Ti Milha 2º Dia – A Real Padráda


No segundo dia de Ti Milha as bandas meteram o público ao rubro. Depois de uma sexta-feira a todo o gás, sábado o chão tremeu no parque de merendas da ilha.

Pás de Problème e uma ‘real padráda’

Neste segundo dia o ritmo não abrandou, mas começou bem tranquilo pelas 19h, Joana Pedrosa deu aos presentes um workshop de Culinária Macrobiótica onde foram distribuídos conhecimentos valiosos sobre alimentação.

Acabado o workshop foi altura de começar o estágio para a noite incrível que se veio a revelar. Concentrados no palco secundário e maioritariamente sentados, os presentes assistiram a mais uma sessão de curtas metragens com o “Mov’Ilha” a levar à tela as curtas “Cora” e “The Voyager.”

Pelas 22:30h foi a vez dos All Freak Band Happy People tomarem o palco. A banda, que é uma mescla de orientações e influências musicais, atuou para um público a meio gás pois ainda muita gente estava para chegar. 

Os Mirror People de Rui Maia entraram em cena e o que se pensava ser uma atuação de pôr toda a gente a dançar, não fez mexer mais que os fãs da dianteira do palco. Muita gente concentrada na zona do bar e a não prestar atenção aquele que é um dos músicos de excelência do nosso país. Os Mirror People ainda conseguiram fazer mexer alguns que ora crescia, ora diminuía. 

Mirror People

Seguiu-se a atuação d’Os Compotas e que atuação! O grupo subiu a palco com uma energia contagiante e distribuindo injeções de funk na audiência que aos poucos se foi soltando e pondo os pés a mexer. Munidos de sopros, guitarra, baixo, bateria e um teclista/frontman com uma energia poderosíssima, Os Compotas começaram a acelerar o ritmo dos corações. Acabaram cedo demais diz quem lá esteve.

Os Compotas

Chegava agora o momento mais aguardado desta noite, os Pás de Problème, banda muito acarinhada na Ilha. Vindos de Lisboa e pela segunda vez no Ti Milha a receção que tiveram confirmou o que se esperava. Toda a gente queria vê-los e, consequentemente, receber a sua “padráda.Durante 2 horas os Pás de Problème meteram toda a gente a saltar e aos encontrões num espetáculo que teve tanto de teatralidade como de qualidade e energia, sendo impossível encontrar alguém parado. Se Os Compotas tinham atuado pouco tempo, o que dizer dos Pás de Problème, depois do encore ainda se ouviu um coro de “só mais uma” mas acreditamos que os donos da “padráda” deixaram tudo em palco, não restando energia para mais.

Antítese do concerto, pessoas paradas.

A fechar o dia esteve, no palco secundário, o Dj Nomad mas já eram poucos os resistentes do concerto anterior. A pujança dos Pás de Problème deixou o público esgotado. Para domingo ficou reservado o dia mais calmo para descomprimir e recuperar energias.

 

Testemunhos

  • Nádia Ferreira

“O timilha é uma maratona a dançar. Acordas no outro dia com o corpo todo dorido, marcas dos moches, sapatilhas cheias de terra e só queres voltar.
É ficar ansioso para que chegue e não querer que ele passe.
É estar em família para celebrar só o facto de estarmos ali juntos.
É ver o produto do trabalho de voluntários que só querem ver as pessoas felizes e eu fui lá feliz.