Leslie ataca Praia da Vieira… um ano após tragédia dos incêndios


Faz praticamente um ano que os trágicos incêndios abalaram grande parte do Pinhal de Leiria. Um ano depois, a tragédia fez-se com o vento. E a marginal sofreu bastante.

Leiria foi um dos distritos mais afetados pelo Furacão Leslie, a tempestade que atravessou e abanou o país na última madrugada de sábado, dia 13 de outubro. Várias estradas foram cortadas, mais de 120 árvores caíram e 15 mil habitações ficaram sem eletricidade por mais de uma hora.

As regiões de Leiria, Marinha Grande e Pombal foram as mais prejudicadas pela falha elétrica. Já na praia da Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, este foi o cenário com que muitos habitantes se depararam, esta manhã.

Este Eucalipto era centenário e não sobreviveu às fortes rajadas de vento.

Esplanadas de cafés do avesso, calçadas arrancadas do chão, janelas partidas, carros e autocarros destruídos e um areal que chegou à estrada da marginal.

Ainda que não tenha havido qualquer registo de feridos, o vento forte de Leslie não deu tréguas na praia da Vieira.

Como é percetível pelas fotos abaixo, capturadas por um local, estes danos vêm prejudicar e muito o normal funcionamento de vários estabelecimentos. Alguns proprietários já calcularam danos na ordem da centena de milhares de euros. NauFrágil, CaféCaphé, César, Summer Caravel, Lismar, Café Boavista foram alguns dos estabelecimentos afetados e quase todos eles estão localizados na marginal da praia.

Fotos de Márcio Tomé

Recorde-se que, há exatamente um ano, a região foi bastante afetada pelos incêndios de outubro que destruíram quase todo o Pinhal de Leiria.

Em Alcobaça, a noite também não trouxe uma manhã melhor. Leslie, que teve o seu período mais complicado entre as 23 e as 4 horas, deixou 50 pessoas desalojadas no Parque de Campismo de Água de Madeiros. As pessoas já estão a ser acompanhadas pelos serviços de Proteção Civil de Alcobaça e foram realojadas nas imediações do parque.

A nível nacional registaram-se, até ao momento, 1900 ocorrências, 27 feridos ligeiros e 61 desalojadas. Coimbra foi o distrito mais afetado, com rajadas de vento a atingirem os 176km/h na Figueira da Foz. Leslie é o pior furacão a atingir Portugal desde 1842. Já perdeu intensidade mas continua a deslocar-se para Norte, deixando também a Espanha em alerta durante o dia de hoje.

 

ATUALIZAÇÃO

Durante o dia de hoje, segunda-feira, as obras na Praia da Vieira têm sido recorrentes para que a pequena aldeia volte à vida normal.

Um dos casos mais bizarros aconteceu na Sapataria Areias, localizada no início da marginal. Esta sapataria também sofreu com os ventos, ficando com os vidros partidos e a montra totalmente destruída. Mas pior, no início da manhã uma carrinha chegou-se ao local, entrou na loja (pelos vidros partidos) e levaram consigo todos os sapatos consigo. Este assalto está agora a ser investigado pelas autoridades.

Outro dos casos na zona da Vieira esteve centrado num eucalipto com 200 anos (ver foto acima) que não sobreviveu à forte ventania que se fez sentir na madrugada de domingo.

Já se sabem as datas e o novo local da Receção ao Caloiro de Leiria 2018


Os dias 5, 6, 7, 8, 9 e 10 de novembro poderiam ser dias normais para os milhares de estudantes de Leiria, mas decerto que não vão ser. Será a semana de mais uma edição da Receção ao Caloiro de Leiria (RCL) e traz algumas novidades: além de deixar de ser na última semana de outubro, como acontecia há já várias edições, o recinto também será noutro local.

A RCL vai ter um desvio de cerca de 700 metros: irá realizar-se nas traseiras da empresa Caiado, junto à A19.  Uma nova aposta, obras, interdições? Para já, desconhecem-se, concretamente, as razões desta mudança.

A informação foi esta semana adiantada à TIL, por membros da Associação de Estudantes (AE) da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG). Segundo a AE, este consenso, entre a organização do festival académico e a Câmara Municipal de Leiria, surgiu após várias reuniões que “não foram fáceis”, devido à escassez de grandes recintos perto do centro da cidade.

Numa das reuniões entre as AE que abraçam o evento, a Atmosensation (empresa coordenadora do evento) e a Câmara Municipal, esta última chegou mesmo a ponderar a realização da RCL nos Parceiros, num parque de estacionamento perto de um campo de futebol. Uma ideia imediatamente refutada pela organização, que rapidamente percebeu que não seria a melhor alternativa para os estudantes, devido à grande distância que separa o  centro da cidade daquela freguesia, e ainda mais para os caloiros, recém-chegados a Leiria, que ainda pouco ou nada conhecem a cidade. “A malta ia-se passar”, disseram.

Ao que a TIL conseguiu apurar, aquele que foi, até à última edição, o terreno do recinto da RCL pertence a particulares que, a determinada altura, terão comunicado à Câmara Municipal que já não teriam interesse na cedência do espaço. Por outro lado, é possível ver-se os acessos ao espaço a serem intervencionados. Fica alguma incerteza se haverá alguma infraestrutura em construção ou se estarão apenas a ser feitos alguns reparos no local. Desta forma, também os acessos ao novo recinto da RCL poderão ser diferentes. Provavelmente, já não será vista aquela luz ao fundo do túnel à chegada.

Até ao momento, ainda só houve uma publicação em relação às datas na página oficial do Facebook, um dos principais meios de divulgação do festival.  Recorde-se que, no mesmo período o ano passado, já havia packs de estudante à venda, bem como o anúncio de um dos nomes cabeça de cartaz da RCL 2017:  Slow J.

Nova data, novo espaço. A mesma festa?

 

Texto: Wilson Tavares

A Praça Rodrigues Lobo vai ser uma horta gigante durante três dias – e pode comprar hortícolas


O Mercado da Terra vai tomar conta da Praça Rodrigues Lobo, em Leiria, entre os dias 28 e 30 de setembro. A iniciativa, organizada pelo município,  quer incentivar a uma maior valorização do comércio local dos produtos hortícolas, procurando estimular o setor.

A Praça Rodrigues Lobo foi a horta escolhida para a concretização do evento. Assim vai ser transformada a praça, que vai ter em exposição vários produtos hortícolas, que também estarão à venda. Na idade média, era nesta praça que se realizavam as feiras locais,  até à construção do Mercado de Sant’Ana e, posteriormente, do Mercado Municipal de Leiria.

O Mercado da Terra vai incidir muito sobre os mais novos. Mini-Chef por um dia, Espaço de Leitura e Hora do Conto serão algumas das atividades. Paralelamente, outras atividades e workshops inseridos na temática irão fazer parte destes dias de mercado.

Ana Valentim, vereadora do Desenvolvimento Social e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Leiria, disse, em nota de imprensa, que estas iniciativas são essenciais para “incentivar o consumo de produtos locais e estimular o setor primário do concelho de Leiria”.

O antigo mercado na Praça Rodrigues Lobo

Serão várias as organizaçãoes e participantes envolvidos. De Maria, Viveiros Quinta da Gândara, Karamba Chili, Aromas de Oureana, Ponto Rebuçado, Associação de Apicultores de Leiria, Quintal da Quitéria, Quinta da Sapeira, H2OPlanta e Gil Cabecinhas são alguns dos nomes. Presentes estarão ainda a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) e a Inpulsar, que irão promover a gastronomia leiriense através da venda de doces, bolos, licores, café de avó e outros tantos produtos que marcam os sabores da região.

O Mercado da Terra conta ainda com a parceria da Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura (ADAE) e do Centro de Emprego e Formação Profissional.

Pode consultar toda a agenda do Mercado da Terra aqui.

Abram alas: vem aí o Leiria Sobre Rodas


Por: Wilson Tavares

Chegou, e este ano vem a fundo. Começa esta quinta-feira, 20 de setembro, às 17h30 o LEIRIA SOBRE RODAS. Está de volta a 5ª edição daquele que já é considerado um dos maiores eventos de exposição de veículos clássicos no país. Impacto? São esperadas mais de 50 mil pessoas junto do estádio Dr. Magalhães Pessoa entre os próximos dias 20 e 23. Novidades? O campeão mundial de ralis e o único Porsche Carrera 6 em Portugal.

O LEIRIA SOBRE RODAS tem tido uma adesão enorme desde a sua criação, em 2013, e este ano estima-se a visita de mais de 50 mil pessoas. Os números falam por si e, apesar de algum público vir de outros pontos dos país, inclusive das ilhas e de outros pontos da Europa, é o evento que mais mexe com Leiria. Um sucesso que tem vindo a acelerar. Com LEIRIA SOBRE RODAS, há um ponto de encontro e uma mini cidade automóvel que urge, durante quatro dias, e reúne colecionadores de veículos clássicos, amantes do desporto automóvel, empresas e vendedores do ramo automobiliário e muitos muitos veículos.

Mas quais são os destaques desta edição? Didier Auriol, campeão mundial de ralis em 1994, vai estar presente. O piloto francês, que realizou mais de 150 provas de rali ao longo da carreira, é um dos convidados principais do evento e promete atrair um vasto público adepto do automobilismo. Também Ricardo Moura, tricampeão de ralis de Portugal, e o campeão de velocidades dos anos 80 Joaquim Santos vão poder ser vistos a fazer manobras no espaço MotorShow. Valter Gomes e Ramiro Fernandes, pilotos da região, também vão marcar presença. Ainda para os mais curiosos, estará em exposição um Porsche Carrera 6, o único exemplar em Portugal.

Veja aqui a formatação do evento.

Segundo a organização do evento, em competição vão estar 70 automóveis junto ao Estádio Dr. Magalhães Pessoa. O Leiria Motorshow, nome da competição, junta pilotos de várias gerações, mas com uma paixão em comum: os sons dos motores e os carros de competição. O TrackDay, uma das iniciativas deste programa, abre mesmo a pista a todos os veículos e aficionados nos dias 20 e 21. Além do Motorshow, a competição de velocidade e drift, vão estar em exposição cerca de 450 automóveis. Durante os quatro dias, de manhã à noite, o parque de estacionamento do estádio será palco de espetáculos aéreos de drift, um trial de bicicletas e motas, passeios de vespas, veículos clássicos e ainda bicicletas. De forma  a assinalar os 151 anos da Polícia de Segurança Pública (PSP), também vão estar em exposição várias motos e automóveis da força de segurança.

O alargamento do recinto do evento vai ser outra das novidades. Segundo Gonçalo Lopes, vereador da Câmara Municipal de Leiria, “vai ser delimitada toda a zona desportiva” junto ao estádio, onde o parque de estacionamento dará lugar a “diferentes iniciativas”, assim como o interior do estádio.

LEIRIA SOBRE RODAS tem sido um projeto de sucesso, não apenas enquanto evento de lazer, mas como indicador económico para a região de Leiria. Se em 2017 houve um retorno financeiro de 1,5 milhões de euros, este ano poderá ultrapassar esse valor. Valores esses alcançados não só através das bilheteiras, mas graças a setores como a restauração, hotelaria e também transações.

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) também se juntou ao evento como um dos parceiros oficiais e será responsável pela conferência “Indústria Automóvel em Portugal”, onde serão abordados temas como a indústria na região, o seu impacto a nível nacional e o surgimento das Auto-Europa em Portugal. Sem ir à boleia de ninguém, o IPL também terá o seu próprio carro em exibição, um veículo de competição construído pelos estudantes.

A entrada é livre esta quinta-feira e nos restantes dias terá um custo de dois euros.

Crítica: “Um Pequeno Favor”, o thriller cómico que veio para ficar… sem pedir licença


Duas mães, segredos, mistério e comédia. Tudo parece não bater certo mas são estes os ingredientes de Um Pequeno Favor” o filme mais peculiar, sexy e surpreendente do ano.

Adaptado da obra de estreia da norte-americana Darcey Bell, Um Pequeno Favor junta Anna Kendrick e Blake Lively na história de Stephanie Smothers (Kendrick) e Emily Nelson (Lively), duas mães que, depois de se conhecerem graças à amizade dos filhos, passam a ser melhores amigas. Stephanie é vlogger, proativa e inteiramente dedicada ao filho Miles desde a morte do esposo. Emily, relações-públicas de sucesso e mãe de Nicky, é “um belo fantasma” presente mas distante, perigosa e com um (grande) à vontade com a f-word.

Depois de pedir a Stephanie que fique com o seu filho depois da escola, Emily desaparece e tudo começa a mudar, sem paragens. Uma morte, traições, incesto e até crianças com mau palavreado são exemplos da panóplia vivida no filme que chega esta quinta-feira, 20 de setembro, às salas de cinema portuguesas. O realizador Paul Feig, nome forte da comédia norte-americana em séries e filmes de grande sucesso, arrisca aqui num género pouco habitual mas com o potencial de abranger um público vasto..

Apesar de não ser o filme óbvio para prémios da indústria, Anna Kendrick e Blake Lively arriscam-se a ficar na memória de um público mais maduro do que o que já se habituou aos papéis leves e não tão complexos como os que aqui interpretam. Kendrick, figura já reconhecida e conceituada da nova geração de atrizes cómicas – e não só, tendo sido nomeada para o Óscar de Melhor Atriz Secundária pelo filme de 2009 Up In The Air – apresenta-nos uma personagem inocente mas que rápido se apercebe que as aparências iludem, numa interpretação borbulhante e perspicaz. Lively, mundialmente conhecida por ter dado vida a Serena van der Woodsen na série de culto Gossip Girl, teve um novo fôlego na sua carreira com o filme The Shallows, em 2016, numa performance arrepiante que alertou tudo e todos para as skills dramáticas da jovem atriz – uma verdadeira dentada de tubarão. Com Um Pequeno Favor é percetível que o percurso para um currículo mais ambicioso continua a ser caminhado com elegância e requinte por parte de Lively.

Parece desconcertante mas as duas horas de voltas e reviravoltas, irreverentes e humoradas deixam qualquer um – uma sala inteira, na verdade – a rir nos momentos mais inusitados e sem saber o que esperar no próximo minuto. Quase como um Gone Girl que se encontra com um comediante num bar para um martini. Talvez a influência cómica da filmografia de Paul Feig tenha desequilibrado um pouco a balança dramática, desafiando o público para uma dança constante entre tensão e gargalhadas. Ainda assim, respira-se suspense, grandes doses de humor e protagonistas seguras numa história inquietante.

Um simples gesto pode mudar vidas. A autora Darcey Bell tem agora oportunidade de continuar o seu sucesso debutante com novas obras e, esperemos, mais horas de cinema desconcertante e provocador como Um Pequeno Favor.

Classificação: 8,5 (de 0 a 10)

Em exibição no Cineplace LeiriaShopping

14h00; 16h30; 19h00; 21h30; 00h00 (sextas e sábados)

 

Texto: Diogo Fernandes

Os 8 nomes que vão fazer de Leiria uma galeria de arte “a céu aberto”


Ricardo Romero, BEZT, Catarina Glam, Robô, jana&js e Zoer. São estes os nomes que vão marcar a 2.ª edição do Paredes com História: Arte Pública.

Paredes, tintas, ação. Está cortada a fita da 2.ª edição do evento Paredes com História: Arte Pública, o evento que transformou espaços e conquistou muitas vistas e visitas o ano passado. No mês de outubro, juntando as cinco obras de 2017 com as seis deste ano, haverá um total de 11 grafítis e intervenções em vários espaços públicos da cidade de Leiria. Uma autêntica “galeria de arte a céu aberto”, como se apresenta o evento.

Segundo Ricardo Romero, um dos organizadores do evento, esta será uma edição “mais ambiciosa”. O roteiro de intervenções poderá trazer mais público e “criar um diálogo artístico” entre o que foi feito na primeira edição e o que irá ser feito este ano.  Para o futuro? Pretende que estas intervenções se alarguem às freguesias.

Mas quem são os artistas por detrás destas obras de arte? De onde vêm? E porque se dedicam à arte urbana?

São sete nomes, oito artistas, perfis e técnicas artísticas diferentes, mas um objetivo em comum: colocar Leiria no mapa da arte urbana e torná-la num ponto de visita obrigatório.

Ricardo Romero

Créditos: Ricardo Romero/ Facebook

Curioso e persistente por natureza, autodidata por resiliência. Assim se define o artist  nascido na cidade de Leiria . Pinta-se por uma linguagem estética, técnicas e uma certa atitude provocadora e contorversa nas suas obras. E na rua, como lugar de excelência, pois é lá que sente e valoriza as raízes do grafíti. Foi em Évora que começou a desenhar o seu percurso em 1994 e fora dos grandes centros urbanos. Mas foi cinco anos depois que começou a deixar (literalmente) a sua marca no grafíti. Ricardo foi um dos pioneiros da técnica ship, explorando a técnica do stencil e o recurso a vetores no grafíti em Portugal.

Mas foi também desde cedo que o artista assumiu a postura dele nesta arte: pensar o grafíti como instrumento facilitador no relacionamento com jovens e crianças. Neste sentido, foram várias as formações que ministrou, bem como oficinas de experimentação e criação artística.

Projeto MATILHA

Ao mesmo tempo que foi procurando ter essa consciência pedagógica e educacional nos mais jovens com as suas produções, Ricardo Romero também sentiu, a certa altura, que uma inquietude e sensibilidade face às questões dos direitos animais deviam ser retratadas nos seus murais. Essas obras foram surgindo naturalmente com o recurso à imagem e tema do animal. E foi assim que acabou por nascer o Projeto Matilha. A unique portuguese word for a group of dogs,  semântica associada ao nome do seu projeto, intenta, através das suas obras em diferentes cenários, levar a uma tomada de consciência e mudança de atitudes em relação à forma como o “melhor amigo do Homem é tratado”.

A par deste projeto, é diretor artístico do UIVO – ecos de arte com animais e gente dentro, iniciativa da qual é co-fundador, e está envolvido em vários projetos relacionados, sobretudo, com a arte urbana. Ricardo faz ainda parte de um coletivo ligado ao universo da cultura hip-hop, a OneArtCrew. Apesar de a obra constar em coleções privadas, é na rua, em espaços públicos, que assume toda a forma e sentido. Tanto cá dentro como lá fora.

BEZT

Nasceu em Turek, no centro da Polónia, em 1987. É o BEZT.

BEZT frequentou a Academia de Belas Artes em Lodz, onde especializou a técnica de pintura de frescos. Também foi em Lodz que conheceu Sainer e juntos criaram o grupo Etam Cru. As fachadas de edifícios escuros e cinzentos são as telas de eleição dele e já criou obras em vários espaços públicos nos quatro cantos do mundo. A Etam Cru já esteve mesmo nos Açores em 2012, na ilha de Ponta Delgada, onde deixaram a sua marca.

As cores fortes e traço único que impõe nos seus murais tornam-no num artista excêntrico. É inspirado por temas florais e folclóricos. O uso da imagem feminina e animal na arte ajudam-no também a criar metáforas.

Atualmente, BEZT conjuga as viagens com a pintura, dividindo o tempo a viajar pela Europa com Sainer, onde têm participado em vários festivais de street art, divulgando e produzindo o seu trabalho em exposições individuais.

A peculiaridade com que grafita faz eco no país onde nasceu e já é mesmo uma das figuras mais influentes na Polónia. Nas obras que assina, BEZT prima pela mensagem a transmitir, mais do que os vários materiais que utiliza, pois considera que o mais importante é a criação de narrativas de forma a fazer chegar a mensagem esperada.

CATARINA GLAM

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School Library that I painted last week ??

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Catarina Monteiro é uma artista urbana portuguesa. Desde 2000 que se dedica ao grafitti e à pintura de murais. Considera que a paixão pelas cores e formas toma conta da vida dela. Ma, foi também desde cedo que elevou as obras a um outro patamar. Glam, como se apelida, realiza trabalhos multi-dimensionais em papel e madeira. Uma versatilidade que já lhe permitiu, ao longo dos anos, produzir várias peças de design e personagens para várias marcas, exposições e festivais no estrangeiro.

Vive num universo vasto, “a mil à hora”, mas num caos organizado. Catarina define a arte que cria como criteriosa até ao mais ínfimo pormenor.

JANA & JS

Jana & Js formam uma dupla de street artists desde 2006. Jana é austríaca e Js francês. Ainda assim, foi em Madrid que se cruzaram e decidiram fundir os projetos que conduziram. Viveram lá alguns anos, depois seguiram para Paris e atualmente vivem em Salzburgo, na Áustria. E tem sido através destes múltiplos desvios por diferentes cidades, lugares e características que lhes conferem, bem como pela paixão pela fotografia, que foram assentando as bases desta fusão artística. Distinguem-se por murais criados com stencil e baseiam-se, sobretudo, nos trabalhos fotográficos para os conceber. A inspiração vem das cidades e nas pessoas que nelas vivem. Em cada cidade, procuram decifrar o impacto do Homem nas cidades modernas e depois, aliar a paisagem de cada uma com os materiais melancólicos pela passagem do tempo e da História. E é em stencil sobre betão que procuram eternizar as obras.

Infraestruturas públicas, linhas de comboio, edifícios antigos ou inacabados, postes, camiões antigos, madeira. São estes alguns dos lugares ou recantos onde procuram fundir as pessoas com o meio ambiente. A essência está em transformar pesssoas em arte e relacioná-las com o meio ambiente, captando as emoções, desejos e preocupações com o mesmo. Um diálogo artístico que, mais do que apelar a vista, procura apelar à consciência.

ROBÔ

Robô/ Facebook

Robô  é o mais novo dos artistas desta edição. Tem 23 anos mas já dedicou meia vida ao grafitti. Fá-lo desde 2007.

É formado em escultura e audiovisuais e o interesse que nutre pelas práticas urbanas deu lugar ao cruzamento de outras técnicas, o que lhe deu algum conhecimento acerca de temas que ressaltam no panorama da cultura atual.

Já participou em vários projetos e exposições. Isso tem-lhe permitido desenvolver e explorar os limites da sua prática e refletir sobre as proporções que a sua expressão visual pode adquir.

Desde 2014 que está inserido em diversas publicações, das quais se destacam: Street art Lisbon volume I. Lisboa: Zest books; Street art Portugal. Lisboa: Zest books; Street art Lisbon volume II. Lisboa: Zest books; Lisboa graphics. Porto: Objecto Anónimo.

WASTED RITA

Wasted Rita  é uma artista e ilustradora portuguesa . A assumida “agente provocadora nata” gosta de pensar, escrever, desenhar e dar vida a pequenas jóias de sabedoria sarcástica, refletindo uma educação não convencional.

Desde 2011, ano em que criou o blog “Rita Bored”, a artista de 30 anos tem vindo a acumular, desde então, uma enorme legião de seguidores.

Cabe dizer que o trabalho artístico dela assenta num binómio entre a tristeza e a felicidade onde defende que, muitas das vezes, no dia a dia, somos forçados à felicidade. Rita Gomes assume que esta é mais indissociável da tristeza do que se tende habitualmente a admitir.

As invectivas poéticas de Rita sobre a vida e o comportamento humano têm aparecido em revistas, livros, exposições e comissões artísticas em vários países de todo o mundo. No entanto, Rita procura não pensar em números e pensa antes em projetos, pois acredita que ter de se preocupar com o negócio “mata completamente a parte criativa”.

ZOER

De Sicília chega Zoer, pintor e designer de produto. Tem 33 anos.

Desde criança que o artista italiano criado em Lille, norte de França, era inconformado mas ao mesmo tempo curioso com o que o rodeava. Zoer desconstruía, queimava e amachucava objetos, alterando o seu formato. Bastante observador daquilo que o atraía, formou mesmo o próprio conceito: o Zoerismo- arte ilustrativa e abstrata.

Formado em Design Industrial, define-se como um artista livre que trabalha nos próprios projetos. É nas memórias que se inspira para criá-los, perdidas entre a infância, os vizinhos, histórias da rua e na cultura techno e Rock’n’Roll.

Em 2004, com Kyro, o parceiro, criou o CSX (Chômeurs Sans eXpérience – Desempregado Sem Experiência), que serviu para desvendarem culturas e conhecerem personalidades da pintura pelos lugares por onde passaram.

Com uma abordagem não convencional, Zoer tem criado um dos estilos mais originais e progressivos da atualidade. Desde letras desconstruídas a carros, vários elementos fazem parte das composições que criam. Ao mesmo tempo, não é “dono” de uma só técnica, pelo que abraça muitos territórios gráficos. Locais abandonados, áreas urbanas e industriais são lugares de eleição que depois decora e combina com o conceito de arte abstrata que ele próprio construiu.

É um artista que vê a pintura como concepção de ideias e visões, mais do que a criação de imagens harmoniosas, homegeneízando a espontaneidade e forma infantil com que olha para o grafitti, com um estilo mais técnico, industrial e preciso.

Até 7 de outubro, as ruas da cidade de Leiria vão ser a tela destes artistas.  Intervenções às quais é possível assistir de forma gratuita. Basta apenas deslocar-se até aos seguintes espaços:

INTERVENÇÕES

10 Set a 17 Set- ZOER-  Via Polis Leiria

17 Set a 21 Set- ROBÔ- Bombeiros Municipais de Leiria

19 Set a 28 Set- BEZT- Rua de Tomar

24 Set a 30 Set- RICARDO ROMERO | PROJECTO MATILHA- Antiga EDP – Via Polis Leiria

02 de Out a 07 Out- JANA & JS- Hotel Leiria Classic

04 Out a 07 Out- CATARINA GLAM- Centro de Interpretação Ambiental

EXPOSIÇÃO

14 Set a 07 Out -WASTED RITA- Livraria Arquivo

CONGRESSO

02 Out a 04 Out ARTE URBANA NO PLURAL ESECS-IPL- Auditório

 

Artigo: Wilson Tavares

Em Leiria, já há uma cervejaria onde é possível petiscar e desfrutar à Beira Rio


Este foi um dos mais recentes espaços que veio dar uma nova vida ao Parque do Avião

A Beira-Rio Cervejaria é uma das mais recentes tendências na cidade. O antigo café Chillout deu, desde maio, lugar a uma nova casa que conjuga o palato com o sabor da natureza a, imagine-se… a cinco metros do rio Lis.

O nome não deixa margem para dúvidas. Margem, talvez apenas as do rio. Do rio Lis. Pois é lá que agora é possível estar com outro gosto. Talvez a comer ou simplesmente a beber uma cerveja com amigos. Um exemplo, diga-se, de que não é preciso viajar muitos quilómetros para uma boa escapadinha de verão.

Carlos Serra e a esposa Maria José são os donos do Beira-Rio Cervejaria.  Aliada à ambição de desenvolverem o próprio negócio, acharam que seria ali, junto às margens do rio e de um avião que por ali aterrou já há vários anos, que a cervejaria poderia ter sucesso.  Sim, o Parque do Avião. Não só um lugar rodeado de natureza, mas também um lugar “estratégico”, disseram à TIL.

A Beira-Rio Cervejaria surge não só como um negócio local, mas também como uma tentativa de dinamizar e “devolver alguma vida” àquele espaço da cidade. Então, à beira-rio, abrem-se as portas de uma cervejaria que convida miúdos e graúdos a saborear. Seja a almoçar, a jantar, ou mesmo a apreciar um pôr do sol, com a paisagem de um dos ex-líbris da cidade de Leiria: o rio Lis.

O Beira Rio tem uma equipa dedicada, elaborando um serviço personalizado ao cliente

Fiéis ao conceito de cervejaria, Carlos e Maria dispõem de uma carta com os mais variados e tradicionais petiscos, a preços “justos e de qualidade”. Desde o camarão panado às moelas e ainda com alguma barriga para jaquinhzinhos fritos, a oferta é bastante diversificada, onde os petiscos são a grande aposta da casa.

Os petiscos variam entre um e cinco euros. Num espaço aberto diariamente, à exceção de terça-feira, também é servido o prato do dia: sopa (do dia) e segundo (carne ou peixe). Mais à noite, além do menu existente, o bife tradicional da vazia e o bitoque são especialidades. Por pessoa, o preço fixa-se entre os 11 e os 13 euros, consoante a bebida que acompanha o prato. As várias marcas de cerveja vendidas são também um diferencial no negócio.

Futebol, cerveja e petiscos. Há alguma junção melhor neste mundo?

O espaço, que foi Chillout durante vários anos, um café bastante frequentado por jovens, deu lugar a um espaço bastante renovado e mais arejado. Este, quase todo envidraçado em seu redor, parece iludir o campo de visão de quem lá entra, onde os clientes quase sentem que toda a natureza e espaços verdes à sua volta quase parecem parte integrante do próprio espaço. A Beira-Rio Cervejaria não dispensa igualmente de um serviço de esplanada que, não só aproxima ainda mais as pessoas do rio, como acentua ainda mais um feeling  de tranquilidade, serenidade e de estar à beira-rio.

Pela primeira vez é possível ir jantar fora ou combinar planos num restaurante tão perto, não só do centro de Leiria, mas sobretudo do rio que atravessa a cidade. A pouco mais de cinco metros de distância do Lis, é possível desfrutar de uma bela paisagem e quem sabe ir mesmo a banhos enquanto se aguarda por uma refeição na Beira-Rio. Para a sobremesa, às quintas-feiras, há ainda a presença assídua de convidados com música ao vivo. E, de quinta a sábado poderá mesmo prolongar-se por lá até às duas da manhã.

Porque não só do Douro nem do Tejo vivem os rios do nosso Portugal, vão uns caracóis e uma imperial à beira do Rio Lis?

 

Texto: Wilson Tavares
Foto: Teresa Neto

“Leiria, paredes com história: ARTE PÚBLICA” vai agitar as fachadas da cidade


Durante um mês, artistas nacionais e internacionais de street art vão grafitar seis fachadas da cidade. O objetivo é tornar Leiria uma “galeria de arte”

Se ainda alguém se questiona sobre o porquê de várias ruas e fachadas da cidade de Leiria estarem pintadas de outra cor, a TIL responde. Está de volta o evento que reuniu vários artistas para intervir e investir na arte urbana da cidade.

A segunda edição do Leiria, paredes com história: ARTE PÚBLICA começa no dia 8 de setembro e o sucesso da primeira edição, que levou Leiria além-fronteiras, regressa e promete intervenções mais ambiciosas.

Encontra a arte na cidade é o mote lançado. O evento, criado em 2017, resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Leiria, a associação Riscas Vadias e a curadoria de Ricardo Romero – Projeto Matilha. Segundo informação disponível no website, esta cooperação quer mostrar que em Leiria, “terra de gentes sonhadoras, criativas, empreendedoras e trabalhadoras”, existe um grande potencial, não só devido a esta dinâmica, mas também às características e particularidades do seu território físico, bem como património histórico e imaterial.

A edição deste ano volta a juntar artistas de renome nacionais e internacionais. Se no ano anterior houve artistas que viajaram da Croácia e da Espanha, como foi o caso de Lonac e da dupla espanhola Pichiavo, este ano a inspiração artística vem de França, da Polónia e da Áustria. Zoer, Bezt e Jana & JS são os nomes estrangeiros que compõem esta edição e que, ao longo de um mês, vão pintar a cidade.

A nível nacional, o Projeto Matilha, Robô e Catarina Glam são os artistas convocados. “Mais que um evento artístico”, a iniciativa pretende que estas intervenções artísticas sejam uma possibilidade para Leiria e para o futuro da cidade, tendo em conta a preponderância que a arte pública urbana assume atualmente em Portugal e no mundo.

Uma das grandes ambições passa por tentar afirmar a cidade como “galeria de arte”, num “novo cenário de turismo artístico/cultural de âmbito nacional e internacional”, reconhecendo a cidade como ponto de visita obrigatório no tour de arte pública urbana.

As seis obras que irão ser postas em prática ao longo do próximo mês, em fachadas, empenas e paredes, serão todas perto do centro da cidade, no entanto, em semanas diferentes. Locais como a via Polis Leiria, os Bombeiros Municipais de Leiria e o Hotel Leiria Classic foram alguns dos spots escolhidos.

A maioria dos trabalhos costuma ser realizada em paredes de edifícios devolutos do centro histórico da cidade. Os artistas, dotados de diferentes técnicas e formas de arte, têm em comum o tamanho dos seus trabalhos. Trabalham em dimensões de larga escala, o que aumenta o impacto visual de quem as percepciona.

Fazendo jus ao nome do evento, são paredes com história que estes artistas pretendem criar. Não só em lugares que possam parecer mais pobres e degradados, mas também em potenciais sítios que, ao mínimo retoque ou alteração, podem alterar toda a significância e harmonia do mesmo.

Desconhecidos os temas que cada artista irá retratar, a mensagem não terá necessariamente de estar associada às características do território físico de cada um. Vale lembrar umas das obras realizadas por Lonac, um dos artistas presentes no último ano, que grafitou a fachada de um prédio junto aos Capuchos. Vícios retrata uma mulher no seu quotidiano, a segurar uma chávena e um cigarro, enquanto utiliza o seu telemóvel. Assim, representa os vícios da sociedade atual numa sociedade em constante mutação.

O artista, que é reconhecido pela sua técnica foto-realista, conseguiu o efeito de não deixar ninguém indiferente à obra quando por aquela estrada passa. Ainda que seja uma foto dissociada do ambiente à volta, prende a vista por todo o seu realismo e jogo de cores.

À semelhança da edição anterior, o evento não se limita às intervenções na cidade. Além da arte mural, também proporciona uma exposição de arte e um congresso sobre arte urbana, com o apoio da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS).

Wasted Rita é a autora de uma exposição com os seus trabalhos e vai estar aberta ao público na Livraria Arquivo em Leiria, de 14 de setembro a 7 de outubro.

Haverá também um congresso, de 2 a 4 de outubro, que vai contar com a presença de pesquisadores e investigadores de diferentes áreas académicas (ciências sociais, estudos artísticos, arquitetura, estudos visuais, ciências da comunicação, entre outras). Com o tema Arte Urbana no Plural, o congresso, que decorre no Auditório da ESECS, pretende levar a uma reflexão sobre a função e importância da arte nas esferas da educação e inclusão social.

Umas das novidades do Leiria, paredes com história: ARTE PÚBLICA é um acordo de cooperação com a Valorlis e um maior compromisso de sustentabilidade e gestão de resíduos. Assume-se, assim, como um eco evento, através da implementação de várias medidas, entre as quais ações de sensibilização ambiental junto dos participantes e a colocação de mini ecopontos nos locais das intervenções artísticas.

Brevemente, mais paredes de Leiria vão contar histórias.

 

Fotografia: Rui Santo

Drones para caçar lixo marinho? Sim, e vai começar nas praias de Leiria


A medida pretende utilizar a tecnologia para salvar o mar que banha a costa litoral do distrito de Leiria.

No âmbito de um projeto científico de combate à poluição marítima, ao qual o Município de Leiria aderiu, os drones farão a deteção, busca e inspeção autónoma de lixo marítimo em áreas costeiras.

O projeto chama-se “UAS4LITTER“, é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e está a ser desenvolvido por investigadores dos centros de investigação do INESC Coimbra, UC-MARE e NOVA.ID_MARE, um dos quais pertencente à Divisão de Planeamento, Ordenamento e Estratégia Territorial do Município de Leiria.

Segundo nota de imprensa, a área de desenvolvimento e teste é a zona entre a Praia do Pedrógão e a Figueira da Foz, em três praias com níveis distintos de poluição marinha e pressões de urbanização.

A quantidade de lixo no ambiente marinho está a crescer exponencialmente. Os métodos tradicionais para monitorização de lixo marinho em zonas costeiras baseiam-se em contagens visuais (censos) em áreas limitadas. Além de ser um método que consome demasiado tempo, não é eficiente em áreas com maior cobertura. Os drones oferecem, assim, novas oportunidades para a investigação e monitorização ambiental, uma vez que oferecem uma plataforma aérea de baixo custo e alta eficiência.

A investigação será desenvolvida entre outubro deste ano e o mesmo mês de 2021. O projecto irá fornecer uma abordagem integrada para o desenvolvimento de novas ferramentas e métodos para avaliar os níveis de contaminação marinha em zonas costeiras, com o objetivo de reduzir o tempo de procura, monitorização e recolha de lixo marinho.

 

“Saídos da Casca” no Cine Teatro de Monte Real


Sexta-feira, dia 31, pelas 21:30h, o Cine Teatro de Monte Real recebe os atores Luís Aleluia e Vítor Emanuel numa “comédia hilariante“.

Dois atores em palco, que inventam personagens e textos para o programa de televisão. E dizem aquilo que em televisão não é suposto dizer.

Afinal, de que falam eles nas reuniões de escrita? E de onde vem a inspiração para criar personagens e escrever textos?

Luís Aleluia e Vítor Emanuel respondem a estas e outras questões numa “comédia hilariante”, com a duração de duas horas. O público ficará “surpreso” e questionar-se-á sobre a “intrigante temática que é a televisão”.