Stereogun dá oportunidade de revelar a sua veia de DJ


Se conhece um amigo ou familiar apaixonado pela arte de mixar sons, chame-o imediatamente para ver este artigo.

As Unknown Pleasure Night são bem conhecidas do público leiriense. Com Carlos Matos a tratar dos discos, estas noites já vão para a 558.ª edição, um número bem revelador do sucesso que tem sido ao longo dos últimos anos.

Ali, o indie, o hip-hop e o rock ganham destaque e são o principal movimento musical que se pode ouvir nestas noites. A grande diferença é que dia 27 de outubro, sábado, qualquer um pode ir para a mesa de mistura (desde que saiba minimamente o que está a fazer e esteja dentro do mesmo repositório musical). Entre as 23h30 e as 03h00, vai existir uma espécie de open mic mas para DJs.  As inscrições estão abertas.

 

Regulamento:

1. O tempo de atuação de cada DJ dependerá do número de inscritos.

2. É preciso “sensibilidade e bom senso” para que os DJ sets não sejam desfasados dos ambientes musicais que normalmente se vivem nas Unknown Pleasure Nights, que vão do post-punk ao indie, da música electrónica ao metal, do punk ao hip-hop, dos clássicos rock à música moderna, e a todos os sub-géneros relacionados com os respetivos estilos mencionados.

3. Criamos um formulário no Google que terás que preencher: https://goo.gl/forms/eAuUEMpQjLCD4Jey1

 

Fotografia: Gil Campos

Já há data de abertura da nova Leroy Merlin


O novo complexo de bricolage e materiais de construção abre portas dia 25 de outubro.

Quando abre a nova Leroy Merlin em Leiria? Muitos questionam e a TIL já tem a resposta. É já na próxima quinta-feira, dia 25 de outubro, que se dá a inauguração. A loja está sediada nos arredores do centro da cidade, na antiga Proalimentar, localizada mais propriamente na Quinta de Santo António.

Leroy Merlin é uma rede de lojas de materiais de construção, acabamento, decoração, jardinagem e bricolage, fundada em França. Com quase 100 anos de história,  foi criada por Adolphe Leroy e Rose Merlin (daí o nome). Além de França, a rede também está em outros 11 países: Espanha, Portugal, Polónia, Itália, Brasil, Rússia, China, Grécia, Roménia, Ucrânia e Chipre.

O investimento para a construção deste espaço comercial rondou os 11 milhões de euros, sendo que 2,3 milhões estão destinados às infraestruturas e estradas à volta. Estes acessos, incluindo um muro na Avenida Doutor Francisco Sá Carneiro, deverão estar prontos até final do presente ano.

Fotografias: Leroy Merlin e Big Brand

Crítica: Glenn Close e a arte de não precisar de dizer nada


A Mulher é um filme que mede bem a força de vontade e os medos conjugados numa vida sofrida, no sexo feminino. E Glenn Close sabe utilizar cada pó do requintado talento. Quem sabe se não é desta que ganha o Óscar de Melhor Atriz.

Glenn Close já anda nestas andanças de Hollywood há demasiado tempo. Tanto tempo que percebe que os Óscares estão e muito associados ao marketing. E por vezes, mesmo que estejamos ao nível Meryl Streep, não a vencemos, não é verdade? Mas isso não faz desistir a Mrs. Close. A cada ano que passa escolhe pormenorizadamente os filmes em que vai participar (por isso é tão difícil escolher um na história que lhe tenha corrido mal).

Em A Mulher, Glenn Close interpreta Joan, esposa do conceituado escritor Joe Castleman (interpretado por Jonathan Pryce). Numa manhã, Joe recebe uma chamada com uma feliz notícia: ele foi o vencedor do Prémio Nobel da Literatura. Juntamente com o filho David (Max Irons) viajam até à capital da Suécia, Estocolmo, onde não só a vida de Joe vai mudar.

Durante o filme acontecem vários flashbacks que nos ajudam a perceber como esta relação amorosa dura há quarenta anos. Tudo começou em 1956. Joan sonhava ser autora literária e era aluna de Joe, na altura professor universitário mas ainda um escritor pouco conhecido. Na altura já casado e pai de família, Joe apaixona-se por Joan e abandona tudo o que tinha até então.
Joan sente que não tem talento suficiente para escrever (no século XX as mulheres não tinham o mesmo crédito dos homens) e entrega-se por completo ao marido e às suas sucessivas conquistas no mundo literário.

Nestes sucessivos pingue-pongues entre o passado e o presente, percebemos que Joe é um homem atrevido, de coração fácil e que se apaixona por muitas mulheres. Já Joan preserva diariamente estes quarenta anos de relacionamento, apesar de saber de tudo o que se passa na vida do marido (não fosse A Mulher!).

O espaço, os lugares e os personagens fazem-nos lembrar os anos 90 e um pouco o lado do #metoo . Aqui não há violação, nem assédios mas existe uma nítida vontade de mostrar como muitas mulheres fizeram os maridos grandes personalidades em todo o mundo, quando o verdadeiro talento estava do lado feminino.

Glenn Close é uma artista invejável. A escolha do realizador sueco Björn Rungenão foi ao acaso. Glenn teria que ser a atriz escolhida para este papel, porque é das poucas com a arte de falar sem precisar de dizer nada. No filme, a cada comentário da personagem interpretada por Jonathan Pryce, Glenn Close dá-nos todos os sentimentos possíveis. Ora está triste, ora está frustrada, ora magoada, ora tensa.
O ecrã fica pequeno para tamanha interpretação. Interpretação essa que só está ao nível dos melhores atores, porque expressões não vêm nos guiões.

Quanto ao argumento, este é um pouco óbvio. O espetador fica à espera de um twist mas é sempre remado o sentido mais comum, sem que haja uma evolução da própria história.

A realização não surpreende mas também não desilude. A verdade é que deixar as duas principais personagens com grandes planos acabou por ser a opção mais correta.

A Mulher merece ser vista e Glenn Close interpreta um dos melhores papéis da sua vida. Foi três vezes a votações para Melhor Atriz: perdeu sempre. Será que à quarta é de vez? Porque certamente estará nas nomeadas ao galardão, em 2019.

 

Classificação TIL: 6,5 / 10

Assim ficou o Hotel Mar & Sol depois da passagem do furacão Leslie


O hotel de quatro estrelas sofreu e muito com as fortes rajadas da madrugada de sábado. Hoje, dia 14, vai estar fechado ao público

O Hotel Mar & Sol, localizado em São Pedro de Moel, foi um dos grandes lesados do furacão Leslie, que abalou Portugal Continenta,l e grande parte da zona costeira do distrito de Leiria, na passada madrugada.

O hotel de quatro estrelas ficou com grande parte das janelas envidraçadas completamete destruídas, não existindo o mínimo de condições para a abertura do complexo hoteleiro no dia de hoje, 14 de outubro.

Os estragos no Hotel são evidentes

 

Ainda não é possível fazer uma situação quanto ao valor dos estragos. O que se sabe é que muito provavelmente o prejuízo será bastante dispendioso para o Hotel Mar & Sol.

Fotos: facebook de Olga C.

Furacão Leslie vai passar por Leiria e pode haver rajadas de vento a 120 km/h


A partir das 18 horas, os distritos de Leiria, Coimbra Santarém, Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro

Leiria é um dos treze distritos em alerta. O furacão Leslie depois de atingir parte do arquipélago da Madeira dirige-se agora para Portugal Continental e Leiria deverá ser um dos primeiros destinos. Está prevista a chegada do furacão este sábado, a partir das 18 horas. 

O IPMA (Instituto Português do Mar e Atmosfera) lançou um aviso, onde diz que pode existir “vento forte a muito forte com rajadas, agitação marítima forte e períodos de chuva por vezes forte”. Há previsão que estas rajadas de vento podem chegar aos 120 quilómetros por hora.

O IPMA aconselha as pessoas a terem cuidados redobrados, especialmente à noite, a partir das 21 horas. O alerta maior estende-se até às 3 horas da madrugada.

 

Guilt e Receção ao Caloiro confirmam Toy


O artista português mais popular do momento vai invadir Leiria, por duas vezes, nos próximos tempos

“Toda a noite, toda a noite”. É assim o refrão de uma das mais famosas letras de Toy. E é com esta e mais músicas que vão ser preenchidas duas noites da festa leiriense.

Toy vai atuar dia 19 de outubro, sexta-feira, na discoteca Guilt e volta (ainda em data a definir) para a Receção ao Caloiro de Leiria, sendo ele a primeira confirmação deste festival académico.

O artista natural de Setúbal tem sido um sucesso nas redes sociais depois da explosão viral do tema “Coração Não Tem Idade”. Isso também lhe tem valido centenas de concertos por ano, entre eles vários nas festas um pouco por todo o distrito de Leiria.

David Fonseca: “Acho que os Silence 4 foram o último grande fenómeno da música portuguesa”


A celebrar 20 anos de carreira e no meio da tour do novo album Radio Gemini, David Fonseca falou com a TIL sobre este último projeto e qual a fórmula para criar.  E ainda revelou uma artista leiriense que aprecia bastante e que lhe vê um imenso futuro.

 

Começamos pelo novo álbum. São 20 anos de carreira e Radio Gemini tem 20 faixas (21, com a introdução). Há alguma curiosidade à volta deste número?

Falam sempre muito do número de faixas que o disco tem. A verdade é que o disco tem a mesma duração de um disco normal, cerca de 60 minutos. É feito com uma espécie de playlist radiofónica e a maioria das músicas que lá estão são muito curtas. Funcionam quase como jingles publicitários dentro do programa Radio Gemini. E por isso é que tem tantas faixas, não é por outra razão qualquer.

David Fonseca em entrevista à TIL

O facto de o tema do disco se centrar na rádio é alguma paixão escondida?

Sim, fiz rádio durante muitos anos, aqui em Leiria. Comecei quando tinha 18 anos, a convite de um amigo que naquela altura saiu e acabei por ser eu a entrar para lá. Fiz um programa de rádio durante seis ou sete anos na Rádio Clube de Leiria, já extinta, e só saí de lá por causa dos Silence 4. Fazia o programa aos sábados, entre as 20 e as 22 horas, e era super complicado gerir com o calendário dos concertos. Este álbum acaba por ter a ver com esses tempos da rádio.

 

Interessante. É giro esse processo nostálgico da rádio neste novo álbum. Se bem que as músicas também têm muitas influências dos locais onde esteve nos últimos tempos…

Por norma, componho no mesmo sítio. É onde tenho os instrumentos, onde vou colecionando ideias. Mas desta vez não me apeteceu fazer assim e arranjei um sintonizador/gravador que faz um pouco de tudo e comecei a andar com ele de um lado para o outro, de rua em rua. Colocava os headphones e o mundo à minha volta fechava-se e conseguia estar em vários sítios diferentes. Dei por mim e estava a fazer músicas em todos os sítios e mais alguns por onde passava. A minha favorita foi dentro de um avião! Depois, quando voltei ao meu sítio para perceber o que tinha gravado, era curioso ouvir os sons reais que lá estavam porque esses sons vinham exatamente de onde eu tinha estado. Os sons que entraram no disco foram exatamente os sons que foram gravados nos carros, nos hotéis, nos aviões e em tantos sítios diferentes. Até à noite, sob as estrelas… A maioria dos sons mais curtos foram gravados em comboios no Japão, por exemplo. Foi uma mudança radical daquilo a que estava habituado.  Posso mesmo dizer que este é um disco itinerante.

O músico recebeu-nos no camarim, em pleno Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria

Supondo que já havia a ideia de gravar assim, não houve receio de que o novo processo pudesse não resultar?

Não, não. Uma das coisas boas da minha profissão é que nunca faço ideia do que vai acontecer. Eu nunca sei. Nunca sei se vou fazer um disco, nunca sei se as coisas vão correr bem. O que eu sei, e aprendi isto através da fotografia,  é que tudo tem de estar ao teu alcance. Uma boa frase para exemplificar este método é do Picasso: “Quando a inspiração te vem é bom que te encontre a trabalhar”. Quem trabalha nestas áreas criativas está num estado de alerta sistemático. Quando uma ideia aparece é bom que a pessoa tenha capacidade de a concretizar, porque senão foge, como outra coisa qualquer. Tento sempre ter uma forma de conseguir agarrar essa ideia. Ainda ontem estava a tratar de umas coisas chatas no computador e, por acaso, tinha o piano ao meu lado. Já estava tão farto de olhar para letras e números no portátil que comecei a testar ao piano. Fechei o piano e ele fez um som muito específico. No meio daquilo achei interessante aquele som. E gravei logo. Em todos os meus discos tenho sempre cerca de três a quatro horas de material. Depois, em estúdio, tento perceber o que me captou atenção naquilo, sejam sons, palavras ou textos. É complexo.

 

E inesperado. Mas no fim tens sempre material novo…

Eu espero que nunca me falte material. Nunca me faltou até hoje. E sobra sempre! (risos)

 

Recorde aqui a crítica do concerto de David Fonseca no Teatro José Lúcio da Silva

 

Guitarra, baixo, piano, bateria… Há algum instrumento ainda gostaria de aprender a tocar?

Adorava, mas há uns que nem vou tentar, como o violino ou saxofone. Eu conheço as minhas limitações. Até conseguia, mas ia demorar dez anos a tocá-los como deve ser. Já fico contente se conseguir tocar melhor aqueles que eu já sei tocar. Até porque acho que não sei tocar bem nenhum e ainda não está fora da minha cabeça um dia ter aulas desses instrumentos. Só tive formação musical dos oito aos dez anos e não foi a nenhum dos instrumentos que toco hoje. Por outro lado, esta limitação é o que constrói estas canções porque, como não tenho essas soluções, tenho de inventar para a música acontecer.

O Salvador Sobral esteve há uns dias em Leiria a atuar e começou o concerto com a Borrow dos Silence 4…

Não sabia. Tenho de lhe mandar uma mensagem. São coisas do Resende (pianista do Salvador Sobral). Pode ser que alguém tenha gravado…

 

Leiria ainda vibra muito com o nome Silence 4. Será que o David Fonseca em Leiria ainda está muito rotulado por ser o vocalista daquela banda?

Não é Leiria. É em todo o lado! Os Silence 4 são uma banda incontornável. Acho que foram o último grande fenómeno da música portuguesa. As pessoas agora têm muitas escolhas, por isso é complexo uma banda chegar a tantas pessoas como esses fenómenos chegavam: o caso dos Silence 4, do Pedro Abrunhosa, dos Delfins, do Rui Veloso… Eram artistas que chegavam a pessoas de todas as idades, de todos estratos sociais e de qualquer região do País. Hoje em dia, isso já não acontece: ou a música é feita para miúdos ou para graúdos. Por exemplo, se o Miguel Araújo e o António Zambujo tivessem o pique em 1998 seriam um fenómeno. Apesar de serem incríveis, e também é incrível o alcance que têm, há muita estratificação e fragmentação da forma como as pessoas ouvem e consomem música, por isso não têm esse alcance absurdo. E, sinceramente, ainda bem! Porque na altura havia uma espécie de demolição total: parecia que todos ouviam a mesma coisa. Hoje em dia as pessoas ouvem vários artistas, há mais poder de escolha, é mais positivo. É incontornável associarem-me aos Silence 4 e isso é perfeitamente normal. Havia crianças que gostavam dos Silence 4. Muitas! Hoje, essas crianças têm  20, 25, 30 anos… e ainda se recordam dos Silence 4. É inacreditável mas é verdade. Não há sítio nenhum para onde eu vá, e muitas vezes antes de dizerem o meu nome, dizem que eu sou “o tipo dos Silence 4″…. Toda a gente que era adolescente em 98, tenho muita pena, mas levou comigo. Aliás, é um bocadinho como vai ser a adolescência desta geração, que ouve muitos artistas como, por exemplo, o Diogo Piçarra. Acho que estes miúdos daqui a 20 anos também se vão lembrar dele.

 

Continuando o tema Silence 4, há alguma hipótese da banda voltar a fazer um concerto?

Não, já não. Depois dos cinco concertos que fizemos em 2014, um até no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria,  dificilmente vamos fazer isso novamente. Já foi (risos).

 

E sobre Leiria. Há já alguns anos a viver em Lisboa, do que se sente mais falta em Leiria, que não existe na capital, e vice-versa?

O que sinto falta? Isso é fácil. Em Lisboa sinto falta do campo, em geral. Mas quando estou no campo, também sinto falta da cidade. Acho que estas duas situações se complementam. Lá sinto falta de um certo silêncio, porque Lisboa é uma cidade muito mais intensa. Aquilo que não há em Leiria é essa vivacidade de acontecer coisas a toda a hora, a todo o momento.
Em Leiria sinto falta do rebuliço. Em Lisboa, do silêncio do campo.

Fotografias de Teresa Neto

E bandas de Leiria? Há, agora, uma nova vaga de artistas… Algum destaque?

Olha, no outro dia encontrei a Surma no cinema, em Lisboa. Espero que ela ainda tenha um percurso longo porque ainda é muito jovem. Acho que tem uma energia muito fora do comum. Não parece assim de nenhum sítio específico: nem de Leiria, nem de Lisboa, nem de lado nenhum. Parece um pouco de todo o lado! E essa energia é essencial num artista. A primeira vez que a conheci, e já foi há uns anos, quando comecei a falar com ela percebi logo que havia ali qualquer coisa inquietante. Uma inquietude que eu gosto. Acho que o percurso dela vai ser longo, ela gosta realmente de fazer isto e dá muito dela à música. Espero que Leiria seja só uma nota de rodapé na carreira da Surma, do percurso muito longo que ela ainda vai fazer!

 

Há algo a dizer sobre o facto de Felipe La Feria ter mencionado, num programa de TV em primetime, que em Leiria não há cultura?

Não, não tenho. Eu acho que as pessoas afetam-se muito por opiniões negativas. Sempre que há alguém com uma opinião contraditória, aparecem todos a dizer que “isso não é assim” e sentem-se injustiçados. E este problema não é só de Leiria, acontece em todo o lado. É muito mais frequente as pessoas irritarem-se com coisas sobre nós do que enaltecerem as coisas boas que se podem fazer. Porque as mesmas pessoas que ficam indignadas não são aquelas que depois tentam fazer algo para fazer as coisas acontecerem na cidade. Disse, há uns tempos para o Jornal de Leiria, que não via Leiria com possibilidade de concorrer como Capital Europeia da Cultura, que era difícil de acontecer por várias razões. Mas existiram várias vozes que se ergueram, contra mim e as minhas declarações. Mais do que aquelas que fazem por erguer a cidade de Leiria para haver uma hipótese remota de sermos Capital Europeia da Cultura. Os espaços institucionais deviam ser mais proativos em querer fazer de Leiria uma cidade cultural efetivamente fora do comum e não dependerem apenas das associações que muito fazem por amor à camisola. O apoio institucional tem de existir verdadeiramente e essa é a minha posição.

Crítica: David Fonseca é feliz sempre que volta a casa


O espetáculo era promisssor. O resultado foi imperial. David Fonseca (e a restante banda) conseguiram colocar todo o Teatro José Lúcio da Silva de pé. E não, não foi só para a ovação.

Passava pouco mais das 21:30h, quando se começaram a ouvir os primeiros sons vindos do palco do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Welcome to Radio Gemini, o nome do álbum, ouvia-se pelos altifalantes, onde de seguida se fez uma contagem decrescente para a apresentação da banda.

Luzes acesas, banda dividida pelos lugares de atuação, uma mão cheia de cores e Oh My Heart, o single do novo álbum, a sair da voz de David Fonseca. Foi assim que começou… e acabou o concerto. Mas cada coisa a seu tempo.

O artista estava de volta a Leiria e também mais feliz que nunca, como aliás contou à TIL em entrevista.

Fotografia: Teresa Neto

A sequência de músicas foi quase como um ping pong entre os novos temas de Radio Gemini e outros tantos temas que fizeram a carreira de David Fonseca explodir no pós Silence 4.

Nem de propósito, foi depois de uma sequência de alguns sons icónicos, como aquele assobio de Superstar, que David parou, agradeceu a Leiria e disse que ia cantar a música que mais vezes cantou na vida: Someone That Cannot Love, a mítica música da banda Silence 4. Um momento que deixou os leirienses derretidos, muito pela viagem geracional que a música transmite logo nos primeiros acordes. Mais tarde, ainda tocou My Friends, música também famosa da antiga banda leiriense.

A cada música, David Fonseca ia puxando pelo lado mais festivo do público e as pessoas, que também iam vivendo cada vez mais o espetáculo, saltavam das cadeiras e tornavam aquele concerto supostamente mais intimista no teatro, numa festa ao ar livre.

Além de temas do novo álbum e de músicas mais antigas, o artista também se arriscou em versões de António Variações e David Bowie. E não faltaram os temas portugueses como Futuro Eu e Ela Gosta de Mim Assim.

O cão foi uma das surpresas da noite!

A festa já ia a bom porto, mas David Fonseca tinha boas surpresas ainda para lançar. Com ele, apareceu um homem vestido de cão, que ia lançando bolhas gigantes de plástico para as pessoas arremessarem pela plateia. Em algumas músicas, também puxou do microfone para dar um outro nível à sua voz.

Já com o concerto a chegar ao fim, saiu do palco e colocou-se entre a primeira e segunda plateia. Subiu uma das cadeiras centrais e, virado para o palco, aventurou-se num solo de guitarra elétrica, levando à loucura as centenas de fãs que viram o seu ídolo de tão perto.

Antes do final, David Fonseca apresentou a banda, revelando um dado muito curioso: quase todos os elementos, à excepção de um, são naturais de Leiria.  E isso tornou aquele concerto ainda mais especial.

 

O público não resistiu em ficar de pé. David Fonseca agradeceu aos leirienses!

David Fonseca adora regressar a Leiria e Leiria adora o regresso do filho prodígio. Toda a plateia de pé durante a última música foi o exemplo perfeito desse amor pelo artista.

Concertos Italiano e Americano, jantar Escocês e mais umas quantas coisas no Atlas Hostel, em outubro


O mês de outubro está cheio de multiculturalidade e novidade neste hostel.

Mês novo, agenda nova. Para outubro, o Atlas Hostel preparou-se com muitos eventos chegados de todos os lados do globo. Destacam-se os concertos do norte-americano Trans Van Santos e dos italianos Lamansarda, nos dias 7 e 30 de outubro, respetivamente.  Ambos com uma veia alternativa, o luso -descendente Van Santos (fez parte de projetos como Campo Bravo, Os Beaches, Sonny Santos) destaca-se por envergar pelo rock, enquanto a banda Lamansarda navega numa musicalidade de alt-folk.

Ainda na área dos  concertos haverá mais um, este de uma banda portuguesa: L Mantra. O duo composto pelos lisboetas João Teotónio e Madalena Palmeirim (já fizeram parte dos projetos) Nome Comum e ÖLGA tocam e cantam em conjunto temas em inglês de indie-folk. Este concerto acontece na quarta-feira, dia 10 de outubro.

Nos restantes dias, e por ordem de acontecimento, o Atlas terá no dia 6 de outubro a inauguração de mais uma exposição chamada “Um longo verão no Japão – Komorebi”, de Ines Matos e criada exclusivamente para o hostel.

No dia 17, vai realizar-se uma tertúlia sobre o tema “EUA em 13 anos”, onde Vera e Marco falam da experiência pessoal de viver 13 anos ilegais no país dos sonhos e conhecer todos os 50 estados.

Na sexta-feira dia 19, espaço para a apresentação de Suricata, projeto de Catarina Mamede e Katy Deodato focado nos temas natureza e o gosto pela cozinha.

Mais para final do mês,  poderá treinar um pouco aquela língua que costuma arranhar com um workshop de chamado “Language Exchange”, a acontecer no dia 22 de outubro.

No dia 24 é dia de reunir a família e desfrutar de um jantar temático escocês. Lembre-se que estes jantares temáticos necessitam de inscrição e esgotam muito rapidamente, por isso se quer ir inscreva-se o quanto antes.

No último dia do mês é a noite de Haloween. Eles mais não dizem, mas se for mascarado de abóbora ou de bruxa, quem sabe se não lhe oferecem uma bebida….

Pode ver toda a agenda por escrito ou através do cartaz oficial:

Dia 6 SAB – Inauguração Exposição UM LONGO VERÃO NO JAPÃO
Dia 7 DOM – Concerto TRANS VAN SANTOS (EUA)
Dia 10 QUA – Concerto L MANTRA (Portugal)
Dia 17 QUA – Conversas à Volta do Mundo: EUA EM 13 ANOS
Dia 19 SEX – Festa APRESENTAÇÃO SURICATA
Dia 22 SEG – Workshop Línguas LANGUAGE EXCHANGE
Dia 24 QUA – Jantar Temático ESCOCÊS
Dia 30 TER – Concerto LAMANSARDA (Itália)
Dia 31 QUA – Halloween

Agenda Atlas Hostel

Fotografia de capa: Indigo Crush

Hugo Sousa vem a Leiria apresentar o mais recente espetáculo de stand up


O humorista do Porto apresentou algumas datas, entre as quais está um espectáculo na cidade de Leiria. E é logo um dos primeiros.

O auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), em Leiria, foi o sítio escolhido por Hugo Sousa, para fazer o mais recente espetáculo de stand up comedy chamado MaturadoA data também já está confirmada: será dia 10 de outubro, às 22 horas.

Hugo Sousa é um comediante oriundo do Porto, um dos mais famosos do norte do País mas que começa a ganhar público em outras regiões de Portugal.

Maturado fala de “temas relacionados com a vida pessoal, viagens e conta histórias com pormenores que não vão deixar a sua mãe orgulhosa… “.

Os bilhetes podem ser comprados na Associação de Estudantes da ESECS e através da Ticketline.