Entrevista a Churky: “A minha banda preferida de Alcobaça são os Stone Dead!”


Por altura do Festival A Porta, a TiL esteve com Churky. Depois de vencer o EDP Live Bands o cantautor prepara uma época de concertos em grande. Falámos sobre a sua terra, as suas raízes e também sobre o futuro.

 

TiL: Já tinhas vindo ao Festival A Porta? Ou é a primeira vez?

Churky: Primeira vez.

TiL: E o que tens a dizer?

C: Brutal! Grande iniciativa e só tenho de agradecer.

TiL: Churky, vencedor do EDP Live Bands, vais tocar ao Nos Alive e ao MadColl Festival em Madrid. O que é que se segue?

C: Segue um disco novo que vai ser lançado pela Sony e é isso, vou estar o resto do ano a escrever o disco.

TiL: Tens algo especial preparado para o Mad Cool Festival?

C: Estamos agora a começar os ensaios, ainda não está tudo pensado mas já está a começar. Não consigo adiantar nada, ainda é muito cedo.

TiL: O EP Estórias foi escrito inteiramente em português, como é que surge essa ideia? Já tinhas pensado que ia ser em português ou foi surgindo?

C: Não. Eu comecei na música muito cedo e comecei a tocar uns covers nuns bares e naturalmente a música que eu ouvia era toda muito em inglês e eu gostava muito de cantar em inglês. Por isso escrevi o primeiro álbum todo em inglês. Isso quando era mais novo e só lancei esse álbum quando já tinha 19 ou 20 anos. Ou seja, juntei todas as músicas que tinha feito até então e depois lancei o disco. O Estórias já vem da nova fornada de músicas que eu fiz já com esses 20 anos até agora. São 4 músicas que escolhemos para pôr no EP. Foi porque comecei a ouvir muita música em português, brasileiro, Buarque e Caetano e comecei a gostar de escrever muito em português.

Churky no Festival A Porta

TiL: Soubemos que passaste agora por uma mudança de estilo e a questão é mais ou menos a mesma. Já tinhas pensado que ias fazer um álbum diferente ou foi algo que foi surgindo com o tempo?

C: Não, naturalmente acho que foram as minhas escolhas pessoais foram um bocado para esse lado. Porque quando eu era mais novo gostava de outras coisas e fazia as coisas de outra forma. Naturalmente, neste  EP, estive um tempo largo sem lançar nada e quando lancei já eram coisas mais recentes que eu ouvia. Vem daí um bocadinho essa influência. Depois também o facto de tocar com uma banda muito grande, com naipe de sopros e isso traz outras sonoridades e outras ideias. Não foi nada estudado ao pormenor de “olha vou mudar para ali”. Não, saiu assim.

TiL: Tu és de Alcobaça. Quanto às bandas de Alcobaça, quais é que são as tuas preferidas ou influências?

C: A minha banda preferida de Alcobaça são os Stone Dead! Para além de ser malta com quem eu cresci, são da minha rua literalmente. Crescemos todos dentro de mesmo meio, dentro do Punk e do Rock apesar de eu ter seguido outros caminhos e ter tido outras tendências, aquilo ainda me bate da mesma forma que me batia na altura que eles começaram. Começámos todos na mesma altura e nas mesmas casas. Para mim, a minha preferida é Stone Dead. Depois temos os The Gift que são gigantes no panorama, os Plastic People agora que são muito fixes também e que ganharam o EDP Live Bands no ano anterior ao meu. Temos os Fuzzil, há ainda uma data de projetos de Jazz do Rúben da Luz e do Sérgio Carolino que também são brutais. Há muita, muita música em Alcobaça e cada vez há mais. Não te sei dizer o que é que é melhor mas a que eu tenho mais familiaridade são mesmo os Stone Dead.

TiL: Para acabar, com “tantos a comer à pala”, já há para ti?

C: (risos) essa nunca me tinham feito. Sei lá, há sempre. Há sempre para mim. Nessa canção especialmente eu quis dar outra ideia, quis ir por outras palavras, quase que tentar dizer outra coisa. Também não te vou dizer o que é senão vai estragar a cena toda da música mas há, claro que há. Há para todos, há para todos…