração de André Letria

Corre corre, cabacinha é um conto popular português de grande tradição. Conta a história de uma velhinha que, a caminho da boda da sua neta, encontra um lobo, um urso e um leão que a querem comer. Consegue convencer os animais a esperarem-na no regresso. Depois da celebração, a neta e a velhinha engendram um plano muito original para enganar as três feras.

 

  • Vem à quinta feira de Filipa Leal

No seu mais recente livro de poesia Filipa Leal fala-nos, com uma voz muito própria, de problemas e sobressaltos, dos dramas da sua geração mas também dos tumultos por que passaram as anteriores. «Havemos de ir ao futuro e, no futuro, estará finalmente tudo como dantes.» Desfia memórias e cartografa emoções, porque afinal «[…] buscamos no quotidiano uma estrada onde se repita o amor e a casa de algum Verão.»