Das brincadeiras de criança no jardim à rebeldia punk dos The Parkinsons – assim foi o 1º dia do Festival A Porta


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A TIL esteve presente no primeiro dia do Festival A Porta e diz-lhe o que viu.

 

O familiar Jardim da Vala Real

Toalha, sol e música. Tudo perfeito para aproveitar um sábado

Entre as mais variadas atividades infantojuvenis e o concerto dos Urso Bardo, a tarde do primeiro dia de festival serviu sobretudo para a confraternização entre famílias e reencontros inesperados entre velhos amigos.

Toalhas estendidas no jardim, adultos a beber a hidratar-se com imperiais e crianças divertidas nos insufláveis ou em competitivos jogos de xadrez (gigantes).

O regresso do sol convidou muitos leirienses a sair à rua e aproveitar o melhor que este festival tem para oferecer. Às 17 horas da tarde, os Urso Bardo atuaram para um público vasto e entoaram as suas melhores sonoridades, aumentando ainda mais a alegria naquela tarde.

 

A Casa Plástica também foi musical 

As exposições abriram ao público no antigo edifício da EDP e por lá permanecem.
Ali também houve a oportunidade de ver três diferentes e multifacetadas atuações: a dança entre ambiente sonoro do sol e do espaço da bailarina Diana Pinto, a instalação de Mr. Lazy & Mdme. Leisure e a atuação da banda Somersault with T. 

 

The Parkinsons – A noite em que Londres invadiu Leiria

Os The Parkinsons partiram a casa do Stereogun. O punk ainda não morreu!

“Boa noite, Alcobaça”, dizia Afonso Pinto, frontman dos The Parkinsons, em tom jocoso, no Stereogun por volta das 00h30, dando início àquele que viria a ser um concerto que calaria qualquer pessoa que afirme que o punk morreu.

Originários de Coimbra, mas com bases construídas em Londres, onde lançaram o caos com “concertos que, provavelmente, serão o mais parecido com qualquer atuação dos primeiros tempos de Sex Pistols”, como em tempos escreveu o jornal britânico The Guardian, os The Parkinsons, já com 19 anos de carreira, deram o “peito às balas”.

Durante cerca de uma hora, num espetáculo eletrizante que não deixou ninguém indiferente à energia que encheu a sala, com sensivelmente 200 pessoas, os “dinossauros” do punk português mostraram o porquê de serem uma das bandas mais carismáticas e cativantes deste nosso Portugal – basta assistir ao documentário sobre a história da banda, “A Long Way To Nowhere”, estreado em 2016 e que remonta aos excitantes primeiros tempos da banda.

A banda só voltou ao ativo em 2012, após um hiato de sete anos, mas estão longe de terem perdido fãs e, na caótica noite passada, certamente terão conquistado mais uns quantos, tendo inclusive partilhado palco com vários membros da plateia, que não aguentaram a distância que os separava, pegando em microfones, agarrado-se aos membros da banda, entre outras demonstrações de afeto, revelando uma enorme proximidade entre artistas e público.

Quem teve a oportunidade de assistir ao concerto, terá, seguramente, sentido que entrou em Londres mal passou a porta de entrada da Stereogun, qual portal à la “Harry Potter”. Com os The Parkinsons de volta ao ativo, qualquer cidade que os receba, portuguesa ou não, nunca mais será a mesma.